quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bombeiros autuados pela GNR

Alguns bombeiros do Baixo Alentejo têm sido autuados em serviço pelo Destacamento de Trânsito (UNT) da GNR de Beja, por falta do averbamento para o Grupo 2 (veículos de transporte de passageiros especiais) na respectiva carta de condução.
No último caso, esta semana, apurou o CM, os militares da GNR passaram uma coima de 500 euros a um bombeiro da corporação de Serpa.
O caso é confirmado pelo presidente da Federação Distrital de Beja da Liga dos Bombeiros Portugueses, Domingos Fabela.

"A lei é para cumprir e nós não podemos ficar de fora. Todas as corporações têm conhecimento da lei e estão a fazer tudo para ultrapassar estes constrangimentos", diz o responsável.

"Não iremos discordar por aí, porque são efectivamente transportes especiais que necessitam de ser conduzidos por pessoas habilitadas. Mas não são assuntos que se resolvam de um dia para o outro", frisa Domingos Fabela.

CM

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Liga dos Bombeiros Portugueses: As distinções que não se entendem

Em 17 de Janeiro de 2010, o Diário de Notícias publicava:
A Liga dos Bombeiros Esquece Pastor Que Salvou Militares “Oito bombeiros foram medalhados por resgate na serra do Alvão. O sucesso da acção deveu-se ao conhecimento de um pastor”. A esta notícia, um dirigente da Liga respondia que atribuição destas medalhas “foi-nos proposta pela própria A.H. da Cruz Branca. Somos uma associação de bombeiros e não de cidadãos. Por isso a actuação do pastor extravasa o nosso âmbito"...

A 30 de Abril de 2010, o jornal Diário de Coimbra publicou:
A Liga dos Bombeiros distingue Câmara de Vila Nova de Poiares… Duarte Caldeira refere que, ”estas duas câmaras destacaram-se pelo apoio continuado no tempo ao longo de muitos anos”, justificando a atribuição “ae aequo” da menção honrosa aos dois municípios.
E mais…
A Liga vai ainda distinguir o presidente da direcção dos Bombeiros da Aguda, o comandante dos Voluntários Madeirenses, o Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal (personalidade empresarial ou empresa) e Mariana Silva Cruz (personalidade da sociedade portuguesa).

Coisa que o bombeirospontopt não entende, qual o âmbito que extravasou para o Pastor e não extravasa para a distinção de quatro personalidades extra-bombeiros (”estas duas câmaras”, uma “personalidade empresarial” e outra “personalidade da sociedade Portuguesa”). Muitos deverão perguntar-se assim como eu me questiono, será que o Pastor não é também uma personalidade da sociedade portuguesa e neste caso um herói?!

Assim vejo, a Liga dos Bombeiros Portugueses discriminar quem outrora ajudou a salvar duas vidas e penso que estas distinções que promoveu e outras que irá desenvolver, as faz por uma questão de protagonismo e talvez porquê, porque em Janeiro era apenas um Pastor.

Lanço aqui o desafio ou melhor dizendo a proposta à Liga dos Bombeiros, que embora o Pastor referisse que não queria medalhas, deve assim mesmo ser distinguido e já agora, este(s) jovem(s) corajoso(s) e bombeiros do vídeo que se segue que foi notícia...

Espinho: Mulher de 72 anos salva de morrer afogada.


O teor desta notícia seguirá via e-mail no minuto imediato para a Liga dos Bombeiros Portugueses .

Vídeo proposto à sua publicação por um Leitor/Comentador anónimo

Jovem destemido salva mulher de morrer afogada em Espinho "Vídeo"

Vídeo proposto à sua publicação por um Leitor/Comentador anónimo

Acidente na A24 provoca um morto e três feridos

O despiste de uma viatura, hoje, domingo, de manhã, na Auto-estrada nº 24 (A24), no sentido Lamego-Vila Real provocou um morto, um ferido grave e dois ligeiros. Todos residentes no Peso da Régua. As causas ainda são desconhecidas.

O acidente ocorreu cerca das 7.00 horas da manhã, num viaduto que fica imediatamente a seguir à Ponte Miguel Torga sobre o rio Douro. O Ford Fiesta embateu violentamente contra os rails de protecção e capotou. Os dois ocupantes traseiros foram projectados para o exterior, caindo de uma altura de aproximadamente 45 metros para uma vinha.

Um dos ocupantes cuspidos, de 38 anos, foi encontrado pelos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua “ainda com sinais vitais”, segundo o comandante António Fonseca. “A equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) procedeu a manobras de reanimação mas já não conseguiu salvar-lhe a vida”, disse ao JN.

O ferido grave, de 26 anos, caiu em cima de um silvado, o que lhe amorteceu o embate no chão e, presumivelmente, lhe salvou a vida. Mesmo assim “sofreu um traumatismo craniano e fractura da cintura pélvica”, precisou António Fonseca. Depois de estabilizado no local pela equipa da VMER foi evacuado de helicóptero para uma unidade hospitalar do Porto.

Os dois ocupantes da frente tiveram ferimentos ligeiros, mas foram transportados para a unidade de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro. Um deles teve alta ao final da manhã, enquanto o outro teve de permanecer durante mais algumas horas para ser sujeito a diversos exames por suspeita de ter algumas costelas fracturadas.

Refira-se que os ocupantes traseiros foram projectados para o exterior da viatura por não trazerem o cinto de segurança colocado. O condutor e o pendura traziam o cinto e por isso tiveram melhor sorte. O comandante dos Bombeiros Voluntários da Régua supõe que “se os passageiros dos bancos de trás trouxessem o cinto é provável que o desfecho deste acidente não fosse tão trágico”.

O despiste e as manobras de resgate das vítimas obrigaram ao corte da A24 durante grande parte da manhã, entre os nós de Valdigem (Lamego) e Peso da Régua, no sentido Lamego-Vila Real. O desvio do trânsito foi feito pela cidade da Régua.

