terça-feira, 16 de março de 2010

Bombeiro falecido na intempérie vai ser homenageado

O bombeiro Francisco Belo, que faleceu no temporal de 20 de Fevereiro vai ser alvo de uma homenagem na Grande Gala dos Prémios Prestígio, marcada para final de Maio, em Lisboa.

Este é um dos assuntos que vai estar em análise no encontro da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e do Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP/SNBP) com dirigentes Regionais e Delegados Sindicais de todos os Corpos de Bombeiros.

Esta segunda e terça-feira os dirigentes da ANBP/SNBP vão estar na Região a fazer o balanço do trabalho dos bombeiros profissionais no terreno, perante o temporal que assolou a ilha da Madeira e verificar quais as maiores Em declarações à TSF, o presidente da associação chama a atenção para alguns aspectos que não foram tidos em conta.
A título de exemplo Fernando Curto aponta o caso da construção do quartel de bombeiros nop leito de cheias, como aconteceu na Ribeira Brava. Por essa razão, Fernando Curto defende a participação dos bombeiros na redefinição das políticas de ordenamento do território. O presidente da ANBP é também a favor de um melhor acompanhamento médico para os bombeiros que estiveram no activo.
Diário de Notícias
Fernando Curto para a TSF

E se um avião caísse no Porto?

Vários meios de socorros do distrito do Porto estiveram envolvidos num simulacro de um acidente de aviação. No exercício, um Airbus 320 com destino a Londres despenhou-se na descolagem numa área não urbana, nas imediações do aeroporto Francisco Sá Carneiro, causado 40 mortos e dezenas de feridos.

O simulacro foi o primeiro exercício do género em Portugal e envolveu 400 operacionais. O objectivo era treinar e preparar as entidades envolvidas para uma situação real.

IOL Diário

ExtremoSul oferece Moto 4 a Bombeiros Voluntários de S. Bartolomeu de Messines

A Associação ExtremoSul ofereceu, no passado dia 13 de Março, uma Moto 4 aos Bombeiros Voluntários de S. Bartolomeu Messines, no seu trigésimo terceiro aniversário.

“Os Bombeiros Voluntários são uma força militar muitas vezes esquecida pela comunidade, embora estejam sempre disponíveis para ajudar.
Esta é a forma de reconhecimento pelo que os Bombeiros Voluntário de S. B. Messines têm feito e ajudado em prol do bom sucesso das actividades que a ExtremoSul desenvolve”, afirma Ricardo Rodrigues, presidente da ExtremoSul.
Região Sul

segunda-feira, 15 de março de 2010

Serra da Estrela ainda coberta de neve, já arde!

Ainda o manto de neve a cobrir a Serra da Estrela é enorme e normalmente longe de terminar o degelo já os incêndios flagelam as nossas florestas… começamos mal e muito cedo!

domingo, 14 de março de 2010

Nomeações polémicas agitam bombeiros de Viseu e Sátão

Um dos vice-presidentes da Direcção dos Bombeiros Voluntários de Viseu demitiu-se depois de não ter sido aceite uma proposta para nomear como comandante um bombeiro a quem anteriormente foi recusada idêntica promoção e que levou o operacional a processar a corporação.
A proposta terá sido feita pelo actual comandante, que tenciona abandonar a corporação com a sua substituição assegurada, situação está a provocar a instabilidade na direcção.

Em 2008, Joaquim Coelho, um bombeiro com 28 anos ao serviço dos Voluntários de Viseu, foi nomeado para segundo-comandante pela direcção, que então cessava funções. Quando a actual direcção tomou posse recusou a pro- moção e o bombeiro apresentou uma queixa no tribunal, acompanhada de um pedido de indemnização cível. A nova direcção entrou em rota de colisão com o comandante, Horácio Alves que propôs a nomeação, a quem instaurou um processo disciplinar. O comandante viria a ser absolvido.

Esta semana "o comandante retomou a proposta de nomeação do segundo-comandante e garantiu que, se a mesma fosse aceite, apresentaria a demissão e o bombeiro desistiria do processo judicial", disse ao DN um dos vice-presidentes da instituição. Como a proposta foi chumbada, um vice--presidente demitiu-se e, segundo apurou o DN , "poderão haver novas demissões, dando origem a uma situação de falta de quorum com o objectivo de provocar eleições antecipadas", adiantou. Paulo Correia, presidente da direcção, não quis prestar declarações.

Também no Sátão a corporação de bombeiros quer indigitar para comandante um funcionário da Protecção Civil, o que está a deixar alguns voluntários indignados. Em causa está a nomeação de Carlos Sousa, funcionário administrativo da Protecção Civil, e que tem sido alvo de queixas dos bombeiros que alegam "uma incompatibilidade de funções". Rebelo Marinho, presidente da assembleia dos bombeiros, garante que o nomeado "é um bombeiro com provas dadas e sem mácula".

DN

sábado, 13 de março de 2010

Concessão da Serra da Estrela vai manter-se

Filipe Camelo, Presidente do Município de Seia, reuniu esta semana com António Mendonça, Ministro das Obras Públicas, para discutir a suspensão das novas concessões rodoviárias da Serra da Estrela. Terminada a reunião, autarca disse sentir-se “aliviado”, uma vez que teve por parte do governo a garantia de que, para já, a concessão da Serra da Estrela “está em pé”.
Juntamente com os autarcas de, Gouveia, Oliveira do Hospital, Tábua, Nelas e Covilhã, Filipe Camelo salientou que “estes itinerários complementares são importantes para a região, porque vão contribuir para um maior desenvolvimento local.”
Até ao fim de Março deve estar concluído o estudo de impacte ambiental, que posteriormente vai ser posto a discussão. Filipe Camelo referiu que “vão ser feitas avaliações periódicas, para verificar se há ou não capacidade financeira para a concessão avançar toda, uma parte, ou se vai ser adiada para quando as contas do pais estiverem mais equilibradas.”(*)
O autarca de Seia afirmou que há vontade politica em levar a obra por diante. Inclusive, António Mendonça deixou claro que queria vir ao distrito verificar a situação no terreno.

Rádio Elmo
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*..."para a concessão avançar toda, uma parte, ou se vai ser adiada para quando as contas do pais estiverem mais equilibradas.” ... depois deste comentário o bombeirospontopt fica com sérias dúvidas se a concessão vai avançar ou não e se é "adiada para quando as contas do país estiverem equilibradas", vamos esperar deitados porque vão tardar.

Almeirim vai receber mais duas estruturas da protecção civil

A Câmara de Almeirim já garantiu a instalação na cidade da unidade de reserva logística da protecção civil e o Centro Táctico de Comando. Que se juntam ao Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) que estava disperso por instalações em Santarém e Tomar e que foram concentradas na cidade da sopa de pedra. Com estas duas novas estruturas, Almeirim passa a assumir um papel importante na área da protecção civil.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro (PS), os dois serviços vão ficar instalados no terreno que o município já tinha cedido à Autoridade Nacional da Protecção Civil, na zona industrial, onde vai ser construído o novo edifício do CDOS, que neste momento está a funcionar em instalações provisórias.

