segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bombeiros Agredidos Desistem das Queixas... (Assim Nunca Vamos Acabar Com Este Problema!)

Agressores acabam muitas vezes por pedir desculpas que são aceites pelos soldados da paz.
A maioria dos bombeiros das corporações da nossa região que são alvo de agressões durante o exercício das suas funções opta por desistir mais tarde da queixa judicial inviabilizando que os agressores sejam punidos. Nos últimos dois anos ocorreram diversas situações de agressões a bombeiros em Tomar, Abrantes, Almeirim e Alverca do Ribatejo mas segundo conseguimos apurar apenas dois destes episódios (Pego e Almeirim) vão seguir para a barra dos tribunais.
Os dois socorristas dos Bombeiros Voluntários de Alverca do Ribatejo, que foram agredidos na manhã de 17 de Outubro de 2008, quando tentaram evitar o suicídio de um homem que ameaçava atirar-se a um poço desistiram de accionar queixa. Dília Coelho e Paulo Martins sofreram hematomas, equimoses e traumatismos. Foram assistidos no hospital de Vila Franca de Xira e tiveram alta horas depois. Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alverca do Ribatejo, Alberto Fernandes, na altura foi formalizada acusação às autoridades mas mais tarde, e após o pedido de desculpas do agressor, os operacionais optaram por não apresentar queixa.
O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém, Adelino Gomes, confirmou a O MIRANTE que a maioria dos bombeiros que são alvo de agressões acaba por desculpar os agressores uma vez que entende que estes actos são praticados numa situação em que os ânimos se encontram exaltados. “Os bombeiros sabem que as pessoas não praticam estes actos por maldade e quase todos pedem desculpa mais tarde, presencialmente ou por escrito, que acabam por ser aceites”, aponta o responsável. De acordo com Adelino Gomes apenas os casos de agressões mais graves, que envolvem internamento hospitalar e acarretam custos conhecem desenvolvimentos judiciais.
Como é o caso de agressões cometidas contra três socorristas dos Bombeiros Municipais de Abrantes, a 1 de Janeiro de 2009. Os três Soldados da Paz deslocaram-se ao Pego na ambulância do INEM para socorrer um homem que estava caído junto à EN 118. Dois homens que estavam no local agrediram os socorristas com murros e pontapés alegando que o socorro tinha demorado muito tempo a chegar. A ambulância foi danificada com pedras e ficou com um vidro partido. A Câmara de Abrantes deliberou apresentar queixa junto do Ministério Público.Já os elementos da mesma corporação que foram agredidos a 18 de Abril de 2008 em Vale de Rãs pelos familiares de um idoso que acabou por falecer a caminho do Hospital de Abrantes, optaram por desistir da queixa mesmo depois da autarquia ter manifestado a sua intenção de actuar junto do Ministério Público.
Procedimento igual tiveram os dois bombeiros que foram agredidos em Tomar, na madrugada de 5 de Dezembro de 2008, quando combatiam um fogo no bairro do Flecheiro em Tomar e que provocou a morte de um dos moradores de uma barraca. Apesar de prestarem declarações na polícia nenhum deles quis avançar com queixa, nestes casos em concreto por temerem sofrer mais represálias.
Final diferente vai ter o caso que se registou em Julho em Paço dos Negros, freguesia de Fazendas de Almeirim, durante uma prova de supercross. Elementos da corporação que estavam de serviço na iniciativa, foram alvo de agressões e injúrias. A situação ocorreu quase no final da iniciativa, quando um elemento de uma equipa pretendeu entrar à força no posto médico onde estava a ser assistido um piloto. Segundo apurámos, o caso vai mesmo ser julgado no Tribunal de Almeirim.
Recorde-se que o Governo aprovou a 3 de Setembro um decreto que pretende reforçar o patrocínio judiciário por parte do Estado aos bombeiros ofendidos ou agredidos no âmbito do exercício das suas funções profissionais. A medida foi anunciada no final do Conselho de Ministros, pelo titular da pasta da Presidência, Pedro Silva Pereira, que referiu que esse auxílio judiciário aplica-se aos processos judiciais em que os bombeiros sejam demandados ou demandantes.
Recorde-se que o Governo aprovou a 3 de Setembro um decreto que pretende reforçar o patrocínio judiciário por parte do Estado aos bombeiros ofendidos ou agredidos no âmbito do exercício das suas funções profissionais.
Fonte: http://portuga-coruche.blogs.sapo.pt/226494.html - (in bombeirosparasempre)

domingo, 11 de outubro de 2009

Incêndios Florestais no Sul da Califórnia - Setempro 2009

Enviado por: Victor P.

sábado, 10 de outubro de 2009

Hummmmm, Não Vai ser Fácil

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Obama é o Nobel da Paz de 2009

