terça-feira, 29 de junho de 2010

Concelho de Beja poderá ficar sem Equipa de Intervenção Permanente

O concelho de Beja poderá ficar sem Equipa de Intervenção Permanente, estrutura de socorro preparada para intervir em situações de elevado risco ou sinistralidade grave.
O governo determinou a atribuição de 14 equipas para o distrito de Beja, uma por cada concelho, mas segundo Jorge Pulido Valente não há dinheiro para os 50% que caberiam ao Município suportar na estrutura.

Às portas do Verão, altura em que a atenção dos bombeiros e de outros agentes da protecção civil, se concentra na prevenção e combate dos fogos florestais, Beja poderá ficar sem uma Equipa de Intervenção Permanente preparada para intervir em situações de elevado risco ou sinistralidade grave.

A questão foi ontem abordada na Assembleia Municipal de Beja, por Rodeia Machado, eleito da CDU e Presidente dos Bombeiros Voluntários de Beja, alertando para importancia destas estruturas.

Por seu lado, Jorge Pulido Valente, defendeu a necessidade de reduzir custos e a incapacidade financeira de fazer face a este encargo, na sua opinião não há dinheiro, não há equipa.

Na sequência da reestruturação legal da Protecção Civil Portuguesa e dos Corpos de Bombeiros, concretizada através do Decreto-Lei nº 247/2007, foi criada em 15 deOutubro de 2007, ao abrigo da Portaria nº 1358/2007, a figura de “Equipa de Intervenção Permanente”.

Nesta portaria foi definida a base legal para a criação destas equipas, a sua composição, bem como a tipologia de missões que deverão desempenhar. Neste sentido, às Equipas de Intervenção Permanente estão atribuídas entre outras missões o combate a incêndios.

Cada Equipa de Intervenção Permanente deverá ser composta por cinco elementos e funcionará adstrita a uma corporação de Bombeiros.

No que aos custos diz respeito, ficou estabelecido, primeiro na Portaria nº 1358/2007,de 15 de Outubro, e depois protocolado entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), a Associação Nacional de Municípios e a Liga dos Bombeiros Portugueses, que a comparticipação dos custos decorrentes da remuneração da Equipa seria assegurada em proporções equitativas entre a ANPC e as Câmaras Municipais (50% a cada entidade).

Perante a indisponibilidade financeira da autarquia bejense, esta equipa poderá vir a reforçar o concelho de Odemira, já que este concelho dispõe de duas corporações de bombeiros Odemira e Vila Nova de Milfontes.

O Município de Beja, segundo declarações do vereador José Velez, proferidas ontem na Assembleia Municipal, conta com a solidariedade dos municípios vizinhos na prevenção e no combate a eventuais incêndios.

Rádio Voz da Planície

UTAD pioneira na investigação de incêndios florestais

Mesa de queima» permite desenvolver modelos matemáticos de propagação de fogos.
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) dispõe de um Grupo de Fogos Florestais que é pioneiro a nível internacional na investigação dos incêndios florestais e desenvolve trabalhos relacionados com a prevenção, o uso do fogo controlado e o contra fogo.

Actualmente, este grupo está a estudar o comportamento dos incêndios numa "mesa de queima", onde são recriados fogos e os factores que condicionam a sua propagação no terreno, nomeadamente os declives ou os ventos.
Nesta grande mesa, com uma dimensão de cinco por três metros, são colocados combustíveis, por exemplo, agulhas dos pinheiros que são postos a arder. Enquanto isso, o declive dos terrenos é simulado através de um sistema hidráulico ao lado de uma outra máquina que simula as ignições de vento.

O objectivo deste mecanismo é controlar os factores que podem ajudar na propagação dos incêndios, sendo “muito importante” para a investigação dos incêndios na medida em que permite conhecer o tipo de materiais que vai arder - combustível -, fazer o estudo das suas características e da sua inflamabilidade, assegura Hermínio Botelho, um dos três investigadores do Grupo de Fogos Florestais da UTAD.

De acordo com o investigador, esta técnica permite desenvolver modelos matemáticos de propagação que depois auxiliam na criação de métodos como um sistema informático que possibilita a qualquer técnico fazer uma simulação dos feitos e comportamento do fogo quando se está a preparar um plano de queima.

Técnica do fogo controlado

Fogo controlado num pinhal
Fogo controlado num pinhal
Em declarações à agência Lusa, Hermínio Botelho referiu que o primeiro projecto de dimensão europeia relacionado com os incêndios arrancou em 1983 na UTAD, numa altura em que “era preciso arranjar soluções” para os incêndios que começavam a ter uma grande dimensão, nomeadamente devido ao abandono da agricultura e da desertificação do meio rural. Desde essa altura que o Grupo de Fogos Florestais desenvolveu 32 projectos de investigação.

Uma das principais linhas de investigação foi o uso da técnica de fogo controlado, explicou. Este fogo, feito de forma controlada mediante condições de temperatura e humidade adequadas (Inverno), consome o material combustível de forma a evitar a progressão das chamas em caso de incêndio. Para além de ser uma “técnica barata e ecologicamente interessante”, a cinza resultante dos fogos serve ainda de fertilizante para os solos.

Agora este grupo vai investigar a utilização do fogo controlado em povoamentos de eucaliptos, que têm também uma perigosidade de incêndio bastante grande e custos de tratamento, a chamada limpeza, muito elevados.

Liderança na investigação de incêndios

Além disso, devido à propagação da problemática dos incêndios ao norte da Europa, a UTAD começou a dar formação ou fazer demonstrações a cientistas, técnicos ou bombeiros de países como a Suécia, Noruega, Dinamarca, Alemanha, Inglaterra e Holanda e de alguns países de leste europeu, que estão a incrementar programas e estudos sobre o uso do fogo controlado.

Laboratório do Grupo de Fogos  está sediado no edifício das Ciências Florestais da UTAD
Laboratório do Grupo de Fogos está sediado no edifício das Ciências Florestais da UTAD
O grupo ajudou também à criação, formação e acompanhamento das equipas de "fogos tácticos", em que se utiliza o contra fogo como uma das formas de combater um incêndio. Nos últimos anos foram criados os Grupos Autónomos de Utilização do Fogo (GAUF), que têm como objectivo prestar apoio técnico à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) em grandes incêndios, em fases de ataque ampliado e em apoio à gestão do fogo.

A UTAD liderou ainda o Fire Paradox (Paradoxo do Fogo), um projecto de pesquisa dirigido por Portugal e que se debruça não só sobre os aspectos técnicos, mas também sobre questões sociais relacionadas com os fogos.
ciênciahoje.pt

Incêndio num aviário em Oliveira de Frades mata 12 mil pintos

Doze mil pintos morreram num incêndio ocorrido esta madrugada num aviário em Vilarinho, concelho de Oliveira de Frades, que provocou um prejuízo estimado em cerca de 100 mil euros.
“Quando chegámos ao local, já estava o aviário totalmente tomado pelas chamas e não havia nada a fazer”, contou o comandante dos bombeiros locais, Fernando Farreca.

As preocupações dos bombeiros centraram-se em “fazer protecção a todas as zonas expostas ao aviário”, uma vez que havia casas a cerca de dez metros, e depois proceder às operações de rescaldo, que duraram hora e meia.

Segundo Fernando Farreca, o alerta para o incêndio foi dado cerca das 05h00, por uma pessoa que passou na estrada, e os moradores “só se aperceberam do que se estava a passar quando chegaram os carros dos bombeiros”.

Além de conter material combustível, o aviário “era antigo e tinha uma estrutura de madeira”, o que terá levado à rápida propagação das chamas.

O comandante dos voluntários de Oliveira de Frades avançou que na origem do incêndio “poderá ter estado um curto-circuito”, uma vez que os pintos tinham quatro semanas e “até ontem [segunda-feira] esteve o aquecimento ligado”.

Ao local deslocaram-se 12 bombeiros e três viaturas dos voluntários e três elementos e uma viatura dos sapadores florestais.
Público

REN testa segurança da estação de Frades

A Rede Eléctrica Nacional realizou recentemente um simulacro de incêndio na sub-estação de Frades, em Ruivães, no concelho de Vieira do Minho.
A iniciativa contou com a colaboração dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho.
O objectivo foi o de testar os níveis de segurança de um dos mais importantes nós da rede eléctrica no distrito de Braga.
O simulacro consistiu, numa primeira parte, num incêndio num transformador, com perda de elevada quantidade de óleo, e na segunda parte, na retirada de um trabalhador da sub-estação, vítima de descarga eléctrica.
Os Bombeiros Voluntários de Vieira de Minho fizeram deslocar para o local três viaturas, sendo uma delas uma ambulância.
Os trabalhos foram acompanhados de perto pelo vereador da Protecção Civil de Vieira do Minho, Alfredo Lopes, e contaram com a colaboração de vários técnicos e funcionários da EDP e da REN.
O simulacro consta do Plano de Emergência Interna que a REN elaborou para cada uma das 71 sub-estaçoes e Postes de Corte existentes a ní-vel nacional.
Os Sistemas de Gestão de Segurança Ambiental da REN determinam que se faça o simulacro.
Correio do Minho

Guardiões de Lisboa há mais de 600 anos

São os guardiões da cidade, pioneiros no socorro e prevenção, uma importante referência até além-fronteiras, um estatuto conquistado graças a um saber acumulado com mais de 600 anos no combate a calamidades como o Terramoto de 1755, os incêndios dos Paços do Concelho, nos séculos XIX e XX, ou o do Chiado, há mais de 20 anos.

O Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa é uma espécie de “tropa de elite” no contexto do socorro no país, que junta um efectivo de quase mil pessoas, pertencentes à estrutura orgânica da Câmara de Lisboa. Ainda este ano, o quadro será reforçado com mais 160 bombeiros profissionais.

“São a dedicação e profissionalismo” que garantem o prestígio da instituição, sublinha o coronel Joaquim Leitão, comandante do RSB, acrescentando que a capacidade de intervenção explica-se pelos meios e pela política de proximidade. “Nos incêndios, por exemplo, toda a ocorrência nasce de um pequeno foco”, diz. Daí a importância de ter estrategicamente espalhadas pela cidade uma dezena de quartéis, a que se junta um outro na Portela. O RSB é a única corporação do país que tem a seu cargo a segurança de um aeroporto.

Dois módulos exclusivos em Portugal, prontos a actuar no país ou em qualquer parte do mundo, marcam também a diferença. Um destina-se a ambientes NRBQ (contaminação Nuclear, Radiológica, Biológica ou Química) e funciona em parceria com o INEM; o outro, de nome MUSAR, destinada a regastes em estruturas colapsadas, em parceria com a PSP.

Joaquim Leitão adianta que o módulo MUSAR, por exemplo, tem 49 elementos e oito cães, e uma capacidade para sete dias de trabalho com as suas nove toneladas de material. Já este em missão na Argélia, Irão, Marrocos. “Estas equipas estão sempre prontas a actuar. Quatro horas é o tempo máximo de mobilização após o alerta”, frisa. O RSB tem ainda uma Unidade de Controlo Ambiental e um corpo especial de mergulhadores.

Único também no país é o Núcleo de Intervenção Social e Apoio ao Cidadão (NISAC) do RSB. ?Acreditamos que servirá de modelo a outras corporações?, afirma o comandante.
Trata-se de uma equipa de intervenção psico-social que trabalha 24 horas por dia e que dá resposta e encaminhamento para situações de risco e exclusão. ?Lisboa terá mais de 130 mil idosos, muitos dos quais vivem sozinhos?, sublinha Joaquim Leitão, acrescentando que o elevado número de ?aberturas de portas? mensal feito pelo RSB levou à criação do NISAC.

JN

Despiste de tractor fere menina de três anos

Uma menina de três anos, que viajava sentada em cima do tanque-cisterna de um tractor, acompanhada de dois familiares, de 30 anos, ficou ferida ao ser projectada para um terreno agricola, em consequência do despiste do veículo.
O aparatoso acidente ocorreu no sábado à tarde, em Matosos, freguesia de Pelariga e concelho de Pombal. O tractor entrou em despiste e o tanque-cisterna que seguia atrelado tombou, caindo em cima dos adultos, dois homens, que sofreram vários traumatismos.
A menina também se desequilibrou, mas foi projectada para um terreno agrícola, não sendo atingida pelo tanque-cisterna, que transportava água destinada à rega.
A criança e os dois familiares, que sofreram ferimentos ligeiros, foram assistidos no local por uma equipa médica do INEM e transportados pelos Bombeiros Voluntários de Pombal para o Hospital de Santo André, em Leiria.
Uma avó da menina entrou ao pânico, ao ver o acidente, e foi também assistida, mas não necessitou de ser transportada ao hospital.
CM

Açores: Bombeiros pedem clínicos

A Associação de Bombeiros Voluntários da Calheta, na ilha de São Jorge, Açores, quer contratar médicos especialistas em pediatria, cardiologia, reumatologia e otorrinolaringologia.
A carência de especialistas é tão grande naquela ilha central açoriana que a Associação de Bombeiros fez um apelo à Ordem dos Médicos, no início do ano, para mais facilmente chegar junto de médicos que queiram colaborar. Clínicos de outras especialidades também são bem-vindos, caso queiram colaborar com os Bombeiros e prestar assistência às populações, mas ainda não surgiram interessados.

A presidente dos Bombeiros, Angelina Rocha, conta ao CM que a associação tem uma clínica que, através de protocolos, aceita doentes do Serviço Nacional de Saúde, mas também particulares. A colaboração de médicos daria uma assistência especializada à população e evitaria deslocações de avião às outras ilhas.

"Temos um dermatologista, um oftalmologista e um médico que faz as mamografias e ecografias. Não basta. As condições do contrato são negociáveis e disponibilizamos um apartamento, gratuito, aos médicos interessados em vir fazer consultas aqui", afirma Angelina Rocha.

CM

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Bombeiros de Albufeira: três partos em ambulância na mesma noite

TVI

Época mais crítica em incêndios começa na terça-feira

A época mais crítica em fogos florestais começa na quinta feira com um dispositivo de combate praticamente idêntico ao do ano passado, apesar dos especialistas temerem um verão com risco elevado de incêndio devido ao inverno chuvoso.
Durante a fase “Charlie” de combate a incêndios, que começa na quinta feira e se prolonga até 30 de setembro, vão estar operacionais 9985 elementos, 2177 veículos e 56 meios aéreos, além dos 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

O dispositivo é praticamente idêntico ao do ano passado, registando apenas um aumento de 156 elementos, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O Ministério da Administração Interna garante que o dispositivo previsto é «o necessário e o adequado» para responder de forma «positiva a este desafio» dos fogos florestais, tendo em conta que a «doutrina» adotada nos últimos anos «tem um estratégia e uma organização que têm dado resultados».

Dos quase 10 mil elementos que compõem o dispositivo para a época mais crítica em incêndios florestais fazem parte bombeiros voluntários e profissionais, sapadores florestais, equipas da Força Especial de Bombeiros "Canarinhos", Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR e Equipas de Intervenção Permanente, contando ainda com o apoio do Exército, associação de empresas do sector papeleiro e de celulose, brigadas do Grupo de Análise e Uso do Fogo (GAUF) e Equipas de Vigilância e Ataque Inicial.

Todo este dispositivo é coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil, através do seu Comando Nacional (CNOS) e Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS).

Os meios aéreos disponíveis incluem 35 helicópteros e 16 aviões. Dos 56 aparelhos, nove são meios do próprio Estado, sendo os restantes alugados.

O dispositivo tem um custo de 103 milhões de euros, semelhante a 2009, segundo o secretário de Estado da Proteção Civil, Vasco Franco.

Especialistas já afirmam que o inverno chuvoso e rigoroso que se registou em Portugal, alternando com altas temperaturas na primavera, poderá aumentar o risco de incêndios florestais neste verão.

Vasco Franco também admitiu que possivelmente este ano haverá «um número de ignições significativo» devido à chuva prolongada que levou ao crescimento de matéria combustível nas florestas.

«A análise que tem sido feita é de que possivelmente haverá um número de ignições significativo, porque tivemos um período de chuvas prolongado e o material que cresceu atingiu dimensões que em outros anos não tem atingido, especialmente este material fino mais no centro e sul do país é muito propício a facilitar as ignições», disse o secretário de Estado.

O relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional (AFN) indica que entre 01 de janeiro e 15 de junho deste ano arderam 2700 hectares de floresta, enquanto no mesmo período do ano passado já tinham ardido 19241, representando uma diminuição de 85 por cento.

Lusa/SOL

Quartel de Terras de Bouro vai ser requalificado

A direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro (BVTB) vai formular uma candidatura ao QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional) para a recuperação do quartel.
A promessa foi deixada por Gil Mendes, presidente da direcção da associação humanitária, nas comemorações, ontem, dos 25 anos da corporação.

Gil Mendes referiu que, quando foi pensado há cerca de 25 anos, o quartel deu “mais importância a questões de nível social do que à funcionalidade da corporação. Chegou a altura de inverter esses factores”.

O mesmo responsável referiu, ainda, que é intenção dos dirigentes solicitar ao INEM a transformação posto de reserva existente no quartel, em posto efectivo.
Uma intenção que mereceu o acolhimento do governador civil de Braga, que presidiu à cerimónia, que prometeu interceder junto da direcção nacional do INEM.

Ainda há muito para fazer - Fernando Moniz enalteceu todo o trabalho realizado pelos corpos gerentes, comando e efectivos dos BVTB, mas referiu que “ainda há muito que fazer”. principalmente ao nível de acessos, meios aéreos e sapadores florestais.

A este propósito, o representante do Governo no distrito de Braga desafiou o município de Terras de Bouro a criar equipas de intervenção permanente. “São uma mais valia para um concelho como Terras de Bo
uro, que contém uma mancha florestal importante atendendo à proximidade com o Parque Nacional da Peneda -Gerês”, justificou Fernando Moniz.

Em forma de resposta, o autarca terrabourense, Joaquim Cracel Viana, alegou que “o munípio dá o apoio financeiro possível” e entregou aos bombeiros uma nova ambulância.
Viriato Capela, presidente da Assembleia Geral dos BVTB aproveitou o aniversário para “convidar as novas gerações ao trabalho associativo” e defendeu que os bombeiros deviam ser mais interventivos, principalmente plantando árvores em locais de incêndios.

A sessão solene dos 25 anos dos BVTB, contou ainda com a presença de representantes da Liga Portuguesa de Bombeiros, da Autoridade Nacional de Protecção Civil e da Federação de Bombeiros do Distrito de Braga.

