sábado, 27 de novembro de 2010
Bombeiros da Guarda inauguram Unidade Local de Formação Sábado
Bombeiros desdobram-se em múltiplos serviços devido às chuvas

BVM com serviços em cima de serviços
No dia 25, dia de intensa chuva, os Bombeiros Voluntários Madeirenses responderam a quinze pedidos de auxílio num período de duas horas, devido à grande precipitação registada a partir das 13 horas. A saber, de acordo com o relatório desta corporação, o primeiro pedido foi registado pelas 13.56 horas para a Rua das Hortas, junto a um bar, devido a uma inundação numa caixa de electricidade. Um minuto depois, uma outra equipa avançou para a Estrada da Corujeira devido a muita água das chuvas que colocava aquela artéria intransitável.
Quem dá mais?

Condições Meteorológicas Adversas - Precipitação Forte, Tempo Frio, Vento

domingo, 21 de novembro de 2010
1º Seminário de Protecção Civil - Distrito de Bragança

Neve corta estradas ao maciço da Serra da Estrela
Protecção Civil teve 700 elementos activos na Cimeira da NATO

Com o apoio destas estruturas, a ANPC pretendeu-se “garantir a máxima eficácia, rapidez e coordenação nas acções de resposta a qualquer ocorrência de protecção civil e socorro que podessem surgir” durante a cimeira.
O dispositivo tinha capacidade para responder em casos de reconhecimento e avaliação, coordenação aérea, busca e salvamento em ambiente terrestre e aquático, salvamento em estruturas, emergência pré-hospitalar e evacuação sanitária, busca e resgate aéreo, monitorização, detecção avaliação e descontaminação Nuclear, Radiológica, Biológica e Química.
Público
Bombeiros do Sul e Sueste realizaram simulacro na FISIPE

O simulacro teve como objectivo testar a operacionalidade da Brigada de Emergência da FISIPE e do Órgão de Comando para situações de emergência, bem como a capacidade de resposta dos meios externos – Corpo de Bombeiros do Sul e Sueste.
O cenário do simulacro foi o seguinte: um operador de campo sentiu um cheiro a Acetato de Vinilo no tanque TF 116 A, dando o alarme para sala de controlo. Depois de accionado o alarme interno, os bombeiros externos são chamados a intervir, chegando ao local em 3 minutos (menos 7 minutos do que o previsto) e estabelecendo o dispositivo de combate ao incidente, articulando a sua intervenção com a Brigada de Emergência da empresa. Aos bombeiros coube fundamentalmente o estabelecimento de cortinas de água para protecção de tanques de matérias-primas e edifícios contíguos ao tanque acidentado, bem como para evitar a produção de nuvens perigosas decorrentes do derrame, tendo para o efeito recorrido ao VTGC 01, o qual está equipado com bomba própria e monitores para combate directo a incêndios, e ao VUCI 01.
O exercício de simulacro envolveu ainda o VCOT 01 e a ABSC 01, num total de 13 bombeiros e 1 elemento de Comando, tendo sido reconhecido o sucesso das operações por todos os participantes e observadores.
No briefing final, o Presidente da Direcção da AHBV Sul e Sueste lamentou o facto – anunciado através de entrevista concedida pelo Secretário de Estado da Protecção Civil ao Jornal da Liga dos Bombeiros Portugueses (edição de Outubro de 2010) – das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) previstas para serem criadas em alguns Corpos de Bombeiros do Distrito de Setúbal, em particular no Corpo de Bombeiros do Sul e Sueste, não se terem concretizado na data prevista – Setembro de 2010 – nem se prever que o venham a ser durante o ano de 2011, deixando o Barreiro de fora desta importante rede de meios de prevenção e socorro, em particular porque se trata de uma cidade com 80.000 habitantes, na qual vem sendo instalados novos complexos comerciais de grande dimensão, para a ém da existência de um complexo industrial que conta com 3 empresas de risco elevado, em laboração, enquadradas na Directiva SEVESO.
Empresa de Meios Aéreos teve prejuízo de 7,6 milhões de euros e injecção de capital em 2008. Aparelhos vão ser usados na cimeira da NATO