Presidente dos EUA levou prêmio por sua ação pró-desarmamento nuclear.
Prêmio vai ser entregue em 10 de dezembro, em Oslo, na Noruega.
O presidente dos EUA, Barack Obama, venceu o Prêmio Nobel da Paz na edição 2009. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9), em Oslo, na Noruega, pelo comitê do Nobel.
O prêmio foi dado por conta dos apelos do presidente pelo desarmamento nuclear e por seu trabalho pela paz mundial."
O comitê deu muita importância à visão e aos esforços de Obama na perspectiva de um mundo sem armas nucleares", disse o presidente do Comitê Nobel da Noruega, Thorbjoern Jagland. "Muito raramente uma pessoa com a influência de Obama capturou a atenção do mundo e deu às pessoas a esperança de um futuro melhor."
O comitê também citou por os "esforços extraordinários" do democrata "para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".
O comitê não deu o telefonema tradicional para avisar Obama da premiação. Mas não adiantou: Obama foi acordado de madrugada por uma ligação do porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, com a notícia. Ele se disse "honrado" com a escolha do comitê.
Agenda internacional ambiciosa
Obaama, que assumiu em 20 de janeiro deste ano, depois de um processo eleitoral histórico no ano anterior, chegou à Casa Branca com uma agenda internacional ambiciosa, além de enfrentar internamente os efeitos da crise financeira do ano anterior.
Ele trabalhou desde o começo de sua gestão pelo desarmamento nuclear, também tentou recomeçar, ainda que sem sucesso imediato, o processo de paz no Oriente Médio, além de buscar levar a um final honroso as intervenções militares no Afeganistão e no Iraque, iniciadas após o 11 de Setembro por seu antecessor, o republicano George W. Bush.
Em 24 de Setembro, Obama presidiu uma reunião histórica do Conselho de Segurança da ONU, em que foi aprovada uma resolução pró-desarmamento nuclear. Ele tenta a via diplomática para resolver as questões nucleares do Irã e da Coreia do Norte, incluídos por Bush no chamado "eixo do mal".
Primeiro afro-americano a assumir a presidência dos EUA, Obama irá receber um prêmio de dez milhões de coroas suecas, o equivalente a U$ 1,4 milhão (R$ 2,433 milhão). O prêmio será entregue em Oslo no próximo 10 de dezembro.
Obama é o terceiro político de alto escalão do Partido Democrata dos EUA a vencer o prêmio nesta década. Antes dele, ganharam o ex-presidente Jimmy Carter, em 2002, e o ex-vice-presidente Al Gore, em 2007.
Fonte: Portal G1

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Incêndio Industrial de Grandes Dimensões em Vila do Conde

Acidente na EN 231 Provocou Dois Mortos

A vereadora do PS de Nelas, Natália Coelho, é uma das duas vítimas mortais do acidente desta quinta-feira, na sequência de uma colisão entre um Renault Clio e um camião, na Estrada Nacional 231 entre Viseu e Nelas, na aldeia de Oliveira de Barreiros.
Segundo apurou o CM, Natália Coelho, de 46 anos, mandatária da candidata do PSD, Isaura Pedro, nas próximas eleições ia acompanhada da prima, Clara Coelho Moreira, de 56, que também teve morte imediata.
As duas eram ocupantes do veículo ligeiro, que seguia no sentido Viseu-Nelas, tendo-se despistado no que se presume ser na sequência do piso molhado e da presença de combustível na via.
O veículo entrou na faixa contrária e embateu frontalmente num pesado de mercadorias, com o condutor deste a sair ileso.
Os bombeiros já removeram os corpos das vítimas, que se encontram no Gabinete do Instituto Legal do Hospital de Viseu.
A circulação da Estrada Nacional 231 já foi, entretanto, retomada.
CM

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Técnicos de Emergência Querem Mais Fiscalização nos Bombeiros

A Associação Nacional de Técnicos de Emergência Hospitalar (ANTEPH) critica a falta de fiscalização exercida sobre os bombeiros voluntários no que toca ao transporte de doentes por menores de idade. E quer que o Ministério Público actue.
A existência de menores de idade a transportarem doentes e cadáveres "é ainda mais grave no norte e no interior do país" alerta Nelson Batista, dirigente da Associação Nacional de Técnicos de Emergência Hospitalar (ANTEPH). A denúncia surge na sequência do artigo do Expresso "Miúdos em missão ilegal".
Nelson Batista critica a "inércia das autoridades, já que ninguém fiscaliza nada".
E diz que a ANTEPH já estabeleceu contactos com o ministério público "para ver se a lei é aplicada".
Para o técnico de emergência hospitalar o problema de desrespeito pela lei deve-se sobretudo "à impunidade, porque ninguem fiscaliza a aplicação da lei".
Expresso