JN

Bombeiros de Viseu: Alguém disse, "acabem com os bombeiros voluntários"

O que se tem passado, há dois anos a esta parte, na Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viseu é muito complicado, sobretudo, para a Direcção!
É complicado, aturar alguns (muito poucos) sócios efectivos que exigem sem nada darem à instituição, tal como é complicado o relacionamento com o corpo activo (bombeiros).
Tudo isto, porque o que os move são interesses pessoais, nos campos profissional, político, social e, até, no familiar.
Não são, realmente, o voluntarismo, o humanitarismo e o socorrismo !
É, por assim ser, que Saldanha Sanches, há tempos, disse: acabem com os bombeiros voluntários. E eu não tenho dúvidas, porque o disse.
Leitor/Comentador devidamente identificado por e-mail

domingo, 2 de maio de 2010

Mãe guerreira, mãe coragem, simplesmente minha mãe

O amor de uma mãe torna-a mais corajosa que um herói, às vezes no meio de tantas dificuldades ela nunca desiste, acredita sempre e tem a fé que tudo vai dar certo, tudo vai melhorar... possui uma persistência incrível, está sempre pronta para defender e proteger aqueles que são frutos do seu ventre, em verdade somente a palavra sublime pode definir a grandeza e a força do seu amor.

Que neste dia tão especial Deus possa colocar na tua vida muitas coisas boas... principalmente saúde, alegria e felicidades.

É com todas as minhas forças que estou sempre a torcer por ti.
Amo-te, Quero-te, Adoro-te... não sei viver longe de Ti Mãe...

Parabéns à minha Mãe guerreira e a todas as Mães do mundo

O. Veiga

sábado, 1 de maio de 2010

Bombeiros de Loriga: Mal cessaram os serviços do DCPSSE, começaram nos incêndios

Os bombeiros de Loriga mal haviam cessado a cerimónia do encerramento do Dispositivo Conjunto de Protecção e Socorro da Serra da Estrela, instalado na Torre, foram de imediato mobilizados, no final da tarde de hoje, para um incêndio junto aos depósitos de água na Freguesia da Cabeça.

Esta zona em que o mato é extremamente denso, tem um grau de perigosidade bastante acentuado uma vez que a sul subsiste uma vasta área de extensos hectares de pinheiro, uma das maiores manchas verdes do Parque Natural da Serra da Estrela.

O incêndio que em breves minutos tomou a área, consumiu cerca de meio ha, valeu a rápida intervenção dos Bombeiros de Loriga e de alguns populares que acorreram ao local deixando o incêndio extinto em cerca de 1hora.

O bombeirospontopt, tanto quanto pôde apurar, são desconhecidas as causas que levaram a esta eclosão mas sabe que a GNR de Seia esteve no local para tomar conta da ocorrência.

Autor devidamente identificado

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dispositivo de Protecção e Socorro da Serra da Estrela termina funções


Tem lugar amanhã, dia 1 de Maio, sábado, pelas 16h30, a cerimónia de encerramento do Dispositivo Conjunto de Protecção e Socorro da Serra da Estrela, instalado na Torre.
Este acto, para além dos responsáveis dos vários organismos envolvidos neste dispositivo sazonal, contará com a presença dos Comandantes Operacionais dos Distritos da Guarda e Castelo Branco, do 2º Comandante Nacional da Protecção Civil, Coronel José Codeço, Presidente da Autoridade Nacional da Protecção Civil, General Arnaldo Cruz e dos Governadores Civis dos Distritos de Castelo Branco e Guarda.
Porta da Estrela

Bombeiros de Seia promovem este fim-de-semana a 4ª RoTTa BVS

O Centro Cultural e Desportivo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia vai organizar, no próximo Domingo, dia 2 de Maio, a “4ª RoTTa – BV Seia 2010”.
A “RoTTa” disputar-se-á em sistema de Passeio TT, primordialmente por trilhos de terra batida, numa extensão aproximada de 80 quilómetros ou como alternativa de 70 quilómetros.
A "RoTTa" possuirá duas partes distintas: de manhã um trajecto extenso e exigente, de tarde uma prova de obstáculos no centro da Cidade. «Alegria, desportivismo, animação, aventura e espectáculo», são alguns dos ingredientes que a organização pretende apresentar.
Trata-se, segundo a organização, de uma iniciativa que tem despertado muita expectativa nas duas edições anteriores e que, face às opiniões recolhidas, constituiu então uma agradável jornada de animação e divulgação das potencialidades turísticas do nosso Concelho, no sector do todo-o-terreno.
Porta da Estrela

Bombeiros Voluntários de Almeirim assinam protocolo com Lusosem

Hoje, dia 30 de Abril, pelas 13h00, vai ter lugar a assinatura de um protocolo celebrado entre a empresa Lusosem (empresa de produtos para agricultura) e os Bombeiros Voluntários de Almeirim.
A Lusosem manifestou interesse e disponibilidade em desenvolver uma campanha associada a alguns dos produtos por si comercializados e destinados à viticultura, no sentido de encaminhar para a AHBVA 1 euro por hectare de cada dose dos produtos abrangidos, envolvendo os distribuidores no Município de Almeirim.
Deste modo, até 30 de Setembro, vai realizar-se a "Campanha Mildicut/ Arithane & Bombeiros Voluntários de Almeirim (BVA) 1€/ hectare" com o objectivo de apoiar financeiramente os Bombeiros.
O Almeirinense

Liga dos Bombeiros distingue Câmara de Vila Nova de Poiares

A Liga Portuguesa dos Bombeiros Portugueses (LPB) entendeu distinguir a Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, com uma menção honrosa, que vai ser entregue no próximo dia 29 de Maio, em Lisboa, onde vão ser atribuídos os restantes prémios referentes ao ano de 2009. A par da autarquia de Poiares, também Odemira vai ser agraciada, num ano em que o título de Bombeiro de Mérito vai ser entregue a um elemento da corporação de Voluntários da Praia da Vitória, nos Açores.

Jaime Soares, presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, soube ontem da notícia através do Diário de Coimbra e sublinhou, inclusive, desconhecer por completo que a direcção dos Bombeiros de Poiares, corporação da qual é comandante, tivesse manifestado «essa vontade à Liga, considerando a Câmara uma entidade merecedora de qualquer agradecimento».

Mas, “surpresas à parte”, o autarca afirma que a atribuição desta menção honrosa é «sempre uma notícia agradável». Todavia, não deixa de dar conta que espera que esta decisão, tomada pelo Júri Nacional do Prémio, que reuniu na passada terça-feira, na sede da Liga, em Lisboa, seja «exclusivamente fundamentada no rigor dos regulamentos e nunca em qualquer outra situação». Reconhecendo o mais do que público envolvimento, que desde há largos anos assume no que aos bombeiros voluntários diz respeito, e uma vez que «sou uma pessoa ligada ao sector», Jaime Soares deixa claro, desde já que, se se aperceber que tenha «havido qualquer movimentação ou influência nesse sentido», rejeita qualquer distinção. E assumiu, ontem ao Diário de Coimbra, que não vai receber o prémio. «Será a vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, dr.ª Deolinda Gonçalves que vai receber a menção honrosa», afirma, adiantando que «poderei estar na cerimónia, e certamente irei lá estar, mas como bombeiro, não como presidente da Câmara Municipal».

