segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Bombeiros de Mira “Obrigaram” Comandante a Demitir-se

Corpo activo dos bombeiros de Mira “está de candeias” às avessas com o comandante. Dois abaixo-assinados “arrasadores” obrigaram Manuel Pereira a deixar a corporação.
As relações entre o corpo activo dos bombeiros voluntários de Mira e o comandante da corporação bateram no fundo. Pelos menos “azedaram” há cerca de um mês, altura em que a maioria dos bombeiros, devido ao «mau estar e péssimo ambiente no seio da corporação», decidiu elaborar uma petição a pedir à Direcção “a cabeça” de Manuel Pereira, exigindo a sua demissão.
As relações degradaram-se e mais recentemente os bombeiros redigiram uma segunda carta/petição, esta assinada por 44 elementos que fazem escalas mensais na corporação, na qual arrasam a actuação de Manuel Pereira ao longo dos tempos, acusando-o de «não ter palavra», de «dividir para reinar», de que «hoje diz uma coisa amanhã outra», entre outros mimos, voltando a pedir à Direcção a sua saída do comando.
Bombeiros que, à “boca fechada”, vão dizendo “cobras e lagartos” de Manuel Pereira, a maioria dos quais, porém, prefere, apenas, dizer que, efectivamente, o clima actual no seio da corporação «é de cortar à faca». A verdade é que o comandante parece não ter resistido “à pressão” e acabou por pedir a demissão do cargo na passada quarta-feira, pedindo à Direcção a sua passagem para o Quadro de Honra, o que foi aceite.
A demissão de Manuel Pereira não acalmou as hostes, uma vez que o segundo comandante e o adjunto do comando pediram a exoneração do cargo alegadamente solidários com o comandante, o que criou um vazio na estrutura de comando da corporação. A insólita situação levou o presidente da Direcção da Associação Humanitária a pedir àqueles elementos que se mantivessem nos seus cargos pelo menos até à nomeação de outro comandante, mas a resposta não foi, para já, positiva. (ler caixilho). A polémica, aliás, extravasa o seio da corporação e estende-se à Direcção da associação, fortemente criticada por Manuel Pereira, que acusa o presidente Carlos Camarinha de instigar os bombeiros «a insurgirem-se contra o comandante» (ler caixilho).
Carlos Camarinha que confirmou ao nosso Jornal a demissão de Manuel Pereira no dia 18 deste mês devido «ao descontentamento do corpo activo», ao «mau estar patente na corporação há muito tempo», que culminou em dois abaixo-assinados arrasadores para Manuel Pereira por, argumenta o dirigente da associação, «não ter sabido lidar com os homens que comandava».
A corporação, de acordo com o presidente da associação, chegou ao ponto de recusar fazer qualquer tipo de instrução sob as ordens do comandante e, nas petições, ameaçaram que não faziam escalas de serviço a não ser na área da saúde (transporte de doentes e urgências). O teor das petições dos bombeiros contra o comandante eram de tal forma fortes «e de bradar aos céus», que levou Carlos Camarinha a encaminhá-las para o comandante distrital do CDOS, Ferreira Martins.
“Quero, posso e mando”
As acusações a Manuel Pereira são mais que muitas. Pelos menos dos 44 bombeiros que assinaram as petições, a maioria deles preferindo não se identificarem publicamente. Não foi o caso do bombeiro-chefe Paulo Silva, na corporação há 16 anos, que não teve problemas em garantir que o (mau) relacionamento entre comandante e corporação «já é antigo, já dura há pelo menos dois anos». Mau relacionamento que terá origem «na sua falta de capacidade para estar à frente de uma corporação de bombeiros» e que se agravou nos últimos tempos devido, segundo este operacional, «à sua prepotência, ao estilo de quero, posso e mando».
Prepotência que terá passado os limites, «ao ponto de ele [comandante] perseguir e ameaçar o pessoal», o que levou os bombeiros «a unirem-se e a denunciarem a situação, exigindo a sua saída», conta Paulo Silva. Este operacional refere, ainda, que o próprio segundo comandante (João Almeida) e adjunto do comando (João Canudo) «eram, também, uns “paus-mandados”» do comandante e que a “guerra” na corporação não tem nada a ver com eles. Por isso, afirma, se quiserem continuar nos cargos que ocupam «têm o apoio e solidariedade de todos os bombeiros».
A verdade é que esta situação criou um vazio no comando dos bombeiros de Mira, o que está a preocupar a direcção da associação, e que poderá agravar-se se João Almeida e João Canudo (segundo comandante e adjunto) também baterem com a porta.

“Tenho de estar solidário com o Manuel Pereira”

O Diário de Coimbra também falou com o segundo comandante da corporação de Mira, João Almeida, e o adjunto de comando, João Canudo. O primeiro não quis dizer de que lado está da barreira, sempre confirmou que após a demissão do comandante pediu a sua exoneração. «Não estou contra ninguém nem estou solidário com alguém», argumentou João Almeida, confirmando, ainda, ter sido convidado para continuar no cargo e que ainda não deu nenhuma resposta à Direcção da associação.
Já João Canudo, adjunto do comando, afirmou ter a “obrigação” «de estar solidário com o comandante» por que foi ele [Manuel Pereira] «quem me convidou para o cargo» e, nesse sentido, quando se demitiu «coloquei o meu lugar à disposição».
Este operacional também confirma ter sido convidado para continuar no cargo, porém, adiantou, «só no dia 1 de Dezembro tomamos uma decisão».

“Bombeiros não estão contra mim, o presidente é que os instiga”
Manuel Pereira confirmou a sua demissão do comando dos bombeiros mas não aceita que o tenha feito por a corporação estar contra si. Mesmo sabendo que as petições a exigir a sua demissão tenham sido assinadas pela grande maioria dos bombeiros, o (ex) comandante diz que estes «foram instigados pelo presidente (Carlos Camarinha) para o fazer» e garante que os bombeiros não estão contra si. «Quem está contra mim é o presidente da associação, que anda há dois anos a querer correr comigo».
E enumera episódios de «interferência» de Carlos Camarinha na sua actividade. «Ele queria ser o operacional, imiscuía-se no meu trabalho, mandava o pessoal conduzir carros e ambulâncias sem minha autorização», acusa, agora, Manuel Pereira, afiançando que o presidente da associação ameaçou uma bombeira «de não lhe renovar o contrato se se recusasse a conduzir uma ambulância». Argumentando ter documentos «que contradizem» o presidente, Manuel Pereira conclui: «sempre zelei pelos interesses dos bombeiros e do concelho desinteressadamente», sugerindo que outros não o fizeram.
Diário de Coimbra

Estradas Cortadas Devido à Queda de Neve

domingo, 29 de novembro de 2009

Notícias Bizarras Vindas do Brasil: 40 Pneus Desapareceram do Quartel dos Bombeiros

Clique sobre a foto para ampliar
Enviada por Joel Cleto Ribeiro com o seguinte texto: "Oi amigo lhe deixo esta notícia para ver que não é só não nos bombeiros portugueses acontecem coisas bizarras. Continue em contacto com a gente... o vosso blog está ótimo. Um abração dos amigos Joel e Mara"

Acordo Entre a Liga dos Bombeiros Portugueses e o Ministério da Saúde

Apesar de ter demorado algum tempo Bombeiros e Ministério da Saúde estão em sintonia quanto à desactualização do acordo para o transporte de doentes em ambulâncias, datado de 1980.
A Liga garante que existe já um novo acordo e que falta apenas a fixação do preço pago por quilómetro.
Paulo Hortênsio o vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses sublinha que aguardam a todo o momento essa fixação por parte do Ministério da Saúde.
Paulo Hortênsio garante que maior parte das Associações Humanitárias já aderiram ao acordo por isso mesmo a Liga está em alerta para que as negociações que já existem entre os Bombeiros e o Ministério da Saúde não fiquem apenas no papel. A Liga espera ver concluído este processo muito em breve.
Paulo Hortênsio sublinha no entanto que o processo é muito mais complexo, uma vez que, não passa apenas pela actualização do preço por quilómetro. A Liga pretende alterar o protocolo que já existe há 20 anos e que já não se adequa à realidade.
Rádio Elmo

Neve Cai com Intensidade na Serra da Estrela e Obriga ao Encerramento de Estradas

A neve que cai «com intensidade» obrigou hoje ao encerramento de estradas na Serra da Estrela, disse à Agência Lusa fonte do Centro de Limpeza de Neve, nos Piornos.
Estão encerradas ao trânsito as estradas que atravessam a zona central da serra, entre Seia - Loriga, Lagoa Comprida - Torre - Piornos e Piornos - Manteigas.
«Está a nevar com intensidade sem parar desde a última noite» disse a mesma fonte.
As temperaturas rondam cinco graus negativos na Torre e 2,5 negativos nos Piornos.
O Instituto de Meteorologia e Geofísica prevê que a neve continue a cair na Serra da Estrela pelo menos até terça-feira.
O bombeirospontopt sabe também que na Portela do Arão - Loriga estiveram cerca de uma dezena de carros bloqueados pela neve onde acorreram de imediato os Bombeiros de Loriga para reestabelecer a circulação dos veículos.
Porta da Estrela com foto de Pedro Amaro

Ambiente Calmo nos Bombeiros Depois de Um Homicídio Dentro de uma Ambulância

O ambiente no quartel dos Bombeiros de Montemor-o-Velho é de serenidade depois de a tripulação ter assistido esta manhã ao homicídio de uma mulher pelo marido, dentro de uma ambulância.