terça-feira, 6 de outubro de 2009

GNR e Bombeiros em Guerra por Causa do Uso de Contra-fogo

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, acusou, na semana passada,
"alguns elementos da GNR" de "tratarem os bombeiros como pirómanos" ao se oporem a acções de contra-fogo no combate a incêndios como se de fogo posto se tratasse.
A situação tem originado conflitos como o que aconteceu a 24 de Setembro num incêndio em Vimioso, Bragança, em que, enquanto as chamas lavravam, bombeiros e GNR discutiam a legitimidade do uso do fogo no combate.
Para Duarte Caldeira, a "situação é lamentável por envolver profissionais do mesmo ofício", ambos agentes da Protecção Civil e do dispositivo de combate a incêndios.
Em causa está a actuação de alguns elementos dos GIPS, os grupos de intervenção, de protecção e socorro, da GNR que, segundo o presidente da liga, "a coberto da lei, tratam os bombeiros como marginais pirómanos".
Adiantou ainda que as situações de conflito têm ocorrido com maior frequência em Trás-os-Montes, onde no dia 24 de Setembro, dois bombeiros, o segundo comandante e o chefe de equipa da corporação de Vimioso, foram identificados pelo GIPS por estarem a realizar uma acção vulgarmente conhecida por "contra-fogo".
O comandante da corporação, João Noel, disse à Lusa que os bombeiros agiram dentro da lei que "seria caricato se fossem acusados de fogo posto" por uma situação que atribui "a excesso de zelo e não cumprimento do que está estabelecido por parte dos GIPS".
Técnica usada a título excepcional A técnica do uso do fogo para supressão do incêndio faz parte dos manuais dos bombeiros e é aprendida na escola nacional onde recebem formação.
A lei geral proíbe o uso do fogo, sobretudo na época crítica de incêndios, mas uma directiva da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC), de Abril de 2009, ressalva a técnica usado pelos bombeiros.
A norma autoriza o recurso a métodos de combate indirecto, através, entre outros meios, "da utilização coordenada de fogo de supressão, sob a responsabilidade de técnico credenciado para o efeito pela Autoridade Florestal Nacional ou, após autorização expressa da estrutura de comando da ANPC".
Porém, para o presidente da Liga, Duarte Caldeira, o problema reside na legislação e em concreto no "regulamento técnico do uso do fogo que foi feito não distinguindo os bombeiros dos que utilizam o fogo de forma indevida".
Legislação dúbia Duarte Caldeira atribui "ao carácter dúbio da legislação" e "à atitude de precipitação ou exorbitação de autoridade" dos GIPS a inclusão da técnica do contra fogo na proibição do uso indevido de fogo e a sua equiparação a uma acção de fogo posto.
O presidente da Liga defende que "urge tomar medidas" e disse que já comunicou ao presidente da ANPC que, ainda esta semana, lhe fará chegar por escrito o relato dos incidentes, pedindo "as melhores diligências no sentido de obstar a que continuem a ocorrer situações destas".
Para Duarte Caldeira, a ANPC e o comando Geral da GNR "têm de, entre si, definir procedimentos".
A Lusa contactou a ANPC que remeteu o caso para o Comando Geral da GNR.
O órgão que tutela os GIPS solicitou que as questões fossem apresentadas por escrito sem que, até ao momento, tenha respondido às mesmas.
Lusa

Protecção Civil Vai Averiguar Transporte de Cadáveres por Bombeiros Menores

A Autoridade Nacional de Protecção Civil anunciou que vai "dar início a averiguações aos factos revelados pelo Expresso".
Em causa estão os relatos de vários miúdos, voluntários nos bombeiros, que fazem transporte de doentes e de cadáveres, o que lhes é interditado por lei.
O presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Major-General Arnaldo Cruz, ordenou, no sábado, a averiguação das situações descritas no artigo publicado pelo Expresso.
Até à publicação da notícia, a ANPC referia desconhecer qualquer situação anómala relacionada com menores de idade utilizados em actividades operacionais.
Agora, quer que os comandantes Distritais de Operações de Socorro (CODIS) que tutelam os quarteis referidos no artigo, expliquem os factos.
A actividade operacional está vedada por lei aos jovens com menos de 18 anos, mas um pouco por todo o país há miúdos de 13, 15 e 17 anos a transportar doentes e cadáveres.
O Expresso falou com seis desses jovens nos bombeiros voluntários do Sul e Sueste, Dafundo e Fundão.
Expresso