Verdade é que esta distinção reconhece eventualmente um dos poucos autarcas do país que acumula, há largos anos, as funções e presidente da autarquia e também o comando da corporação, cargo ao qual soma, entre outros, também a responsabilidade da Federação de Coimbra dos Bombeiros Voluntários. Mais que isso, Jaime Soares tem-se afirmado como uma voz crítica no que aos bombeiros diz respeito e inclusive, antes do presidente da Liga, Duarte Caldeira, ter anunciado a seu recandidatura ao cargo, equacionou mesmo a possibilidade de avançar para a liderança da Liga Portuguesa dos Bombeiros Portugueses.

“Último Moicano”

Entre os Bombeiros e a Câmara, afirma quem o conhece que Jaime Soares vive dividido “entre dois amores” e o voluntariado é, em seu entender, um «valor que tem de ser preservado». E por isso afirma-se como uma voz crítica relativamente a um conjunto de atitudes e cedências que têm vindo a ser feitas e que, em seu entender, constituem uma «ameaça ao futuro do voluntariado», uma «mais-valia dos bombeiros portugueses» que, sendo colocada em causa representa, para Jaime Soares, a «perda de um dos maiores valores da sociedade portuguesa». «O voluntariado não está esgotado», garante, considerando que «poderei ser o último Moicano, mas vou continuar, onde e como puder, a fazer ouvir a minha voz em sua defesa». Aliás, uma das suas últimas “guerras” prendeu-se com o acordo colectivo de trabalho que a Liga fez com a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e com o sindicato, organismos que, afirma, «dão beijos de crocodilo», pois o seu objectivo é «destruir os bombeiros voluntários e a Liga tem responsabilidade nisso».

Críticas à parte, Jaime Soares reconhece que a Câmara de Vila Nova de Poiares «tem feito tudo o que nos é possível para potenciar o voluntariado», o que se justifica pela «importância que tem na defesa da vida das populações e dos seus bens». E deixa um alerta em relação a outras autarquias: «devem estar atentas e entender a importância acrescida dos bombeiros voluntários».

Foram quatro as autarquias candidatas

Vila Nova de Poiares, Odemira, Figueiró dos Vinhos e Ponte de Lima foram as quatro autarquias candidatas ao prémio instituído pela Liga dos Bombeiros Portugueses. A informação foi confirmada ontem ao Diário de Coimbra pelo presidente da Liga, Duarte Caldeira. Aquele responsável esclarece que as autarquias constituem um dos itens do Prémio Bombeiro de Mérito, que a Liga instituiu há 10 anos. As propostas são dirigidas à Liga pelas associações e corpos de bombeiros suas filiadas e o objectivo do prémio é «distinguir as câmaras municipais que atribuem às associações e corpos de bombeiros da sua área de jurisdição apoio continuado no tempo», explica Duarte Caldeira, esclarecendo que esse apoio pode ser de carácter económico e financeiro, mas também através de outras benesses que as autarquias podem instituir, por exemplo relativamente a taxas e licenças, beneficiando as associações de bombeiros e seus associados.

Duarte Caldeira, que também fez parte do júri, disse ao Diário de Coimbra que as autarquias de Poiares e Odemira «estavam muito iguais», nos diferentes parâmetros de avaliação, especialmente no que concerne ao apoio prolongado no tempo, ao longo de muitos anos». «Estas duas câmaras destacaram-se pelo apoio continuado no tempo ao longo de muitos anos», refere o presidente da Liga, justificando a atribuição “ae aequo” da menção honrosa aos dois municípios.

A Liga vai ainda distinguir o presidente da direcção dos Bombeiros da Aguda, o comandante dos Voluntários Madeirenses, o Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal (personalidade empresarial ou empresa) e Mariana Silva Cruz (personalidade da sociedade portuguesa).

Diário de Coimbra

Baptismo de três ambulâncias marcou aniversário dos Bombeiros da Chamusca

O baptismo de três ambulâncias, duas de socorro e uma de transporte de doentes, foi um momento marcante das comemorações do 60º aniversário dos Bombeiros Voluntários da Chamusca, que decorreu no dia 25 de Abril e foi presenciado por largas centenas de pessoas.

Sessenta anos de vida mereceram uma comemoração mais afectiva por parte dos responsáveis da associação. Para padrinhos de baptismo foram convidadas duas pessoas ligadas a famílias de destaque na vida dos bombeiros e o representante de uma empresa que tem colaborado intensamente com a associação.

Elvira Freitas é sócia da associação desde a primeira hora. Irene Brogueira é filha do antigo comandante dos bombeiros Júlio Moreira e da esposa Elvira Brogueira, que se destacou como bombeira sem farda. Rui Cardoso é gerente de uma empresa da zona de Sintra que tem oferecido desinteressadamente vários materiais à corporação.

A festa foi bonita e na cerimónia solene, que contou com a presença da governadora civil de Santarém, Sónia Sanfona, deu para perceber que os Bombeiros da Chamusca estão de boa saúde e em fase de crescimento a todos os níveis: tem 53 elementos no corpo activo, uma escola de formação com cerca de duas dezenas de elementos, com média de idades de 20 anos, e uma escola de formação com 24 jovens de tenra idade, quatro dos quais pertencentes aos Bombeiros de Alpiarça. “O que se pode dizer é que os Bombeiros da Chamusca estão de boa saúde e preparados para acorrer a todo o género de serviços para que forem chamados”, referiu o comandante Manuel Rufino.

Depois de serem impostas medalhas de assiduidade aos bombeiros que completaram, 5, 10, 20 e 25 anos de serviço, foram também distinguidos elementos do quadro de honra e o único fundador da associação ainda vivo.

O presidente da direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários da Chamusca, Eurico Monteiro, também destacou a evolução favorável da associação, que só é possível, garantiu, pela forte ajuda da Câmara da Chamusca. “Por outro lado, salienta-se o entusiasmo dos elementos do corpo activo, que para além do seu aumento também se salienta na efectividade ao serviço e no entusiasmo como se entrega a outras acções, como é o caso da criação da fanfarra, com muita gente jovem e que já não envergonha os Bombeiros da Chamusca”, disse, aproveitando o momento para agradecer aos Bombeiros de Minde a sua colaboração na formação da fanfarra.

