O presidente da direcção, Diamantino Duarte, diz que a instituição entrou em ruptura de tesouraria – “esgotaram-se as reservas” - mas espera ter a situação resolvida no decorrer desta semana, possivelmente recorrendo à banca. Em causa está o pagamento de cerca de 16 mil euros a 22 elementos que prestam serviço no quartel, entre telefonistas, administrativos e operacionais.
O protocolo estabelecido entre os BVS e a Câmara de Santarém define que a autarquia transfira mensalmente cerca de 6,5 mil euros para ajudar a fazer face às despesas da corporação, que rondam os 40 mil euros por mês. Apesar dos atrasos nesse apoio, Diamantino Duarte diz que a actividade operacional não está em causa e até compreende as dificuldades financeiras que vive o município. Mas já lhe custa mais a entender que não haja diálogo entre as duas instituições.
“Tenho uma reunião pedida ao presidente Moita Flores desde Fevereiro e até agora não obtive resposta. Falámos com a vereadora das finanças que nos disse que não havia dinheiro. Custa-me, sobretudo, não haver mais espírito de colaboração e entreajuda, para tentarmos encontrar uma solução”, afirmou Diamantino Duarte contactado por
O MIRANTE.
O assunto foi levado à última sessão da Assembleia Municipal de Santarém por eleitos da CDU, PS e CDS, na sequência da reunião que elementos dos vários partidos com assento nos órgãos autárquicos mantiveram na semana passada com a direcção da associação. Um encontro onde esteve também a Governadora Civil de Santarém Sónia Sanfona. A intenção foi sensibilizá-los para a difícil situação que os BVS vivem.
Durante a assembleia municipal, o presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (PSD), disse que a autarquia recebe pedidos de todos os lados e repetiu que a situação que se vive é muito complexa e que “não é só aos Bombeiros Voluntários de Santarém que custa”, exortando-os a resistir nestes momentos de dificuldade.
Em conferência de imprensa, esta segunda-feira, o líder da concelhia do PS lamentou a situação e manifestou a solidariedade para com a associação. “É um exemplo elucidativo da gestão horrível que há na Câmara de Santarém, com uma inversão total das prioridades”, declarou Pedro Pimenta Braz.
O Mirante
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