Miúdos Bombeiros Tansportam Cadáveres

O primeiro serviço ainda está fresco na memória. Ricardo Pimenta tinha 15 anos e estava de piquete no quartel dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste. Tinham sido chamados para a remoção de um cadáver de alguém que tinha morrido em casa. Quando lá chegaram, viram "uma senhora caída com a massa encefálica à mostra. A polícia disse que já devia estar morta há quatro dias".
Ricardo conta o episódio num tom natural, sem inflexões. A distância temporal assim o permite. Passou mais de um ano desde esse "primeiro serviço". Agora estas situações "já não impressionam tanto", sussurra, esboçando um sorriso na cara imberbe. Conta que até brinca com uma colega sobre quem mais mortos recolheu. Mas na realidade, não foram tantos assim. Desde que deixou só de tocar caixa na fanfarra e passou a integrar o grupo de cadetes do quartel fez "apenas" quatro transportes para a morgue.
(Ricardo e Fabian, 16 e 17 anos, dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste contaram-nos que já transportaram doentes do hospital para a morgue. Às vezes, fazem piquetes de 24h ao fim-de-semana.)
Este não é o tipo de serviço que agrade ao amigo e companheiro de aventuras, Fabian Raposo Diaz. Aos 17 anos, Fabian troca facilmente o clarim da fanfarra pela actividade operacional dos bombeiros, mas dispensa os que impliquem transporte de cadáveres. No único que diz ter feito, passou o tempo todo a trocar mensagens com a mãe via telemóvel, procurando "apoio moral". É a própria mãe, Maria, que nos relata que para o acalmar lhe dizia: "Lembra-te que a pessoa já faleceu e não te vai fazer mal". Orgulhosa do seu petiz, deixa um conselho: "Deixemos os nossos filhos aprenderem com a realidade da vida".
Ricardo e Fabian são adolescentes voluntariosos, mas sem a clara noção de que para "ajudar os outros" estão a violar a lei. Como eles, um pouco por todo o país há menores de idade a participar em operações que lhes são interditadas.
Desde Junho de 2007 que "é vedado o exercício de actividade operacional" aos infantes e cadetes dos bombeiros. Ou seja, estão proibidos de transportar doentes para uma consulta ou um tratamento hospitalar, de irem buscar pessoas que morreram em casa, deslocarem-se a uma situação de emergência ou ajudarem no combate aos fogos, mesmo como figuras de segunda linha.
(Ana, à esquerda e Sílvia, no centro, de 13 e 17 anos, dos BV do Fundão, já acudiram a emergências, e a mais nova não esquece uma situação em que uma senhora lhe desmaiou nos braços.)
Eles reagem de imediato: "Acha que gostaríamos de chegar ao quartel e ficar sempre em terra?", questiona Fabian. "É a ajudar os socorristas nos acidentes que aprendemos mais", garante Ricardo, argumentando que até já frequentaram cursos de socorrismo, mas não têm idade para fazer o exame.
O comandante dos BV do Sul e Sueste, António Reis, defende-se de responsabilidades quanto à operacionalidade dos seus nove cadetes: "Se saíram para emergências foi à revelia. Pela calada da noite enfiam-se nas ambulâncias". Admite apenas que eles fazem "serviço de rotina de transporte de idosos para o hospital" e que "por vezes acabam por apanhá-los mortos em casa". Por seu lado, os dois adolescente defendem o comandante com unhas e dentes como "responsável" e "sempre atento".
É assim com todos os menores contactados pelo Expresso. Sérgio e Marcos (ambos com 15 anos), infantes dos BV do Dafundo também defendem o seu comandante, ao mesmo tempo que dizem que "sem a adrenalina, perdia o interesse". O comandante deles, Carlos Jaime, não compreende porque é que "nos bombeiros só podem levar uma pessoa ao hospital a partir dos 18, se o direito ao trabalho existe a partir dos 16 e podem ir para a tropa aos 17".
Para estes jovens a experiência é uma aprendizagem. "Crescemos como homens", sublinha Sérgio, cujo sonho é apagar fogos. O serviço mais emocionante que teve até agora foi o de ajudar a evacuar os doentes do Hospital S. Francisco Xavier na sequência de um incêndio. O amigo Marcos, não esquece a aflição que sentiu por não terem chegado a tempo ao socorro a uma menina de seis anos que se tinha cortado nos pulsos. "Impressionou-me pela aflição do motorista da ambulância e dos vizinhos".
"Nestas idades, os mecanismos de reacção à adversidade ou a capacidade de compreensão não são as mesmas que as de um adulto", explica Jorge Silva, psicólogo e bombeiro voluntário. O psicólogo desconhece qualquer situação de um adolescente traumatizado, mas acha que "não devemos colocar menores ao serviço da comunidade". E sublinha: "Um miúdo de 13 ou 15 anos estará sempre mais vulnerável do que um adulto".
Protecção Civil desconhece casos
Questionada pelo Expresso sobre os casos de violação à lei, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) esclarece que, desde que a lei entrou em vigor, "não recebeu quaisquer denúncias, nem foram detectadas quaisquer situações anómalas". E que, "se o comando distrital tivesse conhecimento de situações, seriam de imediato tomadas as medidas adequadas ao esclarecimento dos factos e respectivo procedimento, junto de quem tem a responsabilidade de zelar pelo cumprimento e aplicação da legislação".
(Marcos e Sérgio, dos BV do Dafundo, ambos de 15 anos, dizem que a actividade dos bombeiros os faz «crescer como homens». Transportam doentes e participam em emergências.)
Na realidade, alguns comandantes de corporações com quem falámos e que admitem abertamente que rapazes ou raparigas de 15, 16 ou 17 anos são terceiros elementos no transporte de doentes, parecem ignorar que esta actividade é uma das interditadas aos menores. Por exemplo, o comandante António Antunes, dos BV do Fundão, fala com naturalidade sobre apoio de segunda linha feito por cadetes com curso de socorrismo no transporte de doentes, "numa situação em que não tenha mais ninguém à mão". Mas garante que não envia nenhum para uma emergência: "Não os quero em stresse", justifica.
A sua cadete Sílvia, de 17 anos recorda o "primeiro acidente" aos 16 anos: "marcou-me ver o carro ao contrário e ver as pessoas todas ainda lá dentro". E até Ana, de 13, já tem aventuras para contar: "Fomos chamados para atender uma senhora que se tinha sentido mal porque o marido tinha morrido na véspera. A filha estava muito agitada e caiu-me nos braços".
Duarte Caldeira, presidente da Liga Nacional de Bombeiros, quer "desmistificar a ideia de que se utiliza mão-de-obra de jovens por falta da de adultos". E está convicto de que "está em vias de extinção a utilização de jovens para tarefas para as quais não têm idade, nem enquadramento legal". Mas admite que "não possa excluir a existência de más práticas em alguns corpos de bombeiros".
PONTOS DE VISTA
"Os menores de 18 anos não devem, nem podem, ser voluntários", afirma a presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado. Elza Chambel garante que não deixaria as suas netas de 9 e 13 anos sequer participar nas acções de recolha de alimentos do Banco Alimentar, pois existe o "problema do risco". A lei indica que só podem beneficiar do seguro social voluntário os maiores de 18 anos. E lembra: "A gente mais nova é muito voluntariosa, extremamente impulsiva e sem redutores mentais" e "somos muito facilitadores".
O DL nº247/2007 diz que o universo de recrutamento de infantes é feito entre os 6 e os 16 anos e o de cadetes entre os 16 e os 18 anos. Uns e outros integram a apólice de seguros do quadro de reserva e não podem ter actividade operacional. As escolas de cadetes e infantes têm uma função lúdica ligada à cultura de protecção e socorro. Tal como nos programas de voluntariado do Instituto Português da Juventude, a adesão de menores de 18 anos implica a autorização dos pais por escrito.
"Há comandantes de bombeiros que deixam passar estas situações (de cadetes a fazerem serviços operacionais) porque não têm homens suficientes. O voluntariado está em crise", argumenta Fernando Curto da Associação de Bombeiros Profissionais.
Expresso