O momento foi de festa. Não se registaram as habituais queixas e os bombeiros marcharam pelas ruas da vila, seguidos pelo comboio de viaturas de serviço, que “obrigou” os chamusquenses a interromperem o almoço para virem à janela ver passar os soldados da paz.

O Mirante

Meios de resgate aquático testados no Mondego

Elevada turbulência provocada por helicóptero Kamov dificultou operações de resgate no Basófias, num simulacro organizado pelos Sapadores de Coimbra
Um incêndio na casa das máquinas do barco Basófias, com 15 passageiros a bordo e dois tripulantes, gerou o pânico em pleno rio Mondego. Ouviram-se gritos, pessoas em pânico começaram a saltar para a água – duas acabariam por ser encontradas sem vida – e, na ponte de Santa Clara, foram-se acumulando dezenas de curiosos a tentar perceber o que se estava a passar ontem de manhã. Seria dramático, se não se tratasse de um simulacro organizado pela Companhia de Bombeiros Sapadores de Coimbra para treinar procedimentos em meio aquático.
Com 128 pessoas envolvidas e 35 equipamentos, dos Sapadores, Voluntários de Coimbra, Voluntários de Brasfemes, Cruz Vermelha, INEM, Polícia de Segurança Pública (PSP), Polícia Municipal, Guarda Nacional Republicana (GNR) e Comando Distrital de Operações de Socorro, o exercício não correu totalmente como previsto, devido à forte turbulência provocada pelo helicóptero Kamov, que dificultou as acções de resgate.
De acordo com Avelino Dantas, comandante dos Bombeiros Sapadores, numa situação real, o meio aéreo solicitado teria sido um helicóptero do INEM, «mas esses estão de prevenção para vítimas reais». «Não fazia sentido desviarmos um helicóptero destes para um exercício e depois pôr em causa a prestação de socorro a vítimas», explicou, certo que foi corrido um risco, acrescido pelo facto de o Basófias ser uma embarcação «com um casco plano», que acabou por ser muito susceptível à força do meio aéreo.
A opção foi encostar o barco turístico totalmente à berma – parte da deslocação já tinha sido provocada pela turbulência – e continuar com o exercício.

“Algumas coisas a corrigir

Tudo começou às 10h30. O incêndio deflagrou a bordo e a tripulação começou por combatê-lo com os meios disponíveis, mas estes revelaram-se impotentes para resolver a situação, pelo que foi feita a comunicação para o 112, que activou os Bombeiros Sapadores, o INEM e a PSP. O CDOS, que também recebeu a comunicação, providenciou um meio aéreo, em reforço das equipas terrestres do INEM.
Entretanto, foi accionada a saída do veículo urbano de combate a incêndios, que chegou ao teatro de operações às 10h57, e equipas de nadadores salvadores. Enquanto a Polícia Municipal recebia a informação, o INEM accionou uma viatura de intervenção em catástrofe com um posto médico avançado para prestação de cuidados às vítimas.
Devido à gravidade da situação, a PSP e a Polícia Municipal começaram a condicionar o trânsito e delimitaram um perímetro para que os meios de socorro pudessem trabalhar em segurança, aumentando o número de pessoas que se concentrava na zona, muitas delas com máquinas fotográficas a registar vários dos momentos. «Nunca vi nada assim. Estava tão preocupada e, afinal, não é real», dizia uma senhora que assistia a tudo, com o máximo de atenção.
Passados pouco mais de 10 minutos sobre o alerta, duas equipas de nadadores salvadores entraram em acção e, pouco depois, as primeiras vítimas atingiam as margens. Foram pedidos reforços de meios e um veículo de comando táctico, enquanto a equipa do veículo de combate a incêndios se preparava para aceder ao Basófias – no meio do rio – em rappel. É, então, que se comunica a existência de uma vítima queimada no Basófias, que começou por ser assistida por uma equipa sanitária de suporte básico de vida dos Bombeiros de Brasfemes.
Com a entrada em cena do helicóptero, às 11h03, as forças de segurança deram ordem para o corte total do trânsito na ponte de Santa Clara, ao mesmo tempo que se cancelaram as manobras de recuperação de vítimas no rio, por motivos de segurança. Surgiram dificuldades inesperadas, devido à forte turbulência provocada Kamov Hexa 1.
Já com o Basófias na berma, desceu a equipa médica e depois a maca, onde foi colocada a vítima para ser transportada ao hospital, numa operação de resgate algo atribulada – vítima e o recuperador chegaram a entrar dentro de água, quando já iam no guincho –, que terminou cerca de 50 minutos depois de iniciada.
Com a retirada do helicóptero do teatro de operações, a polícia reabriu ao trânsito a faixa norte da ponte e retomaram-se as acções de resgate no rio, já que se encontravam duas pessoas desaparecidas.
Entretanto, chegou a informação que uma viatura ligeira caiu à água na margem direita da ponte, durante as operações aéreas, pelo que foi necessário accionar uma equipa de desencarceramento subaquático e mais duas equipas de mergulhadores.
O exercício terminou com o balanço de três mortos – dois deles passageiros do Basófias e outro da veículo submerso –, com Avelino Dantas a fazer um balanço positivo, apesar de assumir que há «algumas coisas a corrigir». Seja como for, o objectivo foi cumprido, nomeadamente o teste à coordenação entre todos os agentes de Protecção Civil.

População alarmada com aparato junto ao rio

O exercício de ontem apanhou a população da cidade de surpresa. Aliás, como qualquer acidente real. Os cortes no trânsito, as sirenes, o corrupio de ambulâncias pelas ruas em direcção ao centro da cidade. Inicialmente, poucos terão percebido que se tratava de um simulacro, tanto que na redacção do Diário de Coimbra choveram telefonemas de pessoas preocupadas com uma possível ocorrência de gravidade.
Quem se encontrava nas proximidades do local do treino aos procedimentos em meio aquático acabou por assistir a manobras que, no dia-a-dia, não são habituais.
Diário de Coimbra