O programa comemorativo incluiu, ainda, uma Missa Solene, presidida pelo Arcebispo de Braga, a entrega de medalhas a operacionais dos BVTB, a benção de viaturas, e um almoço convívio. Outro dos pontos altos das comemorações, que ontem terminaram, foi o desfile de vá-rios meios de corporações de bombeiros de todo o distrito de Braga, e que percorreu algumas ruas do centro de Terras de Bouro.

Os festejos encerraram à noite com a actuação do cantor Augusto Canário e a sua banda, na Praça do Município. Na sexta-feira foi feita uma romagem ao cemitério.
Correio do Minho

Bombeiros da Régua sem barco para socorrer no Douro

Com dezenas de embarcações turísticas na água, emergências ficam comprometidas.
"Tenho uma equipa de seis mergulhadores altamente treinada e apetrechada para actuar em qualquer emergência no rio Douro, mas há cerca de meio ano que não tenho barco para os transportar."
Este é o desabafo do Comandante dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua, António Fonseca, face à avaria nos motores da embarcação da corporação que não pode sair da fluvina da Régua onde se encontra ancorada. Em caso de urgência, com dezenas de barcos turísticos no rio Douro, os bombeiros não têm embarcação para o trabalho de socorro.
O DN apurou que a embarcação tem um dos motores completamente inoperacional, e um segundo que não tem força suficiente para a mover, necessitando ainda, segundo os peritos, de uma reparação ao nível da impermeabilização. O custo total da reparação está orçada em cerca de 15 mil euros, importância que segundo o comandante António Fonseca "a corporação não tem podido disponibilizar, pois os encargos são muitos".
Os Bombeiros Voluntários do Peso da Régua são aqueles que mais próximo estão do rio Douro, e para onde são canalizadas todas as chamadas via 112 sobre qualquer ocorrência no rio. Ainda no mês passado caiu um carro numa ravina para as margens do Douro e tivemos de nos socorrer de uma embarcação de uma empresa particular para resgatar os passageiros", contou o comandante, "mas nem sempre está disponível"
António Fonseca chama também a atenção para o facto de que através dos barcos de cruzeiro cruzam a Régua nos dois sentidos anualmente mais de 200 mil passageiros: "Actualmente não os podemos socorrer devidamente, dado que primeiro tenho de tentar que me emprestem um barco para transportar os meus homens."
"Já alertei todas as entidades, Protecção Civil, Instituto de Navegabilidade do Douro, Turismo do Douro, mas ninguém se tem mostrado interessado em ajudar a resolver o problema. A Câmara Municipal já muito nos ajuda e também não tem verba para mais, e entretanto a segurança das pessoas no rio Douro está em perigo, é preciso dizê-lo", lamentou.
O DN contactou o presidente da Câmara de Peso da Régua, Nuno Gonçalves, primeiro responsável pela Protecção Civil no concelho, que começou por dizer "este é um problema que ultrapassa em muito o concelho, pois o Douro é muito grande". "Apoiamos os nosso bombeiros em tudo o que podemos.
O nosso subsídio anual ultrapassa os 85 mil euros, suportamos em 50% as despesas da Brigada Permanente no valor de trinta mil euros e comparticipamos numa nova ambulância", frisou. Em relação ao barco que está inoperacional, Nuno Gonçalves diz que há entidades que deveriam tentar resolver a situação, como o IPTM e a Protecção Civil, para quem já chamou a atenção e também o organismo máximo dos bombeiros.
DN

Bombeiros muito activos com acidentes e incêndios

Algumas corporações de bombeiros do distrito de Braga tiveram ontem um dia complicado, devido a diversos acidentes e incêndios que obrigaram à intervenção dos “soldados da paz”.

Durante a madrugada de domingo, na estrada nacional 103 que liga Braga a Barcelos, ocorreu o caso mais grave. Um acidente, fruto de um despiste com alguma violência, levou os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos a deslocarem para o terreno, junto às instalações da ABB, em Martim, duas ambulâncias, sendo uma do INEM, e uma carro de desencarceramento, porque a vítima ficou presa no interior da viatura.

A vítima, um homem com cerca de 40 anos, teve que ser transportada para o Hospital de Braga em estado grave.

Na Póvoa de Lanhoso, na freguesia de Monsul, no lugar de Santa Luzia, um incêndio ao início da tarde de domingo, numa barraca de venda ambulante, fez deslocar para o local duas viaturas, com nove homens, para por cobro ao fogo que teve origem desconhecida, registando-se apenas danos materiais.

Horas antes, mas desta feita em Fafe, os bombeiros locais tiveram que acorrer a um despiste. Um veículo ligeiro, com três ocupantes, saiu de estrada, na rua Nova do Ribeiro, na freguesia de Antime.

Deste acidente resultaram três feridos ligeiros, dois transportados pelos bombeiros para o hospital de Fafe, e uma senhora de 32 anos, que inspirava mais cuidados, que foi transferida para o Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Guimarães.

JN

Trovoada seca provoca incêndio em Casas Velhas

Um incêndio em mato deflagrou por voltas das 16 horas de ontem, domingo, em Casas Velhas, Concelho de Elvas, distrito de Portalegre.

O incêndio teve origem na trovada secas que se fez sentir no distrito e chegou a ter três frentes activas.

De acordo com comandante dos Bombeiros Voluntários de Elvas, estiveram seis corporações de bombeiros no terreno (Elvas, Arronches, Avis, Monforte, Sousel e Fronteira), com 52 bombeiros e 14 veículos operacionais apoiados por 1 helicóptero.

O incêndio entrou em fase de rescaldo às 18h00.

JN

Incêndio destrói anexo de residência no Bairro de “Penha de França”

Um incêndio destruiu o anexo de uma habitação, ontem, de madrugada, no Bairro da Penha de França, acima dos Viveiros, mas não há feridos a registar.
No combate ao fogo, por volta das 5 horas, os Bombeiros Voluntários Madeirenses destacaram nove elementos apoiados por três viaturas, entre as quais uma ambulância como medida de prevenção já que o anexo, constituído por um quarto de dormir e uma cozinha, estava inserido num grupo populacional.
O mobiliário e o equipamento de cozinha foi destruído, sendo que os bombeiros quando chegaram ao local encontraram já fogo declarado.
A origem do incêndio é desconhecida, mas tudo aponta para um braseiro no mesmo local, na véspera, que se reacendeu e propagou-se rapidamente no anexo.
Jornal da Madeira

Dois feridos em 'voo' com 30 metros no Campanário

Um 'voo', com cerca de 30 metros, protagonizado por um Fiat Panda 4x4 (modelo antigo) em consequência de um despiste, provocou, ontem de madrugada, dois feridos, de 46 e 26 anos de idade, um dos quais grave, no sítio do Tranqual, freguesia de Campanário.
Ao que o DIÁRIO apurou, o condutor terá perdido o controlo do veículo quando circulava no sentido descendente de caminho íngreme, que possui lanços de escadas no eixo da faixa de rodagem e cujo pavimento é betuminoso.
A varanda de ferro não foi capaz de suster o peso do automóvel, pelo que este caiu de uma altura com cerca de 30 metros antes de ficar entalado entre o muro que sustenta um terreno e o da residência de um dos ocupantes.

Um destes foi 'cuspido' do interior do veículo e foi embater com a cara num muro, no qual ainda ontem à tarde era visível uma mancha de sangue. O acidente, que ocorreu por volta das 0h30, provocou um estrondo que acordou praticamente toda a vizinhança.

Daí que o socorro tenha sido solicitado sem grandes demoras. As vítimas foram resgatadas pelos Bombeiros Voluntários da Ribeira Brava, tendo a equipa destacada para o local sido obrigada empenhar meios de desencarceramento para libertar o sinistrado que ficou preso no interior do veículo.

À hora do fecho desta edição, o sinistrado de 26 anos já tinha regressado a casa depois de receber alta médica. Já a vítima de 46 ficou internado no Serviço de Cardiotorácica, devido à gravidade das fracturas sofridas na zoa do tórax.

dnotícias

sexta-feira, 25 de junho de 2010

“Em qualquer parte do mundo um helicóptero destes [do INEM] está no hospital”

Victor Almeida, médico no Hospital S. Teotónio, de Viseu é presidente da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência. Tirou medicina na Alemanha, mas optou pelo seu país para fazer carreira. Clínico geral, especialista em Medina geral e familiar, com uma segunda especialidade em anestesia, tem uma experiência de 14 anos de carro médico, na chamada emergência pré-hospitalar.

Foi condecorado pelo Estado português, por ter participado numa missão com a GNR, no Iraque. A conversa surge a partir da recente polémica sobre a possível transferência do helicóptero do INEM a funcionar no heliporto de Santa Comba Dão, para Aguiar da Beira. O médico considera um erro grave, que vai custar muito dinheiro ao Estado.

O que é a Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME)?

É uma associação sem fins lucrativos, que representa os médicos na área da urgência e emergência médica, e que está neste momento integrada na rede europeia das associações, fazendo parte depois da Sociedade Europeia da Medicina de Emergência. Foi fundada essencialmente por colegas da região Centro, que faziam serviço de INEM há 10 anos, quando foi fundada esta Associação.

Qual foi a necessidade que sentiram para criar a Associação? Os sindicatos e a Ordem dos Médicos não chegavam?