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Auto-tanque dos Bombeiros Envolvido em Acidente

Cinco ocupantes de um automóvel ficaram hoje feridos quando a viatura entrou em despiste, à entrada da A3, no Porto, e embateu num auto-tanque do Batalhão de Sapadores Bombeiros que procedia à limpeza do pavimento, disse fonte daquela corporação.
De acordo com a fonte, o acidente ocorreu pouco depois das 7, após o nó das auto-estradas (confluência da A3 e Via de Cintura Interna), no sentido sul-norte.
No automóvel que se despistou e que embateu no auto-tanque seguiam quatro mulheres e um homem, com idades entre 18 e 25 anos, que foram conduzidos ao Hospital de São João com ferimentos que a fonte disse serem ligeiros.
Um dos ocupantes teve de ser retirado da viatura com recurso a equipamento de desencarceramento.
A fonte garantiu que a presença da viatura dos bombeiros na auto-estrada, nos trabalhos de limpeza,«estava devidamente sinalizada».
O Batalhão de Sapadores Bombeiros assinalou também a ocorrência do despiste de um automóvel de grande cilindrada, que, segundo disse, «ficou literalmente partido em dois».
«O estranho é que os bombeiros, ao chegarem ao local, não encontraram qualquer ocupante. Só lá estava mesmo a viatura», disse a fonte.
O acidente ocorreu cerca das 00h35 no sentido Freixo-Arrábida da Via de Cintura Interna, junto ao viaduto do Amial.
O automóvel partiu-se ao embater nos separadores e a parte traseira incendiou-se enquanto que a parte dianteira foi projectada cerca de 50 metros.
Lusa / SOL

Bombeiros Portugueses Uma Vez Mais de Luto

Os Bombeiros Voluntários de Óbidos estão de luto com a morte de um elemento, na sequência da colisão frontal entre duas motos, que também vitimou o outro condutor, na madrugada de ontem, em Serro Ventoso, Porto de Mós.
Nuno Servolo, 28 anos, bombeiro de 3ª classe e operador alimentar num cash & carry, residia em Gaeiras, Óbidos, e estava com amigos em Porto de Mós quando foi desafiado a experimentar um motociclo de grande cilindrada.
Como o bombeiro tardava em regressar, um dos amigos, Hélder Filipe, 28 anos, camionista residente em Famalicão da Nazaré, resolveu partir ao seu encontro.
Numa curva da EN362, à entrada de Serro Ventoso, Hélder Filipe terá saído da sua faixa, chocando de frente com Nuno Servolo.
Hélder Filipe foi projectado contra um poste de luz e teve morte imediata, enquanto Nuno Servolo foi transportado ainda com vida para o Hospital de Leiria, onde viria a falecer.
No quartel dos Bombeiros de Óbidos, ontem, era grande a consternação. Nuno Servolo era visto como “um bom profissional” e uma pessoa “muito cuidadosa”, segundo o 2º comandante da corporação, Marco Martins.
Em sinal de luto foi colocada uma tarja preta em todas as viaturas dos bombeiros, que ostentavam também uma faixa da mesma cor no braço.
PORMENORES
SOCORRO
O socorro foi prestado por nove elementos e três viaturas dos Bombeiros de Porto de Mós. A estrada ficou interrompida algumas horas para a remoção dos corpos e dos motociclos e lavagem da via. A GNR tomou conta da ocorrência.
FILHO COM APENAS QUATRO ANOS
O corpo do bombeiro será autopsiado na terça-feira e depois ficará em câmara ardente no quartel de Óbidos, sob guarda de honra.
O funeral será no dia seguinte, no cemitério das Gaeiras, sendo a urna transportada num carro antigo da corporação. Bombeiro há um ano, Nuno Servolo era casado e tinha um filho de apenas 4 anos.
CM

domingo, 4 de outubro de 2009

Jovem Alcoolizado Rouba Ambulância do INEM

Aproveitou ausência da tripulação e levou a viatura, mas foi mandado parar pela GNR. Não tinha carta...
Um jovem de 24 anos, natural da freguesia da Orca, concelho do Fundão, foi detido pela GNR, ontem de madrugada, minutos depois de ter roubado uma ambulância de Suporte Básico de Vida do INEM que se encontrava estacionada junto ao quartel dos Bombeiros do Fundão.
O caso ocorreu poucos minutos depois das quatro da madrugada e surpreendeu os tripulantes da ambulância que tinham regressado de um serviço e se preparavam para limpar o veículo.
"Foram ao quartel buscar o material de limpeza e quando regressaram só já viram a ambulância a andar", contou ao DN uma testemunha.
Temendo que o veículo apenas tivesse ficado destravado, os dois funcionários do INEM ainda correram atrás da ambulância, contudo depressa perceberam que esta estava a ser conduzida por alguém.
A "aventura" do jovem condutor durou pouco tempo, porque a menos de três quilómetros do local do roubo foi interceptado pela GNR, que ali realizava uma operação de fiscalização rodoviária.
Ao perceberem que o condutor do veículo não era funcionário do INEM, os militares deram-lhe ordem de paragem e detiveram-no pelo crime de furto.
Realizaram-lhe o teste de alcoolémia, que acusou 0,84 gr/l/s, e concluiram que o jovem não tinha carta.
DN