quarta-feira, 28 de abril de 2010

ULS da Guarda e Federação de Bombeiros chegam a acordo

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda e a Federação de Bombeiros do Distrito da Guarda chegaram ontem a um entendimento sobre o Regulamento de Transporte de Doentes.
A ULS entregou à Federação de Bombeiros uma segunda versão do documento onde estarão vertidas as alterações apresentadas pelos Bombeiros num documento elaborado pelo advogado e presidente dos Bombeiros Voluntários da Guarda, Álvaro Guerreiro.
A versão alterada do Regulamento de Transporte de Doentes foi entregue numa reunião realizada esta Terça-feira no Governo Civil da Guarda. O encontro foi promovido pelo governador civil, Santinho Pacheco, que realçou o «espírito de colaboração e de concórdia» com que decorreu o encontro.
O governador civil explicou ao TB que foram clarificados os vários pontos do documento que suscitavam «discórdia», admitindo que possa haver «arestas ainda a limar». O documento entregue pela ULS vai ainda ser analisado pela direcção da Federação, mas o presidente, Gil Barreiros, reconheceu que por aquilo que teve oportunidade de ler na reunião do Governo Civil a nova versão «responde aos anseios dos bombeiros».
A Federação de Bombeiros deverá manter a reunião marcada para 3 de Maio com as associações de bombeiros do distrito, na qual se pretendia decidir sobre medidas a tomar como forma de protesto contra o regulamento de transporte de doentes, mas agora com o objectivo de dar a conhecimento dos resultados da reunião com a ULS.
Esta foi a segunda vez que o governador civil chamou os dirigentes da Federação de Bombeiros e da Unidade Local de Saúde da Guarda para discutir o Regulamento de Transporte de Doentes, em vigor desde o início de Fevereiro.
O documento tem sido alvo de duras críticas por parte das associações de bombeiros do distrito que ameaçavam tomar algumas medidas de protesto. A Federação de Bombeiros alertava para o facto da situação estar a pôr em causa a «sobrevivência» dos corpos de bombeiros e dos postos de trabalho criados pelas associações humanitárias».
Acusou a ULS «de optar por medidas economicistas, sem ter em conta «acordos anteriormente celebrados e as leis nacionais». Gil Barreiros constatava recentemente que as associações de bombeiros já se ressentiam do regulamento que restringe o transporte de doentes em ambulância e privilegia a utilização dos transportes públicos e o transporte próprio.
A ULS tem reafirmado que o objectivo do Regulamento é pôr cobro aos «abusos e aos vícios que se foram criando». A ULS paga anualmente cerca de 3,5 milhões de euros em transporte de doentes.
Terras da Beira

Bombeiro que salvou duas pessoas de navio em chamas distinguido

O Prémio Bombeiro de Mérito de 2009 vai ser atribuído a Bruno Espínola, do Corpo de Bombeiros da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores, anunciou esta quarta-feira a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), noticia a Lusa.
«O bombeiro de 1.ª classe Bruno Espínola arriscou a própria vida, no dia 9 de Março de 2009, para salvar dois tripulantes de um navio, que se encontravam no porão, isolados pelas chamas que consumiam a embarcação», refere a LBP em comunicado.
O Júri Nacional do prémio, reunido na terça feira, decidiu também distinguir Manuel Oliveira Guedes, presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários da Aguda, com a Menção Honrosa atribuída a dirigentes, e Rui Pedro Gouveia de Sousa, comandante dos Bombeiros Voluntários Madeirenses, com a Menção Honrosa atribuída a elementos de comando.
Em ex aequo foram distinguidos os municípios de Odemira e Vila Nova de Poiares com a Menção Honrosa atribuída a câmaras municipais, o SIMARSUL-Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal com a Menção Honrosa para personalidade empresarial ou empresa, e Mariana Silva Cruz com a Menção Honrosa atribuída a personalidade da sociedade portuguesa.
O Prémio Bombeiro de Mérito e as Menções Honrosas serão entregues numa cerimónia integrada no Dia do Bombeiro Português, que se irá realizar em 29 de Maio, em Lisboa.
A Liga dos Bombeiros Portugueses, fundada em 18 de Agosto de 1930, é considerada a confederação das associações e corpos de bombeiros de qualquer natureza (voluntários, municipais, sapadores e privativos).
TVI24

Técnico de ambulância esfaqueado por homem que ia socorrer

Um técnico de ambulância foi hoje à tarde esfaqueado em Lisboa por um homem que iria socorrer, disse uma fonte do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência, que referiu uma média de um ataque por semana em todo o país.
Ricardo Rocha, presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência, adiantou que estas «situações insuportáveis» atingem também os bombeiros.
«Neste momento só falta morrer alguém», lamentou o dirigente sindical.
A situação de hoje relacionou-se com a assistência a um homem alcoolizado na via pública que, ao entrar numa ambulância do INEM, esfaqueou com uma navalha o técnico, atingindo-o no braço, cabeça e abdómen, contou à agência Lusa Ricardo Rocha.
A vítima perdeu muito sangue e a consciência no local, tendo depois sido transportada para o Hospital de São José, acrescentou a mesma fonte.
Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disse que o técnico de ambulância «está a ser tratado no hospital e que, apesar de os ferimentos terem alguma gravidade, deverá ter alta ainda hoje».
«Mais uma vez se demonstra que somos alvos de agressão, mesmo em situações onde a ambulância não devia ir. Em Espanha, é a Polícia que é responsável pelas pessoas alcoolizadas na via pública», exemplificou o dirigente sindical.
Na semana passada, a equipa que hoje ajudou o técnico ferido também foi agredida por uma mulher alcoolizada, enquanto no ano passado, em Braga, numa situação de violência doméstica, técnicos de ambulância foram quase baleados.
«Estas situações deviam passar a ser crime público e deviam existir meios de defesa nas ambulâncias, como gás pimenta», defendeu Ricardo Rocha, acrescentando que as equipas de socorro já vão com «relutância» e «medo» a alguns bairros e «locais problemáticos».
Lusa / SOL

IPO: regime de estacionamento será ajustado «caso se justifique»

O IPO de Lisboa esclareceu, esta terça-feira, que o novo sistema de pagamento do estacionamento, que na segunda-feira motivou críticas, está em «regime experimental» por seis meses e será ajustado, «caso se justifique». Uma dezena de ambulâncias de bombeiros voluntários estava na segunda-feira parada junto à porta principal do Instituto Português de Oncologia (Lisboa)por causa do novo sistema de estacionamento, que obriga estas viaturas pagar ao fim de meia hora no local.

De acordo com o folheto com as informações citado pela Lusa, está prevista a gratuitidade do estacionamento para os regimentos de sapadores bombeiros, polícia, funcionários, Ministério da Saúde, dadores, agências funerárias, carros camarários, fornecedores e veículos autorizados.