Um homem de 41 anos matou hoje a tiro a mulher, que se encontrava dentro de uma ambulância, depois de ter obrigado os bombeiros a voltar atrás quando a transportavam para o hospital, na sequência de um caso de violência doméstica, e ainda atingiu mortalmente um GNR e feriu outro.

O motorista da ambulância não aceitou falar, mas o segundo comandante da corporação, Licínio Serrão, explicou aos jornalistas que "os tripulantes sentiram-se perseguidos e ameaçados pelo possível homicida e numa localidade que dá acesso à A14 voltaram para trás, em fuga, direitos ao quartel da GNR".

Lusa

Protecção Civil Resgatou Grupo de Escuteiros da Amadora Retidos na Neve (Video SIC)

Protecção Civil Resgatou Grupo de Escuteiros da Amadora Retidos na Neve

Dezassete escuteiros da Amadora foram esta tarde resgatados da Serra da Estrela depois de ficarem retidos na neve. Os escuteiros foram surpeendidos por uma queda brusca de nevoeiro que os desorientou.

O grupo foi encontrado pelos bombeiros cerca das 14h30 horas na zona da Nave Mestra, em Manteigas, depois do alerta dado às 11h22 de que estaria preso na neve e «com dificuldades de orientação».

«Os escuteiros foram surpreendidos com uma queda brusca de nevoeiro que os desorientou. Já estão todos resgatados e em segurança aqui no quartel dos bombeiros de Manteigas», disse o Comandante dos Bombeiros de Manteigas, Seara Pires, em declarações à TSF.

A operação de resgate mobilizou 43 elementos do organismo de protecção e socorro.

Desde a última noite que neva sem parar na Serra da Estrela e as temperaturas rondam os dois e meio e os cinco graus negativos.

TSF

Nota: A notícia aqui publicada é uma réplica da TSF no entanto, o bombeirospontopt faz um pequeno reparo, Seara Pires é o 2.° Comandante Distrital da Guarda e não o Comandante de Manteigas.

sábado, 28 de novembro de 2009

Dez Distritos em Alerta Amarelo Devido ao Mau Tempo

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) emitiu um aviso de alerta amarelo para dez distritos do Norte e do Centro de Portugal continental devido ao mau tempo esperado para a próxima noite e o dia de amanhã, com chuva por vezes forte, de neve em terras altas, acompanhada de rajadas de vento até 100 km/h.

Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra e Castelo Branco serão as zonas mais atingidas por “um sistema frontal que irá provocar, especialmente a partir do dia de hoje, sábado, e durante o dia de amanhã, domingo, chuva por vezes forte, vento com rajadas que podem atingir os 100 km/hora nas terras altas, agitação marítima na costa ocidental a norte do Cabo Carvoeiro e pela diminuição da temperatura, circunstâncias que podem motivar nas regiões do interior a queda de neve em cotas médias (acima dos 700 metros)”, segundo prognóstico do Instituto de Meteorologia.

“Neste nível de Alerta os fenómenos previstos não sendo invulgares, podem representar danos potenciais para pessoas e bens. Deve-se adoptar medidas de prevenção e auto protecção e adequar os comportamentos à situação”, avisa a ANPC, recomendando precaução em relação a um possível “aumento do número de acidentes de viação, devido à existência de piso escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou ao arrastamento de materiais sólidos para a via; inundações por transbordo, em linhas de água de regime torrencial ou não dominadas por albufeiras; possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem; possibilidade de persistência de neve e gelo nas estradas, podendo conduzir a retenção temporária de veículos e pessoas nas vias, aumento de acidentes rodoviários, isolamento temporário de núcleos habitacionais e danos em estruturas montadas ou suspensas.”

DN

Bombeiros de Arganil Sonham Com Quartel Novo

A construção de novas instalações constitui o projecto mais arrojado que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Argus tem em “agenda”. Se as negociações com o proprietário do terreno, decorrerem da melhor forma e, entretanto, for conseguido financiamento, é bem provável que as obras ainda tenham início no próximo ano.

António Pereira Alves, explica que o que se pretende é adaptar as antigas instalações dos Correios e, posteriormente, elaborar o projecto que será alvo de uma candidatura aos fundos comunitários. «As actuais instalações já começam a ser diminutas, apesar de termos acabado de remodelar interiormente o edifício sede e termos mudado a secretaria de sítio, para que a sala onde funcionava passasse a ser o posto de rádio e a sala de operações», sustenta o presidente da direcção da colectividade, assumindo que a concretização desse projecto será «a realização de um grande sonho para os bombeiros».

Para esse projecto já foi constituída uma comissão de honra composta, por um elemento pertencente à assembleia-geral, outro da direcção e outro do conselho fiscal, bem como por um economista, um jurista e pelo comandante.

Fundada em 28 de Novembro de 1934, a colectividade assinala amanhã as suas bodas de diamante. Ou melhor, nesta data culminam as comemorações da referida efeméride, que tiveram início precisamente há um ano atrás, com uma sessão solene e com o içar da bandeira que se manterá hasteada até amanhã. Ao longo de um ano, muitas foram as iniciativas desenvolvidas, todas com o intuito de assinalar os 75 anos de existência da corporação, como foi o caso de um almoço de consoada e distribuição de presentes pelos filhos dos bombeiros, um rali, uma descida de carrinhos de rolamentos, o lançamento do livro comemorativo dos 75 anos e um passeio turístico no concelho.
Destaque ainda para a realização de uma gala no Casino Estoril, organizada para ajudar a custear a aquisição de uma ambulância, que será benzida amanhã, juntamente com um carro de comando e uma carrinha adquirida para a comissão que organiza os eventos da corporação.

Amanhã, as comemorações abrem com o hastear das bandeiras, prosseguindo com uma missa na igreja matriz de Arganil e recepção às entidades convidadas. Para as 10hh45 está prevista a bênção das viaturas e entrega de condecorações aos bombeiros, seguindo-se um desfile que será liderado pela primeira viatura dos bombeiros uma V8, que foi totalmente recuperada e que será uma surpresa para todos os presentes. Seguir-se à uma sessão solene, terminando as comemorações com um almoço-convívio, a decorrer no pavilhão gimnodesportivo do Sarzedo, que só não é aberto à comunidade em geral por falta de espaço.

Este é o último aniversário a que António Pereira Alves assistirá enquanto presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arganil, uma vez que o dirigente assegurou ao nosso Jornal que após completar este mandato sairá. Todavia, faz questão de enfatizar que «não continuarei a integrar os órgãos sociais, mas estarei sempre disponível para a corporação, pois já me considero um bombeiro sem farda».
Diário de Coimbra

Bombeiros Profissionais de Faro Ameçam Protesto

Os bombeiros profissionais de Faro estão contra a posição defendida pelo presidente da autarquia, Macário Correia, que quer criar uma força conjunta de bombeiros municipais e voluntários. Os bombeiros profissionais ameaçam mesmo avançar com um protesto.
A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais considera que Macário Correia está a querer constituir uma força que não tem qualquer base legal.
Fernando Curto, presidente da Associação, lembra que o autarca de Faro já deu ordens para que seja o comandante dos bombeiros voluntários a mandar nos municipais e também já terá dado orientações para retirar o nome dos bombeiros municipais de Faro das viaturas.
Os bombeiros profissionais ameaçam, por isso, fazer uma concentração nacional na cidade de Faro e se necessário entrar em greve.
TSF

Reforço de Meios Contra a Neve e o Gelo

As autoridades de Protecção Civil do distrito de Vila Real têm já preparada uma estratégia de intervenção para as principais vias rodoviárias em caso de ocorrência de situações climatéricas anormais, nomeadamente nevões e formação de gelo. O IP4, A 24 e A7 são os acessos que terão uma atenção redobrada. Ao todo, estas vias terão 15 limpa-neves, ou seja, mais dois que o ano anterior.
À semelhança dos anos anteriores e antes do início do Inverno, realizou-se uma reunião em Vila Real onde estiveram presentes organismos e agentes que lidam com a questão da trafegabilidade das vias e das auto-estradas que atravessam o distrito. No encontro estiveram diversos organismos como o Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS), Governo Civil, Estradas de Portugal, GNR, PSP, OPERSCUT (A24), AENOR (A7), Auto-Estradas XXI, que agora é responsável pela manutenção do IP4.

Em situações extremas e no âmbito da Autoridade Nacional de Protecção Civil, toda a coordenação e articulação de meios se fará a partir do CDOS de Vila Real, numa articulação com os vários agentes.