É sempre uma associação essencialmente cientifica [de medicina de emergência, urgência e medicina de catástrofe] e de representação dos profissionais. Achámos necessário, para já, porque todos os países europeus têm associações e sociedades nesta área, como têm outras especialidades. Não sendo ainda uma especialidade e havendo só um subtítulo basicamente, achámos necessário que se criasse uma rede de médicos e de colegas que, entre eles, delineassem o que achamos estratégias necessárias para o país, o que achamos importante, e fazer ouvir a nossa voz.

A Ordem não servia?

A Ordem [dos Médicos] tem outras funções. Nós colaboramos com a ordem, às vezes, envia-nos documentos para enviarmos parecer, para colaborarmos do ponto de vista técnico. Os sindicatos têm outro papel como é óbvio, mas também esses nos ouvem quando há dúvidas. Nós somos essencialmente e sempre uma instituição que funciona do ponto de vista científico, na base do voluntariado dos seus associados. E, como todas as associações, também hoje vivemos um bocado a crise do voluntariado. As pessoas têm cada vez mais dificuldades em gerir o seu tempo, para poderem dedicar-se a outras causas da sociedade civil.

Quem são os médicos que podem ser integrados na emergência médica, uma vez que não é uma especialidade?

A medicina de emergência ou de urgência não existe como especialidade. Em Portugal criou-se a chamada Competência de Medicina de Emergência, o que significa que existem três níveis de formação: existe a especialidade, existe a sub-especialidade da Ordem dos Médicos e existe depois a competência que está aberta a todas as especialidades. Qualquer médico que tenha um plano formativo e que acrescente à sua especialidade uma formação complementar dedicada à medicina de emergência pode depois ter este título da Ordem dos Médicos. Estamos a falar de médicos de família, de médicos de cirurgia, médicos de anestesia essencialmente que, fruto do trabalho que desenvolvem no INEM e fruto do trabalho que fazem nas urgências e nos cuidados intensivos, acabam por ter direito a ter esse título formativo, que a Ordem dos Médicos pode atribuir depois de analisar o curriculum.

É preciso ter esse título para desempenhar funções no INEM?

Não, mas foi sempre o nosso sonho. Trabalhar nas viaturas médicas exige alguma formação. Há 10 anos começámos com médicos de família. Não nos parece que se seja obrigatoriamente anestesista para trabalhar nas viaturas médicas, um bom médico de família que tenha formação nos hospitais, que faça serviço de urgência connosco e que depois faça uma formação complementar no bloco operatório, são perfeitamente capazes de fazer um trabalho brilhante na rua. Portanto, não achamos que seja absolutamente necessário. Obviamente que é desejável, o nosso sonho é que todos os médicos na emergência pré-hospitalar tenham amanhã uma especialidade nesta área, como é obvio.

Além da formação clínica, é preciso ter vocação para esta área?

Quando falamos de medicina de emergência não podemos ver só as viaturas médicas. A medicina de emergência inclui serviço de urgência dos hospitais, onde se presta a maior parte dos serviços, inclui serviço de helicópteros, inclui o planeamento e medicina de catástrofe, inclui as missões humanitárias, inclui um vasto leque de medicina de emergência e urgência. Se é preciso ter vocação? Qualquer médico deve ter vocação, não é com 19 valores que uma pessoa tem direito a ser médico ou deve ser médico. Tem que haver vocação, como em todas as profissões. É obvio que este tipo de actividade exige um espírito diferente ao que estamos habituados no hospital. Tem uma rotina diferente, há sempre o factor imprevisto, existe o risco da alta velocidade, que já diminuiu.

Têm subsídio de risco?

Não. Como é óbvio, existe indiscutivelmente um risco de vida, temos acidentes registados. No helicóptero, estamos a falar de um risco muito superior.

Há mais médicos disponíveis para este serviço, depois de retratado nas séries televisivas?

Mexeu não tanto com os médicos que já estavam habituados a isto, mas mais com o público, as pessoas já exigem esse tipo de socorro e com direito e com razão.

Como olha para essas séries?

Há muita situação real.

Também há um outro relacionamento dos utentes com os médicos?

Como sou anestesista, estou numa situação um bocado privilegiada. Os doentes têm sempre receio, mas depois de falarmos com eles, noto que existe um franco alívio desse receio. Agora, os colegas que estão nas urgências e que se confrontam com situações, por vezes, de violência verbal da parte de utentes, de familiares, tendo ou não razão… portanto, este elemento humano de ter um bocado de tempo para os doentes, esta forma de trato mais humano, é algo que se está a perder e isso preocupa-me como médico. Na emergência pré-hospitalar, só tenho tido boas experiências. Há um outro elemento que é fundamental: o nível de formação dos bombeiros e dos elementos da Cruz Vermelha melhorou substancialmente nos últimos anos.

O que se faz numa conhecida viatura do INEM?

Para já temos que distinguir os meios de socorro. Temos ambulâncias [de suporte e de socorro], temos os helicópteros, e a viatura médica de emergência e reanimação (VMER). O papel da viatura médica é essencialmente transportar a equipa médica (medico e enfermeiro) ao doente para estabilizar o doente no local, sempre que possível e, depois, acompanhá-la e tratá-la já no caminho para o hospital. Além disso, o nosso papel é avisar o hospital. No fundo, somos uma extensão da urgência do Hospital de Viseu. Quando vemos a viatura médica a funcionar no distrito de Viseu, as pessoas lêem INEM, mas o que está a funcionar é efectivamente uma extensão do serviço de urgência. Quem está na rua é o Hospital de Viseu.

A cobertura de emergência tem falhas no distrito de Viseu?

Se compararmos com o que acontece a nível nacional, o distrito está muito bem servido. Se compararmos com o que se faz no resto da Europa, o distrito está mal servido. Hoje, o material que o INEM tem à disposição é topo de gama. A logística em Viseu funciona muito bem. Se me perguntar se é desejável mais meios, é. Melhorar o socorro no distrito de Viseu, significa, a longo prazo, colocar ambulâncias com técnicos de emergência que possam suportar o primeiro impacto dos doentes, sobretudo os que estão mais longe.

A eventual transferência do helicóptero de Santa Comba Dão para Aguiar da Beira (distrito da Guarda), está a preocupar a Associação Portuguesa de Medicina de Emergência?

O projecto do helicóptero do INEM de Santa Comba Dão nasceu há 10 anos (suspenso passados quatro anos), fruto de um protocolo entre bombeiros e INEM. Em Portugal não se voava à noite e não havia socorro à noite com equipas médicas do INEM e havia profissionais dos Bombeiros de Santa Comba Dão, que arriscavam a vida para ir buscar doentes da Covilhã para Coimbra, por exemplo. Na altura apresentei, juntamente com a directora da urgência de Viseu, a dra. Alexandra Guedes, um projecto inovador que permitisse que se colocasse equipamento nesse sentido. O projecto foi apreciado pela protecção civil e o INEM avançou com uma ameaça de despedimento (risos) não gostaram que colaborássemos com os bombeiros, curiosamente houve um secretário de Estado inteligente na altura que disse: “vamos pôr isto a funcionar, vamos pôr uma equipa médica a testar”, e o sistema funcionou durante dois anos na perfeição, era o único a voar a nível nacional. Pouca gente sabe, mas Santa Comba Dão tem helicóptero de emergência a funcionar há 10 anos.

Agora, está preocupado com a transferência porquê?

As pessoas que trabalham no meio, as pessoas que conhecem a geografia, as pessoas que estão no terreno são unânimes, a colocação deste meio em Aguiar da Beira vai ser um erro e ao ser um erro será prejudicial para os doentes.

Na altura foi levantada essa questão?

Muito objectivamente. A própria Ordem dos Médicos fez pareceres na altura. Continuamos a ser um povo mesquinho, continuamos a olhar para o nosso umbigo e não olhamos para o todo. E o país tem que começar a pensar de forma coesa.

Qual é a questão que se coloca?

Um meio aéreo deve ser colocado onde faz falta. Faz falta em Aguiar da Beira? Claro que faz, como faz falta na Guarda, como faz falta na Covilhã, como faz falta em Castelo Branco…, agora, deve ser colocado onde é mais necessário, e se formos a ver para onde este helicóptero tem voado nestes últimos três meses, já nem falo nos últimos 10 anos, durante o dia fazem-se emissões para a Beira Serra onde não há viaturas médicas. A Beira Serra é onde temos mais aglomerados populacionais. Se colocarmos o helicóptero em Aguiar da Beira, grande parte da zona da Beira Serra e para baixo de Castanheira de Pêra ficam demasiado longe para o helicóptero. Estamos a falar à vontade de 20 a 25 minutos de diferença.

É relevante?

É isso que faz a diferença entre a vida e a morte.

O senhor coloca outras questões relacionadas com os profissionais.

A questão que sempre coloquei foi a seguinte: todo este método de recrutar profissionais para as viaturas médicas e helicóptero na base do voluntariado, é um erro. Deve ser profissionalizado. Isso causa problemas aos serviços. Não estou a pôr em causa o que se faz, acho é que a qualidade ainda pode ser melhorada havendo equipas mais fixas e mais estáveis. Em Abril houve buracos na escala, o que significa que houve dias em que o helicóptero não teve médico disponível para trabalhar. O Estado pagou a um helicóptero e não assegurou a manutenção dos recursos humanos necessários, porque estamos a fazer isto nas horas livres.

Esse problema coloca-se independentemente do helicóptero estar em Santa Comba ou em Aguiar da Beira.