Bombeiros voluntários de várias corporações lembraram à Lusa que habitualmente ficam neste local entre as 09:00 e as 17:00, porque transportam os doentes para as consultas, o que normalmente não é feito pelos bombeiros sapadores.

Em resposta enviada hoje à Lusa, Maria do Céu Valente, do Conselho de Administração do IPO, informou que a situação «está a ser monitorizada». O IPO «tem noção de que esta mudança causa alguns transtornos e está atenta às críticas que têm vindo a ser apresentadas, que não deixarão de ser tomadas em devida consideração», acrescentou.

No entanto, a instituição tem de levar em conta «a segurança de todos quantos entram no Instituto, pelo que não poderá haver cedências perante argumentos que não tenham este interesse superior em consideração».

A Administração do IPO sublinhou ainda que as medidas se «fundamentam na necessidade de aumentar as garantias de segurança», uma vez que o estacionamento irregular «assumiu proporções preocupantes e colocava em causa eventuais operações de socorro e mesmo o acesso de alguns doentes».

A administração do IPO lembrou que, nos simulacros de incêndio, as autoridades responsáveis foram «unânimes em apontar o estacionamento ilegítimo como um dos principais problemas». Recordou ainda que o IPO de Lisboa serve toda a região de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e que é «impossível no espaço disponível para estacionamento garantir o parqueamento de todas as viaturas das associações de bombeiros voluntários». A solução encontrada foi «permitir que todas as viaturas de transporte de doentes entrem, façam o encaminhamento dos doentes durante 30 minutos, e depois permitam que outras viaturas com doentes possam efectuar o mesmo processo».

IOL Diário

4a RoTTa B. V. Seia

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terça-feira, 27 de abril de 2010

Lisboa: Detidos por fogo posto

A Polícia Judiciária de Lisboa deteve domingo e segunda-feira três homens, solteiros, e desempregados, com idades compreendidas entre os 19 e os 36 anos de idade, pela presumível autoria de um furto de alfaias agrícolas e de um incêndio que destruiu duas viaturas e parte de armazéns agrícolas, localizados no concelho de Salvaterra de Magos.

O fogo colocou em perigo vários edifícios de construção antiga e recheio de um complexo agrícola, avaliados em centenas de milhares de euros e foi posto no dia 24 de Março, durante a noite.

Na sua origem estariam motivos de vingança pessoal contra o seu proprietário por parte de um dos detidos que contratou os dois autores materiais para o efeito.

Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial para posterior aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.

CM

Estacionamento pago no IPO gera críticas entre bombeiros

Uma alteração às normas de estacionamento no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, provocou, esta segunda-feira, várias críticas, nomeadamente por parte dos bombeiros voluntários.
O estacionamento no IPO passou a ser pago para rentabilizar o parque, à semelhança de todos os hospitais do país, e porque apesar de existir lugar para 679 viaturas todos os dias mais de 800 veículos enchiam o espaço à volta do Instituto.
Feitos quatro simulacros, concluiu-se que em caso de acidente não havia condições para a circulação, daí o novo regime de pagamento.
No entanto, os bombeiros, que vêm de vários pontos do país, criticaram a medida, dizendo que chegam a esperar várias horas pelos doentes.
«O estacionamento que está em vigor é 45 cêntimos nos primeiros 15 minutos, para além da meia hora livre e grátis», e depois de 25 cêntimos de «15 em 15 minutos», afirmou Manuel Oliveira, responsável pela segurança.
Isentos desse pagamento estão os funcionários do IPO, a Liga Portuguesa Contra o Cancro, o Regimento de Sapadores Bombeiros, a PSP, o Ministério da Saúde, dadores e agências funerárias.
Manuel Oliveira explicou que as ambulâncias dos bombeiros voluntários já têm uma situação de excepção, nomeadamente um «suplemento de pagamento».
A contestação ao estacionamento pago não tem parado, mas o IPO mostra-se flexível para fazer alterações ao regulamento, caso seja necessário. «Tudo é possível, porque estamos em fase de experiência», afirmou Manuel Oliveira.
Apesar da sinalização e dos letreiros que dão conta da novidade deste pagamento de parque um pouco por todo o IPO, a fila para os pagamentos tem sido grande, tal como as dúvidas e os protestos.

Espinho: Mulher de 72 anos salva de morrer afogada

Os Bombeiros Voluntários Espinhenses salvaram esta segunda-feira uma mulher de 72 anos de morrer afogada no mar de Espinho. A vítima foi encontrada a boiar já sem pulso e sem respiração.

De acordo com o Jornal de Notícias, o alerta foi dado pelas 16 horas por um dos banhistas que devido às altas temperaturas aproveitou para apanhar banhos de sol na praia da Costa Verde.
Quando os bombeiros chegaram ao local, dois banhistas estavam a tentar retirar a mulher da água.

Os bombeiros iniciaram de imediato as manobras de suporte básico à vida, conseguindo a vítima vomitar alguma água, mas ainda inconsciente.
A mulher acabou por ser transferida para o hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, onde permanece nos cuidados intensivos.
A Bola

Quartel de Siza já deu primeiro passo

Bombeiros de Santo Tirso avançam com obra no valor de 1,1 milhões de euros depois de 12 anos de avanços e recuos. Arquitecto diz que foi uma "aprendizagem".
"Esta é a primeira pedra". Azuil Dinis, presidente dos Bombeiros de Santo Tirso, quase sussurrou a frase, em tom de desígnio finalmente cumprido, enquanto se agachava para enterrar o cilíndrico pedaço de granito, devidamente abençoado, sobre o qual nascerá o primeiro quartel traçado pelo arquitecto Siza Vieira.

Como se quisesse certificar-se de que estava mesmo a acontecer, após "longos e longos anos de espera" ( por causa do "bailado das leis e regulamentos") e, até, "descrença na execução da obra", confessou, depois de estabelecer cronologicamente, dia a dia, ano a ano, os avanços e recuos de um processo com "mais de 12 anos".

E nada, ali, era irreal: o futuro edifício, perto da Biblioteca Municipal, vai mesmo ser erguido a partir da pedra que ontem foi depositada sobre o tubo de aço que continha "os documentos do nosso tempo" - como referiu o padre Celestino Ramos -, entre os quais uma edição do "Jornal de Notícias" e outra do "Jornal de Santo Thirso", além das assinaturas dos bombeiros e de todos quantos estiveram envolvidos no projecto.