O comandante do CDOS de Vila Real, Carlos Silva, deu a conhecer o que foi traçado nessa mesma reunião. "Basicamente o que procurámos foi verificar os meios que temos, ou melhor os meios que os diversos operadores têm. Verificamos aquilo que não correm bem e também o que houve de positivo para tentar corrigir o que se fez mal ou que não correu tão bem como desejaríamos". Concluiu-se que "os meios existentes no ano passado foram suficientes". Contudo, este ano, a Auto-Estradas XXI e a AENOR vão contar, cada uma, com mais um limpa-neves. "Esta opção é compreensível, dada a extensão do IP4. Apesar dos dois limpa-neves que estiveram no ano passado no IP4 se terem revelado suficientes, houve momentos pontuais em que um terceiro ter-se-ia revelado uma grande ajuda. Também a A7 vai ter mais um limpa-neves. Assim, no distrito, só nos concessionários, teremos 15 limpa-neves, o que é muito bom", explicou o mesmo responsável.

Além dos limpa-neves, os operadores estão a armazenar sal, de soluções sal-gema e salmoura, sendo que houve algumas alterações. As Estradas de Portugal, EP, tinham um silo de sal estrategicamente no Alto de Espinho, no IP4, para que o tempo de aplicação fosse o mais curto possível. Este silo foi deslocado para outro local, porque agora as EP já não têm a responsabilidade do IP4. Agora, o silo ficou em Vilarinho de Samardã para servir as estradas nacionais da zona do Planalto da Serra da Padrela e de Boticas. A Auto-Estradas XXI vai colocar um outro silo de sal no Alto de Espinho.

O responsável do CDOS está ciente que se acontecerem nevões, as pessoas que utilizarem estas vias (Auto-estradas e IP4) estarão, com certeza, muito mais seguras do que se circularem em estradas secundárias. Os operadores têm meios para socorrer, para colocar as estradas em condições de circulação. Portanto, será sempre uma questão de algum tempo até que os limpa-neves façam o seu trabalho para o trânsito voltar a circular com normalidade".

Obras no IP4 poderão dificultar circulação em casa de nevões
Neste encontro foram levantadas algumas questões consideradas problemáticas. "Sempre que o nevão é extenso como aconteceu no ano passado, que cobriu praticamente todo o território de Norte a Sul, naturalmente podem existir momentos em que vai haver alguma dificuldade das pessoas circularem. São fenómenos invulgares no nosso território, mas para os quais temos que estar preparados porque se poderão tornar normais".
Carlos Silva adiantou já algumas decisões para a circulação em caso de rigorosas condições climatéricas. "Em situações de maior quantidade de gelo ou de neve, quando um camião articulado se atravessar na estrada teremos mesmo de impedir a circulação. Basta um ter um problema para impedir completamente o tráfego". Outra preocupação deixada foi a questão das obras de beneficiação do IP4. "Esta via está em obras e algumas faixas estão impedidas ao tráfego. Sendo assim, estamos limitados de faixas de rodagem. É uma situação que nos preocupa, porque se tivermos uma situação de obstrução de uma das faixas, teremos mesmo de cortar o trânsito para permitir o acesso dos meios de socorro e de limpeza das vias. Mas, a concessionária Auto-Estradas XXI está a fazer um esforço para que as obras que ocupam essas vias terminem o mais rapidamente possível", disse.
Informação centralizada para garantir o máximo de correcção e actualidade
Outra das novidades é que, este ano, toda a informação sobre o estado das vias terá uma só voz. "Nestas alturas em que as condições climatéricas são adversas, cria-se um problema de pressão. Há pessoas retidas nas vias, com dificuldade em circular e precisam de informação. Para este efeito, decidimos que toda a informação sairá do CDOS. Não vai adiantar às pessoas telefonarem para os diferentes agentes porque eles não vão prestar informações avulsas. A informação partirá sempre do CDOS que será a mais correcta e a mais actualizada". A colaboração dos condutores também é importante quando as situações se complicam, daí o apelo de Carlos Silva.

"Quando as autoridades indicarem aos condutores que não devem circular por mais do que duas faixas, eles devem obedecer. É crucial que uma fique livre para as viaturas de emergência e para as que procedem à limpeza das estradas". No ano passado, muitos condutores reclamaram por falta de informação sobre as restrições de circulação devido à neve. Porém, este responsável garante que, nos itinerários e nas auto-estradas, há painéis informativos que dão informação atempadamente sobre o estado da via e sobre os locais. "O que acontece é que as pessoas não ligam à informação. As autoridades se virem que não há mesmo condições de segurança, naturalmente têm mesmo de cortar a estrada. Neste aspecto também seremos bastante incisivos num trabalho de sensibilização e informação prévia aos condutores para que não optem por vias afectadas".

Autarquias deverão estar preparadas para responder às necessidades da rede viária municipal
Os bombeiros e autarquias são também elementos importantes na ajuda aos condutores em matéria de segurança e protecção civil. No ano passado tiveram um papel preponderante no apoio que deram aos automobilistas que se encontravam retidos. Recorde-se que as autarquias têm grande parte da rede viária do distrito. "Também já foram contactadas no sentido de prepararem-se para o período que aí vem, estão a dotar-se de alguns equipamentos e estamos a contar que as coisas corram bem", referiu o comandante do CDOS.

Além das vias aqui já citadas, há algumas estradas nacionais que vão ter uma maior vigilância neste Inverno, principalmente no concelho de Ribeira de Pena, Montalegre, Boticas, na zona Serra da Padrela (Vila Pouca e Valpaços), Carrazedo de Montenegro, planaltos da zona de Jales e Alvão, que são locais de maior altitude e que naturalmente estão mais sujeitos a nevões.

Público

Homem Esmagado por Tractor Quando Recolhia Lenha

Um homem de 46 anos morreu ontem, em Portela (Stª Marinha), concelho de Vila de Nova de Famalicão, esmagado pelo tractor que conduzia.
Fonte dos Bombeiros Voluntários Famalicenses, que acorreram ao local, revelou que o homem andaria a recolher madeira, na zona das pedreiras, naquela freguesia, quando o tractor capotou, provocando a morte ao condutor.
Os Bombeiros Famalicenses foram alertados às 12h37 e mobilizaram três viaturas, incluindo um desencarcerados.
Os Bombeiros Voluntários de Famalicão acorreram com a ambulância INEM. No local esteve também a Viatura Médica de Emergência e Reanimação da unidade de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA).Ainda foram tentadas manobras de reanimação, mas já não foi possível salvar a vítima.
De acordo com o que possível apurar, a vítima residia na freguesia de Vale S. Cosme, também no concelho de Famalicão.
A GNR, através do Posto Territorial de Famalicão, também esteve no local. O cadáver foi transportado para a morgue da unidade famalicense do CHMA.
Correo do Minho /Teresa Costa

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Bombeiros Tomam em Seia Decisões Para 2010

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) vai reunir o seu Conselho Nacional (CN) em Seia, no próximo dia 28 de Novembro, entre as 9h30 e as 17h00, nas instalações dos bombeiros voluntários locais.
Será a última reunião do ano do Conselho Nacional, o órgão máximo da confederação entre congressos, para debater e aprovar o Plano de Actividades e Orçamento da LBP para 2010.
Da ordem de trabalhos faz também parte a discussão e aprovação do Projecto de Alteração do Regulamento do Fundo de Protecção Social do Bombeiro.
Programa:
09h15 – Formatura e recepção às entidades convidadas
09h30 – Sessão de abertura do Conselho Nacional
10h00 – Início da sessão de trabalhos
13h00 – Pausa para Almoço
14h45 – Recomeço dos trabalhos
17h00 – Encerramento dos trabalho
Porta da Estrela

INEM e Bombeiros Trabalham Juntos

video

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Rafaela Nasce em Ambulância do CB de Foz Côa

No passado dia 21 de Novembro, pelas 9:30, às portas da cidade da Guarda, nascia Rafaela dentro da ambulância dos Bombeiros de Vila Nova de Foz Côa.