Não. Os profissionais vêm essencialmente de Coimbra, de Viseu, de Aveiro e da Figueira da Foz. As pessoas que estão, por exemplo, na Figueira da Foz que já agora fazem 90 quilómetros, fora de horas, e que recebem menos 20 a 30 por cento do que recebem nos carros médicos – o que é incompreensível – chegam a um ponto e pensam: não vou fazer 120 quilómetros e perder dinheiro.

É a falta de médicos?

Não é a falta de médicos, é a falta de organização. Em qualquer parte do mundo um helicóptero destes está no hospital. Este helicóptero se estivesse no hospital de Viseu, era extremamente fácil.

Defende isso mesmo?

Era o ideal.

Santa Comba Dão também tem o problema do nevoeiro.

Essa não é a questão, não é isso que impede as missões. Se me perguntar do ponto de vista profissional médico, de manutenção, Viseu será a melhor opção. Se me perguntar do ponto de Vista estratégico, obviamente que Santa Comba Dão é a melhor solução. Aguiar da Beira fica fora de tudo. Isto vai custar muito mais dinheiro ao Estado.

Jornal do Centro

Incêndio provoca susto mas não causa feridos em Alcântara

Um incêndio ocorreu hoje de madrugada num edifício situado no centro de Lisboa, sem que tenha provocado qualquer desalojado, disse à Lusa fonte dos Sapadores Bombeiros.
O fogo «não provocou qualquer desalojado ou vítima», apesar de duas pessoas terem sido assistidas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no próprio local, devido à inalação de fumo, adiantou a fonte.

«O incêndio ocorreu às 5h29 e o combate terminou às 7h25», disse a mesma fonte adiantando que no terreno estiveram 30 elementos dos Sapadores.

As causas do incêndio, que «destruiu por completo um quarto e uma parte da cozinha» do segundo andar no número 57 na Rua dos Lusíadas, em Lisboa, são ainda desconhecidas.

No combate ao incêndio estiveram envolvidas várias viaturas, das quais cinco pertenciam ao regimento de Sapadores e uma dos bombeiros.

«No total estiveram presentes cerca de 30 homens a combater o sinistro», disse a mesma fonte, acrescentando que a Protecção Civil e a Polícia Municipal estiveram também no local.

Lusa / SOL

Maioria dos fogos em Viseu causada por "mão criminosa"

Secretário de Estado pede atenção redobrada aos incêndios no distrito. Bombeiros já tiveram ontem um dia complicado

A maior parte dos incêndios no distrito de Viseu "têm origem em acção humana, negligente ou criminosa". A afirmação é do secretário de Estado da Protecção Civil que anda pelo País a visitar as bases de combate aos fogos. Ontem um violento incêndio destruiu uma considerável área de mato e floresta, no concelho de Mangualde, mas por todo o País as chamas deram trabalho aos bombeiros e obrigaram mesmo à mobilização de um helicóptero espanhol.

A situação mais grave viveu-se em Póvoa de Cervães, Mangualde, onde um incêndio obrigou à mobilização de meia centena de Bombeiros. Este incêndio evoluiu depois para Ponte Palhês, na fronteira com o distrito da Guarda, onde as elevadas temperaturas colocaram o distrito em alerta. Ao final da tarde o incêndio tinha "duas frentes activas", informou o adjunto do Comando dos Bombeiros de Mangualde e foi reforçado com dois aviões pesados Canadair. Na Guarda, as chamas atingiram o Parque Natural da Serra da Estrela, em Alvoco da Serra, e foram combatidas com um helicóptero pesado e 34 bombeiros.

Viseu é um dos distritos onde se verificam mais incêndios de origem criminosa, uma realidade que levou o secretário de Estado da Protecção Civil a pedir aos bombeiros e polícias "acção mais redobrada". "O distrito de Viseu tem uma concentração muito grande de incêndios provocados por acção criminosa, o que exige um reforço redobrado", disse Vasco Franco.

DN

Comandante dos Bombeiros Municipais de Alcanena demite-se por “falta de diálogo” com a autarquia

O comandante dos Bombeiros Municipais de Alcanena, Alberto Ribeiro Moiteiro, pediu a passagem ao quadro de honra da corporação, demitindo-se do cargo após 17 anos como comandante por considerar que o actual executivo não confia na sua pessoa e existir falta de diálogo com o mesmo. Uma decisão que causou “estranheza” à actual presidente da autarquia, Fernanda Asseiceira (PS). A Câmara Municipal de Alcanena já deferiu o pedido, sendo actualmente o comando da corporação assumido pelo segundo comandante, Jorge Frazão.

Alberto Moiteiro explica que efectuou três ou quatro tentativas, através da secretária da presidente, para marcar uma reunião com Fernanda Asseiceira mas nunca foi bem sucedido. Decidiu expor as suas preocupações por carta uma vez que o Verão estava a chegar e era necessário garantir o apoio camarário que todos os anos é dado ao Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GPIS). “Nunca obtive resposta para marcarmos a reunião. A minha terceira carta foi a da saída”, sublinha.

Fernanda Asseiceira refere que a atribuição desse subsídio nunca foi posta em causa e que era só uma questão de tempo até ser deliberado em reunião de câmara, à semelhança do que acontece com os Bombeiros Voluntários de Minde. “Fiquei surpreendida com essa carta e não percebo o contexto desta saída porque, numa reunião que tive com todos os bombeiros, assumiu que nunca me tinha ligado para o telemóvel, quando lhe dei toda a liberdade para o fazer”, disse a O MIRANTE.

A autarca refere que, em seis meses de mandato, esteve por diversas vezes com o comandante da corporação e nunca sentiu que este tivesse essa urgência em falar sobre o assunto. “Transmitiu-me um conjunto de situações relacionadas com o quartel que já estavam sinalizadas e voltou a fazê-lo por carta”, refere Fernanda Asseiceira.

Já Alberto Moiteiro considera que “há certas questões que devem ser faladas nos locais próprios” e só por essa razão não falou do assunto nas ocasiões em que esteve com a autarca.

“Havia falta de confiança na minha pessoa” - Fernanda Asseiceira considera que a atitude de Alberto Moiteiro foi “uma posição extremada”, assumindo que a única falha que poderá ter existido foi não ter o real conhecimento da insistência do ex-comandante junto da sua secretária em ser recebido. O MIRANTE sabe ainda que as relações entre o ex-comandante dos Bombeiros de Alcanena e o vereador socialista Luís Pires, que actualmente assume a pasta da Protecção Civil, pautaram-se por alguns desentendimentos, na altura em que este último chegou a ser comandante dos Bombeiros Voluntários de Minde. O que também pode ter pesado na decisão de Alberto Moiteiro em deixar o cargo.

Alberto Moiteiro considera que existe “falta de confiança” na sua pessoa e que só isto justifica a ausência de reuniões sobre uma matéria onde o que está em causa é a segurança das populações. “Reconheço que esta saída me entristece, pois toda a minha vida foi pautada pela dedicação e entrega a este corpo de bombeiros”, disse.

Lamentando o sucedido, Fernanda Asseiceira refere que esta é uma oportunidade para renovar o comando e organizar a corporação dos bombeiros municipais. “Precisamos serenar e dar organização a esta casa. Estamos a trabalhar para a dotar de boas instalações e até de todas as condições legais, porque existiam situações menos claras, do ponto de vista legal, que têm que ser corrigidas”, atestou.

Bombeiros sem receber desde Outubro - O ex-comandante dos Bombeiros Municipais de Alcanena alerta ainda para a falta de efectivos no quartel e para o facto de estes, a grande maioria a trabalhar em regime de voluntariado, não receberem desde Outubro de 2009, o subsídio que estava convencionado com o anterior executivo camarário. “Como não pertencem ao quadro, esta situação não era legal”, explica a presidente da autarquia que quer, até final de Julho, encontrar uma solução que permita um enquadramento legal que possibilite a transferência destas verbas, por exemplo, no âmbito da criação de uma associação humanitária.

O Mirante

ACT- Para Associações de Bombeiros Voluntários

Na sequência do direito de resposta do Sindicato dos Bombeiros Profissionais, (SNBP) publicado no jornal O MIRANTE de 09 de Junho 2010, referente ao artigo sobre o 128º Aniversario dos Bombeiros Voluntários de Vila F. Xira, cumpre-me, como presidente da Associação, esclarecer o seguinte:

Ao contrário do publicado a pedido do SNBP, em momento algum foi por mim afirmado, nem consta em O MIRANTE, que o Contrato Colectivo de Trabalho tivesse por objectivo colocar em risco vários postos de trabalho.

Trata-se de uma “habilidade” em que o SNBP substituiu a palavra “vai”, por “tivesse por objectivo”, alterando radicalmente o que afirmei. A verdade é que conseguiu assim um Direito de Resposta para publicitar o seu ACT, deixando no entanto à evidência, a forma como trata estes assuntos. Admito somente que, no discurso que proferi de improviso, tenha referido indevidamente CCT quando, como é sabido, se trata apenas de um ACT.

O que disse e agora reforço, é que, se este ACT for convertido em CCT, irão ser colocados em causa vários postos de trabalho que poderão vir a ser extintos, caso o substancial aumento de encargos daí resultantes, se venha a revelar incompatível, com a disponibilidade financeira desta Associação.

O grave deste ACT, é pretender-se que o preceituado para os Bombeiros Profissionais das corporações que só efectuam serviços na área da emergência como os Sapadores e outros da responsabilidade das Câmaras, seja transposto para as Associações de Bombeiros Voluntários, que efectuam também os normais transportes de doentes para consultas e tratamentos, devido à sua componente Associativa e Humanitária.