O relatório de 2008, a que o i teve acesso depois de pedidos insistentes, é claro quanto à inviabilidade da empresa pública, se não aumentar o investimento por parte do Ministério da Administração Interna (MAI). O Estado, accionista único da EMA, "tem a obrigação de assegurar os meios financeiros correspondentes aos encargos a suportar com as missões atribuídas à empresa, para que não seja comprometida a sua sustentabilidade, situação que não se conseguiu atingir no ano transacto".
Como a única fonte de receitas da empresa é a prestação de serviços a organismos tutelados pelo MAI, foram contratualizadas horas de voo utilizadas em missões de segurança e protecção civil. Esta semana, na cimeira da NATO, serão operados aparelhos desta frota. GNR, PSP, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) têm de suportar todas as despesas dos helicópteros e da própria EMA, englobando a manutenção programada e não programada das nove aeronaves, o combustível para as missões e exercícios de treino, os encargos com o pessoal e os restantes custos de estrutura.
GNR e PSP pagaram, nos termos do acordo de prestação de serviços de 2008, um milhão de euros (a que acresce IVA) por um total de 185 horas de voo, enquanto o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras contratualizou um milhão e meio de euros e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária dois milhões. Horas adicionais de voo são pagas à parte e, deste pacote, horas não voadas não podem ser deduzidas. Em 2008, apenas a GNR atingiu uma percentagem elevada do potencial de voo (71,4%), enquanto a ANSR utilizou apenas uma hora e 20 minutos de serviços. Quarenta e quatro por cento do total de tempo de serviço aéreo da empresa foi destinado a treino.
No que respeita à missão prioritária da empresa, a gestão do dispositivo de combate a incêndios, é todos os anos aprovado em Conselho de Ministros um montante para garantir as verbas necessárias. Um dos argumentos para a compra de helicópteros, quando António Costa era ministro da Administração Interna, foi tornar mais barata a operação nos incêndios. O que acabou por não acontecer. Em 2008, primeiro ano de utilização dos meios próprios, foi batido o recorde de gastos com aeronaves - 44 milhões de euros, 16 dos quais para pagar aos nove helis do Estado e os restantes para suportar o aluguer de 47 aeronaves. Um custo que o relatório e contas reconhece como "custo de oportunidade" a suportar pela disponibilidade permanente de um dispositivo mínimo que garanta resposta a todo o momento.
Para 2009, o contrato-quadro da empresa com o Estado previa uma subida de 22,8 para 28,6 milhões de euros. Mesmo assim, a administração encarava o ano de 2009 "com alguma reserva de que, no médio prazo, a EMA reúna as condições para garantir a sustentabilidade económica e financeira".
Além dos custos com pessoal, a manutenção dos helicópteros absorve uma fatia significativa - 12,8 milhões de euros em 2008. Outras transacções relevantes dizem respeito à aquisição de seguros (1,7 milhões) e à compra de combustível, que no mesmo ano atingiu 1,1 milhões.
ionline
“Limpar Portugal” diz que o seu projecto nacional “emperrou” na Autoridade Florestal

