sábado, 6 de novembro de 2010

Onde há fumo há fogo, a ser verdade é uma vergonha

O comandante operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil é suspeito de ter desviado, em 2007 e 2008, 100 mil euros que deveriam servir para pagar turnos na época de fogos florestais para outros fins, como computadores, LCD e hotéis.

Gil Martins, que está a ser investigado pela Inspeção Geral da Administração Interna por uso indevido de verbas e está a ser alvo de um processo disciplinar, disse ao jornal: “Ainda não fui ouvido. Quando chegar a acusação, se chegar, terei oportunidade de me defender”.

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2 comentários:

  1. Comandante sob suspeita
    O comandante operacional do Comando Nacional de Operações de Socorro, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), está a ser investigado pelo alegado desvio de 100 mil euros entre os anos de 2007 e 2008. Gil Martins foi, primeiro, alvo de um inquérito interno na ANPC, que levou a um processo disciplinar na Inspecção-Geral da Administração Interna, desde Maio.

    O objectivo é apurar internamente responsabilidades no alegado desvio de dinheiro, mas, tratando-se de crime público, o DIAP de Lisboa deverá avançar para uma investigação. Gil Martins adiantou apenas, ao ‘Expresso’, que ainda não foi ouvido. Tudo se passou durante os meses de Verão, altura em que é empenhado maior número de meios humanos e materiais devido aos fogos florestais. Nesse período, as escalas e os mapas mensais de pessoal apresentavam os nomes de mais elementos do que aqueles que, na prática, se apresentavam ao serviço.
    Apesar do excesso de nomes nos documentos, que acabavam por não trabalhar na sala do Comando Nacional da Protecção Civil, estes acabavam por ser entregues no departamento financeiro da Protecção Civil. O valor pago relativamente aos operacionais excedentários não era entregue directamente ao Dispositivo Especial de Combate aos Incêndio Florestais, mas sim a uma associação de bombeiros em Barcarena, através de protocolo. Gil Martins receberia outra parte.
    MOTORISTA RECEBIA DINHEIRO
    Segundo a investigação interna, a verba que era paga a mais pela contabilidade passava, em parte, devido a um protocolo, pela Associação Humanitária de Bombeiros Progresso Barcarense. A outra parte ia parar à conta de um motorista do Comando Nacional, que levantaria a verba e a entregaria a Gil Martins.
    Na associação de bombeiros, o dinheiro era movimentado e justificado com facturas atribuídas, ao que tudo indica, a bens de consumo pessoal: refeições, estadas em hotéis, telemóveis, computadores, televisores LCD, pneus para carros e até consolas de videojogos. Esta investigação interna terá começado depois de ter sido detectado um esquema idêntico na área de Évora.

    TB AXO, É UMA VERGONHA

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  2. alguns cmdts fazem o k kerem nos cbs pk as altas patentes ensinam, ensinam o k, fraudes!

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