O futuro quartel, orçado em 1,1 milhões de euros, dos quais 70% estão assegurados por fundos do QREN, terá, a partir de meados do próximo ano, camarata feminina, oficina e sala de formação, valências que a actual sede, construída em 1934, não oferece.

Uma das novidades, em relação a outros quartéis, é o facto de a casa-escola ser circular, em vez de quadrada, como costumam ser as torres. "É sempre interessante e instrutivo variar o tipo de edifícios que se projecta. Temos de ter experiências de todo o tipo de projectos.

É uma aprendizagem. Esta, faltava", afirmou, ao JN, Siza Vieira. O arquitecto lembrou, ainda, o pavilhão polivalente, "muito importante para a comunicação com a cidade", que teve de ser retirado do projecto para que este pudesse auferir de apoios comunitários.

Deixou um desejo: "Espero que seja construído no futuro". Tanto o presidente da Câmara, Castro Fernandes, como a governadora civil do Porto, Isabel Santos, não pouparam nos elogios a Siza. "Uma referência mundial". consideram.


JN

Meios testados com fogo real

Coordenar as diversas entidades implicadas na protecção da floresta portuguesa foi o principal objectivo do exercício organizado pelo Grupo de Análise de Utilização de Fogo (GAUF) da Autoridade Nacional de Protecção Civil, que decorreu no fim-de-semana em Sapardos (Vila Nova de Cerveira) e Labruja (em Ponte de Lima).

“O objectivo deste exercício é coordenar as diversas forças no terreno e fazer uma avaliação, o mais real possível, da aplicação das técnicas e meios de combate a incêndio florestal”, disse ao ‘Correio do Minho’, Emanuel Oliveira, Comandante Operacional Municipal.

Esta foi a primeira vez que se organizou um exercício do género no Alto Minho e que envolveu várias entidades: as autarquias de Vila Nova de Cerveira e Caminha, Protecção Civil, GNR (através do Serviço de Protecção da Natureza e do Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro), a Autoridade Florestal Nacional, equipas de Sapadores Florestais,associações florestais e corporações de bombeiros. No total estiveram no terreno 75 pessoas.

Fogo real

Além da parte teórica, o exercício contemplou, também, uma parte prática nos montes de Sapardos e de Labruja.
Em ambos os casos foi usado fogo real para que todos pudessem testar os métodos de combate ao fogo.

Humidade obrigou à alteração de planos

O elevado nível de humidade no solo registado ontem de manhã em Sapardos (Vila Nova de Cerveira) levou a que os exercícios práticos tivessem de ser transferidos para a zona da Labruja, em Ponte de Lima.
Uma alteração que levou a que os responsáveis da Autoridade Florestal Nacional presentes tivessem de se desdobrar em contactos para obter autorizações, principalmente ao nível da autarquia de Ponte de Lima.
“Não é fácil alterar toda esta logística, mas com boa vontade tudo se consegue”, disse Emanuel Oliveira, da Protecção Civil.
Correio do Minho

domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril: 36 anos depois, mais ‘ricos’ e mais instruídos

Nos anos após a revolução, Portugal viveu com inflação perto de 30% e taxas de juro de 20%. A qualidade de vida melhorou, mas o país continua abaixo da média dos parceiros europeus.
Em 1974 apenas um terço das casas em Portugal tinha duche. Com esgotos só 60%. Uma viagem entre Lisboa e Trás-os-Montes levava um dia inteiro e 26% da população era analfabeta.
Mais de três décadas depois, a qualidade de vida melhorou e os portugueses ficaram mais ‘ricos’ e instruídos. Mas há um perigo que volta a ensombrar a economia: a bancarrota.

No período pós-25 de Abril, a entrada em incumprimento foi um cenário plausível. A revolução levou muitos portugueses a quererem trocar escudos por outras moedas para tirarem o dinheiro do país. Na altura, a escassez de reservas cambiais foi a principal ameaça para a economia.

«Havia incerteza. As pessoas não tinham confiança», recorda Jacinto Nunes, o primeiro governador do Banco de Portugal (BdP) nomeado depois do 25 de Abril (ver entrevista ao lado).

Hoje, a possibilidade de Portugal não conseguir honrar os compromissos financeiros está sobretudo relacionada com o descontrolo das finanças públicas. Mas o antigo governador recusa a ideia de que o país possa vir a ‘falir’. «Não sou um optimista declarado, mas não sou pessimista a esse ponto».

Depois do 25 de Abril, os salários evoluíram de forma livre. A procura disparou, mas a oferta não respondeu de imediato. A solução foi recorrer às importações, o que agravou o défice externo. A inflação disparou, atingindo níveis próximos de 30% (ver infografia).

Dias agitados

Nos anos que se seguiram à revolução, o BdP foi forçado a subir a taxa de juro para evitar a fuga de capitais – chegou a 20% em 1978. Foram períodos conturbados, com grande agitação social e com o Estado a assumir mais preponderância na economia, nacionalizando bancos e parte da indústria.

«Pela primeira vez na história económica recente, o Estado foi mais travão de crescimento do que motor», considera o historiador económico Pedro Lains. Segundo o investigador, até à II Guerra Mundial o Estado garantia o «formato institucional», a segurança, as transacções e os mercados. Depois, impulsionou os grandes investimentos e a industrialização. E, desde 1974, teve como «principal papel o fornecimento dos serviços que melhoraram a qualidade de vida, incluindo a saúde, a educação e a segurança social». É o princípio da «nova economia dos serviços».

Nestes 30 anos houve melhorias. «Será raro o indicador de qualidade de vida que não tenha melhorado, da mortalidade infantil à esperança de vida, passando pela literacia e pela formação universitária, os transportes, as cidades, a segurança na velhice». Contudo, o facto de Portugal ainda estar longe da média europeia em muitos indicadores causa «insatisfação» na população.

O ritmo de crescimento nos anos 70 é inferior ao da década anterior, marcada pela abertura ao exterior com a entrada de Portugal na EFTA (Zona de comércio Livre). A entrada na UE, em 1986, deu um novo fôlego às trocas comerciais e a economia do país deu outro salto.

Actualmente, Portugal está perante uma nova encruzilhada. Depois de uma década de crescimento quase anémico, a necessária redução da despesa do Estado implicará sacrifícios. «O Estado Social universal não pode continuar, porque senão qualquer dia não temos estado social nenhum, nem para os mais carenciados».