Ao contrário, a recetividade que a ideia teve no Porto, mesmo ao nível de Comando Operacional de Operações de Socorro, do Governo Civil e das autarquias, foi “extraordinária”, explicou a ativista, que falava aos jornalistas durante uma ação de limpeza de floresta na encosta da serra do Branzelo, em Medas, Gondomar.
A ação envolveu 95 pessoas, incluindo a própria governadora civil do Porto, Isabel Santos, que pegou numa enxada e tratou de rapar mato na berma de uma caminho de acesso ao cimo da serra.
O grupo inclui ainda voluntários do projeto “Limpar Portugal”, efetivos dos serviços municipais de Protecção Civil, formandos das corporações dos Bombeiros Voluntários de Gondomar e Valbom e agrupamentos de escuteiros do concelho.
Esta ação visou em concreto o alargamento de acessos para viaturas de bombeiros, explicou, no local, a governadora civil.
A primeira ação de prevenção de fogos florestais no distrito do Porto decorreu em outubro no monte de Nossa Senhora da Assunção, em Santo Tirso, com particular enfoque na limpeza de mato, recolha de lixo e eliminação de espécies invasoras.
As próximas estão marcadas para a serra de Santa Justa, em Valongo, e incluirão a preparação das áreas ardidas para a sementeira de bolotas, fruto-semente comum a carvalhos, azinheiras e sobreiros, com vista à reflorestação com espécies autóctones, mais resistentes à propagação de incêndios.
Os incêndios florestais consumiram este ano, até 15 de setembro, quase 118 mil hectares, mais 58 por cento do que no mesmo período do ano passado, segundo um relatório da AFN.
Entre 01 de janeiro e 15 de setembro arderam 117.949 hectares de floresta, contra 74.792 no ano passado.
O distrito da Guarda contabilizou a maior área ardida (23.345 hectares), seguindo-se os distritos de Viana do Castelo (19.877), Vila Real (18.751) e Viseu (15.321). Três quartos da área ardida situaram nestes cinco distritos.
Já quanto ao total de ignições nos primeiros nove meses e meio do ano, a maioria (53 por cento) ocorreram nos distritos do Porto, Aveiro e Braga.
AO online
Comandante dos bombeiros de Ponte de Sor admite que situação financeira da corporação é "delicada"