Para estes serviços, as Associações tiveram de admitir funcionários, motoristas, maqueiros, centralistas, administrativos e outras funções, que nada têm a ver com a de Bombeiro.

Estes assalariados são habitualmente recrutados nos Bombeiros Voluntários que estão no desemprego, independentemente do posto que têm. Normalmente prosseguem fora do horário laboral, a sua carreira de Bombeiro Voluntário. Ora o que pretendem os fautores deste ACT, é que a estes assalariados seja atribuído como função, (ou profissão), o posto que ocupam como voluntários, e não o da categoria profissional que efectivamente exercem. Passaríamos então a ter aqui um 2º comandante profissional, dois adjuntos de comando, sub-chefes, etc.

Como o ACT diz que estes são os que substituem e coadjuvam o comandante, ou chefiam, passaremos a ter profissionais a mais para comandar ou chefiar e, a menos para motorista, centralista, etc. É demagogia afirmar-se que estes assalariados, embora mudando de função, continuam a desempenhar aquela para que foram admitidos. Isso sim, é que contraria a Lei! Tal poderia acontecer, mas só numa fase transitória. E depois?

Orgulhamo-nos de nesta Associação se cumprir exemplarmente a Lei. Talvez por isso, nunca aqui tenha havido qualquer conflito laboral, com recurso a tribunais. Dos nossos 20 assalariados, apenas 2 são sindicalizados. E acabaram de o fazer agora, provavelmente fruto deste ACT: - Um é Motorista, e sindicalizou-se como Sub-chefe! O outro é Operador de Central, e sindicalizou-se como Adjunto de Comando. Naturalmente que não lhes reconhecemos essas profissões.

A nova legislação colocou este ano na “prateleira”, Bombeiros de muitos anos, só porque não cumpriram no ano anterior as horas mínimas de formação. Pois o SNBP propõe que as funcionárias de Secretaria sejam “promovidas de forma mágica” a bombeiros de 3ª e, o Serralheiro Mecânico, a bombeiro de 1ª! Isto só visto!! Quanto à restante verborreia do tal direito de resposta do SNBP, nem me vou dar ao trabalho de responder.

Resta-me lamentar as ofensivas considerações produzidas, reveladoras do estilo dos seus autores. É que visaram denegrir a imagem de quem, abnegadamente e sem quaisquer contrapartidas, tem servido esta Instituição ao longo dos últimos 28 anos, com o mais sagrado espírito de missão: o voluntariado.

O Presidente - Carlos Manuel Antunes Fernandes

O Mirante

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Fogo destrói 120 hectares de mato em Mangualde

Cinco focos de incêndio deflagraram ontem, quase em simultâneo, a partir das 14h00, na zona da Ponte Palhês, no concelho de Mangualde.
No combate às chamas ficou ferida uma bombeira e dois colegas sofreram indisposições. O adjunto de comando dos Bombeiros de Mangualde, Diogo Lopes, considerou "suspeito" o facto de, no espaço de poucas horas, surgirem todos estes fogos, à face da "mesma estrada".
Ainda de acordo com o mesmo responsável, o incêndio consumiu cerca de 120 hectares de área florestal, sem chegar a pôr em causa a segurança de qualquer habitação.
O combate ao fogo mobilizou mais de uma centena de bombeiros, de dezoito corporações, que compareceram no local com vinte viaturas e contaram com o apoio de nove aeronaves.
Todos os focos de incêndio foram dados como circunscritos por volta das 19h, numa altura em que as autoridades judiciárias já se encontravam no local, a investigar a origem do fogo.
Público

Homem morre soterrado em acidente de trabalho

Um homem de 60 anos morreu ontem à noite soterrado, num acidente de trabalho ocorrido nas Minas da Panasqueira, no concelho da Covilhã, informou hoje o Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Castelo Branco.
A GNR adiantou que “o homem terá caído dentro do vagão que transporta o minério, momentos antes de ter sido feita uma descarga, que o soterrou”.
Segundo o CDOS, o acidente ocorreu cerca das 23h00 e estiveram no local uma ambulância dos Bombeiros Voluntários da Covilhã e uma patrulha da GNR, mas quando o socorro chegou “a vítima já tinha sido desenterrada”.
Situadas na Serra do Açor, as Minas da Panasqueira, funcionam há sensivelmente 100 anos e o volfrâmio é o seu principal produto de exploração.
Público

Secretário de Estado da Protecção Civil admite Verão “com algumas dificuldades”

O Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, esteve na segunda-feira, dia 21 de Junho, na Guarda, onde se inteirou dos meios existentes para o combate aos fogos florestais e reconheceu que o dispositivo terá que estar preparado “para um ano com algumas dificuldades”.
Vasco Franco visitou o Centro de Meios Aéreos, o quartel dos Bombeiros Voluntários da Guarda, reuniu no Centro Distrital de Operações de Socorro e inaugurou uma exposição do Ministério da Administração Interna intitulada “Ministros: do Reino à Administração Interna-1834/2009”, no Átrio dos Paços do Concelho.
Em declarações aos jornalistas, o Secretário de Estado disse que, caso se mantenham condições meteorológicas “com algumas chuvas de vez em quando” e “algumas baixas de temperatura” o verão poderá ser “razoavelmente tranquilo”, mas mostrou-se preocupado com a possibilidade do registo de temperaturas elevadas. Alertou que, como é previsível, se as condições climatéricas forem as habituais para esta época do ano, o dispositivo terá que estar preparado “para um ano com algumas dificuldades”.
Vasco Franco observou que pelo facto de este ano ter chovido até Junho contribuiu para que tenha crescido “uma quantidade muito grande de material combustível que facilitará as ignições”.
Por outro lado, indicou que a chuva impediu a realização de “um conjunto de acções de prevenção” que costumam ser realizadas durante os meses de Abril e Maio, nomeadamente acções de fogo controlado para eliminar zonas de mato e a abertura de faixas de contenção.Nesta passagem pela Guarda, o Secretário de Estado da Protecção Civil também apelou aos utilizadores da floresta para que tenham “cuidado” com o uso do fogo, porque grande parte dos incêndios surge “por acção humana, muitas vezes inadvertida, e é preciso ter cuidado”.
O Governante também reagiu a um estudo publicado naquele dia, que dava conta que os portugueses confiam pouco nos políticos, advogados, banqueiros, gestores de grandes empresas e juízes, enquanto acreditam mais nos bombeiros, professores e carteiros.
Vasco Franco declarou que os portugueses “têm razão para confiar” nos bombeiros” porque “são a base de todo o sistema [de Protecção Civil e Socorro]”. “Quando falamos em bombeiros, falamos num leque alargado, não só de toda aquela rede que é fundamental para a protecção civil, que são os corpos de Bombeiros Voluntários, que estão por todo o país, como falamos também dos corpos profissionais que foram criados, nomeadamente a Força Especial de Bombeiros (Canarinhos) e o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da GNR”, declarou.
Na opinião de Vasco Franco, “todo este conjunto de homens e de mulheres que se dedica a esta actividade naturalmente merece ser reconhecido pelos portugueses e merece que os portugueses tenham confiança neles, porque o seu lema «Vida por Vida», diz tudo”.
Jornal da Guarda

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bombeiros de Portalegre são alvo de penhora

Estradas de Portugal tem de manter SOS a funcionar

Advogada em direito rodoviário assegura que o Estado deve pugnar pela manutenção dos avisadores SOS. Dirigentes dos bombeiros também lamentam não ter sido informados.
A polémica cresce de tom. Ao coro dos protestos das comissões de utentes dos itinerários principais, face ao encerramento dos avisadores SOS nas principais estradas portuguesas, somam-se os dirigentes dos bombeiros. E, ainda, do presidente do Automóvel Clube de Portugal (texto ao lado).
A Estradas de Portugal, apesar de inicialmente ter assumido ao DN que foram suprimidos 304 postos, ontem, de novo por e- -mail, a empresa fez "marcha- -atrás": "Há 153 postos a funcionar. Estão activos nas seguintes vias: IC6, IC1, IC33, IP8 e IP4." Porém, a empresa escusa-se a assumir quem realmente tutela esses avisadores. É que, no caso do IP4, apurou o DN, os SOS já estão sob alçada da Auto-Estradas XXI.
A especialista em direito rodoviário, Maria Teresa Lume, assegura ao DN que "a empresa Estradas de Portugal é um instituto público e, como tal, é obrigação do Estado manter as condições de segurança, quer activa quer passiva, de todos os equipamentos. Logo, os postos SOS, que fazem parte da segurança activa, devem estar a funcionar".
Perante a leitura do texto legal que a Estradas de Portugal faz do actual contrato de concessão, no qual só obriga a ter os avisadores de SOS a funcionar nas auto-estradas, a advogada é taxativa: "Tal afirmação parece- -me simplista e desresponsabilizadora das atribuições da empresa", uma vez que, "se as vias - independentemente de serem classificadas como auto-estradas - já dispunham dos dispositivos SOS, é obrigação da Estradas de Portugal de os manter em bom estado de conservação, já que este equipamento vinha incluído no pacote da concessão".
Duarte Caldeira, presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, considera "estranho" todo este processo, não só porque "os agentes de socorro não foram informados" como também porque "nunca ninguém tenha assumido que o sistema funcionava mal". Critica: "Isto revela uma postura pouco razoável na defesa da segurança dos cidadãos e do socorro a que têm direito." Até porque, diz, "é preciso não esquecer que há zonas do País, percorrendo os IC e IP, onde os telemóveis não têm rede".
Vejamos o caso do IP4: os 28 postos SOS desta via que liga Amarante à fronteira de Quintanilha, sob a tutela da Auto-Estradas XXI, que vai construir a Auto-Estrada (AE) Transmontana. Desde que esta entidade venceu o concurso (2008) para a construção da futura AE que se tornou também responsável pela manutenção do troço do IP4 e, foi nessa data que, o atendimento do socorro passou da GNR para os serviços da empresa.
DN

Incêndios deflagram em três pontos do país

Três incêndios estão activos no país, esta quarta-feira, sendo o fogo no distrito de Viseu aquele que mobiliza o maior número de meios, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Com duas frentes activas, o incêndio em mato na localidade de Ponte Palhez, no concelho de Mangualde, distrito de Viseu, está a mobilizar 102 bombeiros, 20 veículos, dois aviões e um helicóptero, adianta a ANPC, citada pela Lusa.