O bombeirospontopt teve acesso a esta notícia vinda directamente da mãe da menina e soube que “para além do Sr. Bombeiro que assistiu o parto ter ares de muito jovem, não me largou um minuto, tudo correu bem".
A sua felicidade ditou palavras que foram de um carinho extraordinário de agradecimento aos "Bombeiros de Foz Côa e ao Médico que foram incansáveis" que entretanto acabaram por fazer o parto junto à rotunda do Mac Donalds da Guarda.
Tanto mãe e filha encontravam-se bem de saúde na maternidade do Hospital Sousa Martins da Guarda, para elas muitas felicidades e muitos parabéns a todos aqueles que enfrentam este tipo de situações que cada vez mais surgem nas ambulâncias dos Bombeiros Portugueses.
bombeirospontopt

Bebé Nasce em Ambulância dos Bombeiros de Mora

Um bebé nasceu na madrugada de ontem numa ambulância da corporação dos Bombeiros de Mora, a meio do transporte de 60 quilómetros entre a vila e o Hospital de Évora.
Sem tempo para chegar à unidade, Rui Rato e Filipe Farrica, que nunca tinham passado por uma situação idêntica, não tiveram outro remédio senão assistir ao parto.
"Chama-se Cláudio. Nasceu às 06h32 com oito meses de gestação, mas está tudo bem", disse ao CM Rui Rato, que completou há cerca de um mês o curso de tripulante de ambulância de socorro e isso "ajudou a saber o que fazer".
"Era tão pequenino, mas estava impecável", lembrou Filipe Farrica, visivelmente orgulhoso. A mãe, de 21 anos, está bem e a recuperar no Hospital de Évora, depois de ter dado à luz na EN370 entre Pavia e Arraiolos.
CM

Bombeiros Ajudam Bebé a Nascer em Casa

Dois bombeiros de Oliveira de Azeméis viveram ontem, quarta-feira, pela primeira vez, a experiência de ajudar uma criança a nascer. Um curso teórico e o equipamento necessário fizeram com que Matilde Estrela nascesse sem complicações. Em casa.
A bebé nasceu, ontem, pelas 19.40 horas em Macinhata da Seixa, Oliveira de Azeméis, no quarto dos pais. Horas depois, já no Hospital de S.Sebastião, em Santa Maria da Feira, a mãe, Ana Godinho, e os dois bombeiros, Susana Figueiredo e Bruno Ferreira, exibiam grandes sorrisos e não escondiam orgulho ao olhar para a recém-nascida.
Os dois bombeiros de segunda classe da corporação de Oliveira de Azeméis, de 30 e 25 anos, respectivamente, cumpriram com distinção a tarefa inesperada e que nunca tinham experimentado. Foram chamados àquela freguesia para transportar uma parturiente ao Hospital de S. Sebastião, Feira. Acabaram por serem os parteiros.
O nascimento de Matilde foi um turbilhão de emoções desde que a dupla de bombeiros saiu do quartel. "Vínhamos na ambulância a dizer que ainda íamos ser os padrinhos da criança ou bombeiros do ano por assistir ao parto. Mal sabíamos nós que isso ia mesmo acontecer", relatam.
"Transportamos muitas grávidas, mas sempre chegaram a tempo ao hospital", diz Bruno Ferreira que, mal entrou em casa da mulher, se apercebeu que o parto estava eminente. "Estava com contracções cada vez mais frequentes e quando fomos buscar a cadeira de rodas para transportá-la teve uma contracção muio forte". E tudo aconteceu.
A equipa pegou no estojo de partos que segue sempre na ambulância e preparou-se para o
nascimento da menina. Em poucos segundos colocaram em prática o que tinham aprendido no curso de formação. "Foi tudo muito rápido". "Dissemos a senhora para respirar fundo e fazer força e passados dois minutos já tinha nascido", diz o bombeiro, referindo que não foram esquecidos todos os passos e cuidados a ter durante e após o nascimento.
Já Susana Figueiredo lembra emocionada o corte do cordão umbilical e a entrega da recém-nascida à mãe. E apesar de ter sido um parto rápido recorda que se tratou" de uma situação difícil".
A mãe não poupa elogios à dupla de bombeiros de Oliveira de Azeméis. "Estiveram muito bem e foram muito bons naquilo que fizeram" garante Ana Godinho, enquanto aconchega sorridente o seu quinto filho ao colo.
JN

Mira Avança Com Petição a Solicitar a Saida do Actual Comando (Ultima Hora)

O blog bombeirosparasempre (do qual acompanhamos o seu dia a dia) sabe, que Mira, vive pelos dias de hoje, verdadeiros momentos de ansiedade e desentendimento... mas tambem muita união.
Tudo porque o Corpo Activo dos Bombeiros Voluntários de Mira decidiu unir-se e protagonizar uma prova viva de união, que há muito não é vista nos bombeiros em Portugal, dando assim o mote a que outros CB´s avancem pela mesma via.
Resolveram unir-se num todo para se manifestar contra o actual Comandante da corporação, elaborando assim um documento onde “solicitam a saída, pelos sucessivos erros” do Comando.
Esse documento foi assinado por 39 dos 44 elementos que fazem escalas mensais naquele CB.Ao que apuramos junto de alguns elementos que assinaram a petição, a mesma foi entregue á direcção, aguardando-se agora novos desenvolvimentos.
(in bombeirosparasempre)

Estado Não Assegura Formação de Condução de Emergência a Bombeiros

Já surgiram empresas privadas a fazer cursos de condução de veículos de emergência, mas as corporações não podem pagar porque mal têm dinheiro para comprar equipamentos.
O Estado continua sem fornecer aos bombeiros das corporações da região cursos de condução de viaturas de emergência e os acidentes com viaturas de socorro sucedem-se.
Na quarta-feira, 18 de Novembro, uma ambulância dos Voluntários da Golegã chocou com um veículo pesado na Auto-Estrada 23, do qual resultaram ferimentos ligeiros num doente que estava a ser transportado e no seu acompanhante.
O desastre não teve as consequências graves que teve a colisão de uma ambulância de Azambuja há dois anos também com um pesado e que resultou na morte de um jovem bombeiro.
À falta de resposta da Escola Nacional de Bombeiros que apenas disponibiliza cursos de condução em todo-o-terreno, apareceram empresas privadas a promover cursos de condução em estrada. Mas as corporações, sobretudo as de voluntários, não têm dinheiro para pagar as acções de formação que são “caríssimas”, como refere o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Santarém e comandante dos Voluntários de Constância, Adelino Gomes.
Por isso podem considerar-se sortudos os seis motoristas dos Bombeiros Municipais de Santarém (um dos corpos que tinha maior índice de acidentes até há pouco tempo), que tiveram acesso a um curso de condução defensiva que custou cerca de 5 mil euros pagos integralmente pela câmara municipal.
“Já tentámos que a Escola Nacional de Bombeiros (ENB) fizesse uma candidatura para obter financiamento para cursos deste tipo, mas têm-nos dito que estão a estudar o assunto”, revela Adelino Gomes, que considera esta formação “necessária” e “urgente”. Até porque, refere o comandante dos Voluntários de Azambuja, Pedro Cardoso, o facto “de se ter o curso não significa que deixem de existir acidentes, mas é muito menos provável que ocorram”. Pedro Lopes, que comanda os voluntários de Vila Franca de Xira, ainda se lembra do despiste de uma ambulância no ano passado. Por isso é mais um que se junta ao coro dos que pedem formação na área.
Em Junho de 2005, O MIRANTE já tinha denunciado a falta de formação dos bombeiros, enquanto os enfermeiros que conduzem as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER), do Instituto Nacional de Emergência Médica, são sujeitos a cursos obrigatórios de condução defensiva. Nesse ano, entre vários acidentes com veículos de socorro, um provocou ferimentos em cinco bombeiros de Rio Maior. No primeiro trimestre de 2005 também se registou o despiste de duas ambulâncias dos Municipais de Santarém.
Todos os anos há problemas. Em 19 de Agosto último, uma viatura de combate a incêndios de Azambuja entrou em despiste ao quilómetro 26 da Estrada Nacional 366, em Aveiras de Baixo. Quatro operacionais ficaram feridos sem gravidade, mas o caso podia ter-se transformado em tragédia não fosse a perícia do motorista, que conseguiu evitar que o veículo batesse num muro e caísse para um declive. “Ando com o coração nas mãos quando temos que sair para situações de socorro”, desabafa o comandante da corporação.
Adelino Gomes quer deixar vincado que as corporações de bombeiros voluntários estão numa situação financeira difícil que não lhes permite pagarem cursos de empresas privadas. “Nem temos dinheiro para comprar equipamentos, quanto mais para acções de formação”, reforça Pedro Lopes. Isto apesar de, como diz o comandante operacional distrital de Santarém, Joaquim Chambel, ser uma prioridade tudo o que possa contribuir para o aumento da segurança.
Podem considerar-se sortudos os seis motoristas dos Bombeiros Municipais de Santarém que tiveram acesso a um curso de condução defensiva que custou cerca de 5 mil euros.
O Mirante