Bombeiros precisam de 80 mil euros para arranjar cobertura

Para reparar a cobertura do quartel operacional, os bombeiros precisam de mais de 80 mil euros, de acordo com os orçamentos que recolheram até à data. Segundo Carlos Coelho, o material usado, sendo “de fraca qualidade”, não aguenta a água, provocando uma inundação no quartel sempre que chove. O problema veio antecipar a necessidade de substituição da cobertura que, sendo em fibrocimento de amianto, é proibida a partir de 2012.
A associação pensava juntar esta operação a um conjunto de obras que pretende candidatar aos fundos europeus mas Carlos Coelho está convencido de que a cobertura não poderá esperar tanto. A direção continuará a promover angariações de fundos para financiar a obra.
Jornal Labor
Homenagem simbólica mas cheia de significado a sapador de Lousada, morto em serviço
Segunda-feira, o quartel dos Bombeiros Sapadores do Porto encheu-se de gente para uma última homenagem ao chefe Manuel Vicente Correia, que na madrugada de domingo morreu enquanto combatia um incêndio na Rua dos Caldeireiros, na baixa portuense.
Manuel Vicente Correia, de 51 anos, vivia em Boim, Lousada, era casado e deixa três filhos (uma rapariga - com casamento marcado - e dois rapazes, um deles de 11 anos). Era bombeiro nos Sapadores do Porto há 28 anos.
O bombeiro morreu no combate às chamas num edifício devoluto e ocupado clandestinamente na Baixa do Porto, na consequência da queda de uma parte da fachada.
A carrinha funerária com os seus restos mortais entrou no quartel com todos os elementos em parada que lhe prestaram continência. Foi ainda colocada uma coroa de flores, momento no qual participou o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, acto de última homenagem ao chefe Correia, antes do funeral que se realizou em Boim, Lousada, e constituiu também uma grande manifestação de pesar. O segundo comandante dos Bombeiros Sapadores do Porto, Pais Rodrigues, explicou que esta é "uma cerimónia simbólica mas cheia de significado", à qual muitas corporações de bombeiros vizinhas se associaram, para além de dezenas de bombeiros sapadores, quer no ativo quer aposentados.
Em declarações aos jornalistas, Rui Rio disse que esta é uma "homenagem ao bombeiro que morreu em serviço e quando isso acontece, mesmo que seja numa profissão de risco, "choca" toda a gente.
"O que compete à Câmara fazer - com a devida calma, não é hoje - é averiguar exatamente tudo aquilo que se passou para ver se tudo decorreu na normalidade ou há algum aspeto que tenha falhado e que nós tenhamos que corrigir ou responsabilizar alguém por isso", avançou o presidente da autarquia.
As causas da origem do incêndio são ainda desconhecidas, estando as autoridades policiais a realizar o inquérito necessário para apurar as mesmas.
O segundo comandante dos Sapadores do Porto explicou aos jornalistas que o incêndio deflagrou no último piso de um edifício que estava identificado, mas ocupado indevidamente e cujo proprietário estava informado da situação.
"O chefe da operação no local estava a fazer, com mais dois homens, uma montagem de serviço para combater o incêndio de um edifício contíguo", relatou, acrescentando que "houve o descolamento da fachada onde estava a decorrer o incêndio e essa fachada veio a cair em cima dos homens, tendo vitimado o chefe de serviço".
Pais Rodrigues disse ainda que os chefes de serviço dos Sapadores do Porto "têm muita experiência acumulada" e o local onde a vítima mortal se encontrava "era seguro porque era fora do incêndio, afastado ainda alguns metros do edifício".
Dor e consternação em Boim
Tinha 23 anos quando ingressou nos Sapadores Bombeiros do Porto. Volvidos 28 anos, era chefe de serviço. Casado com Emília Pinto e pai de três filhos de 22, 19 e 11 anos, a família foi avisada por uma psicóloga e colegas que se deslocaram a Lousada, onde vivia, para informar do óbito. "Foi-nos roubado", diz cunhada, Isabel Ferreira.
Manuel Vicente Correia era natural e residente em Lousada e há cerca de dois anos foi promovido a chefe dos Sapadores do Porto, posição que o afastava mais das ruas. "Mas quis o destino que no domingo, por falta de efectivos, fosse ajudar a combater o incêndio que acabou por lhe tirar a vida", desabafou Isabel Ferreira. O Lugar do Cruzeiro, em Boim, Lousada, está mergulhado em tristeza desde a chegada da notícia da sua morte.
Segundo a cunhada, o chefe Correia, como era conhecido, "era um homem muito calmo, pacífico, muito querido aqui no lugar e que amava a profissão que tinha, vivia-a muito e estava sempre com vontade de trabalhar". Mas esta paixão fazia com que a família "andasse sempre com o coração nas mãos, em sobressalto", apesar de ele nunca "ter tido nenhum receio e de ser muito cuidadoso". Nunca tinha sofrido nenhum acidente, "apesar de já ter feito trabalhos mais perigosos do que este".
No batalhão, a voz embarga-se quando são pedidas algumas palavras sobre este "homem da casa", um profissional tão "cauteloso". "Um porreiro, responsável, cumpridor, bem-disposto, acarinhado pela corporação, muito respeitado", afirma o 2.º comandante, Pais Rodrigues. Manuel Monteiro, que tem a mesma graduação de Correia e com ele entrou na corporação a 27 de Setembro de 1982, não consegue destacar um momento especial da carreira do colega, "tantas e tão diversificadas são as ocorrências". Mas ressalva o facto de sempre ter sido "um camarada para o seu amigo, sem grandes conflitos e que tentava gerir o pessoal sempre da melhor maneira".
Terras do Vale do Sousa
domingo, 14 de novembro de 2010
Ministro Rui Pereira sabe de alegados desvios na Protecção Civil desde Abril