O Centro Táctico de Comando (CETAC) é utilizado em ocorrências de longa duração e com maior dimensão, como sismos. Esta estrutura é composta por sete veículos e nove tendas que podem ser utilizados em qualquer ponto do território continental. A unidade logística é aquela que disponibiliza equipamentos em situações de catástrofe, como tendas de campanha, mantas e outros materiais de ajuda às populações, segundo informou Pedro Ribeiro.

O Mirante

Bombeiros angariam novos sócios e verbas para compra de ambulância

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA), presidida por Álvaro Melo, está a promover uma campanha de angariação de novos associados e outra de recolha de fundos para pagamento de uma nova ambulância para transporte de doentes.
O presidente da direcção disse ao Jornal A Guarda que a AHBVFA já comprou a ambulância, que custou 37.500 euros e deverá ser benzida pela Páscoa.
No entanto, como não possui a totalidade da verba, tem na rua a campanha “Gesto Solidário” que está a dar resultados, pois segundo aquele responsável “tem havido pessoas a entregar verbas no quartel dos bombeiros”.
A compra da viatura também foi apoiada por todas as Juntas de Freguesia do concelho de Fornos de Algodres que “contribuíram com um pequeno donativo”. Foram, ainda, recolhidos donativos na vila e foi feito um peditório junto da população do concelho, “que rendeu cerca de 13 mil euros”.
O dirigente salientou que pelas contas da direcção da Associação Humanitária, “o valor que deve faltar será de 7 ou 8 mil euros”, que espera poder reunir com a campanha “Gesto Solidário”.
A AHBVFA adquiriu a nova ambulância de transportes de doentes, numa altura em que a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda elaborou um novo regulamento de transportes programados de doentes em vigor no distrito, que prevê a utilização de transportes públicos em vez das ambulâncias, situação que já mereceu as criticas da direcção da Federação de Distrital de Bombeiros da Guarda, por temer que a medida possa ter consequências “graves” para a sobrevivência dos corpos de bombeiros do distrito.
No caso dos Bombeiros de Fornos de Algodres, Álvaro Melo disse que desde a entrada em vigor do regulamento, o movimento com transportes de doentes “reduziu” mas “reduziu pouco”. Ainda assim, refere que a medida da ULS “não inviabiliza a compra da nossa ambulância”. “Os Bombeiros têm por obrigação, prestar um serviço com a maior qualidade possível, por isso, decidimos adquirir essa nova viatura para transportar os doentes com conforto”, justificou.
O dirigente acrescentou que o Corpo de Bombeiros está a apostar na renovação da sua frota automóvel, recordando que “nos últimos 4 anos, é a segunda ambulância que compramos, sempre a pensar no conforto e no bem-estar dos doentes que transportamos”.

Bombeiros querem ter um associado em cada casa

A AHBVFA também está a desenvolver, desde Dezembro de 2009, uma campanha de angariação de novos associados. “Pensamos nós que aquela casa deveria ter 2.000 sócios, porque temos no concelho de Fornos de Algodres 2.000 domicílios fiscais. Seria bom que tivéssemos, pelo menos, um sócio por cada residência”, admitiu o presidente da direcção.
Álvaro Melo adiantou ao Jornal A Guarda que a Associação que dirige está “com perto de 1.000 associados” e que, “desde o início da campanha, têm entrado sócios quase diariamente”. “Por exemplo, posso dizer que na próxima reunião de direcção, tenho para aprovação 24 ou 25 novos sócios”, adiantou.

Jornal A Guarda

Bombeiros sem material para resgatar encarcerados

Os Bombeiros de Alcochete estão sem equipamento para desencarcerar vítimas, o que impede o socorro adequado a acidentes que ocorram, por exemplo, no sentido Sul/Norte da Ponte Vasco da Gama. Há 12 anos que usavam a mesma viatura, agora inoperacional.

Se houvesse um acidente "seria muito complicado", alerta o comandante Paulo Vieira, lembrando que "há situações em que a rapidez é essencial". "Temos de solicitar o carro do quartel mais próximo, mas podemos correr o risco de a corporação do Montijo estar noutro acidente e termos de pedir ao Pinhal Novo", exemplifica, frisando que, a par da ponte, a corporação está afecta a outras estradas com sinistralidade elevada, como a nacional 118, em Samora Correia.

"Agora estamos dependentes da sorte. A viatura de desencarceramento anda, mas o equipamento não funciona. Estamos por isso limitados para dar resposta adequada", avisa também o chefe do corpo de bombeiros, Ricardo Gonçalves.

A viatura, que data de 1998, ficou danificada no passado dia 2, quando a corporação foi chamada para um despiste na Estrada Nacional 502. Os bombeiros conseguiram retirar com vida, do interior do veículo sinistrado, o condutor, Ricardo Augusto, de 35 anos, que se mantém em coma no hospital, mas partiram uma das lâminas da tesoura usada no corte.

Obsoleto, mas imprescindível

"Danificámos o equipamento nas manobras de afastamento do tejadilho. Felizmente, já tínhamos assegurado a saída do Ricardo", conta o chefe dos bombeiros. "Era um equipamento obsoleto, mas imprescindível", afirma, corroborando as queixas do comandante. "Tinha 12 anos ao serviço e já não tinha força", realça Paulo Vieira.

Sem dinheiro para comprar novo equipamento, os bombeiros temem pela falta de meios para salvar vidas. "Uma viatura de desencarceramento bem equipada ultrapassa os 70 mil euros", estima Ricardo Gonçalves. "Só com cerca de 15 a 20 mil euros conseguimos comprar material para substituir todo o equipamento de corte e para esticar as chapas", avança, por outro lado, o comandante, denunciando que a última viatura oferecida pelo Estado é de 2005.

JN

Mataram mulher e atiraram-na de ponte para o Cávado

PJ deteve um homem e duas mulheres que eram vizinhos da vítima, de 36 anos.

Três pessoas, um homem e duas mulheres, foram detidas em Braga suspeitos do homicídio qualificado de uma mulher, de 36 anos, que terão lançado ao rio Cávado, em Barcelos. Os factos remontam a Fevereiro mas só agora a Polícia Judiciária (PJ) encontrou indícios do crime. Os bombeiros efectuaram ontem durante todo o dia buscas, que resultaram infrutíferas, no sentido de encontrar o cadáver.

A mulher que continua desaparecida trabalhava num lar de terceira idade, em Braga, tem uma filha de cinco anos, e era vizinha dos três detidos. Na origem do crime, segundo informações recolhidas junto de fonte da PJ, terão estado "motivações de natureza passional mas também económica". A vítima era proprietária de parcos bens mas mesmo assim apetecíveis para os agressores. Isto, como explicou fonte da PJ, num quadro de "grande promiscuidade".