Trânsito Condicionado em Lisboa Para a Cimeira Ibero-Americana

A Segunda Circular, a Avenida Marginal, a Auto-Estrada 5 (A5), a zona de Belém e a Calçada da Ajuda, estarão condicionadas devido à Cimeira Ibero-Americana, que se realiza em Cascais e Lisboa, informou a PSP.
Em conferência de imprensa, o comandante operacional da Divisão de Trânsito do Comando Metropolitano de Lisboa, subcomissário João Pinheiro, afirmou que a presença na zona de Lisboa e Cascais de Chefes de Estado e de Governo e ministros dos Negócios Estrangeiros de 21 países na XIX Cimeira Ibero-Americana, que se realiza entre 30 de Novembro e 01 de Dezembro, vai condicionar e cortar o trânsito em algumas vias.
Em Cascais, a Rua da Venezuela, junto ao hotel onde se realiza a cimeira, vai estar cortada ao trânsito e a circulação vai fazer-se num só sentido entre a Avenida Fausto Figueiredo e a Rotunda do Jumbo a partir de sexta-feira à tarde até terça-feira.
As zonas junto à Torre de Belém e Palácio da Ajuda, em Lisboa, também vão estar condicionadas no domingo e segunda-feira, existindo algumas vias que vão ficar cortadas à noite.
Contingente de segurança
O coordenador da segurança da XIX Cimeira Ibero-Americana, subintendente Pedro Moura, explicou, na conferência de imprensa, que todos os serviços e forças de segurança portugueses «estão envolvidos directa ou indirectamente no esquema global de segurança», mas não especificou o número em concreto de elementos.
O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP é responsável por toda a segurança da área e a Divisão de Trânsito irá fazer o acompanhamento de todas as comitivas desde que aterrem em Portugal até ao local da cimeira.
A segurança de cada uma das delegações está a cargo da Unidade Especial de Polícia (UEP), através do Corpo de Segurança, disse, adiantando que outros comandos da PSP também estão envolvidos no plano de segurança.
A GNR, Polícia Marítima, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Judiciária e Serviço de Informação e Segurança são as outras forças e serviços envolvidos na operação.
Segundo o subintendente, fazem também parte do plano a Autoridade Nacional de Protecção Civil, que vai mobilizar através dos corpos de bombeiros equipas de intervenção rápida que vão estar em permanência nos hotéis, e o INEM, que terá um dispositivo alargado que acompanhará todas as delegações.
A equipa do INEM também terá um procedimento próprio para agir em caso de detecção de gripe A, referiu, explicando que existirá um canal de comunicação próprio que funcionará a partir do oficial de ligação e que os casos da gripe A serão encaminhados para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa.
O oficial da PSP responsável pela segurança salientou que o esquema de segurança para a Cimeira Ibero Americana é idêntico ao da presidência portuguesa da União Europeia, no segundo semestre de 2007.
De acordo com Pedro Moura, estão já acreditados para a cimeira 850 delegados de 22 países, sendo as maiores a portuguesa e a espanhola, 700 jornalistas e 1.100 técnicos.
Sublinhou ainda que todas as delegações vão receber um tratamento idêntico em termos de segurança.

IOL Diário

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cartaxo Recebe Cursos da Escola Nacional de Bombeiros

Bombeiros de todas as corporações do distrito estão a receber formação de combate a incêndios nos Bombeiros Municipais do Cartaxo (BMC), onde funciona uma Unidade Local de Formação da Escola Nacional de Bombeiros (ENB).
A corporação recebeu já o primeiro curso de formação, no âmbito do combate a incêndios florestais, dirigido aos bombeiros voluntários de terceira classe que pretendam a promoção na carreira.
A formação cabe à ENB, enquanto a corporação do Cartaxo disponibiliza as infra-estruturas e dos equipamentos necessários às acções de formação.
Além da mais-valia do processo formativo, o curso de Combate a Incêndios Florestais foi importante para o município do Cartaxo do ponto de vista da gestão dos combustíveis.
O comandante dos BMC, Mário Silvestre, refere que “a corporação e o Gabinete Técnico Florestal desenvolveram um trabalho conjunto no qual foram identificados e mapeados os terrenos do município que carecem de limpeza e de gestão de combustíveis face a qualquer situação real de incêndio.
As acções estão a decorrer num terreno de cerca de dois hectares, onde os voluntários estão a fazer faixas de contenção e queimas controladas”, explicou.
O curso de Combate a Incêndios Florestais teve a duração de 50 horas e envolveu uma parte teórica e um trabalho mais intenso no terreno, onde os formandos aprenderam e treinaram técnicas de combate a incêndios.
No dia 28 de Novembro, a corporação do Cartaxo recebeu mais um curso de Combate a Incêndios Florestais e, até final do ano, vão realizar-se mais duas formações, no âmbito do Combate a Incêndios Urbanos.
A candidatura dos BMC à organização da Escola de Formação Local passou com distinção nos requisitos exigidos. A assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal e a Escola Nacional de Bombeiros foi assinado no dia 9 de Maio deste ano.
O Mirante

PSD/Açores Pede Esclarecimentos Sobre Novo Quartel dos Bombeiros

O PSD/Açores denunciou hoje o “incumprimento” da promessa do governo regional de construção do novo quartel dos bombeiros das Lajes do Pico, alegando que o Plano para 2010 não contempla verbas para esses investimentos.“
Apesar desta obra já ter aparecido em Planos anteriores, desaparecido noutros e ter constado de promessas eleitorais do PS, neste Plano não há qualquer referência a esta obra”, afirmou o deputado social-democrata Cláudio Lopes, na Assembleia Legislativa dos Açores, durante o debate do Plano e Orçamento para 2010.
O parlamentar do PSD/Açores referiu que a construção daquela infra-estrutura é necessária, dado que o actual quartel dos bombeiros das Lajes do Pico “carece de espaços funcionais para viaturas e equipamentos e de novascamaratas, em particular para o corpo feminino de bombeiros”.
Cláudio Lopes acrescentou que a Associação Humanitária dos Bombeiros das Lajes do Pico já enviou, há mais de um ano, ao Serviço Regional de Protecção Civil um projecto para a construção do novo quartel.
Azoresdigital

Duas Listas Para os Bombeiros de Vila Verde

‘Respeitar os bombeiros - fazer mais e melhor’ é o mote da candidatura liderada pelo actual vice-presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, Augusto Faria, que ontem fez a sua apresentação pública.
As eleições para os órgãos sociais dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde estão marcadas para 19 de Dezembro e há duas listas concorrentes.Augusto Faria - conhecido como Tuta Faria - apresentou uma lista alternativa à actual Direcção, liderada por Carlos Braga.
Há 23 anos ligado à Direcção da corporação vilaverdense, Tuta Faria justifica a sua candidatura com a discordância em relação a medidas recentes tomadas pelo actual presidente da Direcção. As listas já foram formalizadas e, ontem, Augusto Faria apresentou-se publicamente, dando a conhecer o seu programa.Augusto Faria é o único elemento da lista que sai da actual Direcção. De resto, faz-se acompanhar de “gente nova” e com “disponibilidade para trabalhar” aponta o candidato.Como ‘mais-valia’, Tuta Faria dá conta da aposta na formação dos bombeiros e na unidade do corpo activo.
“Todos os diagnósticos da vida da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde convergem numa previsão comum” refere o candidato na introdução do seu programa.
Face aos “momentos difíceis e para ultrapassar essas dificuldades, são precisas muitas mudanças em vários domínios, mas também muito empenhamento e confiança nos vilaverdenses” aponta Tuta Faria, para quem as eleições “são sempre momentos de clarificação que devem ser aproveitados pela população para optar, face às soluções que lhes são são propostas”.
Para implementar uma mudança, “é preciso fazer escolhas e definir prioridades” reitera Tura Faria, em nome da “indispensável modernização das estruturas de socorrro” e da “correcta articulação entre a missão específica dos bombeiros e as responsabilidades mais amplas da Protecção Civil.
Reformular a estrutura dos bombeiros de Vila Verde, tendo em vista a melhoria qualitativa de procedimentos, a redução de custos de funcionamento e a valorização dos recursos humanos disponíveis.A ligação à comunidade e a aposta na formação são outros pontos do programa.
Correio do Minho

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Enfermeiros do INEM Exigem Resolução dos Seus Problemas Contratuais

Os enfermeiros do INEM da região centro exigiram hoje a resolução dos problemas contratuais e laborais dos profissionais actualmente ao serviço das várias valências daquele organismo de emergência médica para poderem continuar a trabalhar.
Reunidos esta tarde em Coimbra, 25 dos 30 enfermeiros que trabalham em backoffice (coordenação e supervisão de meios) e na prestação de cuidados de emergência com ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) apelaram à direcção do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que solucione um conjunto de problemas para que possam “continuar a abraçar este projecto (emergência médica).
Em comunicado, os enfermeiros, que ameaçam não continuar ao serviço após 31 de Dezembro, exigem também a regulamentação das ambulâncias SIV e que sejam considerados elementos integrantes da equipa, «respeitando a Carreira de Enfermagem e o Regulamento do Exercício Profissional de Enfermagem».
Por outro lado, defendem também a criação de uma carreira para os Técnicos de Ambulância de Emergência das ambulâncias SBV (Suporte Básico de Vidas) e SIV, que não colida com as funções da enfermagem e negociada com as Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros.
Vinte e três dos 24 enfermeiros que integram os meios SIV não têm vínculo ao INEM, estando requisitados a outros serviços do Ministério da Saúde ao abrigo de comissões de serviço por interesse público.
Há anos que a maioria destes profissionais anseia fazer parte dos quadros daquele organismo, não vislumbrando agora que tal venha a acontecer até final de 2010.
No comunicado, os enfermeiros lamentam que o INEM tenha aberto concurso para admissão destes profissionais em Março de 2009 e o resultado ainda não tenha sido conhecido.
«Segundo informação obtida, este concurso foi já terminado pelo júri, tendo sido todo o processo dirigido ao Conselho de Direcção do INEM, que ainda não deu seguimento e publicação do mesmo”, lê-se no documento, que refere a falta de proposta para admissão definitiva dos enfermeiros dos backoffices».
Na sequência desta situação, sublinha o comunicado, «muitos enfermeiros e outros profissionais retornaram aos seus Hospitais, perdendo o INEM um conhecimento técnico dificilmente substituível», uma vez que diversos estabelecimentos de saúde não renovam a Cedência de Interesse Público (actual Regime de Mobilidade Interna), ao abrigo da qual estão requisitados.
Os enfermeiros mostram-se, no entanto, confiantes que haverá resolução para as suas preocupações nas reuniões que a Ordem dos Enfermeiros (quarta-feira) e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (quinta-feira) vão ter com o Ministério da Saúde.
Lusa / SOL

