quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Entrega de meios de combate a fogos a privados alvo de providência cautelar

Uma empresa avançou com uma providência cautelar contra o concurso que pretende entregar a gestão dos meios aéreos para combate a fogos e apoio sanitário a privados nos próximos cinco anos. Em causa estarão limitações técnicas no caderno de encargos que tornam quase impossível a empresas que não as que já operam no sector concorrerem.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=582697&tm=8&layout=122&visual=61

RTP

sábado, 25 de agosto de 2012

bombeirospontopt vítima de hacker

Uma vez mais o blogue bombeirospontopt foi alvo de hackers. A conta foi bloqueada com novas passwords que impuseram a ordem de ser intocável pelos próprios criadores.

Depois de vários esforços na tentativa de resolver a questão, eis que chega o momento de ser reposta a legalidade e dar a César o que é de César.

O bombeirospontopt está activo mas com alguns impedimentos de percurso normal, devido à situação profissional do actual moderador é difícil continuar com este trabalho diário como se tinha tornado anteriormente.

Era um sítio que nos dava conta dos principais temas do mundo dos bombeiros e assim se desejava que continuasse. Para se evitar o fecho total do blog, continuarei a ser “prisioneiro” com todo o gosto em vos servir apenas de tempos a tempos, nas notícias que se acharem mais pertinentes.

As mais sinceras desculpas. Agradecidos pela vossa compreensão, 
Um abraço
bombeirospontopt

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Piloto que combatia fogos ameaçado com caçadeira

A GNR anunciou a identificação de um homem de 50 anos, professor, residente em Moimentinha, Trancoso, por ter usado uma arma de fogo para ameaçar o piloto de um helicóptero que pretendia recolher água para combater um incêndio florestal.

O caso ocorreu na segunda-feira, pelas 19:00, precisamente em Moimentinha, quando o piloto do helicóptero alertou o centro de comunicações que um homem armado o impedia de abastecer a aeronave num tanque de água.

«O indivíduo terá impedido que responsáveis pelo helicóptero que colaborava no combate às chamas o abastecessem com água na sua propriedade, ameaçando-os com uma arma», contou fonte do Comando Distrital Guarda à agência Lusa.

Dado o alerta, adiantou, a patrulha do posto de Vila Franca das Naves deslocou-se ao local «e ainda encontrou o indivíduo - professor, que lecciona na Escola de Vila Franca das Naves, Trancoso - com a arma de caça».

O homem justificou a atitude por «ter acabado de fazer um investimento no depósito de água» e por ter gasto «uma soma avultada a comprar animais de pastorícia». Alegou que o helicóptero, ao efectuar o abastecimento no tanque, «além de retirar a água que tinha para rega e para a alimentação dos animais, iria assustá-los».

A GNR identificou o homem, apreendeu a arma e as munições que estavam na sua posse e encaminhou o processo para o Tribunal de Trancoso.

A fonte explicou que, após ter sido surpreendido com a ameaça, o piloto do helicóptero «teve que ir abastecer a outro local» e disse que «o incêndio acabou por não tomar grandes proporções» porque ocorreu ao fim da tarde e devido à acção dos bombeiros.

IOL Diário

Dia-a-dia de pilotos, mecânicos e bombeiros em tempo de fogos

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Jorge Garcia: As pedaladas de solidariedade são notícia nas Astúrias

Para tradução do conteúdo altere o idioma no canto superior direito para Francês e de novo para Português.

El ciclista discapacitado Jorge García pasa por Asturias en un recorrido de 2.407 kilómetros para ayudar a los bomberos de su pueblo en Portugal.

Podría pasar por un turista más en la capital asturiana este agosto, pero sus piernas esconden un secreto. Con devoción, se arrodillan en la catedral de Oviedo, agradeciendo una nueva jornada sin incidentes en su particular peregrinaje. Entró en Asturias por Llanes el día 22 y saldrá hoy por Ribadeo rumbo Galicia.

Han pasado diez días desde que abandonó su hogar en Suiza en su bicicleta y aún le quedan cinco más para alcanzar su meta en Loriga, Portugal. No es ni el primero ni será el último que cumpla una hazaña deportiva atravesando cuatro países, -Suiza, Francia, España y Portugal-. El detalle no tan común es que le espera su bicicleta reclinada, adaptada a su discapacidad a la salida del templo más representativo de Oviedo.