O crime terá ocorrido, ainda de acordo com a PJ, em finais de Fevereiro mas só agora as autoridades encontraram indícios criminais para realizar as detenções. A vítima terá mantido uma relação amorosa com o detido, empregado numa empresa bracarense, e era habitual passar dias fora de casa. Mesmo assim, familiares e vizinhos acabaram por estranhar a ausência da mulher e terá havido uma denúncia anónima que levou a PJ a associar o desaparecimento da mulher aos três detidos.

Ontem de manhã, os Bombeiros Voluntários de Barcelos iniciaram as buscas, percorrendo as margens desde a Ponte da Pousa para jusante, até à barragem de Penide, em Areias de Vilar. Num bote de borracha, os bombeiros foram acompanhados por dois inspectores da PJ enquanto outros elementos faziam o mesmo percurso a pé mas, nada foi encontrado, sendo as buscas retomadas esta manhã.

Quando foram detidos os três suspeitos terão confessado o crime à PJ. A mulher terá sido lançada ao rio Cávado na Ponte da Pousa. "Mas passaram muito dias e o mais provável é que não apareça. Ou lançaram o corpo com pedras e está no fundo ou foi levado pela forte corrente que se verifica nesta altura do ano", afirmou ao DN fonte dos bombeiros.

Mesmo assim, a mini-hídrica de Penide foi fechada e assim se manterá até terminarem as buscas.

DN

Imagens da vergonha

As imagens da vergonha de Braga correram o país e num dia se desfez a ideia mistificada de que vivemos na terceira cidade do país.

fotos-incendio-braga

O incêndio no primeiro hotel de cinco estrelas em construção exibiu momentos patéticos e ridículos: bombeiros empoleirados em cima das viaturas de mangueira na mão e despejar água sem chegar às chamas, numa demonstração de completa incompetência e incapacidade. E que dizer de um antigo funcionário dos correios, com capacete de aprendiz de trolha, a comandar os seus “voluntários”?

Valeram neste caso duas circunstâncias — o incêndio extinguiu-se por ele próprio e o edifício estava evacuado — que, felizmente, fazem com que não estejamos hoje a falar de uma enorme tragédia.

Ainda bem que não houve vítimas pessoais, mas isso não deixa de ser um escândalo numa cidade cuja Câmara Municipal esbanja centenas de milhares de euros no despedimento de um funcionário mas a sua companhia de bombeiros não tem meios mínimos para combater um sinistro num edifício com altura por ela aprovada.

Os autarcas de Braga — que há tantos anos tem responsabilidades de gestão e a segurança deve ser uma das prioritárias — devem corar de vergonha: Portugal inteiro ficou a saber que foram os Bombeiros das Taipas (que são voluntários) e Famalicão (que também são voluntários) a acorrer a um in
cêndio na “terceira cidade” que tem uma Companhia de Sapadores (profissionais).

Braga é uma cidade em altura e é inconcebível que não possua nenhuma auto-escada em funcionamento e é inadmissível que as duas auto-escadas estejam inoperacionais, uma delas, há mais de um ano.

Quem aceitaria hoje o argumento municipal — só repara a auto-escada acidentada quando o seguro pagar — se Braga tivesse vivido estes dias um drama com perda de vidas humanas?

Depois, há a corporação de Voluntários. Ninguém nesta instituição se estremece quando vê um país inteiro saber que é habitual as congéneres de Famalicão e Guimarães auxiliar os de Braga nos incêndios em altura? Também são “voluntários” como os de Braga.

Faz sentido existir em Braga uma corporação de bombeiros voluntários incapacitada de meios humanos e técnicos e continuar a pedir donativos aos bracarenses e ao Estado? É uma reflexão que a comunidade bracarense — se olhar para a gestão das corporações de voluntários de Guimarães, Vila Verde, Amares, Póvoa de Lanhoso ou Famalicão, só para dar alguns exemplos — deve fazer, em nome da sua segurança.

O que temos é quase nada e Braga merece muito mais mas também é urgente que os bracarenses queiram e os que deram provas de incapacidade e ausência dêem lugar a outros.
Correio do Minho

quarta-feira, 10 de março de 2010

Viatura dos bombeiros parada há oito anos por causa de imbróglio administrativo

Os Bombeiros Municipais de Abrantes receberam há oito anos uma viatura nova de combate a incêndios urbanos que não podem utilizar por causa de um imbróglio administrativo.

O veículo está parado no quartel sem poder sair para as ocorrências. Sem utilização, a viatura está a degradar-se, tal como o equipamento.

Os bombeiros colocam de vez em quando o motor e as bombas de água a trabalhar para evitar que avariem por falta de utilização.

A viatura foi entregue pelo então Serviço Nacional de Bombeiros (SNB) para reforçar a capacidade operacional da corporação. No âmbito de um protocolo, o serviço pagava uma parte e a Câmara de Abrantes, que tutela a corporação, pagava o resto.

O SNB estabeleceu que a autarquia liquidava a parte que lhe cabia à empresa que vendeu o veículo. Só que estava impedida de o fazer porque sendo um município tinha que fazer um concurso para aquisição e haver dotação orçamental.

Como o vendedor do veículo nunca recebeu o montante em falta não entregou os documentos da viatura para que esta pudesse circular.

O Mirante

Loulé recebeu acções de sensibilização durante a 1ª Semana da Protecção Civil

No âmbito das comemorações do Dia Nacional da Protecção Civil, a Câmara Municipal de Loulé, através do seu serviço de Protecção Civil, levou a cabo, entre os dias 1 e 6 de Março, várias actividades destinadas à comunidade, com o objectivo de sensibilização para esta temática.

De acordo com a organização, os objectivos do evento foram alcançados, já que permitiu abarcar desde os jovens aos seniores, com acções que tornaram esta matéria mais pertinente junto da comunidade.

A par das exposições de meios e das visitas guiadas ao Quartel dos Bombeiros de Loulé, a actividade pedagógica para os alunos das escolas “Zé Baril” e a acção de sensibilização sénior “Riscos Domésticos” tiveram uma "forte adesão" por parte dos públicos-alvo, revela a autarquia.

Um dos momentos altos do programa foi no entanto a apresentação do Simulador de Risco Sísmico e Tsunami no Algarve e a apresentação da palestra “A Missão Portuguesa no Haiti” por Elísio Oliveira, duas iniciativas que tiveram lugar no dia 4, na Biblioteca Municipal de Loulé.

Esta “1ª Semana da Protecção Civil de Loulé” contou com a colaboração da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão, Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Bombeiros Municipais de Loulé, Cruz Vermelha Portuguesa, Equipa Canina de Resgate do Algarve, Exército – Centro Recrutamento de Faro, Guarda Nacional Republicana, Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Instituto Nacional de Emergência Médica, Instituto Socorros a Náufragos, Marinha – Polícia Marítima e da Universidade Sénior de Loulé.
Região Sul

Secretário de Estado da Protecção Civil participa na assinatura para financiamento do novo quartel dos BVAS

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal assina este sábado um protocolo de apoio financeiro à construção do novo quartel dos bombeiros voluntários da cidade e celebra também o arranque das obras, numa festa aberta à população e na qual participa o secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, o governador civil de Setúbal, Macaísta Malheiros, bem como o executivo camarário, presidido por Pedro Paredes, a corporação de bombeiros e outras figuras do concelho.