Novo Quartel dos Bombeiros Co-financiado Pelo QREN

A construção do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Cabanas de Viriato está "mais próxima" de ser concretizada. A Associação recebeu parecer favorável à candidatura que apresentou ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
"Foi com satisfação que recebemos a decisão favorável de atribuição de co-financiamento comunitário para construção do novo quartel, na sequência da candidatura efectuada, em Março deste ano, no âmbito do POVT - Programa Operacional Temático e Valorização do Território", anunciou a direcção da Associação Humanitária.
A comparticipação do financiamento do POVT corresponde a 70% da despesa elegível, orçada em um milhão de euros. A concessão do apoio financeiro irá brevemente dar origem à celebração de um contrato entre a Associação dos Bombeiros e o QREN.
Depois de, em Abril último, se ter procedido à abertura das dezasseis propostas do concurso da empreitada de construção do novo quartel, a comunicação favorável de financiamento por parte do QREN é "outro passo importante e decisivo para a concretização de um sonho de muitos anos, que cada vez mais se aproxima da realidade", sublinhou o presidente da direcção, Júlio Sousa.
Os restantes 30% de financiamento da construção do quartel serão comparticipados pela Câmara de Carregal do Sal, mas caberá ainda uma fatia grande à Associação dos Bombeiros com o equipamento das novas instalações.
Diário de Viseu

Continua Inspecção ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos

A autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) continua a inspecção à corporação dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos.
A fiscalização começou na terça-feira, 17 de Novembro. Fonte ligada ao processo informou que na manhã de segunda-feira, 23 de Novembro, foi ouvido o presidente da corporação, António Malheiro.
Neste momento continuam a decorrer as audições aos restantes membros da corporação. Na edição da última semana O MIRANTE tinha dado conta do clima de medo e tensão que se vive no seio do corpo dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos, com ameaças de morte entre camaradas e profundas divisões internas.
Depois de ter recebido várias queixas – o nosso jornal teve acesso a algumas – a ANPC decidiu avançar para o terreno e levar a cabo uma inspecção rigorosa ao corpo de bombeiros de Salvaterra de Magos que deve continuar nos próximos dias.
O Mirante

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Companhia de Sapadores Quer Ser Batalhão

Em entrevista ao Diário de Coimbra, o actual comandante dos Bombeiros Sapadores de Coimbra anunciou a transformação, já no próximo ano, desta Companhia em Batalhão. O que irá permitir o aumento de efectivos e o seu reequipamento e consequente melhoria dos serviços. Para o tenente-coronel Avelino João Carvalho Dantas, Coimbra está bem servida com o pessoal que tem.
Diário de Coimbra (DC) Coimbra pode confiar nos bombeiros que têm?
Carvalho Dantas (CD) As primeiras impressões que tenho é que Coimbra está bem servida com o pessoal. São pessoas altamente profissionais, sabem aquilo que fazem. O piquete está a funcionar ao minuto, saem de imediato. Verifiquei isso várias vezes, quer em termos de pequenos focos de incêndios urbanos, que aconteceram quando o tempo estava quente e mesmo agora nestas chamadas de socorro. Eles são extraordinários, saem rapidamente. Estão muito bem treinados. Por aí não vejo que a população de Coimbra esteja em grande risco.
DC É uma Companhia que, portanto, está operacional?
CD Está. É claro que nós continuamos a trabalhar sempre para melhor. Continuamos a dar formação contínua aos bombeiros em várias áreas. Na área do socorrismo, na área do resgate, na área do mergulho. Inclusivé ainda há pouco tempo foram fazer “workshops” e exercícios de mergulho a Setúbal. Temos pessoal que está agora a ir para a Lousã para a Escola Nacional de Bombeiros fazer formação contínua. Estamos sempre em formação. Não descuramos essa área porque sabemos que as coisas vão mudando. As técnicas todos os dias mudam e precisamos de pessoal que esteja sempre apto e acompanhe a modernização. Já agora podia dizer também, neste sentido, que está em andamento o processo de transformação da Companhia em Batalhão. O senhor presidente (da Câmara Municipal) já me garantiu isso.
DC Quer concretizar melhor?
CD A Companhia não actua exclusivamente dentro do concelho de Coimbra. Presta um serviço local mas também de âmbito regional, temos valências que apoiam outros concelhos. Vou dar dois exemplos. Em finais de Setembro, princípio de Outubro, não consigo precisar, fomos à Lousã para resgatar aquele senhor que tinha caído a um poço. Isso é uma das valências que nós temos - o resgate de grande ângulo. E ainda recentemente fomos à Figueira da Foz por causa dum derrame de óleos numas valas. Não fizemos muito trabalho mas acabámos por, com a nossa viatura de matérias perigosas, dar apoio nessa área. No mergulho, os voluntários, de uma forma geral, agora já têm mergulhadores. Como eu estava a dizer, o Batalhão vai permitir para já aumentar o número de efectivos gradualmente para que se possa prestar socorro e apoiar também a protecção civil na prevenção. E por outro lado vai permitir ir-se reequipando. Se bem que nós, em termos viaturas e equipamentos, estamos relativamente bem servidos.
Há uma proposta, em termos de lei, que o Batalhão passará a ter 199 homens. O objectivo a médio e longo prazo é ir caminhando para estes 199 homens. E isto vai ser concretizado já porque está previsto para o ano fazermos uma recruta com cerca de 30 homens. Neste momento temos 119 bombeiros, com a recruta do próximo ano serão mais 30, portanto passaríamos para os 150. A ideia é ao longo do tempo passarmos efectivamente para o Batalhão, com 199 homens. Isto sempre com aquela perspectiva de sermos uma unidade não só de âmbito local, mas também de apoio no âmbito regional. Somos constantemente solicitados para situações que extravasam o concelho e para outras situações que prestamos à população que, se formos a ver bem, não seriam funções dos bombeiros. Mas também prestamos porque as pessoas têm necessidades e os bombeiros também têm um bocado esta função social de apoiar as populações. O Batalhão também vai permitir outra coisa: a criação de um Estado-Maior de apoio à decisão do comandante. Neste momento a companhia organicamente não o tem, apesar de o ter constituído.Esta alteração, para além de beneficiar largamente a população, permitirá que o socorro e a prevenção possam ser feitos de uma forma mais eficaz porque aumenta o número de efectivos. O que permite ao comandante ter alguma flexibilidade nesta área. O comandante aqui não é a pessoa que é importante.
DC Há alguma data prevista para a passagem a Batalhão?
CD Acontecerá previsivelmente no próximo ano. É claro que não será num ano que o Batalhão ficará efectivamente a funcionar. Isso será ao longo de quatro, cinco anos, dez anos. Não sei. Será conforme as disponibilidades da própria autarquia. O gabinete jurídico está a estudar e a trabalhar sobre essa possibilidade. Como disse há uma legislação em vigor e parte dela foi revogada. A regulamentação de suporte à legislação que foi publicada é que já deveria ter saído penso que em Junho ou Julho. Mas ainda não saiu. Isto também poderá criar algumas dificuldades à própria autarquia na implementação do Batalhão.
DC Disse que estavam bem servidos de equipamento…
CD Neste momento temos três viaturas em processo de aquisição. São duas viaturas ligeiras de combate a incêndio e uma viatura de comando. E também temos em processo de aquisição uma viatura florestal de combate a incêndio, mas esse processo é um bocado mais complexo porque os valores propostos ultrapassaram aquilo que estava previsto. As três de que falei em princípio, até final do ano vamos tê-las. A outra conto tê-la durante o próximo ano. E vamos continuar a tentar modernizar o nosso parque de viaturas.
DC Há pouco falou em serviços que não seriam bem da responsabilidade dos bombeiros. Está-se a referir concretamente a quais?
CD A vários… retirar painéis, colocar holofotes em recintos desportivos (a nossa auto-escada tem essa capacidade) e às vezes temos alguma dificuldade em fazer isso porque não consigo tirar pessoal do piquete, porque está reduzido. Eu, para garantir a prestação de socorro com o pessoal que tenho não posso fazer outras acções, que também podia fazer. Não é significativo mas algumas estão a acontecer. São acções que não são propriamente missão dos bombeiros. E até porque algumas são as próprias pessoas que querem que os bombeiros se substituam a outras entidades. Agora a prestação de socorro, a abertura de portas, os elevadores, as lavagens de pavimentos, as doenças súbitas, isso está tudo garantido. É um ponto de honra que faço e tenho passado isso ao pessoal dos piquetes. A Companhia nunca pode ser acusada de não ter meios para essa prestação de socorro. Nem isso acontece neste momento.
DC Mas haverá socorros mais difíceis, que esbarram em barreiras, por exemplo na Alta ou na Baixa…
CD Há zonas na Alta com grandes dificuldades de acesso. Essa é realmente uma situação que me preocupa porque em caso de sinistro e até de doença súbita existe uma grande dificuldade em chegarmos lá. Até com uma viatura ligeira. Há locais onde só mesmo com uma maca, à mão, é que se consegue chegar, o que é problemático. Mas ainda bem que tenho pessoas que conhecem bem os locais e as situações. E também no sentido de prevenção estamos constantemente a apoiar simulacros de empresas, escolas, bancos, a própria Universidade.
A Alta é o ex-libris da cidade, não há bela sem senão. Em situações de catástrofe todos os meios são poucos. E nós também não podemos estar dimensionados para essas situações, que são de excepção. Seria o ideal, mas não é possível. Em caso de catástrofe estamos preparados para isso, depende do que acontecer. Nós na tropa temos uma expressão que é engraçada: planear para o mais provável acautelando o mais perigoso. No fundo é o que nós tentamos fazer aqui. Nós trabalhamos todos os dias para aquilo que é mais provável, mas temos sempre esta ideia de ir acautelando aquilo que é mais perigoso e pode eventualmente acontecer. As nossas equipas em algumas áreas actuam poucas vezes mas quando actuam são preciosas.
DC Para além dos meios materiais e humanos resta saber como estão ao nível de infra-estruturas...
CD Em termos de modernização de infra-estruturas temos um projecto já aprovado pelo QREN que envolve a melhoria de algumas infra-estruturas e vai decorrer previsivelmente nao ano de 2010-2011. Para já vai-nos melhorar a entrada no quartel que é um bocado arriscada. Uma entrada um bocado complicada que pode originar, às vezes, alguns acidentes. Felizmente não tem acontecido. Esse projecto vai facilitar isso. A entrada vai passar a ser feita pela parte Este do quartel, vai haver a abertura duma rua daqui da rotunda (dos Bombeiros Sapadores) até àquela rua junto ao ISEC, com passagem pelo parque de estacionamento da antiga Ecovia. Então entramos directamente ali por trás do quartel o que possibilita que as viaturas possam ir directamente para uma zona de lavagem, de descontaminação.
Vai ter algumas zonas de armazém e arrecadações, oficinas para reparação de alguns equipamentos, uma oficina de mergulho (um tanque de treino de mergulho), uma oficina de electrónica. Vai ser feita uma vivenda para treino com fogo e calor, evacuação das habitações e também para treino e alerta para os perigos domésticos. Aquilo é uma zona praticamente toda ela de treino, descontaminação e oficina. Haverá uma estação de material sanitário também com chuveiros para descontaminação de pessoal. Está também prevista uma sala de “breefings”, uma área de treino de desencarceramento, desobstrução e salvamento e uma rede de túneis para se poder treinar para esta situação da busca específica e reconhecimento em estruturas colapsadas. Também prevê a reformulação da central de comunicações e gestão de ocorrências em tempo real e georeferenciação de viaturas. Será muito mais fácil perceber como é que o fogo está a evoluir, onde é que as viaturas estão, e mesmo aqui dentro da própria cidade. Permitirá um controlo muito mais eficaz sobre as viaturas e equipamentos.
Diário de Coimbra