De acordo com a Protecção Civil, o incêndio deflagrou às 16:00 e está «em curso».

O outro incêndio está activo desde as 15:17 na localidade de Vale de Carvão, concelho de Marvão, no distrito de Portalegre. De acordo com a ANPC, o fogo está na fase de «resolução», tem uma frente activa e está a ser combatido por 47 bombeiros, apoiados por um avião espanhol e 13 veículos.

Outro incêndio em «resolução» foi o que deflagrou às 15:07 em Alvoco, concelho de Seia, no distrito da Guarda. No local estão 36 bombeiros e dez veículos. Segundo o site da Protecção Civil, na terça-feira registaram-se 63 incêndios florestais, que foram combatidos por 702 bombeiros e 175 viaturas.

436 incêndios na última semana - Na última semana, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registou 436 incêndios florestais, que foram combatidos por 4546 bombeiros.

Segundo dados estatísticos da ANPC, disponíveis na página da Internet, os 436 incêndios florestais que deflagraram no país desde o dia 15 de junho foram ainda combatidos por 1133 viaturas.

Os dados mostram ainda que quase metade dos fogos da última semana registaram-se nos últimos três dias.

TVI24

Assinaturas para mandar calar a sirene dos bombeiros

“São minutos insuportáveis, parecem horas”, queixa-se uma mulher, mãe de duas crianças, residente num bloco de apartamentos junto aos bombeiros das Taipas, em Guimarães. Sempre que tem uma emergência, a corporação usa a sirene, para desespero dos vizinhos.

Na vila das Taipas, em Guimarães, decorre mesmo um abaixo-assinado, com dezenas de assinaturas, para pedir aos bombeiros locais o uso de outra forma de comunicação que não a sirene. “Há dias em que a sirene não toca mas há outros em que é impossível trabalhar ou estar em casa com o barulho”, revelou a mesma fonte. O quartel dos bombeiros está, lado a lado, com o posto da GNR onde trabalham 25 agentes e onde, alguns, dormem durante o período de descanso. Também perto do quartel, localiza-se a escola secundária onde as aulas são ‘interrompidas’ quando toca a sirene.

“Há outras formas de chamar os bombeiros sem ser com a sirene”, referiu um elemento da GNR local que pediu anonimato. “A sirene só toca quando é preciso”, responde Hermenegildo Abreu, comandante da corporação há um ano.

“Agora a sirene até toca pouco porque, como estão sem emprego, temos sempre muitos voluntários no quartel disponíveis para sair para uma emergência”, referiu o comandante. Em situações em que não há homens suficientes no quartel, a sirene toca durante dois minutos e meio para informar os bombeiros de que devem apresentar-se ao serviço. Existe ainda uma sirene mais pequena e menos prolongada para chamar os motoristas.

Na vila das Taipas residem cerca de dez mil pessoas. O quartel foi construído em 1985 e, nos terrenos à volta, foram posteriormente construídas centenas de habitações. “Os bombeiros já estavam naquele local. Quem comprou casa nas imediações sabe o que comprou e onde comprou”, disse Constantino Veiga, o presidente da Junta de Freguesia das Caldas das Taipas.

“O problema das Taipas é que tem crescido sem o necessário planeamento feito pela Câmara Municipal de Guimarães”, referiu ainda o autarca. Rodeado de casas e de serviços como a escola, a GNR, o mercado e o centro de saúde, a solução apresentada pela junta local é a mudança do quartel para um terreno fora da vila. “Já pedimos à Câmara de Guimarães para construir outro edifício fora do centro urbano, junto à nova variante, perto do parque tecnológico das Taipas”, referiu Constantino Veiga.

Com 139 voluntários e cinco profissionais, o responsável pela corporação não vê outra forma de chamar os homens e mulheres que, gratuitamente, trabalham nos bombeiros sem ser através da sirene. “Já fizemos a experiência de chamar os voluntários por SMS mas nem metade apareceu ao quartel”, finalizou o comandante.

JN

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Comandante de Helitransporte do INEM elege campo de futebol como melhor ponto de aterragem de Oliveira do Hospital

Um helicóptero do INEM teve hoje um novo ponto de aterragem, mas o comandante do aparelho defende que o estádio de futebol é o local com melhor segurança.
O correiobeiraserra.com acompanhou esta manhã uma operação de emergência efectuada por um helitransporte do INEM que, pela primeira vez, aterrou no recinto da feira mensal.
Em causa esteve a recolha de um doente, vítima de problemas do foro cardíaco, que deu entrada no centro de saúde local e foi, posteriormente, helitransportado de urgência para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
Após a aterragem, o comandante do helicóptero – com dois pilotos, uma médica e uma enfermeira do INEM – estava satisfeito com as condições que o local reúne, mas detectou alguns constrangimentos, nomeadamente ao nível das aterragens em período nocturno.
Correia de Sá explicou a este diário digital que existindo boas condições atmosféricas aquele ponto de aterragem “serve perfeitamente”, mas também sublinhou que em operações nocturnas existem alguns obstáculos no piso que, pelo menos – e por razões de segurança –, teriam que estar sinalizados.
Para aquele piloto a situação é facilmente ultrapassável desde que os bombeiros “balizem” com viaturas – de sirenes ligadas – a zona de aterragem. O espaço permite ainda que a operação de socorro decorra longe do público que, mal pressente o helicóptero do INEM a sobrevoar a cidade, invade de imediato o palco das operações.
Hoje, por exemplo, no recinto da feira – vedado ao público – encontravam-se apenas os pilotos, a equipa do INEM, um jornalista do correiodabeiraserra.com e os Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital (BVOH).
INEM prefere aterrar em campos de futebol - No entanto, Correia de Sá, que mostrou total disponibilidade ao comandante dos BVOH, Emídio Camacho, para que se encontrem as melhores soluções, é de opinião que “o estádio de futebol é o local que melhores condições oferece” para a aterragem daquele tipo de equipamentos.
Exibindo o mapa com os locais de aterragem que estão estipulados na área de intervenção dos meios de socorro aéreos estacionados em Santa Comba Dão, o piloto ao serviço do INEM explicou ao CBS online que, geralmente, as aterragens são feitas em campos de futebol. Quer sejam relvados, sintéticos ou “pelados”, sublinhou.
Correia de Sá diz que estas aterragens não provocam estragos naquele tipo de infra-estruturas e decorrem num ambiente de maior segurança. Importante – considera – é operacionalizar as situações de modo a que a iluminação do estádio possa estar ligada aquando da chegada do helitransporte.
Helitransporte do INEM pode ser activado de dia e noite - O helitransporte de doentes tem vindo a ser utilizado em Oliveira do Hospital com alguma frequência, e este meio de socorro pode ser accionado através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) com um simples telefonema para o número nacional de emergência – o 112.
No terreno, já que se trata de um tipo de socorro com elevado custo financeiro, compete aos bombeiros que tomam conta da ocorrência e aos médicos que fazem a avaliação da vítima, avaliar a imprescindibilidade deste tipo de socorro.
Muito recentemente – e este caso vem a propósito para se perceber a importância de que se reveste a operacionalização dos meios de socorro no mais curto espaço de tempo – um doente teve, por volta da 1h00 da manhã, num café de Ervedal da Beira, sintomas de AVC.
A vítima perdeu mesmo os sentidos, e foi transportada pelos Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira até ao Centro de Saúde de Oliveira do Hospital (CSOH), onde chegou cerca de meia hora depois.
O helitransporte não foi accionado e o INEM, quando solicitado, accionou a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Centro Hospitalar de Coimbra que chegou ao CSOH próximo das 3h00.
Segundo uma fonte ligada à vítima, que se encontra nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) com diagnóstico ainda reservado, aquele doente, de 48 anos, só terá dado entrada nos HUC por volta das 4h00 da manhã.
Ou seja: entre a ocorrência e a assistência em hospital especializado – e nestes casos o tempo é fundamental – decorreram cerca de três horas.
Só para se entender como é que este processo de emergência com meios aéreos funciona, diga-se que o helitransporte do INEM – após activação – demora cerca de 15 minutos entre Santa Comba Dão e Oliveira do Hospital. Depois da aterragem, a equipa médica helitransportada procede à estabilização da vítima e, depois deste processo concluído, o helicóptero demora outros 15 minutos a voar entre Oliveira do Hospital e o heliporto dos HUC, em Coimbra.
Correio da Beira Serra