Quizá agradezca a San Salvador cómo ha evolucionado su vida en los últimos once años. Cuando perdió un brazo en el año 2000 por un accidente laboral, Jorge García pensó que jamás se recuperaría y los cuatro años sucesivos confiesa que no levantó cabeza. En esos momentos de desesperación, una imagen de su juventud recorría su mente y le ayudó a reponerse: las carreras que hacía por Loriga, su ciudad natal portuguesa, con la ayuda de los bomberos de allí.

Entonces, en el año 2004, llegó a los oídos de Jorge la noticia de que el centro de estos bomberos se encontraba en ruinas y necesitaba 60.000 euros para su reconstrucción.

“La vida se mide por detalles humanos, del corazón”, dice, y por ese motivo planeó la ruta de 2.407 kilómetros desde su casa hasta Loriga. Su recorrido respeta el Camino de Santiago, que le recuerda a García la religión, que le ayudó a salir adelante, aunque las donaciones económicas de la gente, también resultaron decisivas. “por la voluntad se pueden comprar kilómetros”, explica García aunque se trate de una medida más bien simbólica para sufragar la reconstrucción del edificio de los bomberos portugueses.

Tan entregado a la causa está que afirma ahorrar todo lo posible durante el viaje. “Duermo en un saco de dormir en la calle para que los bomberos perciban la mayor parte del dinero”, justifica, y explica los motivos por los que se ha retrasado un poco en su viaje “Estos últimos cuatro días de lluvia han sido matadores”, comentaba ayer, aunque sus ánimos no flaqueen y en su camino brille el sol.

La voz de Asturias

Comentário publicado (1)

He visto en el la página de los bomberos de ese pueblo que el edificio no estaba en ruinas, es nuevo.pero se ha quedado a medias. Ese hombre, así como tantos otros discapacitados, son una inspiración en estos tiempos de crisis y quejas. Eso sí, no ha tenido mucha suerte con el tiempo de aquí.

Por: Tino Menéndez

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Bombeiro Municipal de Leiria denuncia "perseguição" no seio da corporação

"Práticas discriminatórias e atitudes que visam a humilhação" são queixas de um bombeiro municipal de Leiria, que exige a substituição do comandante da corporação. Queixoso pondera avançar para tribunal.
Um bombeiro municipal de Leiria está a ponderar a hipótese de apresentar uma queixa em tribunal por alegada "perseguição" de que estará a ser alvo naquela corporação, exigindo mesmo a substituição do comandante.
Tudo começou há pouco mais de um ano, quando a quase totalidade dos Bombeiros Municipais de Leiria entregaram ao presidente da câmara um abaixo-assinado, sustentando que o comandante da corporação "prejudica o bom funcionamento da actividade do corpo de bombeiros", impondo "novas regras de funcionamento e de horário de trabalho sem audição" dos elementos ou das suas instituições representativas.
Na altura, o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, pediu mesmo a substituição do comandante, mas o presidente da autarquia, Raul Castro, manteve a confiança no operacional.
Desde então, o bombeiro Paulo Ascenso diz estar a ser "perseguido" e "humilhado" no seio da corporação, pelo que solicitou ao presidente da Câmara Municipal de Leiria "actuação" no caso.
(Mais informação na edição impressa) in Diário das Beiras

domingo, 21 de agosto de 2011

Incêndio na Serra da Estrela continua sem dar tréguas aos bombeiros

Octagenário morre a serrar botija de gás

Alberto Ramos, de 82 anos, morreu ontem vítima da explosão de uma botija de gás no anexo da casa, na travessa da Breja, em Salreu, Estarreja. A companheira, Maria Ascensão Fonseca, com cerca de 70 anos, ficou gravemente ferida com queimaduras no rosto e corpo
"Ouvi um estrondo e quando olhei, vi a bilha de gás a voar. Depois, a senhora veio para a rua pedir socorro. Estava toda chamuscada", contou Isabel Nunes, a vizinha do casal que estava no jardim quando se deu a explosão, por volta da 16h00. Outro vizinho tentou entrar em casa para acudir Alberto, mas já só conseguiu afastar Ascensão das chamas. "Ele ainda tentou agarrar o braço do moço mas tiveram de sair", contou Isabel Resende, outra vizinha que ainda viu as duas vítimas. "Ela tinha o cabelo queimado, a cara, os braços e as costas também. Estava em pânico mas não percebeu que o homem tinha morrido. Nunca vi uma coisa assim", descreveu Isabel.