Inquérito-crime aberto - Segundo o semanário Expresso, o comandante está a ser investigado por alegadamente ter desviado cerca de 100 mil euros entre 2007 e 2008. Gil Martins usaria a escala de serviço, que incluiria mais funcionários do que aqueles que efectivamente prestariam serviço no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS), para fazer sair o dinheiro através da Associação Humanitária de Bombeiros Progresso Barcarense, que procedia ao pagamento do pessoal. O dinheiro relativo aos funcionários que não tinham trabalhado seria entregue a um motorista do comandante. Mais tarde era justificado perante os serviços administrativos dos bombeiros barcarenses com facturas de refeições, deslocações, telemóveis, computadores e até de uma consola Nintendo. Esta semana o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa confirmou que estava a investigar o caso. Tal deve-se ao facto de o estatuto disciplinar de quem exerce funções públicas prever que os ilícitos disciplinares prescrevem ao fim de um ano após serem cometidos, a não ser que também sejam crime. Ora como os factos são de 2007 e 2008 só se constituírem crime é que não estarão prescritos a nível disciplinar.
O recrutamento de funcionários através de associações de bombeiros é um esquema que existe na Protecção Civil há mais de 20 anos e pretende colmatar a recusa repetida dos governantes em criar quadros na ANPC e nos organismos que a antecederam. "Nunca houve disponibilidade dos vários ministérios para fazer concursos de admissão", afirma Joaquim Marinho, presidente do antigo Serviço Nacional de Bombeiros entre 1996 e 2002. "A mecânica engendrada era a figura da cooperação técnica operacional, que permitia a transferência das verbas para as associações de bombeiros, que contratavam as pessoas", continua. Para a resolução definitiva do problema, Rui Pereira prometeu um centro de recursos para a protecção civil.
Público
Bombeiros Sapadores de Coimbra recebem três viaturas e novo equipamento

Apesar de ser vulgarmente utilizado pelas equipas internacionais de busca e resgate, em Portugal, há apenas mais um destes equipamentos, em Lisboa, que permite detectar vítimas soterradas debaixo de escombros.
A aguardar o aval do Tribunal de Contas para avançar, esta empreitada tem o prazo de conclusão de um ano.
Bombeiros devem 350 mil euros

Só a fornecedores, os bombeiros devem perto de 100 mil euros. Também o ordenado dos bombeiros assalariados está em atraso devido à falta de dinheiro. Há oito meses que os bombeiros não pagam despesas. "Pagamos 75% dos salários aos nossos funcionários. Os 25 restantes tiveram de ser adiados para melhores dias. Também não sabemos se iremos conseguir pagar os subsídios de Natal", disse o mesmo responsável.
Para dar a volta à situação, os bombeiros pediram apoios camarários e também um empréstimo.
A solução passa ainda por organizar eventos para angariar fundos. Tudo isto foi discutido em assembleia geral, onde ficou decidido também pedir ajuda à Liga dos Bombeiros. "Sensibilizámos toda a gente."
CM
Corporações de bombeiros podem «entrar em falência» a partir de Janeiro

Rui Silva, vice-presidente da LBP, explicou ao Diário de Notícias que as dívidas do Estado já superam os 20 milhões de euros.
«É uma situação generalizada em todo o País. E se este trabalho de monitorizar os pagamentos falhar, a partir de Janeiro estaremos a falar da progressiva falência das associações, o que seria gravíssimo a vários níveis», sublinhou o responsável.
Proprietária do prédio onde morreu bombeiro já tinha sido notificada pela câmara
sábado, 13 de novembro de 2010
Chefe dos bombeiros Sapadores morre a combater chamas de um incêndio na baixa

(Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.)
Lusa
Chefe dos bombeiros que morreu a combater incêndio era de Lousada
O chefe dos Bombeiros Sapadores do Porto que faleceu, na noite de sábado, durante o combate a um incêndio resida em Boim, Lousada. Manuel Vicente Pereira Correia, 51 anos, casado e com três filhos, um deles menor, era bombeiro profissional há 28 anos. A notícia da sua morte chegou de madrugada através do próprio comandante da corporação.
Bombeiro há 28 anos - “Ele já podia ter vindo embora há cinco anos, mas na altura achou que era demasiado novo. Agora, faltavam-lhe quatro anos para ser reformado”, destacou Filipe Miranda, namorado da filha do chefe dos bombeiros.
Manuel Correia optou por dar continuidade à carreira e, na noite de sábado, estava a liderar a operação de combate a um fogo que deflagrou num prédio ocupado indevidamente na rua dos Caldeireiros, na baixa portuense.
"O chefe de serviço no local estava a fazer, com mais dois homens, uma montagem de serviço para combater o incêndio de um edifício contíguo. Houve o descolamento da fachada onde estava a decorrer o incêndio e essa fachada veio a cair em cima dos homens, tendo vitimado o chefe de serviço", explicou, à comunicação social, o 2º comandante Pais Rodrigues.
À família, a explicação chegou horas depois da tragédia pelo próprio comandante da corporação. “Foi o comandante Carlos Mota, juntamente com uma equipa de psicólogos do INEM, que veio a Lousada dar a notícia da sua morte. Eram cerca das 2h15 e a mulher estava em casa com os três filhos, um deles menor”, revelou Filipe Miranda.
“O comandante explicou o acidente e disse que ele foi ajudar um colega a subir uma escada quando a fachada interior do prédio ruiu de repente. Ainda não percebemos muito bem o que aconteceu. Ele era chefe e devia estar a comandar as operações, não a combater o fogo”, acrescentou o mesmo familiar.
Manuel Correia trabalhou numa fábrica metalúrgica de Lousada antes de ser incorporado nos Bombeiros Sapadores do Porto há 28 anos. Era, segundo os seus comandantes, um bombeiro experiente.
“Ele já tinha tido situações complicadas e, de vez em quando, andava dois ou três dias transtornado com algumas coisas que lhe aconteciam. Mas nunca teve a vida em perigo durante estes anos todos”, recordou Filipe Miranda.
O Verdadeiro Olhar
sábado, 6 de novembro de 2010
Onde há fumo há fogo, a ser verdade é uma vergonha
O comandante operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil é suspeito de ter desviado, em 2007 e 2008, 100 mil euros que deveriam servir para pagar turnos na época de fogos florestais para outros fins, como computadores, LCD e hotéis.
Gil Martins, que está a ser investigado pela Inspeção Geral da Administração Interna por uso indevido de verbas e está a ser alvo de um processo disciplinar, disse ao jornal: “Ainda não fui ouvido. Quando chegar a acusação, se chegar, terei oportunidade de me defender”.
Programa de computador ajuda a prever fogos secundários