A comemoração realiza-se este sábado, dia 13, às 15h, na praça Pedro Nunes, em frente ao edifício dos Paços do Concelho, e inclui um lanche de churrasco.
A assinatura do protocolo entre o município e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcácer do Sal (BVAS) é o culminar de um longo processo burocrático levado a cabo pela câmara, a Assembleia Municipal e os próprios BVAS no sentido de viabilizar a construção do quartel que vai substituir as actuais instalações, já desadequadas às exigências, situadas junto ao Sado e, por isso, alvo frequente de inundações.

Recentemente, a construção viu aprovado o financiamento no domínio de Prevenção e Gestão de Riscos do Eixo III do Programa Temático de Valorização do Território, com uma comparticipação do Fundo de Coesão de 70 por cento do valor elegível, correspondendo assim a 580. 968,46 euros. A Câmara Municipal de Alcácer do Sal assume os restantes 30 por cento não financiados no âmbito desta candidatura. O subsídio é de cerca de 249 mil euros, 160 mil dos quais orçamentados para 2010 e o restante para o ano seguinte.

Este subsídio municipal junta-se ao apoio antes concedido à elaboração do projecto e apresentação da candidatura, bem como à legalização da construção no terreno em causa e ao subsídio anual de 85 mil euros aos BVAS, à aquisição de uma ambulância e de um auto-tanque nos dois últimos anos.

Paralelamente ao apoio autárquico, os interessados em apoiar a corporação podem também reforçar os valores que já foram depositados na conta aberta pela câmara para esse efeito (BES – 000670699503), já que a festa marca o relançar da campanha “todos os euros contam”, que apela à participação da população na construção do quartel e seu equipamento futuro.

Rostos

Bombeiros pedem mais eficiência no socorro

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria acusou o Centro de Orientação de Doentes Urgentes Centro, tutelado pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, de accionar os meios mais distantes para ocorrências.

Segundo a agência Lusa, a acusação de Almeida Lopes surge na sequência de um acidente, ocorrido na segunda-feira à tarde, do qual resultaram dois feridos graves e um ligeiro, "a 200 metros do quartel", na freguesia de Marrazes, mas para o qual foram mobilizados os Bombeiros Sapadores, que saíram do centro da cidade.

Apesar de o CODU ter "um sistema de georeferenciação e, ao accionar outra corporação, esta deveria informar que existe outro corpo de bombeiros mais próximo", o responsável sustentou que "esta situação é recorrente".

Para evitar este tipo de casos, o segundo comandante distrital de Operações e Socorro de Leiria defende uma "maior ligação" entre o CODU e os comandos distritais de Operações e Socorro (CDOS). Segundo Carlos Guerra em "caso de dúvida no envio de meios para os locais, o CODU pode apoiar-se no CDOS, cujos operadores conhecem bem os distritos".

"O que se pretende é aligeirar procedimentos por forma a que o socorro seja mais rápido", frisou o responsável admitindo que este tipo de situações "não são novas", mas "nunca prejudicou o socorro de vítimas".

Fonte do Gabinete de Comunicação do INEM esclareceu à Lusa que Almeida Lopes "fez chegar ao CODU Centro" o seu protesto na segunda-feira, adiantando que a questão colocada dizia "respeito ao accionamento do veículo de desencarceramento".

Neste caso, "de facto, existiu uma falha da parte do INEM", dado que o CODU "apenas acciona meios para situações de emergência", comunicando ao CDOS "sempre que existe uma situação de encarceramento". "Segundo os protocolos, é ao CDOS que cabe o accionamento dos meios de desencarceramento", adiantou o INEM, referindo ainda que "nesta ocorrência, durante os vários accionamentos, a comunicação não foi imediatamente feita ao CDOS, pelo facto de já se saber que ia a caminho do local material de desencarceramento".