sábado, 3 de outubro de 2009

Sapadores Bombeiros Farão as Honras nas Comemorações do 5 de Outubro

O Regimento de Sapadores Bombeiros foi a entidade escolhida pela Câmara de Lisboa para fazer as honras oficiais nas comemorações do 5 de Outubro e não a GNR que foi dispensada pela autarquia dessa função.
«Quem irá fazer as honras será o regimento de sapadores bombeiros, como parece adequado», disse fonte do gabinete do presidente da Câmara de Lisboa.
Até quinta-feira estava prevista a participação da Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE) da GNR mas a Câmara decidiu optar pelos Sapadores Bombeiros.
A GNR não vai estar presente nas comemorações do 5 de Outubro porque a autarquia entendeu que não era necessário a sua presença dado o perfil da cerimónia, disse à lusa fonte do Comando Geral da GNR.
A informação de que a Câmara «prescindia» da presença da GNR chegou sexta-feira à tarde ao comando geral da GNR, acrescentou a mesma fonte.
Caso a GNR estivesse presente nas cerimónias, haveria apenas guarda de honra ao estandarte (bandeira) e ao hino nacional e não a quem presidia à celebração já que o Presidente da República não estará presente.
A cerimónia contará com a presença do primeiro-ministro e do presidente da Câmara mas apenas a presidente da Assembleia Municipal, Paula Teixeira da Cruz, irá discursar nas comemorações dos 99 anos da República.
Lusa / SOL

Área Ardida Foi Seis Vezes Superior à de 2008

Até 30 de Setembro arderam seis vezes mais hectares de floresta que em igual período de 2008, informa a «Lusa».
Este ano, até àquela data, arderam cerca de 77 mil hectares de floresta e mato.
A Protecção Civil atribuiu este aumento essencialmente a factores humanos.
O comandante operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Gil Martins, destacou, esta sexta-feira a elevada percentagem de fogos (40%) que começaram durante a noite, em Agosto e Setembro, o que indica causas humanas.
«Houve um aumento significativo do número de incêndios à noite», afirmou Gil Martins numa conferência de imprensa, em Carnaxide, Oeiras, onde foram apresentados os dados relativos aos incêndios florestais recolhidos até 30 de Setembro deste ano.
IOL

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Portugal É o Terceiro País da UE Mais Atingido

Só a Espanha e a Itália foram mais fustigadas por incêndios florestais do que Portugal, em 2009, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), tutelado pelo Instituto para o Ambiente e Sustentabilidade da Comissão Europeia.
Este documento, citado pela Lusa, aponta que entre 1 de Janeiro e 3 de Setembro arderam 48 729 hectares em Portugal, com principal incidência no norte do país e, sobretudo, no final do mês de Agosto.
As zonas mais atingidas pelas chamas foram zonas florestais e de produção de madeiras - cerca de 40 por cento. Enquanto 13,32 por cento eram terrenos agrícolas.
Da área total afectada pelos incêndios florestais este ano, em Portugal, cerca de 11 435 hectares de terreno ardido (23 por cento) pertencem à rede Natura 2000.
Maior incêndio da Europa.
O relatório salienta ainda que o maior incêndio registado na Europa foi o que ocorreu na região de Sortelha (Guarda), no final de Agosto, que queimou cerca de 9841 hectares.
No dia 22 de Setembro, a Autoridade Florestal Nacional anunciou que mais de 58 mil hectares de floresta e mato arderam desde o início do ano, quase cinco vezes mais do que no mesmo período de 2008, segundo dados provisórios.
IOL

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Protecção Civil Alivia Meios de Combate aos Fogos

Esta quinta-feira, primeiro dia de Outubro, começa uma nova fase no combate aos incêndios, com a Protecção Civil a aliviar o dispositivo.
Apesar de só sexta-feira ser possível conhecer dados actualizados sobre a área ardida, já é possível concluir que o ano foi bastante pior que 2008.
O plano de combate aos fogos florestais entra, esta quinta-feira, na Fase Delta, com uma redução de meios de quase 50 por cento em relação à fase anterior.
Há mais de 5400 elementos de prevenção, mais de 1200 veículos de vários agentes no terreno e 19 meios aéreos. Até 15 de Setembro, a área ardida foi quase cinco vezes superior à registada no mesmo período de 2008.
De acordo com o relatório provisório da Autoridade Florestal Nacional, mais de 58 mil hectares de floresta e mato arderam desde o início do ano.
O distrito do Porto foi o que registou mais incêndios, mas o distrito de Guarda foi o que apresentou a maior percentagem de área queimada, com quase 17 mil hectares destruídos.
Na lista de distritos com mais área ardida seguem-se Bragança, Vila Real, Porto, Viseu e Braga.
O relatório provisório refere ainda que a maior parte dos incêndios ocorreram durante o mês de Agosto.
TSF / Rute Fonseca

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

"Há Bombeiros a Ser Tratados Como Pirómanos"