Bombeiros continuam com o subsídio da autarquia bejense em atraso

Rodeia Machado assegura que a autarquia bejense cortou em mais de metade o subsídio a atribuir aos Bombeiros Voluntários de Beja e que ainda não deu qualquer resposta sobre a criação de Equipas de Intervenção Permanente.
Rodeia Machado, presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Beja, assegurou, em entrevista à Voz da Planície, que “a autarquia bejense cortou em mais de metade o subsídio a atribuir a esta Associação”.
Rodeia Machado recordou que “o responsável pela protecção civil municipal é a Câmara de Beja e não os Bombeiros, que são meros agentes”.
De acordo também com as suas palavras, “os Bombeiros passaram dos 109 mil euros anuais, que estavam estipulados, por protocolo, com o anterior Executivo, para 50 mil, situação que tem criado graves problemas de tesouraria”.
Acrescentou contudo, que “até ao momento não foi recebido qualquer montante referente aos 50 mil euros, correspondentes a despesas de capital” e que “têm estado a receber sim, desde Março deste ano, o duodécimo referente às despesas correntes, que corresponde a um valor mensal ligeiramente acima dos 9 mil euros”.
Rodeia Machado deixou ainda, um outro alerta, ao referir que “os Bombeiros Voluntários de Beja têm de criar Equipas de Intervenção Permanente, com o apoio da autarquia”.
Acrescentou que “neste momento existe a certeza de que a Autoridade Nacional de Protecção Civil vai pagar os 50 por cento que lhe cabe, ou seja, cerca de 30 mil euros”, e que “da parte do Município nada se sabe”.
Rodeia Machado adiantou, igualmente, que está agendada uma reunião com a autarquia bejense, por estes dias, para tratar destas questões e que deverá fazer, no decorrer da jornada informativa de hoje, o ponto de situação sobre estas matérias.
Rádio Voz da Planície

domingo, 20 de junho de 2010

Governo facilita regras para aquisição de viaturas

Os corpos de bombeiros vão poder candidatar-se directamente à aquisição de viaturas, depois da alteração das regras actuais que reservam esta possibilidade às corporações da região de Lisboa.
O anúncio foi feito, este domingo, em Castelo Branco pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Vasco Franco, que inaugurou a ampliação do quartel de bombeiros daquela cidade.
O Ministério da Administração Interna solicitou aos gestores do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) a alteração desta regra, que segundo o governante «permite evitar os constrangimentos burocráticos que levaram a que o Governo, tendo decidido adquirir 95 viaturas para bombeiros de todo o país em 2008, ainda não tenha conseguido fechar esse concurso por razões meramente burocráticas», afirmou.
Com esta alteração, fica em aberto a possibilidade de os corpos de bombeiros apresentarem candidaturas directas à aquisição de viaturas, tal como as câmaras municipais e os governos civis.
Em Castelo Branco, o secretário de Estado da Proteção Civil inaugurou a ampliação do quartel dos bombeiros, que fica com uma nova garagem para cerca de 20 viaturas, num investimento que ronda os 350 mil euros, suportado integralmente pela câmara municipal.
TSF

Subiu para três número de vítimas do acidente em Águeda

Subiu para três as vítimas mortais do acidente ocorrido hoje, domingo, cerca das 20 horas, na Estrada Nacional 1, em Valongo do Vouga, concelho de Águeda.

As vítimas são o condutor do motociclo e os dois ocupantes do carro que seguiam no banco traseiro. A colisão provocou ainda três feridos.

Um dos carros dos Bombeiros Voluntários de Águeda despistou-se a caminho do acidente, provocando um ferido ligeiro.

JN


Acidente com viatura dos bombeiros faz oito feridos

Cinco bombeiros e três civis ficaram feridos esta tarde num acidente entre uma viatura de combate a incêndios e um autocarro de passageiros em Setúbal.

As oito pessoas foram transportadas para o hospital da cidade. Três bombeiros já receberam alta, dois ainda se encontram em observação.

As indicações foram avançadas à Renascença pelo comandante do Centro de Operações de Socorro de Setúbal, José Figueiredo, que apenas se refere aos bombeiros feridos.

Quanto aos três civis, deslocaram-se ao hospital sozinhos.

RRenascença

Povo apanha e espanca Incendiário

Um homem foi ontem à tarde apanhado em flagrante a incendiar a floresta na zona da EN110, via que liga Penacova a Coimbra.
Segundo o que o CM apurou, o suspeito, com idade a rondar os 40 anos, foi descoberto por populares a deitar fogo ao mato junto à estrada nacional, pouco depois das 18h00, nas imediações da aldeia de Aveleira.
O homem, que ia a pé, tentou fugir mas várias pessoas perseguiram e apanharam o indivíduo, agredindo-o a murro e pontapé. Os populares entregaram-no a uma patrulha da GNR, que acabou por lhe dar voz de detenção.

Entretanto, e face aos ferimentos que apresentava, o suspeito foi transportado de ambulância para os Hospitais da Universidade de Coimbra. António Simões, comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, referiu que na zona onde o suspeito foi apanhado "deflagraram quatro focos de incêndio" quase em simultâneo.

"Não chegaram a atingir grandes proporções porque o combate foi eficaz e muito rápido", adiantou o comandante.

CM

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Combate a incêndios, como se faz?

Os meios de ataque inicial querem estar no local 15 minutos após alerta, intervir em triangulação, atacando o fogo de três formas, e actuar durante hora e meia. Depois, entram "meios ampliados", ou seja bombeiros no terreno.
Segundo Vaz Pinto, comandante Operacional Distrital do Algarve, a organização destes meios de ataque inicial é que “tem feito a diferença no combate aos incêndios” e aí estão os números para o provar com a diminuição de fogos e da área ardida.

Entre Janeiro e 7 de Junho de 2010, a área ardida no Algarve diminuiu 55 por cento em relação ao período homólogo de 2009. Quanto a incêndios, no mesmo período, registou-se uma diminuição de 67,6 por cento. De 136 incêndios em 2009, passou-se para 44 em 2010, o que equivale a 0,0010 hectares de área ardida.

“Criamos uma estratégia em que estes meios de ataque inicial (reúnem 506 elementos, três meios aéreos e 129 veículos) têm como missão a primeira abordagem aos incêndios e que tem dado bons resultados”, diz o responsável distrital.

O objectivo é “extinguir desde logo o incêndio, mas se tal não for possível então recorre-se aos meios ampliados”, isto é à deslocação de corporações de bombeiros para o terreno.

É esta gestão que muitas vezes não é compreendida pelas populações e já agora por muitos meios de comunicação, que acusam, por exemplo “o helicóptero se de ir embora”, quando na verdade não é possível agir com os meios de ataque inicial, que devem estar de prontidão para cumprir a estratégia de intervenção no início dos fogos, numa situação que deve ser combatida em terra por meios ampliados, explica Vaz Pinto.

“Temos de compreender que apesar dos esforços, há incêndios que se propagam e não se pode comprometer toda a estratégia, já que temos de intervir em 310 700 hectares de área florestal”, sustenta o responsável distrital.

Bombeiros com dificuldades - “Os meios ampliados, que envolvem diversas entidades integradas, como os bombeiros, autarquias, polícias, têm tido algumas dificuldades”, na execução desta estratégia reconhece Vaz Pinto.

“A gratificação que é paga aos bombeiros não é muito atractiva (60 euros dos quais 43 são da responsabilidade da Autoridade Nacional Florestal) e daí a dificuldade em constituir o dispositivo suficiente para as necessidades”.

“Precisamos desses elementos na altura de maior empregabilidade na região, que coincide com o período de Verão, quando acontecem os incêndios”, explica.

Quanto à intervenção do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, que se encontra sedeado em Monchique, Cachopo e Loulé, Vaz Pinto considera que “tem um papel dissuasor que outras forças não têm, possibilitam uma maior colaboração e segurança e possuem maior capacidade de intervenção”, pelo que nega as críticas quanto à sua actuação.

“Actuam na prevenção, nos incêndios e noutras situações em que são necessários no âmbito da protecção civil”, dando como exemplo a derrocada das falésias.

Coordenação, precisa-se - Menos pacífica é a actuação das entidades responsáveis pela gestão da floresta do ambiente e recursos hidrológicos.

A protecção civil apela a que os proprietários limpem os terrenos florestais e os 50 metros em torno da residência, mas para o fazer é necessário elaborar planos técnicos para estudar a vegetação e pedir autorizações à tutela da floresta, do ambiente e, por vezes, dos recursos hidrológicos. E na sua falta, são lançadas coimas.

Este ‘desconcerto’ entre as diversas entidades, em que umas privilegiam as coimas e o excesso de burocracia, enquanto outras incentivam medidas de protecção, penaliza a iniciativa dos cidadãos.

Segundo a Governadora civil de Faro, todas as entidades participaram na elaboração do Plano Distrital da Área florestal do Algarve, que se encontra em fase de discussão pública até 25 Junho, e Isilda Gomes comprometeu-se “a levar à próxima reunião as questões levantadas e as dificuldades associadas à limpeza junto das habitações e das ribeiras”.

Garantido que “está a acompanhar o problema”, Isilda Gomes admitiu que “não está tudo bem e há coisas para fazer, mas a aprovação do plano é um passo importante para que tudo vá correr melhor”.
Observatório do Algarve