JN

terça-feira, 9 de março de 2010

Entrevista a António Lousada, comandante dos Bombeiros da Mealhada

“É nossa preocupação permanente tudo tentarmos fazer para conseguir estar à altura do que a população espera de nós.
”No mês em que assinala o Dia Internacional da Protecção Civil, quando se regista número considerável de desastres naturais onde o apoio dos soldados da paz se mostra decisivo, e quando, ainda, estão abertas inscrições para uma escola de estagiários para admissão de novos bombeiros, falámos com António Lousada, comandante do Corpo Activo dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, que, entre outros temas, nos falou da exigência que recentes medidas legislativas impuseram, em termos de disponibilidade e de formação, aos voluntários que servem nas corporações de bombeiros.
Que objectivos se pretendem concretizar com a abertura de uma escola de estagiários nesta altura? A corporação tem falta de efectivo? Ou de efectivo mais qualificado?
Os objectivos da abertura de mais uma escola prendem-se, principalmente, com o aumento do efectivo, uma vez que há elementos que saíram por terem passado ao Quadro de Honra ou ao Quadro de Reserva, pois não têm disponibilidade para continuar a desempenhar as missões em função das exigências impostas. No que respeita à qualificação do corpo activo esta é feita semanalmente com as instruções contínuas conforme um plano de instrução anual, além das formações que vão sendo realizadas ao longo do ano de acordo com as necessidades que apresentámos à Escola Nacional de Bombeiros, através do coordenador distrital.
Procura para essa escola adultos com sentido de missão, de responsabilidade, de altruísmo e com disponibilidade, assim o diz o cartaz. Não há requisitos de carácter físico ou de condições de saúde? Não há exigências de formação académica ou profissional?
Claro que há requisitos de vária ordem. Os candidatos terão que possuir a escolaridade mínima obrigatória, terão que ter robustez física e psíquica devidamente comprovada por um médico. Terão também que ter as vacinas em dia, do qual terão que fazer prova documental através do respectivo boletim. Terão ainda que ter idade compreendida entre os 18 e os 35 anos.
Que aliciantes poderão, de algum modo, incentivar os jovens adultos a ingressar, como voluntários, num corpo de bombeiros?
Não são muitos os aliciantes que actualmente possam contribuir para o ingresso num corpo de bombeiros, pois com as alternativas que os jovens hoje têm para ocupar o seu tempo, é preciso ter espírito de missão, ser altruísta e gostar de ajudar os outros de um modo desinteressado.No entanto, existe o Estatuto Social do Bombeiro que tem alguns incentivos, tais como a isenção de pagamento das taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde, o aumento de 25 por cento do tempo de serviço dos bombeiros que são contribuintes abrangidos pela Segurança Social e pelos que são subscritores da Caixa Geral de Aposentações.Existe ainda a isenção de pagamento de propinas e taxas de inscrição na frequência do ensino oficial para os bombeiros no quadro activo e para os estagiários com pelo menos um ano de serviço na situação de actividade no quadro.
O que é exigido a uma pessoa que se disponha a ser bombeiro na Mealhada?
Em primeiro lugar é exigido que goste de ajudar e servir, sem estar à espera de receber alguma coisa em troca. É também importante que saiba o que é e pratique a solidariedade, o espírito de sacrifício e que claramente seja uma pessoa de bem.Também lhe é exigido muita disponibilidade para o cumprimento das múltiplas missões que fazemos, passando quase sempre a família e os amigos para segundo plano.É importante que uma pessoa que se disponha a ser bombeiro saiba que só é voluntário para entrar para esta casa, pois a partir desse momento e apesar de ser bombeiro voluntário, tem obrigações e claro que também tem os seus direitos devidamente contemplados na legislação em vigor.
Número considerável de bombeiros da corporação encontra-se a frequentar cursos de promoção. Segundo temos conhecimento são cursos que decorrem de alterações legislativas sobre o estatuto do Bombeiro. Qual é o papel da formação na gestão do efectivo mealhadense?
A formação que alguns bombeiros estão a frequentar para efeitos de promoção é claramente uma mais valia para os bombeiros em particular, pois melhora e aumenta os seus conhecimentos em determinadas áreas, assim como para o corpo de bombeiros, pois permite a este ficar mais bem dotado no que respeita à capacidade de resposta em determinadas ocorrências a que seja chamado a intervir. As alterações legislativas vieram, em minha opinião, aumentar e bem, o grau de exigência na formação para efeitos de promoção.
As referidas alterações legislativas aumentaram o grau de exigência relativamente à formação dos bombeiros, mas também em relação à disponibilidade. É assim? De que forma?
È efectivamente verdade que o grau de exigência, quer na disponibilidade dos bombeiros quer na formação, aumentou. Se em relação à obrigatoriedade do cumprimento de um número mínimo de horas de instrução e formação ao longo do ano (70 horas), eu estou completamente de acordo, pois se um bombeiro não fizer instrução ou formação dificilmente conseguirá desempenhar as missões a que é chamado com a eficiência que deve ter.Em relação ao número de horas mínimas que tem que fazer (205 horas) eu já não concordo, pois apesar de terem que ter disponibilidade, estamos a falar de bombeiros voluntários que sempre que podem, acorrem a todo o tipo de chamadas. Muitos dos bombeiros têm empregos que não permitem uma assiduidade permanente, mas que pelas suas qualificações profissionais são imprescindíveis para o cumprimento de muitas missões. Dou o exemplo de bombeiros possuidores de carta de condução de veículos pesados.
É possível que diminua, significativamente, na decorrência dessas alterações, o número de voluntários nas corporações de bombeiros – na Mealhada e não só?
Penso que se não houver alguma flexibilidade no cumprimento da legislação, em que cada comandante do corpo de bombeiros possa ter alguma autonomia para poder justificar ou não o cumprimento do número de horas exigido, é possível que o número de voluntários diminua podendo até pôr em causa, no futuro, o cumprimento de algumas missões.
Entendo, por isso, que cada caso é um caso e que deveria, por isso, ser alvo de análise específica em cada corpo de bombeiros por parte de quem comanda. Esta é uma análise estritamente pessoal e como facilmente se depreende, veicula o que penso unicamente em relação ao corpo de bombeiros que comando e não a qualquer outro.
Na sua opinião, qual é o ponto fraco e o ponto mais forte da corporação dos bombeiros da Mealhada?
Não sei se há pontos fracos ou fortes pois nunca me preocupei com isso. Como em tudo na vida há coisas que correm bem e outras que correm menos bem. Quando há alguma situação que não corra bem é analisada no interior do corpo activo e no local certo que é no quartel. Uma coisa é a nossa preocupação permanente que é tudo tentarmos fazer para conseguir estar à altura do que a população espera de nós no que respeita ao socorro e auxílio sempre que formos solicitados.
Autor: JM

Reguengo do Alviela isolada há duas semanas, bombeiros acusam "algum desgaste"

Há duas semanas a prestar apoio à população de Reguengo do Alviela (Santarém), isolada pela subida das águas do Tejo, a corporação de Bombeiros Voluntários de Pernes começa a dar sinais de algum desgaste.

Francisco José Viegas, comandante da corporação, disse hoje à agência Lusa que o apoio à população da aldeia se tem feito sem grande dificuldade, mas o arrastamento da situação no tempo começa a causar algum desgaste, já que os elementos disponíveis são praticamente sempre os mesmos.

Durante a semana, os Bombeiros Voluntários de Pernes colocam três dos seus elementos mais disponíveis a fazerem as viagens necessárias para levar à povoação os bens essenciais e para transportar os que necessitam de sair da aldeia, nomeadamente para consultas médicas.

Lusa

domingo, 7 de março de 2010

Autarcas da Serra da Estrela reúnem-se com ministro

O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital anunciou hoje que autarcas da zona da Serra da Estrela reúnem-se na segunda feira com o ministro das Obras Públicas devido à suspensão das novas concessões rodoviárias.
José Carlos Alexandrino disse à agência Lusa que a reunião se vai realizar em Lisboa, às 15:00 horas, no ministério, para debater o anúncio da suspensão da construção dos Itinerários Complementares (IC) 6, 7 e 37, previstos na concessão rodoviária da Serra da Estrela.

No entanto, fonte do ministério referiu hoje à agência Lusa que a reunião não consta da agenda oficial do ministro António Mendonça.

«Vamos fazer ver ao senhor ministro que é uma questão de coesão do território e de justiça que as estradas sejam construídas», afirmou o autarca socialista, criticando a discriminação que existe entre os grandes centros do litoral e os concelhos do interior.

«A construção destes itinerários complementares é um direito legítimo das populações que chega atrasado mais de 20 anos», sublinhou.