Ascensão foi transportada para o Hospital de Aveiro e transferida para Coimbra. Os bombeiros de Estarreja apagaram as chamas, que consumiram os anexos da casa. GNR e PJ investigam a causa da explosão, que terá sido antecedida por um pequeno fogo. De acordo com os vizinhos, não foi a primeira vez que deflagrou um incêndio no anexo. Segundo o CM apurou, Alberto Ramos tinha por hábito, serrar botijas de gás vazias, para as transformar em fogareiros ou em recipientes.

CM

Mau tempo em Leiria provoca incêndios e quedas de árvores

Dois incêndios em Alcobaça são ainda as situações mais preocupantes domau tempo desta noite no distrito de Leiria, informou o comandante operacional do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS), José Manuel Moura.

O comandante referiu que os vários focos de incêndio que assolaram hoje Leiria já se encontram em fase de rescaldo.

José Manuel Moura explicou que “desde as 18:00 que surgiu um número anormal de ocorrências”, entre as quais 18 incêndios, sendo os concelhos de Alcobaça e Leiria os mais atingidos.

“Foi uma situação que nos mereceu alguma preocupação e muita dispersão de meios”, adiantou o comandante, desconhecendo ainda as causas dos incêndios, que “as condições climatéricas não são alheias”.

Na praia do Pedrógão, no concelho de Leiria, a população ficou sem eletricidade cerca das 21H00, confirmou fonte da EDP à agência Lusa, acrescentando que se trata de “uma avaria geral”, não havendo ainda expetativa de resolução do problema.

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, explicou que o mau tempo provocou “danos na escola do Arrabalde, cujo muro desabou após a queda de uma árvore” e uma “chaminé de uma casa no Vidigal caiu”.

Apesar disso, “está tudo controlado. Os focos de incêndio estão em fase de rescaldo e não há feridos a registar. Apenas alguns danos materiais reduzidos”, acrescentou Raul Castro, salientando que os minutos de mau tempo foram um “pavor”.

as beiras

Ocorrências de Incêndios Florestais no momento

Segundo a Home page da Autoridade Nacional da Protecção Civil regista desde as 00:00h, 111 ocorrências de incêndios florestais, 11 em curso.
2 apresentam maior significância: Sobrido, Gondomar - Porto, com 143 homens, 41 veículos e 2 HEB. Nabais (Parque Natural Serra da Estrela), Gouveia - Guarda, com 109 homens, 30 veículos e um HEB.
ANPC/CNOS

sábado, 20 de agosto de 2011

Ocorrências de Incêndios Florestais no momento

Desde as 00:00 até ao momento foram registadas 106 ocorrências, 6 delas ainda em curso. A mais significativa regista-se em Alto das Lameiras, Penafiel, Porto que conta com 61 bombeiros, 6 GIPS, 16 veículos e um helicóptero bombardeiro .
ANPC/CNOS