Sol

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Os Bombeiros Voluntários de Viseu e a ambição cega de alguns

Corpo Activo e Direcção, curiosamente a que mais realizações logrou fazer em todos os 124 anos de história da Corporação, estão numa luta. Dum lado da barricada o trabalho que salta à vista, do outro os ambiciosos elementos do comando. Pelo meio os oportunistas que, escorraçados dali e daqui espreitam a hipótese de granjearem louros com trabalho alheio.

Para poupar nas palavras, porque não devemos ser maçadores, a actual Direcção ganhou as eleições contra uma lista apoiada pelo actual Comandante, Horácio Alves. Estranhamente este senhor, que não dispõe das qualificações técnicas decididamente certificadas perante o mutismo da Autoridade Nacional de Protecção Civil, não colocou o lugar à disposição. E entendeu guerrear a direcção. Entretanto o Chefe Joaquim Coelho, a quem alguém prometeu o lugar, vago, de 2º comandante, processou a Associação a quem exige uma gorda indemnização. Pelo meio o Adjunto Luís Duarte, que foi “escorraçado” pelo actual comandante no âmbito de um processo disciplinar e foi salvo in extremis pela intervenção do Conselho dos 3 presidentes que evitaram a sua expulsão do Corpo Activo.

Perante este cenário e com a construção de um quartel de bombeiros, já na segunda placa, ao mesmo tempo que se aguarda o deferimento de uma candidatura a fundos comunitários que permitirá dotar o Corpo Activo com 20 (VINTE) profissionais, estalou a rebelião. Tudo porque o vogal da Direcção Botelho Pinto quis resolver o problema do Comando e aceitou a falaciosa proposta do actual comando. Grosso modo “saio se levarem o Joaquim Coelho a segundo e o Luís Duarte a primeiro Comandante”. Como não lhe deram ouvidos, graças a Deus e ao S. Marçal, demitiu-se e fez perpassar a mensagem, por moto próprio ou alheio, de que tudo se devia a ele. Encurralado pelo signatário, numa Assembleia-geral remeteu-se ao mutismo. Apesar de demissionário não se coibiu de comparecer numa reunião da Direcção com o Corpo Activo e de compactuar com outras estranhas vontades. Na reunião, promovida pelos dois elementos do Comando e o Chefe, a Direcção não foi em acareações e manteve-se coesa. Apesar disso recebeu o ultimato “ou resolve as coisas até sexta-feira ou iremos para os jornais”.

Ontem a Direcção, em reunião, não se preocupou com o assunto e hoje, de forma capciosa, soez e usurpando o nome da instituição (creio até que no limite seja crime mas disso falarei abaixo) lá veio um email em nome dos bombeiros a afirmar:

“No passado dia 20 realizou-se a reunião de direcção conjunta com o corpo activo na sequência da petição assinada pelos bombeiros, nessa reunião, a direcção ouviu dos bombeiros várias criticas sem respostas satisfatórias, tendo sido dado ao presidente da direcção o prazo de dia 22 para resolver a situação da proposta do comando. Dia 22, ontem, realizou-se a reunião de Direcção onde o presidente entrou em conflito com a restante direcção o que levou o mesmo a abandonar abruptamente a reunião e a direcção juntamente com mais quatro elementos, assim, os bombeiros, preparam a entrega de mais de 50 assinaturas para convocatória de uma assembleia-geral”.

Pelo que ouvida e relida a reunião foi pacífica e tomadas as decisões que deveriam ter sido tomadas. Em jeito de conclusão aponto:

- Se o presidente disse, perante testemunhas e no sítio próprio, para o Comandante enviar a proposta o porquê desde alarido?

- Não pode ser qualquer proposta. O senhor Joaquim Coelho jamais poderá ser segundo-comandante conquanto processou a Associação, ou seja atentou contra uma entidade da qual é sócio e, salvo melhor opinião, até era motivo mais que suficiente para o consequente processo disciplinar por não salvaguardar os interesses da Associação a que pertence.

- O senhor Horácio já há muito que devia ter abandonado o Comando por falta de certificação da competência técnica. Tem curso de Comando? Certificou as competências? Tem idade e genica? Percebe do assunto? Tem curso de socorrismo?

- O senhor Luís Duarte, que até foi meu chefe de piquete, quer dançar conforme os galões com que lhe acenam. Por mais competência técnica que tenha a Lealdade deve fazer parte das qualidades de qualquer comandante. Não me parece que a tenha.

Rumo de acção:

- Como tenho tempo e vontade vou questionar a minha Republica sobre a minha segurança. Vivo num concelho de 100 mil habitantes e estou preocupado com a segurança. Ainda esta semana vi 3 ambulâncias para uma queda com uma vítima. Curiosamente a única que estava estacionada em contra-mão, sem segurança e a por em risco a de terceiros era a dos meus bombeiros. Curiosamente chefiada por um dos contestatários. Se em vez das contas do rosário da Direcção se preocupassem com a operacionalidade…

- Jamais irei aceitar a nomeação do senhor Joaquim Coelho para segundo-comandante. Posso não a travar, mas irei atrasá-la seguramente. Não que tenha o que quer que seja contra o Quim, mas acho que como Bombeiro antigo, graduado e capaz deveria dar outros exemplos e não se deixar empolgar. Tal como fez na escola do Acácio quando chefiou o Internacional, com recrutas, para um fogo na então Cave do Rei. Esse é que era o Quim Coelho que ensinava e respondia pelos seus homens. O de hoje não o conheço.

- Se a Direcção cair por falta de quórum ou porque se demitiu serei o primeiro mobilizador de sócios para votarem em branco, caso apareçam candidatos à Direcção que se tenham demitido da actual.

- Venha a Assembleia-geral. Os sócios devem conhecer tudo o que se passa. Com transparência e não com jogadas de bastidores. E dela deve ser dado conhecimento à cidade, principalmente aqueles que quando precisam de socorro batem à porta da Corporação e obtém um não como resposta.

Por fim questiono, com um mero exemplo, querem alguém que resolva o problema dos bombeiros, como fizeram ao Armando que apesar da infelicidade de ter um acidente em serviço ainda tentaram que fosse espoliado dos seus direitos ou alguém que defenda, com obra feita, o trabalho dos bombeiros? E não é já tempo de deixarem os galões e preocuparem-se com o concelho ou estão à espera que aconteça como em Braga?

Enviado por: Amadeu Augusto Saraiva Araújo Lopes (Lambaia) Bombeiro de 1ª Classe do Quadro Honorário