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, acusou hoje "alguns elementos da GNR" de "tratarem os bombeiros como pirómanos" ao se oporem a acções de contra fogo no combate a incêndios como se de fogo posto se tratasse.
Segundo disse à Lusa, a situação tem originado conflitos como o que aconteceu a 24 de Setembro num incêndio em Vimioso, Bragança, em que, enquanto as chamas lavravam, bombeiros e GNR discutiam a legitimidade do uso do fogo no combate.
Para Duarte Caldeira, a "situação é lamentável por envolver profissionais do mesmo ofício", ambos agentes da Protecção Civil e do dispositivo de combate a incêndios.
Em causa está a actuação de alguns elementos dos GIPS, os grupos de intervenção, de protecção e socorro, da GNR que, segundo o presidente da liga, "a coberto da lei, tratam os bombeiros como marginais pirómanos".
Adiantou ainda que as situações de conflito têm ocorrido com maior frequência em Trás-os-Montes, onde no dia 24 de Setembro, dois bombeiros, o segundo comandante e o chefe de equipa da corporação de Vimioso, foram identificados pelo GIPS por estarem a realizar uma acção vulgarmente conhecida por "contra-fogo".
O comandante da corporação, João Noel, disse à Lusa que os bombeiros agiram dentro da lei que "seria caricato se fossem acusados de fogo posto" por uma situação que atribui "a excesso de zelo e não cumprimento do que está estabelecido por parte dos GIPS".
A técnica do uso do fogo para supressão do incêndio faz parte dos manuais dos bombeiros e é aprendida na escola nacional onde recebem formação.
A lei geral proíbe o uso do fogo, sobretudo na época crítica de incêndios, mas uma directiva da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC), de Abril de 2009, ressalva a técnica usado pelos bombeiros.
A norma autoriza o recurso a métodos de combate indirecto, através, entre outros meios, "da utilização coordenada de fogo de supressão, sob a responsabilidade de técnico credenciado para o efeito pela Autoridade Florestal Nacional ou, após autorização expressa da estrutura de comando da ANPC".
Porém, para o presidente da Liga, Duarte Caldeira, o problema reside na legislação e em concreto no "regulamento técnico do uso do fogo que foi feito não distinguindo os bombeiros dos que utilizam o fogo de forma indevida".
Duarte Caldeira atribui "ao carácter dúbio da legislação" e "à atitude de precipitação ou exorbitação de autoridade" dos GIPS a inclusão da técnica do contra fogo na proibição do uso indevido de fogo e a sua equiparação a uma acção de fogo posto.
O presidente da Liga defende que "urge tomar medidas" e disse que já comunicou ao presidente da ANPC que, ainda esta semana, lhe fará chegar por escrito o relato dos incidentes, pedindo "as melhores diligências no sentido de obstar a que continuem a ocorrer situações destas".
Para Duarte Caldeira, a ANPC e o comando Geral da GNR "têm de, entre si, definir procedimentos".
A Lusa contactou a ANPC que remeteu o caso para o Comando Geral da GNR.
O órgão que tutela os GIPS solicitou que as questões fossem apresentadas por escrito sem que, até ao momento, tenha respondido às mesmas.
Destak / Lusa

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Candidato a Bombeiro Detido por Atear Fogo

A Polícia Judiciária deteve um homem de 29 anos que não tinha sido admitido no Corpo de Bombeiros, por dois crimes de incêndio florestal.
Na base destes crimes estarão motivos de vingança por não ter sido aceite como bombeiro.
O homem foi presente esta terça-feira ao Tribunal de Vouzela onde lhe serão aplicadas as medidas de coacção tidas como adequadas.
CM

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Para os Nossos Colegas que Partiram Hoje... (em Blog Amigo)

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Dois Suspeitos de Atear Fogo Detidos Pela PJ

Detido incendiário de quatro fogos.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta segunda-feira um homem, de 38 anos, suspeito de ter sido o autor de quatro incêndios florestais, ocorridos no sábado, dia 26 de Setembro, no concelho de Tondela (Viseu).
O homem, pastor, ateou o fogo com fósforos, num quadro de vingança e atracção pelo fogo.
O detido vai agora ser presente a tribunal para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.
Detido suspeito de fogo posto.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta segunda-feira um agricultor, de 46 anos, suspeito autoria de um incêndio intencionalmente ateado, na tarde do dia 23 de Setembro, em área de carvalhos, pinheiros, eucaliptos, mato e tojo na zona de Castro Daire.
O fogo terá sido ateado através da queima de sobrantes de limpezas agrícolas e só não atingiu as casas das imediações devido à rápida intervenção dos bombeiros.
O detido, já foi presente a tribunal, tendo ficado obrigado a apresentação semanal à autoridade policial da residência.
CM

domingo, 27 de setembro de 2009

Três Bombeiros Morrem em Acidente

Um jipe de combate aos incêndios da corporação de Esposende, em que seguiam vários elementos daquela corporação, despistou-se esta tarde, pelas 17 horas, na A7, na zona de Serzedo, em Guimarães, quando se dirigia para um incêndio, na zona de Fafe.
O veículo galgou o separador lateral tendo caído numa zona de difícil acesso.
Está confirmada a morte de três bombeiros e ferimentos graves em pelo menos dois que foram transferidos de helicóptero para o Hospital de Guimarães. O trânsito foi cortado na A7.
O acidente aconteceu na zona da ponte dos Jogeiros e as circunstâncias do despiste ainda estão por explicar, mas tudo indica que um pneu do jipe tenha rebentado, provocando o despiste seguido de queda do veículo, numa ravina com mais de vinte metros.
No local estiveram várias ambulâncias, não tendo sido recolhidos os corpos dos bombeiros de imediato.
CM / Tânia Laranjo

O Futuro Dos Bombeiros É Negro (Escreve um Leitor)

Analisada a noticia (Bombeiro Despedido: Incêndio "deu-lhe" a Demissão), que não diz tudo, mas é clara, trata-se de mais um caso exemplar da falta de legislação que proteja os Bombeiros Voluntários deste País mas que têm contra si o famoso Código de Trabalho da autoria do sr. Bagão Félix com versão melhorada, a favor dos patrões, pelo sr. Vieira da Silva.