Área ardida até metade de Agosto é a terceira mais baixa da última década

Até 15 de Agosto, os fogos destruíram 24 mil hectares de espaços florestais no continente, a terceira área ardida mais baixa da última década.
Os 24 mil hectares contabilizados no último relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional (AFN) publicado ontem mostram que até metade deste mês as chamas devastaram menos de um quarto dos perto de 104 mil hectares que arderam em média desde 2001. Isto apesar da diminuição de meios do dispositivo de combate aos incêndios, que conta este ano com menos 15 aeronaves entre Julho e Setembro, a pior época dos fogos. Menos significativa é a diminuição das ocorrências. Este ano foram registadas até 15 de Agosto 13.489 ignições, contra as 14.675 da média da última década.
Agosto está a ser um mês menos problemático que Julho, que contabiliza a maior área ardida do ano: 10.908 hectares. Na primeira quinzena deste mês arderam 3249 hectares, um número ainda provisório que, mesmo assim, já o torna o segundo pior mês deste ano. A maior parte da área ardida ocorreu em zonas de mato (16.187 hectares), tendo perto de um terço do total (7812 hectares) destruído povoamentos florestais. O maior incêndio do ano aconteceu em meados de Julho, em Idanha-a-Nova, Castelo Branco, e devastou 1568 hectares, um valor muito inferior ao maior incêndio de sempre, em Niza, que em 2003 destruiu mais de 40 mil hectares.
Viana do Castelo ocupa o primeiro lugar na lista dos distritos com maior área ardida (3874 hectares). "No que respeita aos 23.999 hectares contabilizados até 15 de Agosto, cerca de 44 por cento ocorreu nos distritos de Viana do Castelo, Braga e Bragança, com áreas superiores a três mil hectares", lê-se no relatório da AFN.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, atribuiu grande parte da responsabilidade dos bons resultados às condições meteorológicas, que não tem favorecido a ocorrência de incêndios. "Temos assistido neste Verão a uma instabilidade meteorológica que não se verificava há vários anos. Tem havido muita oscilação das temperaturas, mas as noites têm estado quase sempre muito húmidas", nota Duarte Caldeira. E continua: "O número de ignições diárias tem facilitado a gestão do dispositivo, que acima de um determinado número de incêndios entra em ruptura". O dia com mais fogos deste ano foi 28 de Julho, com 367 ocorrências, um número bastante inferior às mais de 500 ignições que chegaram a ocorrer o ano passado, que terminou com uma área ardida de 133 mil hectares.
Duarte Caldeira, que fala de um "ajustamento" do dispositivo de combate aos fogos, admite que talvez existisse um excesso de meios aéreos. "Se calhar está demonstrado que os 56 meios aéreos disponíveis o ano passado são desproporcionais. É possível fazer bem com os 42 aparelhos que estão a operar este ano", afirma. O responsável lamenta, contudo, a "total ausência de resultados palpáveis a montante do combate", no âmbito das políticas de ordenamento do território e gestão da floresta.
Público

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Dois feridos no incêndio do Sabugal

Incêndio em Sabugal dominado esta manhã

Incêndio industrial em Santa Maria da Feira

Incêndio em Sendim - Tabuaço

O incêndio que deu mais trabalho nas últimas horas está dominado

O incêndio que deu maior trabalho aos bombeiros nos últimas dias, que teve início o dia 17/08 pelas 23:12, em Bendada - Sabugal, foi finalmente dominado por volta das 11:00 do dia de hoje.

Segundo a página da ANPC recentemente actualizada (às 11:30), desde as 00:00h foram registadas 55 ocorrências de incêndios florestais dos quais 9 ainda se encontram em curso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

“Protecção Civil deve reduzir cargos a mais”

Para evitar a ruptura financeira dos voluntários, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) defende "uma avaliação à estrutura da Autoridade Nacional de Protecção Civil e a redução de cargos, que estão comprovadamente a mais, e direccionar essas verbas para as estruturas de base", diz o presidente da LBP.

A LBP entregou ontem no Ministério das Finanças parte das conclusões do estudo às contas de 2010, onde se conclui que 20% das despesas são custos de funcionamento com luz, água, gás, comunicações e manutenção.

Duarte Caldeira alerta para a situação de iminente ruptura com o aumento do IVA.

CM

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Polémica com Liga dos Bombeiros

“O Conselho Português de Protecção Civil repudia a ideia de extinção do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) da GNR defendida pela Liga dos Bombeiros Portugueses, dizendo que é a única unidade de reserva específica para determinadas situações de catástrofe.


Em comunicado divulgado e assinado pelo presidente João Paulo da Encarnação, o Conselho refere que "não reconhece aos bombeiros portugueses a qualificação resultante do quadro de exigência, rigor e disciplina militar, que distingue os militares de operações especiais do Grupo de Intervenção em Protecção e Socorro [GIPS], da Guarda Nacional Republicana (GNR)".


Sr. Presidente da Mesa dos Congressos da LBP Sr. Jaime Soares, tem aqui a sua oportunidade de ganhar a Presidência da LBP, já que o Partido no Poder, lhe sorri e o respeita. Está na hora de devolverem aos Bombeiros a DIGNIDADE O RESPEITO e RECONHECIMENTO DA SUA COMPETÊNCIA ao longo de mais de 600 anos e que lhe foi retirado com a legislação em vigor.