Diário Digital

Mulheres da Protecção Civil e forças de segurança homenageadas em Santarém

A história de quatro mulheres com cargos de responsabilidade nas forças de segurança e na protecção civil no distrito de Santarém serviu de mote para a homenagem que a governadora civil hoje promoveu, em antecipação do Dia Internacional da Mulher.
Na presença de duas secretárias de Estado, a da Administração Interna, Dalila Araújo, e da Igualdade, Elza Pais, a governadora civil, Sónia Sanfona, explicou por que razão entende que ainda hoje faz sentido assinalar este dia, apesar dos avanços das últimas décadas, sublinhando o enriquecimento trazido pela presença das mulheres em serviços tradicionalmente realizados por homens.
Cristina Pereira, bombeira de segunda classe nos Voluntários de Ourém, Patrícia Almeida, a tenente que comanda o destacamento de Santarém da GNR, Lurdes Fonseca, adjunta do Comando Distrital de Operações de Socorro, e Lúcia Simões, agente principal da PSP, foram as mulheres que relataram a sua experiência num vídeo exibido para uma plateia de centena e meia de mulheres.
O claro predomínio de bombeiras na assistência corresponde à maior presença feminina nos serviços de protecção civil (serão um quarto dos 1.600 bombeiros das 28 corporações do distrito), contra os escassos seis por cento de presença na GNR (50 em perto de mil efectivos) e os perto de 10 por cento na PSP (39 em 440 efectivos).
Lurdes Fonseca, 33 anos, que recordou a “contradição” que encontrou quando entrou para os bombeiros de Coruche, há 14 anos - entre um espírito protector, de não dar trabalho árduo às mulheres, e a atitude de “ela não é capaz” -, disse à Lusa que actualmente são as mulheres quem mais entra nas recrutas.
Grávida, Lurdes Fonseca - que, com Patrícia Gaspar, adjunta do comando da Autoridade Nacional de Protecção Civil, são as únicas mulheres a integrar a estrutura nacional de comando (num total de 51 elementos) -, frisou que a dedicação que a profissão exige só é possível graças à compreensão do marido e à ajuda fundamental da mãe na gestão da casa.
Elza Pais considerou como um “desafio do futuro” acabar com as “discriminações invisíveis” que ainda dificultam o acesso das mulheres a lugares de topo, considerando que a luta pela conciliação da vida profissional, pessoal e familiar “é um desafio que não se tem colocado aos homens”. A sessão contou com as tradicionais rosas vermelhas e um lanche de confraternização.
O Mirante

Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar sem apoio da Câmara

A Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar deixou de pagar o apoio mensal que dava aos Bombeiros. O presidente da corporação, e ex-candidato à Câmara, diz que é retaliação política. A autarquia acusa a corporação de quebra de protocolo.

Desde o mês de Setembro do ano passado que os Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar não recebem os cerca de 5500 euros mensais que a Câmara Municipal lhes pagava, no âmbito de um protocolo de 1993.

Em troca da quantia, além de acções no âmbito da protecção civil e da prestação de socorro às populações, os bombeiros cediam também à autarquia um pavilhão desportivo.

No entanto, há cerca de seis meses que a Câmara Municipal não transfere o valor em causa. E nem o voltará a fazer, uma vez que o protocolo já foi denunciado em reunião de Câmara.

O presidente dos Bombeiros, José Quinteiro, não se conforma, e garante que se trata de "retaliação política", por ter sido candidato pelo PS nas últimas autárquicas. No entanto, o JN sabe que a autarquia alegará que foram os Bombeiros a quebrar o protocolo, ao terem deixado de abastecer de água algumas populações, quinze dias antes das eleições.

Carro avariado

"Só deixamos de abastecer, entre 20 a 30 de Setembro, porque tínhamos o carro avariado. A Câmara entendeu que era retaliação política, boicote, mas não foi nada disso", garante Quinteiro, revelando que até chegou a mandar para a Câmara as facturas da reparação do veículo, para provar que o carro esteve mesmo avariado e que o facto nada teve a ver com questões políticas.

No entanto, o documento parece não ter convencido o executivo, que continuou a não transferir a verba. Entretanto, Câmara e Bombeiros já reuniram, mas não houve consenso.

"Eles queriam que apresentássemos um projecto onde disséssemos o que poderíamos fazer pela protecção civil no concelho, mas eu entendi isso como uma ingerência da parte deles", disse, ao JN, José Quinteiro, que está na direcção dos bombeiros há sete anos.

A próxima direcção da corporação será eleita em Janeiro próximo.

"Eu só quero ver se um dia há um incêndio e não dinheiro para gasóleo!", alerta o dirigente da corporação, lembrando que agora terá que fazer uma gestão apertada do "pé de meia" conseguiu nestes anos.

Apesar das várias tentativas, o JN não conseguiu ouvir sobre o assunto, nem o presidente da Câmara nem o vereador responsável da área.

JN

sexta-feira, 5 de março de 2010

Liga dos Bombeiros vai pedir apoio ao Presidente da República, primeiro ministro e partidos

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) decidiu esta semana pedir reuniões ao Presidente da República, primeiro ministro e partidos políticos para pedir apoios na resolução das questões relacionadas com o transporte de doentes e o regime de financiamento das corporações.

Os bombeiros costumam ouvir "retóricas elogiosas" ao seu papel, mas tais elogios "não resolvem os problemas", disse à agência Lusa o presidente da LBP, Duarte Caldeira, adiantando que vão pedir audiências ao Presidente da República, Cavaco Silva, ao primeiro ministro, José Sócrates, e aos presidentes dos grupos parlamentar, para solicitar apoios "na resolução de soluções" para o transporte de doentes e o regime de financiamento das corporações, que tem vindo a ser adiado.

O pedido de audiências foi hoje decidido numa reunião do conselho executivo da LBP, em Alverca, onde 17 dos 18 presidentes das federações distritais de bombeiros analisaram a situação do transporte programado de doentes.

Os bombeiros consideram que o protocolo estabelecido entre a LBP e o Ministério da Saúde, que entrou em vigor a 01 de outubro do ano passado, não está a ser cumprido por parte das estruturas regionais e locais de saúde, sendo até "desconhecido" por algumas das estruturas, adiantou Duarte Caldeira.

O presidente da LBP chamou também a atenção para o que se está a passar na Guarda, onde existe um regulamento de transportes programados de doentes que prevê a utilização de outros meios em vez das ambulâncias, nomeadamente táxis e transportes públicos.

Duarte Caldeira sublinhou que desde que entrou em vigor o protocolo há "uma redução substancial" no transporte de doentes por parte dos bombeiros, tendo-se registado nos dois primeiros meses deste ano um corte entre os 20 e os 25 por cento.

Para a LBP, a opção dos transportes públicos ou táxis coloca em "causa a qualidade do serviço prestado aos doentes" e o futuro laboral de centenas de bombeiros, tripulantes de ambulância, contratados pelas associações para fazer face, nos últimos 30 anos, às solicitações do "próprio Estado, através do Ministério da Saúde".

Inicialmente os bombeiros tinham falado numa greve, mas Duarte Caldeira disse que essa hipótese foi colocada de lado, uma vez que só "teria como consequência prejudicar os utentes".

A LBP lamenta também que o regime de financiamentos dos corpos de bombeiros, que "já era um compromisso do anterior executivo", não esteja previsto no Orçamento do Estado para este ano.

Duarte Caldeira considerou o regime de financiamento um "instrumento fundamental" para os corpos de bombeiros, sendo "a salvaguarda de sobrevivência destas instituições".

Como a questão do transporte de doentes é tutelada pelo Ministério da Saúde e o regime de financiamento deve ser criado pelo Ministério da Administração Interna, a Liga dos Bombeiros Portugueses decidiu fazer "diligências" junto do Presidente da República, primeiro ministro e partidos políticos com assento parlamentar.

ionline

Um morto e nove feridos em incêndio numa habitação em Sacavém

Um incêndio numa habitação em Sacavém, concelho de Loures, causou hoje de madrugada um morto e nove feridos, disse à agência Lusa fonte dos Bombeiros Voluntários de Sacavém, que se deslocaram ao local.