Bombeiros Faltam ao Piquete de Emergência dos Municipais de Santarém Como Forma de Protesto

Alguns bombeiros em regime de voluntariado dos Bombeiros Municipais de Santarém faltaram ao serviço de piquete para o qual estavam escalados este sábado, colocando em causa a prestação do socorro.
Uma situação que aconteceu como forma de protesto pelo facto da câmara municipal não ter pago as horas em que executaram serviço de voluntariado, como tem feito até agora.
Para evitar complicações na operacionalidade da corporação a autarquia teve que requisitar bombeiros profissionais do quadro para fazerem os serviços em regime de trabalho extraordinário.
A falta dos bombeiros é motivo para a abertura de processo disciplinar, que segundo o comandante distrital de operações de socorro, Joaquim Chambel, é da competência do comandante do corpo de bombeiros.
O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), que neste mandato assumiu o pelouro da gestão dos bombeiros municipais, não quer falar sobre o assunto enquanto não tiver conhecimento de todos os pormenores relacionados com o caso.
O Mirante

domingo, 22 de novembro de 2009

Austrália Volta a Ser Atingida por Vaga de Incêndios

A Austrália está a ser atingida por um nova vaga de incêndios. São mais de 100 os focos activos, quase todos em zonas montanhosas. Os bombeiros não têm descanso e as condições meteorológicas dificultam a luta contra as chamas.
São mais de mil os bombeiros que lutam no terreno contra as chamas que ganham força sobretudo no Estado de Nova Gales do Sul.
Ao todo são mais de 100 os focos de incêndio e muitos deles surgem em zonas remotas, montanhosas e de difícil acesso por terra.
Apenas alguns dos incêndios ameaçam propriedades, mas quem vive nesta zona já está a tomar medidas de precaução.
Ainda com o drama vivido em Fevereiro na memória - mês durante o qual as chamas reclamaram centenas de vítimas no Sul do país - os australianos mantêm-se atentos a esta nova vaga de incêndios.
Estes fogos já queimaram mais de 10 mil hectares de terreno e o fumo está agora a cobrir uma vasta área de Sydney, provocando muitos problemas respiratórios. Nesse sentido, as autoridades já lançaram alertas para quem esteja ao ar livre.
O tempo não facilita a luta contra as chamas e este domingo forão atingidos cerca de 41 graus Celsius.
As autoridades mantêm os alertas e avisam que há condições extremas para a ocorrência de fogos, não apenas devido às altas temperaturas, mas também por causa da baixa humidade e da força do vento.
RTP

Foi Sepultado no Último Domingo o Bombeiro Mais Antigo de Entre-os-Rios

Foi a enterrar, no último domingo, no cemitério do Torrão, Marco de Canaveses, Custódio Vieira Silva, 87 anos de idade, o bombeiro mais antigo de Entre-os-Rios.
Custódio Vieira Silva nasceu em 25-07-1922, era detentor do número mecanográfico de bombeiro nº 13400002, tendo entrado nesta corporação em 3 de Janeiro de 1940.
De aspirante passou, em 7 de Outubro de 1968, a subchefe e em 27 de Julho de 1970 foi elevado à categoria de Chefe.
Em 8 de Julho de 1985 foi eleito 2º Comandante. Em 1 de Agosto de 1980 passou ao Quadro de Honra e foi promovido a Comandante e em 13 de Outubro de 1986 recebeu a medalha de assiduidade de cobre (5 anos), prata (10 anos) e ouro (15 e 30 anos).
Em 13 de Setembro de 1990 recebeu o crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses. Foi pai do comandante também do Quadro de Honra Joaquim Augusto Vieira da Silva e um dos grandes impulsionadores da fanfarra.
Enviada por: Patrícia (bombeira 3a. classe)

Incêndio Suspeito Destrói Caravana

Um incêndio destruiu completamente, ao início da madrugada de ontem (01h00), uma autocaravana, junto ao antigo apeadeiro de Vila Real de Santo António. De causas desconhecidas, mas suspeitas, o fogo está a ser investigado pela Polícia Judiciária.
O casal francês, que dormia no seu interior, conseguiu fugir, mas sofreu queimaduras nos braços. Ambos foram assistidos no Centro de Saúde local e tiveram alta. “Pensei que morríamos os dois ali queimados”, disse ao CM Georges Paul, reformado, de 65 anos, morador dos arredores de da cidade de Nantes, em França, e habitual turista em Portugal.
“Estávamos deitados, a dormir, quando acordámos com muito fumo e as chamas quase a atingirem-nos”, explicou Georges Paul, que só teve tempo de agarrar nos cobertores e puxá-los a cobrir a sua cabeça e da mulher, Anastasie, de 69 anos. “Não houve tempo para mais nada, com as chamas, com meio metro de altura, quase a atingir-nos, conseguimos abrir a porta e fugir até à chegada dos bombeiros, que foram rápidos, mas que nada salvaram”.
O casal, que ficou apenas com os pijamas que tinha vestido, os documentos e algum dinheiro que Anastasie tinha na mala de mão, acredita que o incêndio não foi acidental. “Isto pode ter sido fogo posto, um jovem veio aqui pedir-nos dinheiro e não demos, suspeitamos dele”, acusou Georges.
Os dois foram socorridos pela Protecção Civil municipal. “Foram incansáveis, transportaram-nos ao hospital, acolheram-nos numa pensão, onde dormimos e comemos, e ainda nos deram um saco com roupa”, salienta Georges, que já accionou o seguro de viagem para ser repatriado com a mulher.
CM