Os perigos associados aos incêndios florestais e os que podem resultar da deflagração de fogos secundários durante o combate às chamas pelos bombeiros, levou a equipa liderada por Domingos Xavier Viegas a desenvolver um programa de computador que ajuda a prever as áreas onde há maior risco de deflagrarem chamas secundárias, tendo em conta as características do local e as condições meteorológicas. O Spot Fire arrancou em 2009 e deve estar concluído no final de 2011.
"Os focos secundários podem agravar os perigos de um incêndio, aumentando a sua velocidade de propagação e colocar em risco a vida de pessoas ou bens", recorda Xavier Viegas, presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), onde está integrado o projecto liderado pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
No Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais, onde têm sido desenvolvidos trabalhos nesta área (ver texto secundário), a equipa começou por "estudar a libertação de partículas incandescentes por árvores ou arbustos".
"Utilizamos sistemas de aquisição e análise de imagens muito avançados, que nos permitem medir não apenas o número de partículas libertadas como o seu número e dimensão assim como as suas velocidades e trajectórias iniciais", explica Domingos Xavier Viegas.
E uma das conclusões é que a casca do eucalipto, das espécies mais perigosas num fogo, "pode percorrer, em determinadas condições, uma distância de cinco a sete quilómetros". Xavier Viegas diz que "as que caem mais perto são as que preocupam para já, pois são que têm maior probabilidade de provocar focos secundários".
Além desta análise, a equipa está "a estudar as propriedades de combustão de diversas partículas e as características aerodinâmicas, para poder compreender melhor o seu comportamento durante o transporte pelo vento". "Colegas nossos que desenvolvem modelos numéricos estão a trabalhar na integração dos dados, para simular a trajectória das partículas em diversas condições ambientais, tendo em conta a presença do fogo, vento e topografia, para prever o modo de combustão e a provável do seu impacto com o solo", frisa.
Além dos objectivos científicos de melhorar o conhecimento do problema, a equipa espera transmitir os conhecimentos às entidades operacionais. "E, a médio prazo, dotá-las de ferramentas de decisão mais fiáveis para um combate mais seguro dos incêndios", admite o coordenador do projecto. A meta é chegar a um programa de computador, mas o investigador da ADAI admite que "ainda faltam muitos passos". Mas destaca a importância "da colaboração com os bombeiros e as autoridades da Protecção Civil" no desenvolvimento deste e outros estudos.
Com um financiamento de 136 mil euros, a ADAI contou com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que financiou o projecto a 100%. "Tem sido muito difícil obter apoio financeiro para estes estudos, da parte de entidades operacionais ou de empresas com actividades florestais ou afins", acrescenta.
DN
Depois dos incêndios é preciso abrir as portas para o futuro

Com a entrada na época outonal e o aparecimento das primeiras chuvas é tempo de fazer balanços e ajudar os que sofreram as consequências das chamas. O Bispo da Guarda garante que “muitas pessoas ficaram sem os rebanhos”.
Para atenuar este problema foi feita uma parceria – com o Governo Civil e várias instituições onde está incluída a Cáritas diocesana – para ajudar as pessoas que ficaram “sem meios e lhes permitam ter as portas abertas para o futuro”.
Comparando com os tempos de outrora, D. Manuel Felício sublinha que “existem menos pessoas a viver da terra e dos rebanhos”, mas mesmo esses “precisam do nosso apoio”. No Verão de 2009, a diocese viveu “um flagelo igual”. São situações como estas que “deixam as pessoas desanimadas”.
Após os incêndios aparecem sempre as promessas de ajuda. No entanto, “o ano passado tivemos promessas governamentais que não se realizaram”. E acentua: “os terrenos continuam abandonados e não têm uma única árvore plantada”.
O bispo da Guarda apela também ao desenvolvimento sustentável. “Não pode haver desenvolvimento verdadeiro sem a pessoa, sem a comunidade e sem a relação com a natureza”.
Ao nível da pastoral, a diocese pretende desencadear algumas acções que permitam alterar o rumo dos acontecimentos. “Foi lançada uma parceria com o outro lado da raia, para serem lançadas 150 mil cabras na zona raiana para que estas limpem os terrenos” – disse o prelado.
Na região da Guarda, o número de escolas encerradas também merece um comentário de D. Manuel Felício. “Nesta hora de crise, o maior drama não é a economia, mas o do abandono escolar”.
E finaliza: “fechar uma escola numa terra é antecipar o fecho dessa mesma terra”. Se nalguns casos era “inviável manter as escolas abertas, noutros casos isso não sucede” – lamenta o bispo da Guarda. E finaliza: “é a morte antecipada de muitas aldeias”.
Bombeira reintegrada obrigada a trabalhar na casa-de-banho