O incêndio afetou duas divisões da habitação, num prédio de três andares, disse a mesma fonte adiantando que o alerta foi dado à 01:40.

O incêndio, de causas ainda desconhecida, causou um morto - um homem de 70 anos - e nove feridos ligeiros, todos devido à inalação de fumo, sendo que um deles tinha um "pequeno ferimento num braço".

Lusa

quinta-feira, 4 de março de 2010

Salvar uma Vida: duas coisas fundamentais a divulgar

(Idiome Français) - (Idioma Francês)
Pour une fois 2 trucs intelligents à faire suivre

1. Pour les urgences
Les ambulanciers ont remarqué‚ que très souvent lors d'accidents de la route, les blessés ont un tél‚phone portable sur eux. Toutefois, lors des interventions, on ne sait jamais qui contacter dans ces listes interminables de contacts.

Les ambulanciers ont donc lancé l'idée que chacun d'entre nous rentre dans son répertoire, la personne à contacter en cas d'urgence sous le même pseudonyme. Le pseudonyme international connu est « ICE » ( In Case of Emergency).
C'est sous ce nom qu'il faut entrer le numéro de la personne à contacter, utilisable par les ambulanciers, la police, les pompiers ou les premiers secours.
Lorsque plusieurs personnes doivent être contactées on peut utiliser ICE1, ICE2, ICE3, etc. Facile à faire, ne coûte rien et peut apporter beaucoup. Si vous croyez en l'utilité de cette convention, faites passer le message afin que cela rentre dans les mœurs.

2. Accident Vasculaire Cérébral (AVC)
Cela peut servir !
Prenez quelques minutes pour lire ceci et peut-être sauver une vie et contribuer à faire connaître le danger que représente l'Accident Vasculaire Cérébral.
Lors d'un barbecue, Julie trébuche et fait une chute.
Elle affirme aux autres invités qu'elle va bien et qu'elle s'est accroché‚ les pieds à cause de ses nouveaux souliers.

Les amis l'aident à s'asseoir et lui apportent une nouvelle assiette.
Même si elle a l'air un peu secouée, Julie profite joyeusement du reste de l'après-midi... plus tard le mari de Julie téléphone à tous leurs amis pour dire que sa femme a été transportée à l'hôpital... Julie meurt à l8h. Elle avait eu un Accident Vasculaire Cérébral lors du barbecue. Si les personnes présentes avaient été en mesure d'identifier les signes d'un tel accident, Julie aurait pu être sauvée. Un neurologue dit que s'il peut atteindre une victime d'AVC dans les trois heures, il peut renverser entièrement les effets de la crise. Il affirme que le plus difficile est que l'AVC soit identifié, diagnostiqué et que le patient soit vu en moins de trois heures par un médecin.

Reconnaître les symptômes d'un AVC :
Poser trois questions très simples à la personne en crise :
1 Lui demander de SOURIRE
2 Lui demander de lever LES DEUX BRAS.
3 Lui demander de PRONONCER UNE PHRASE TRES SIMPLE (ex.. Le soleil est magnifique aujourd'hui).

Si elle a de la difficulté à exécuter l'une de ces tâches, appelez le 15 et décrivez les symptômes au répartiteur.
Selon un cardiologue, si tous ceux qui reçoivent cet e-mail l'envoient à leur tour à 10 personnes, une vie au moins pourrait être sauvée par jour.
Merci à toutes à tous

ON FAIT BIEN SUIVRE DES BLAGUES, DES PPS, ON PEUT BIEN FAIRE SUIVRE DES CHOSES UTILES, PENSEZ- Y! !

Envoyé par: Mr. Desarzens C. (Suisse)
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Duas coisas fundamentais a divulgar

1 - Para as urgências
Os elementos de socorro observaram que muito frequentemente na hora dos acidentes da estrada, os feridos inconscientes têm um telefone portátil sobre eles. No entanto, aquando das intervenções, nunca se sabe quem contactar destas listas intermináveis de contactos.

Os elementos de socorro por conseguinte lançaram a ideia que cada um de nós deve introduzir na sua lista de contactos, a pessoa a contactar em casos de urgência sob o mesmo pseudónimo. O pseudónimo internacional conhecido é “ICE” (In Case of Emergency – Em caso de Emergência). Sob este nome é necessário englobar o número da pessoa a contactar, que será utilizado pelas entidades que prestam socorro, pela polícia, os bombeiros ou os primeiros socorros. Quando há várias pessoas que devem ser contactadas poder-se-á utilizar ICE1, ICE2, ICE3, etc. É fácil de fazer, não custa nada e pode ajudar muito em muito no socorro. Se crê na utilidade desta convenção, faça passar a mensagem para que se torne num bom costume.

2 - Acidente Vascular Cerebral (AVC)
Isto pode ser útil.
Tomem alguns minutos para ler isto e uma vida talvez pode ser salva e contribui para indicar o perigo que representa um AVC - Acidente Vascular Cerebral.
Na hora de um churrasco, Julie tropeça e faz uma queda. Afirma aos outros convidados que está bem e que apenas tropeçou com um dos seus pés devido aos seus novos sapatos. Os amigos ajudam-na a sentar-se e trazem-lhe um novo prato.

Ainda que com um ar ligeiramente agitada, Julie aproveita alegremente o resto da tarde… mais tarde o marido de Julie telefona a todos os amigos a informar que a sua mulher foi transportada para o hospital... Julie morreu às l8h. Tinha tido um AVC - Acidente Vascular Cerebral durante o churrasco. Se as pessoas presentes tivessem estado em condições de identificar os sinais de tal acidente, Julie teria sido salva.

Um neurólogo diz que se pudermos compreender uma vítima de AVC durante as três horas seguintes, pode inverter-se inteiramente os efeitos da crise. Afirma que mais difícil é que o AVC deve ser identificado, diagnosticado e que o doente deve ser visto em menos de três horas por um médico.

Reconhecer os sintomas de um AVC
Fazer três perguntas muito simples à pessoa em crise:
1–Mandar-lhe SORRIR
2–Mandar-lhe levantar os DOIS BRAÇOS.
3–Mandar-lhe PRONUNCIAR UMA FRASE MUITO SIMPLES (exemplo. Hoje o sol está magnífico).
Se a pessoa tiver dificuldade em executar uma destas tarefas, deverá ligar de imediato para o 112 e descrever os sintomas ao telefonista. De acordo com um cardiologista, se todos os que lerem esta mensagem e a divulgarem a mais 10 pessoas, uma vida pelo menos pode ser salva por dia.
Obrigado pelos minutos dispensados

FAZ BEM UTILIZAR A INTERNET PARA ENVIAR COISAS QUE NOS FAÇAM RIR MAS TAMBÉM É IMPORTANTE ENVIAR COISAS ÚTEIS COMO ESTA, PENSE NISSO!