Claro que o patrão, para além do mais tudo indica que seja uma Cooperativa, se tomou a atitude da forma como a noticia relata foi no mínimo insensível às funções de um seu empregado enquanto Bombeiro Voluntário.

Claro que a forma não terá sido a mais indicada e talvez por isso o tiro lhe salte pela culatra em Tribunal. Mas quem fica sempre mal é o Bombeiro só por ser Bombeiro.

Claro que se o trabalho feito pelos Srs. acima indicados,o tal Código do Trabalho, tivesse passado por um crivo dum Ministro da Administração Interna conhecedor das realidades, talvez a lei tivesse beneficiado de algum artigo ou alguma alínea que pudesse prever e prevenir estas situações.

Mas este sr ministro soube criar leis que obrigam, por exemplo, os voluntários a cumprir 275 horas por ano para poderem continuar a ser bombeiros para apagar fogos, para socorrer acidentes ou vitimas de doenças súbitas, para socorrer náufragos e todas as outras missões de socorro, caso contrário não fazem falta.

Por outro lado, se os Bombeiros tivessem um Estatuto Social do Bombeiro como deve ser, tudo isto seria evitado. Nesse Estatuto, e não pode ser de outra maneira, os Bombeiros que tem deveres, devem também ter ali os seus direitos consagrados.

Mas as entidades patronais também devem beneficiar de contrapartidas por terem bombeiros ao seu serviço. Porque é que esta filosofia não anda? Responda quem souber.

Este é mais um pequeno exemplo, de entre muitos, como o futuro dos bombeiros é negro. E há gente, de forma ingénua ou maldosa, que ainda pensa que o País pode dispensar os Bombeiros Voluntários.

Essas pessoas devem abrir os olhos e os ouvidos, pensarem e meditarem nos disparates que andam a conjecturar para prejudicar as actividades dos Bombeiros e prejudicar ainda mais o país.

Digam o que disserem. Façam o que fizerem.

Não são os Canarinhos e muito menos os GIPS que um dia poderão substituir os Bombeiros. E por falar nisso, quanto é que estas Forças Especiais custam ao País e quanto é que custam os Bombeiros.

Mas cuidado com as contas. Elas têm que ser transparentes para que os números não enganem os ingénuos.

Curvemo-nos respeitosamente em memória dos três bombeiros de Esposende que hoje morreram em serviço.

Texto deixado em forma de comentário à notícia ""Bombeiro Despedido: Incêndio "deu-lhe" Demissão"". O *bombeirospontopt* achou relevante e passou a publicá-lo em primeira página

Bombeiro Despedido: Incêndio "deu-lhe" a Demissão

Em 24 anos que levo de bombeiro, nunca vi nada assim", conta Leonel Silva, de 39 anos.
O bombeiro da corporação de Santa Maria da Feira, pai de uma menina de oito anos, foi despedido por ter ido a um incêndio.
A trabalhar como motorista na Cooperativa Agrícola de Santa Maria da Feira e São João da Madeira há quatro meses, o bombeiro conta o insólito:
"Saímos de madrugada, na quinta-feira, para um incêndio em Sever do Vouga e estava previsto a equipa de substituição chegar às 6 horas, mas atrasou-se e só veio às 8 horas.
Avisei o meu patrão, com antecedência, e quando me apresentei ao trabalho às 14 horas, barraram-me a entrada".
Atónito, procurou falar com o patrão: "Disse-me para nunca mais pôr lá os pés, que não queria mais bombeiros a trabalhar na empresa".
Sem saber o que fazer, Leonel Silva deslocou-se até ao Tribunal de Trabalho.
"Voltei à empresa com duas testemunhas, e aí o meu patrão já recuou na decisão e disse que eu podia voltar a trabalhar, mas que podia ficar dez anos na empresa que nunca iria receber um aumento e que me ia fazer a vida negra", relata Leonel Silva.
O CM tentou falar com o proprietário da empresa, mas não obteve resposta.
CM
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Por aqui uma vez mais se pode averiguar que tudo continua igual ou pior no mundo dos Bombeiros quando confrontados com o mundo de trabalhadores dependentes e para os senhores que defendem a classe não se passa nada, tudo vai estando na normalidade como vai dizendo o presidente da Liga, Duarte Caldeira... o que têm feito eles para combater estas situações, NADA!
Todos sabemos que a lei permite dispensar um trabalhador para préstimos de serviços de voluntariado (quando estes devidamente identificados e justificados) mas o facto é que estes casos acontecem ano após ano sempre que as Associações de Bombeiros recorrem aos seus homens para o combate a incêndios quer para os serviços de saúde.
Este caso não é isolado, infelizmente sucedem-se muitos idênticos pelo País fora, só que uns dão a cara à verdade e outros escondem-na para não sofrerem represálias, diria eu, "Climas de medo"!
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O *bombeirospontopt* acha pertinente fazer uma pergunta ao senhor empresário "X":
- Faria o mesmo se o Sr. Leonel estivesse a combater um incêndio na sua propriedade? ...na verdade, o *bombeirospontopt* acha que SIM mas depois do fogo estar extinto e o senhor que se segue "X" ter a salvo os seus interesses!
E assim continua o mundo dos Bombeiros, à margem de gente sem escrúpulos como os Srs. "X's" e distanciados "anos luz" dos que se dizem defender a classe dos Voluntários.

sábado, 26 de setembro de 2009

Mulheres de Coragem