Já não há sinais do lavatório ou da sanita que servia de prateleira a vários dossiês, mas Sílvia Martins permanece sozinha num cubículo que já foi casa-de-banho, sem acesso à secretaria e à central, ela que também tem formação de bombeira voluntária. E as loiças sanitárias só já não fazem parte da decoração do seu insólito gabinete porque a Autoridade para as Condições de Trabalho ordenou que a direcção fizesse obras.
Ainda assim, o caso está longe de estar encerrado. José Alberto Baptista, dirigente regional do Sindicato dos Trabalhadores da Administração local, revelou ao JN que já pediu uma reunião com "carácter de urgência" à direcção dos Bombeiros Voluntários de Oleiros, para que Sílvia Martins tenha acesso à secretaria e à central, dois locais fundamentais para o desempenho das suas funções.
A situação vem denunciada num blog de bombeiros e adianta que a funcionária foi despedida depois de se ter sindicalizado. Na ocasião, a direcção terá invocado a figura de extinção do posto de trabalho para despedir Sílvia.
A funcionária recorreu aos tribunais e ganhou a acção. Não só foi reintegrada, como recebeu dois mil euros por danos morais. Contudo, no início de Outubro, foi confrontada com um novo local de trabalho: uma casa-de-banho adornada com uma secretária.
Nos primeiros dias, esteve ali, entre a sanita e o lavatório, sem trabalho atribuído e com um computador sem Internet. "Aquilo que fizemos foi logo chamar a Autoridade para as Condições de Trabalho e a direcção teve de fazer obras, mas há aspectos que estão por resolver", explica José Alberto Baptista. O sindicalista revela ainda que, na secretaria, depois da saída de Sílvia Martins, continua a trabalhar um funcionário.
O JN tentou ontem, por diversas vezes, ouvir um responsável da direcção dos Bombeiros Voluntários de Oleiros, mas ninguém se mostrou disponível para prestar quaisquer declarações.
JN
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Bombeira agredida quando socorria mulher

Fonte dos Bombeiros Voluntários de Évora adiantou, ao JN, que os bombeiros foram chamados ao Bairro Almeirim, em Évora, para acudir a um incêndio ou explosão, tendo avançado com uma ambulância e um carro de combate a incêndios.
Ao chegarem, perceberam que não havia qualquer acidente daquele género, mas apenas uma mulher em paragem cárdio-respiratória no interior da sua casa. De imediato, a bombeira Ana Nunes, de 28 anos, deu início aos preparativos para tentar reanimar a vítima, enquanto um outro colega se deslocava à ambulância para recolher o material necessário.
Terá sido neste espaço de tempo em que Ana Nunes ficou sozinha na residência, que sofreu uma forte pancada na cabeça, alegadamente desferida pelo filho da mulher em paragem cardio-respiratória.
O agressor foi, entretanto, afastado do local e chamada a Viatura de Emergência e Reanimação Médica (VMER), que conduziu a mulher ao hospital. Esta viria, no entanto, a falecer a caminho daquela unidade.
Também a bombeira Ana Nunes foi conduzida ao hospital para observação, mas o seu estado de saúde não inspira cuidados, soube o JN.
A mesma fonte adiantou que a direcção dos Bombeiros Voluntários de Évora pondera apresentar uma queixa pela agressão na PSP.
JN
Bombeiro mais velho de Portugal completou 100 anos

Em 1941, mudou de residência e ingressou nos bombeiros de Agualva – Cacém. Como o tempo anterior não lhe foi contabilizado, Henrique Amaro teve que passar novamente pela escola de recrutas antes de entrar no corpo activo, onde esteve durante 29 anos. Entre 1965 e meados de 1968, assumiu funções de segundo comandante, tendo de seguida sido nomeado comandante interino até à data da sua reforma, a 2 de Novembro de 1970.
Henrique Amaro sublinha com orgulho que é o “sócio nº12” da Associação Humanitária dos Bombeiros de Agualva – Cacém, que ultrapassa já os 20 mil associados. Este prémio “não é para mim, é para todos os que são e foram bombeiros”, afirmou o homenageado, distinguido numa cerimónia organizada pela Liga de Bombeiros Portugueses e pela Associação Reviver Mais, e onde esteve presente o ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
CM