Enviado por : Mr. Desarzens C. (Suíça)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Delegação do NERGA reclama melhores estradas à Serra da Estrela

Suspensão da Concessão rodoviária não agradou aos empresários de Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital.
A delegação de Seia e Gouveia do Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA) escreveu ao ministro das Obras Públicas para reivindicar a construção dos Itinerários Complementares (IC) 6, 7 e 37.
Na missiva, os empresários enumeram os prejuízos que a suspensão das vias de ligação à Serra da Estrela, nomeadamente o IC6 (Covilhã – Coimbra), IC7 (Vendas de Galizes – Fornos de Algodres) e IC37 (Viseu – Seia) acarreta para os municípios de Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital. «Após décadas e décadas de atraso, solicitamos que [o Governo] cumpra com a palavra dada em relação à construção destas vias, a fim de evitar o definhamento e morte desta região».
«Não podemos ficar indiferentes a este recuo e, mais do que isso, não podemos ficar calados sabendo que pelo menos a ligação a Viseu (IC37) irá ser deixada para trás, facto que nos indigna sobremaneira», escreve o presidente da direcção da delegação de Seia e Gouveia do NERGA. António Campos frisa que esta ligação é «de importância fulcral para ultrapassar os problemas» e a sua não concretização destinará esta zona do país «à desertificação, à degradação social, à pobreza, à decadência económica, ao isolamento, ao declínio empresarial e ao envelhecimento populacional».
Sabendo do «elevado sentido de justiça social» por parte do ministro e «da boa-vontade do Governo em ajudar esta região», a Associação Empresarial, que representa a quase totalidade do tecido económico dos três concelhos, ficou «desencantada» com o anúncio do Governo, pelo facto de «conhecer a situação difícil em que se encontram os concelhos de Seia, Gouveia e Oliveira do Hospital, nos quais se verificou a falência e o encerramento de várias empresas que constituíam o pilar de desenvolvimento desta sub-região, atirando para o desemprego milhares de trabalhadores».
No entanto, refere António Campos, a suspensão da construção das estradas «tem repercussões inevitáveis não só em termos económicos, como também em termos sociais», sublinhando que a qualidade de vida desta comunidade «tem sido irremediavelmente afectada, se tivermos em conta que a capacidade de resposta em termos de mercado de trabalho é muito deficitária». Associada a esta realidade, a «cada vez mais acentuada saída de quadros técnicos desta zona», devido à pouca atractividade em termos profissionais, «aliada à estagnação das unidades empresariais ainda existentes, dado o isolamento a que estamos votados», são motivo já por si suficientes para a «fuga de elementos com capacidade inovadora e dinâmica que poderiam modificar significativamente o tecido empresarial existente».
Na carta enviada ao ministro das Obras Públicas, o NERGA faz também referência à remodelação e ampliação do Hospital de Seia, dotado de novas valências e tecnologia de ponta «mas com acessos condicionados», o que «tendem a subaproveitar» a unidade de saúde, integrada na ULS da Guarda, a 70 quilómetros de distância.
O dirigente do NERGA refere ainda que os três concelhos têm uma localização privilegiada em relação à Serra da Estrela, que recebe anualmente milhares e milhares de visitantes, «assumindo-se como um destino turístico cada vez mais forte», mas apesar de terem consciência que “o caminho que traz, também leva”, «a posição estratégica pode ter influência quer no escoamento, quer na captação de produtos, o que em termos económicos representa uma mais-valia se as condições devidas forem proporcionadas».
Insistindo na «constante necessidade» de cativar investimentos, sublinha que para tal «é fundamental que as redes viárias sejam melhoradas e os acessos facilitados, sob pena de protagonizarem recuos irremediáveis», frisa António Campos que tinham acolhido «com agrado» a notícia de que as obras iriam prosseguir, mas agora «com grande indignação conhecemos o contrário».
Porta da Estrela

Missão da UE parte para o Chile quinta-feira

A missão da União Europeia que quinta feira parte para o Chile, na sequência do sismo que atingiu aquele país, e que integra dois portugueses, vai fazer uma avaliação no terreno das principais necessidades.

O Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Leiria, José Manuel Moura, é o perito que a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) vai enviar para o Chile integrado numa equipa de avaliação e coordenação da União Europeia, no quadro do Mecanismo Comunitário de Protecção Civil, na sequência do pedido de assistência internacional das autoridades chilenas.

Em conferência de imprensa, José Manuel Moura explicou que a missão tem por objectivo identificar as necessidades para que depois Bruxelas "envie uma nova remessa" daquilo que o Chile necessita.

"Vamos avaliar a situação no terreno, colocar-nos à disposição das autoridades locais e fazer a articulação com todas as equipas internacionais no terreno", disse, adiantando que mais detalhes da missão só vão ser conhecidos após a reunião que hoje se realiza em Bruxelas, antes da partida para Santiago do Chile.

Segundo o CODIS de Leiria, o Chile não pediu equipas de emergência de busca e salvamento, tendo solicitado meios para suportar a logística dos dois milhões de pessoas afectadas.

Também presente na conferencia de imprensa, o cônsul do Chile em Lisboa, Erwan Varas, referiu que o pedido de ajuda internacional foi lançado cerca de 50 horas depois do sismo porque os chilenos "sabem quais os procedimentos" e têm "equipas para responder às necessidades imediatas".

"O Chile tem um organismo de protecção civil, estamos habituados a ter catástrofes naturais. Temos terramotos quase todos os anos. A primeira coisa que tínhamos que fazer era chegar ao terreno e fazer uma avaliação das necessidades", disse, acrescentando que as equipas internacionais tem que fazer uma avaliação com a protecção civil local que está a coordenar todas as operações.

Para o cônsul, esta coordenação é fundamental para que não exista "uma desorganização e duplicações de ajudas internacionais".

Segundo Erwan Varas, a maioria dos países têm enviado a ajuda solicitada pelo Chile.

Além de José Manuel Moura, a missão da UE é ainda composta por uma outra portuguesa, Vera Goldschmidt, que é a oficial de ligação do Mecanismo Europeia de Protecção Civil.

A missão da União Europeia, composta por seis elementos, vai ficar no Chile até 19 de Março.

O presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Arnaldo Cruz, salientou que Portugal tem uma "dívida grande" com o Chile, uma vez que tem "beneficiado" da ajuda de bombeiros chilenos no combate a incêndios florestais, tendo seis perdido a vida num fogo na Guarda, em 2006.

Disse ainda que na retaguarda está preparada uma equipa para seguir para o Chile, tendo o presidente da Câmara de Lisboa já disponibilizado os bombeiros sapadores.

Segundo o último balanço oficial do sismo de magnitude 8,8 na escala aberta de Richter é de 799 mortos e dois milhões de pessoas afectadas.

JN