Não comungo da ideia de extinção dos GPIS, visto que detêm uma vertente de socorro que poucas entidades estão aptas a desempenhar em Portugal estou a falar do USAR (Search and Rescue) que actuam em caso de catástrofes e em especial no Salvamento em Edifícios Colapsados, cuja estrutura que conheço é muito competente e bem organizada Comandado pela Srª Capitã Gisela da GNR. Área que os Bombeiros não têm qualquer formação salvo raras excepções.


Agora no que respeita aos Incêndios Florestais estou inteiramente a seu lado andar a extinguir fogos com pistola á cintura e com carros de passeio não dá jeito nenhum, dai a pouca Operacionalidade desta força na vertente I.F.


Senhor João Paulo Encarnação, Presidente do CPPC . Não sei nem me interessa qual a ordem de intolerância que sente por alguns dos dirigentes dos Bombeiros, mas não reconhecer aos Bombeiros Portugueses, uma Instituição com mais de 600 anos de Bons Serviços prestados na área do Socorro, a Qualificação respeitante ao Grau de Exigência no que diz respeito aos I.F…. já que o Rigor e a Disciplina da GNR nunca esteve nem está em causa.


Desculpe mas não lhe fica nada bem, nem ao Senhor nem ao Conselho a que Preside, e os BOMBEIROS PORTUGUESES merecem RESPEITO…


Por: Chefe António Richau in
Diário de um Bombeiro

2419 incêndios nos primeiros quinze dias de Agosto

Nos primeiros 15 dias do mês de Agosto foram registados 2419 incêndios florestais, de acordo com dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
O dia com maior número de incêndios ocorridos durante a primeira quinzena da fase Charlie, foi na sexta-feira em que foram assinalados 288 fogos, combatidos por 4132 bombeiros, apoiados por 1096 veículos.

A fase Charlie, a de maior risco de incêndios florestais, teve início a um de Julho e termina a 30 de Setembro.

Durante a fase Charlie vão estar operacionais 9210 elementos (menos 775 que no ano passado), 2018 viaturas (menos 158) e 41 meios aéreos (menos 15), além dos 237 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

Os incêndios florestais consumiram já este ano 18.415 hectares, menos 28 por cento do que no ano passado, mas as ocorrências de fogo aumentaram em cerca de um terço, revelam dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN).

Segundo o relatório provisório de incêndios florestais da AFN, entre 01 de Janeiro e 31 de Julho arderam 18415 hectares de florestas, enquanto no mesmo período do ano passado a área ardida situava-se nos 25646.

A AFN adianta que nos primeiros sete meses do ano foram afectados 5979 hectares de povoamentos florestais e 12436 de matos.

Já as ocorrências de fogo subiram 32,7 por cento entre Janeiro e Julho relativamente aos mesmos meses de 2010, tendo-se registado 11235 ocorrências, contra as 8464 do ano passado.

Dos 11235 fogos, 1924 dizem respeito a incêndios florestais e 9311 a fogachos.

CM

“Portugal continua a ter uma floresta explosiva”

Duarte Caldeira, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, fala sobre os incêndios no País.
Correio da Manhã – Comparando com outros anos, tem havido muitos fogos, mas ainda não houve um grande incêndio este Verão...

Duarte Caldeira – Concordo. Há um maior número de ignições mas a área ardida é significativamente menor. Não só pelo Verão ter chegado em força apenas em finais de Julho, mas também pela maturidade dos bombeiros a combater os fogos na sua fase inicial e por haver melhor coordenação operacional.

– Como tem visto o papel político a tentar debelar este problema nacional?

– Os fogos sempre foram uma arma de arremesso político. Há espaços florestais ao abandono, ninguém liga ao mundo rural, não há um cadastro florestal actualizado, e as políticas correctivas têm tardado. Continuamos a ter uma floresta explosiva.

– O estado das florestas é então preocupante...

– Muito. Na limpeza das florestas, ainda há um longo caminho a percorrer. É vital um esforço entre municípios, bombeiros e particulares. Depois vêem-se as pessoas desesperadas a tentar proteger as suas casas.

CM