sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Incêndios: 31 fogos activos, Seia é o concelho mais afectado

Estão 31 incêndios a decorrer em Portugal Continental, de acordo com informações da Proteção Civil, que destaca 19 fogos mais significativos, três no concelho de Seia, na Guarda.
Seia é o concelho mais afectado pelos incêndios, com três fogos activos: na Aldeia da Serra estão 144 bombeiros, 38 viaturas e um helicóptero de socorro e assistência a combater o incêndio com duas frentes activas; e em Sandomil estão 143 bombeiros, 37 veículos e um avião de ataque inicial num fogo também com duas frentes activas.

A estrada nacional 232, que liga Gouveia a Mangualde, está cortada, devido aos incêndios naquela zona, informou a GNR de Viseu.

A GNR adiantou ainda que não se prevê uma hora para a reabertura daquela estrada.

Além destes incêndios, que mobilizam grandes dispositivos de combate, prossegue ainda um outro fogo neste concelho do distrito da Guarda, em Caravalhal da Loiça, desde quarta feira. Com três frentes activas, o fogo está a ser combatido por 57 homens e 17 veículos operacionais.

No mesmo distrito, lavra ainda um quarto incêndio na localidade de São Martinho (Trancoso), com duas frentes activas.

Viana do Castelo é o distrito com mais fogos activos, com sete ocorrências, sendo o incêndio de Mézio-Travanca (Arcos de Valdevez) o que mobiliza mais meios, com 114 homens, 20 viaturas, um helicóptero e um avião de ataque inicial e um helicóptero de socorro e assistência.

Este incêndio está já no Parque Nacional Peneda-Gêres, onde lavram outros dois incêndios em áreas que pertencem ao distrito de Braga.

Ainda no distrito de Viana do Castelo o fogo que lavra junto à aldeia de Germil, Ponte da Barca, “está incontrolável” e cercou já a povoação, temendo-se que as chamas consumam as casas dos seus cem habitantes, disse hoje à Lusa o presidente da Junta de Freguesia.

“Espero que não aconteça o pior”, acrescentou João Pereira, acusando as autoridades de terem “abandonado a zona, deixando que o incêndio ficasse incontrolável”.

O autarca, que diz ter combatido as chamas, nos últimos dois dias, juntamente com a população, sem qualquer apoio dos bombeiros ou da Proteção Civil, revelou que o organismo enviou, “finalmente”, há cerca de duas horas, um corpo de bombeiros e um pelotão do Exército, os quais, descreveu, ficaram “espantados” com a força do incêndio.

“Temo que já pouco se possa fazer”, disse, frisando que as chamas cercam a povoação e estão a alguns metros das casas.

O autarca e os cem moradores enfrentam há dois dias um grande incêndio que lavra naquela zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

João Pereira disse que as chamas, que chegaram a atingir 1,5 quilómetros de frente e três quilómetros de extensão total, foram enfrentadas, de dia e de noite, nas últimas 48 horas apenas com vassouras, pás, enxadas, mangueiras, baldes de água e outros utensílios agrícolas.

O autarca sublinhou que, apesar dos pedidos insistentes feitos ao comando da Protecção Civil, apenas houve cinco descargas de água de um helicóptero, mas deitadas num local longe das chamas que ameaçam a povoação.

João Pereira disse ainda que a ausência de bombeiros ou de outros meios “ao lado do povo é inadmissível” e acusou as autoridades do Parque Nacional da Peneda-Gerês de terem “muitas teorias sobre a preservação do ambiente, prejudicando as populações, mas deixando arder tudo o que há no seu interior”.

O autarca sublinhou que as populações -- espalhadas por uma zona de quase dois quilómetros -- têm procurado salvar não só as casas da aldeia mas também uma mata de carvalhos e castanheiros ali existente. “Se aquilo começa a arder, então é que ninguém para o fogo”, assinalou.

Em Calcedónia (Terras de Bouro) prossegue um incêndio que deflagrou na terça-feira, mobilizando 114 bombeiros e 38 viaturas.

No mesmo concelho, lavra também um fogo em Vilarinho das Furnas desde sábado. Com duas frentes activas, está a ser combatido por 16 homens e 29 viaturas.
Público

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