Exercício de Fogo Real Decorreu na Cancela

O corpo activo dos Bombeiros Voluntários Madeirenses concluiu nos últimos dias o rigoroso calendário em matéria de formação conforme determina a legislação nacional adaptada à Região Autónoma da Madeira no âmbito de um protocolo celebrado pelo Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros da Madeira.
Introdução ao serviço de bombeiros, equipamentos, manobras de veículos, salvamento e desencarceramento, operações de extinção urbanos e industriais, operações de extinção de incêndios florestais e técnicas de socorrismo, são as disciplinas que compõem os seis módulos e regulamentam o curso de formação ao nível da aprendizagem e aperfeiçoamento.
A formação, segundo dados disponíveis por esta corporação, foi ministrada pelo Comando dos BVM, chefias e bombeiros especializados nas áreas formativas onde se associaram como especialistas convidados o chefe de Divisão de Análise de Riscos Tecnológicos do SRPC e o comandante dos Bombeiros do Aeroporto.
O exercício final com fogo real realizou-se no Campo de Treinos da Cancela e contou com a presença da Direcção e Comando dos BVM e do presidente do SRPC, assim como do inspector regional adjunto desta instituição.
Uma formação que, no entender desta corporação, permite não só cumprir os requisitos legais como também a valorização pessoal dos bombeiros em termos de conhecimentos de um conjunto de cursos importantes no que concerne ao socorro.
Jornal da Madeira

Condições Extremas Ocorridas na Austrália Podem Acontecer em Portugal

O especialista em incêndios florestais Domingos Xavier Viegas alertou sábado que as condições extremas que ocorreram nos fogos de Fevereiro em Victoria (Austrália) "não são um caso único" e que podem acontecer noutras regiões, nomeadamente em Portugal.
"Devemos admitir que as condições extremas que ocorreram em Victoria não são um caso único e que podem vir a repetir-se noutras regiões, nomeadamente em Portugal.
Convém fazer trabalho de preparação e de prevenção para enfrentar uma eventualidade dessas, se vier a acontecer", salientou.
O catedrático da Universidade de Coimbra apresentava as conclusões preliminares de uma investigação feita por uma equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) sobre os graves fogos ocorridos no estado de Victoria em Fevereiro passado, em que morreram 173 pessoas.
Lusa

Bombeiros Apontam Financiamento Como Prioridade

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) entregou esta semana um memorando ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em que elege como prioritária a definição clara de um modelo de financiamento das associações humanitárias/corpos de bombeiros.
O pedido, agora renovado ao titular do Ministério da Administração Interna, prende-se com a falta de regulamentação do disposto na Lei n.º 32/2007, de 13 de Agosto. Essa falta tem implicado, desde então, a adopção de uma solução alternativa e provisória de financiamento que é gravosa, nomeadamente, por não permitir nos últimos dois anos as inevitáveis actualizações.
“A maior preocupação das associações de bombeiros é o financiamento” diz José Ferreira da Liga de Bombeiros Portugueses.
Na reunião com o ministro Rui Pereira, em que participou também o novo secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, a LBP apresentou outras questões sobre as quais os bombeiros aguardam decisões, nomeadamente, sobre o Centro de Recursos de Protecção Civil e Bombeiros, a bonificação de pensões, a carreira do bombeiro profissional das associações humanitárias, a pensão de preço de sangue, o regime jurídico dos corpos de bombeiros da Administração Local, os corpos de bombeiros mistos e privativos e outros.
Rádio Pax

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Distrito da Guarda Coberto por Sistema de Gestão de Risco e Emergência

O distrito da Guarda está abrangido a partir de hoje por um Sistema de Gestão de Risco e Emergência (SIGER), que facilita a actuação dos agentes de protecção civil, em caso de acidente ou catástrofe.
O projecto desenvolvido pela associação Guarda Digital envolveu custos da ordem dos 400 mil euros e abrange os 14 concelhos do distrito, disse à Lusa Sérgio Duarte, gestor daquela estrutura.
O programa, através de "um clique" no rato do computador, permite a "gestão e planeamento de situações de emergência e risco", explicou o responsável, salientando que se trata de uma plataforma que está disponível na Internet mas "com acesso restrito" às instituições e aos agentes ligados à protecção civil e ao socorro.
Lusa

Liga dos Bombeiros Pede ao Governo 'Definação Clara' do Regime de Financiamento

A Liga dos Bombeiros Portuguesas (LBP) pediu hoje ao Governo que defina com 'prioridade' e 'clareza' o regime de financiamento de todos os corpos de bombeiros, tendo em conta que a alternativa provisória em vigor é 'gravosa'.
A definição do modelo de financiamento dos corpos de bombeiros consta de um memorando que a LBP entregou ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
O presidente da LBP, Duarte Caldeira, disse à agência Lusa que a primeira prioridade do novo Executivo para o sector é a 'definição clara de um regime de financiamento', uma vez que falta regulamentar o que está previsto no regime jurídico das associações humanitárias de bombeiros, aprovado em 2007.
A falta de regulamentação tem implicado a adopção de uma solução alternativa provisória de financiamento 'gravosa' por 'não permitir nos últimos dois anos as inevitáveis actualizações', adiantou.
No memorando, a LBP pediu também ao ministro da Administração Interna que reavalie toda a legislação publicada na anterior legislatura, já que existem alguns diplomas 'com fragilidades' que 'carecem de correcções'.
Segundo Duarte Caldeira, a lei das associações de bombeiros voluntários, o regime jurídico dos corpos bombeiros e dos bombeiros voluntários são alguns dos diplomas que necessitam de ser revistos e que ainda não estão regulamentados.
A LBP quer também que o Governo clarifique e identifique quais as prioridades para o Centro de Recursos de Protecção Civil e Bombeiros, estrutura criada este ano e que apenas, de acordo com Duarte Caldeira, 'está juridicamente constituído e com os estatutos definidos'.
O Centro de Recursos de Protecção Civil 'só está no papel' e o 'modelo de organização está por definir', não existindo 'sequer um ponto de partida', sublinhou.
O Centro de Recursos de Protecção Civil e Bombeiros é uma estrutura que tem como objectivo o desenvolvimento e gestão de recursos com vista à intervenção eficaz, eficiente e qualificada dos agentes de protecção civil, no âmbito dos diferentes dispositivos de protecção e socorro.
Na próxima semana a Liga dos Bombeiros Portugueses deverá ter uma reunião com o novo secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco.
Lusa

Judiciária Procura Autor de Telefonema Mistério

A Polícia Judiciária do Porto está a tentar identificar o autor de um misterioso telefonema para o 112 a denunciar o incêndio que, anteontem, terça-feira, vitimou um casal de ourives, na sequência de tentativa de assalto.
Ao que apurou o JN, os investigadores pretendem saber se a pessoa em causa está na posse de mais informações que possam ajudar a apurar os contornos do caso. Nesta altura não há suspeitos do crime, que terá começado com uma tentativa de arrombamento de um cofre-forte na residência do casal, de 82 e 81 anos, em Fregim, Amarante.
A chamada telefónica de emergência terá sido efectuada a partir de uma cabina pública e foi remetida aos bombeiros, tendo sido um dos alertas para o incêndio daquela residência, na madrugada de anteontem.
A par da identificação da eventual testemunha - que não se apresentou às autoridades -, os investigadores da PJ estão também a procurar apurar como, efectivamente, foi deflagrado o incêndio.
O fogo começou na cave, onde o casal tinha um cofre-forte, que, segundo a filha das vítimas, foi alvo de tentativa de arrombamento através de um maçarico. Mas não há ainda certeza sobre se terá sido efectivamente com o maçarico que se iniciou o incêndio, pois existem hipóteses de ter havido um curto-circuito no quadro eléctrico da moradia.
Certo é que as vítimas, Agostinho Queirós e Olívia Graça, terão acabado por morrer por asfixia, na sequência da inalação excessiva de fumos. Agostinho Queirós ainda foi avistado com vida e falou com os bombeiros, mas acabou por falecer ao lado da mulher.
Uma escada interior a partir da cave terá funcionado como chaminé, canalizando o fumo para os pisos superiores, onde estavam os idosos. Além disso, a casa tem bastante madeira e alcatifa, o que ajudou à propagação do fogo. O combate ao incêndio foi dificultado pelo acesso à propriedade, toda murada, com grades e rede.
Na inspecção efectuada ao local, a PJ não conseguiu encontrar vestígios da eventual presença dos autores do crime, que terão sido consumidos pelas chamas.
O casal Queirós era conhecido principalmente por ter fundado e gerido uma ourivesaria, a que deu o seu nome, na Rua 31 de Janeiro, no centro histórico de Amarante. Actualmente, o estabelecimento é explorado por uma filha.
O funeral das vítimas está marcado para hoje, pelas 17 horas, no cemitério de Fregim, Amarante.
JN