terça-feira, 20 de abril de 2010

Bombeiros pedem reforço monetário

Voluntários das equipas de combate aos incêndios dizem que subsídio não paga despesas.
Os bombeiros voluntários que integram as equipas de combate a incêndios, consideradas essenciais no ataque inicial aos fogos entre Maio e Setembro, recebem apenas 1,70 euros por hora, dinheiro que mal dá para pagar deslocações e refeições.

"Quase que ainda temos de pagar para fazer o serviço", queixa- -se Ricardo Gonçalves, de 32 anos, dos Bombeiros Voluntários de Alcochete. "É algo que me parece desajustado e irrisório com as refeições que temos de fazer pelo meio", refere, lembrando que se tiver de almoçar e jantar num espaço de 12 horas gasta, no mínimo, 10 dos 20,40 euros que irá auferir, tendo ainda de descontar o valor das deslocações.

Considerando o montante injusto, a Liga dos Bombeiros Portugueses há três anos que solicita a sua actualização perante o esforço inerente ao trabalho de combate a incêndios. "Não é realmente justo, sobretudo se tivermos em consideração este valor para uma acção que exige elevado esforço físico e elevado stress psicológico", salientou, ao JN, o presidente Duarte Caldeira. "De facto, seria justo que houvesse uma actualização", acrescenta.

Por outro lado, o responsável explica que não existe uma relação de contrato entre os bombeiros voluntários e o Estado, tratando-se apenas de um prémio de recompensa. "É um mecanismo de compensação do tempo perdido", frisa, salientando que com o aumento do desemprego tem havido nos últimos anos mais elementos disponíveis para integrar as ECIN.

"Há já uma rotina. Os bombeiros quando marcam férias já calendarizam cinco dias, uma semana ou duas, no máximo, para dar ao quartel", realça, alertando, porém, que "é preciso ser audacioso nos incentivos a este voluntariado" para garantir a mobilização.

JN

Menos bombeiros a combater fogos

O ano passado foi um dos mais trabalhosos para todos os bombeiros e instituições mobilizadas para o combate aos fogos florestais. Desde 2005 que não ardia tanta zona verde de norte a sul de Portugal, pelo que se aguarda com grande expectativa o desenrolar de 2010, isto depois de os responsáveis governamentais terem manifestado vontade de diminuir a área ardida.

Para já, neste ano apenas uma coisa é certa no combate aos incêndios: vão estar disponíveis menos homens no terreno, contrapondo com um maior número de viaturas. Esta é a principal conclusão da Directiva Operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil, divulgada anteontem.

Segundo o documento, na temporada de fogos que se avizinha estará disponível, ao longo da fase Charlie (entre 1 de Julho e 30 de Setembro), aquela que regista temperaturas mais elevadas e que para as autoridades é considerada a mais crítica, um total de 9985 elementos, auxiliados por 2177 veículos. Quanto aos meios aéreos, as várias bases do País terão 56 aeronaves (entre helicópteros e aviões) prontas a entrar em acção.

Comparativamente ao que aconteceu no ano passado, isto significa que vão estar disponíveis, por todo o País, menos 193 homens (eram 10178 em 2009), mas mais 769 viaturas no terreno (apenas 1408 em 2009).

Destaque para o facto de cinco dos distritos portugueses não estarem protegidos por qualquer equipa de intervenção permanente, casos de Beja, Évora, Faro, Lisboa e Setúbal. Relembre-se ainda que em 2009, até ao final de Setembro, arderam aproximadamente 77 mil hectares de área florestal.

Preocupante para as autoridades é o facto de quarenta por cento dos incêndios ter começado durante o período nocturno, o que sugere causas humanas.

Curiosamente, apenas um por cento dos fogos teve origem em causas naturais.

BOM TEMPO JÁ DEU TRABALHO ÀS CORPORAÇÕES

Segundo números divulgados pelo Comando Nacional de Operações de Socorro, na página oficial da Protecção Civil, o bom tempo que se registou na semana a seguir

à Páscoa já deu algum trabalho aos bombeiros de todo o País. O fim--de-semana de dia 10 e 11 foi o mais crítico, com a ocorrência de 102 incêndios florestais no sábado, que foram combatidos por 879 homens apoiados por 229 viaturas no terreno. No domingo houve 84 fogos.

CM

Bombeiros vão ter quartel "Século XXI"

A primeira pedra do futuro quartel dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha foi ontem de manhã lançada numa cerimónia presidida pelo governador civil do distrito de Aveiro, José Mota.

O novo edifício, com custos estimados em 1,250 milhões de euros, irá denominar-se "Século XXI" e será construído hum terreno cedido pela Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, com uma área de 16 mil metros quadrados na zona industrial muito perto da "Helipista".

A cedência do terreno por parte da Câmara aos bombeiros de Albergaria-a-Velha será período de 51 anos.

A construção do edifício que deverá estar pronto no próximo ano terá financiamento público através do QREN (Quadro Estratégico de Referência Nacional) e poderá ainda receber ajudas monetárias da autarquia,. "Os bombeiros devem contar com o apoio da Câmara para a construção do novo quartel", sublinhou ontem o presidente da autarquia albergariense João Agostinho durante a cerimónia solene que evocou a passagem do 85.º aniversário da instituição.

Os bombeiros de Albergaria-a-Velha estão hoje localizados no centro da vila, num quartel que data de 1969 e que está ultrapassado.

O governador civil de Aveiro, José Mota, que estava em representação do secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, que o "Governo tem sabido encontrar as condições necessárias para o financiamento" das infra-estruturas dos bombeiros.

O novo quartel dos bombeiros de Albergaria-a-Velha vai romper com a filosofia tradicional das instalações dos bombeiros voluntários em Portugal.

Será uma construção tipo industrial, com apenas duas portas e os carros no seu interior não ficarão estacionados paralelamente, mas em espinha. Terá uma zona de descontaminação para as ambulâncias e não terá camaratas mas quartos triplos para homens ou mulheres. Segundo os responsáveis pelos bombeiros de Albergaria-a-Velha, o futuro quartel segue as pisadas do que se está a fazer de melhor pela Europa, nomeadamente em França. Chamar-se-á "Século XXI porque para além das inovações terá baixos custos de manutenção.

JN

Bombeiros Voluntários de Canha - MONTIJO Apresentam Escola de Infantes e Cadetes

O 27.º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Canha, assinalado ontem, ficou marcado pela atribuição de uma das mais altas condecorações da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) ao Presidente da Direcção, António Comenda Henriques, e pela apresentação da Escola de Infantes e Cadetes da corporação.

Para o Governador Civil do Distrito de Setúbal, Manuel Malheiros, a Escola, com cerca de 15 crianças, não vai, apenas, formá-los para a serem bombeiros, mas sobretudo para serem cidadãos mais dedicados aos outros, atentos e conscientes do dever de serviço público.
“A Protecção Civil diz respeito a todos, mas na primeira linha estão os bombeiros. É com eles que temos de contar, é a eles que temos de ajudar e apoiar. É, particularmente, importante e sensibiliza muito a qualquer pessoa a existência de uma escolinha de bombeiros. Ver aqueles jovens, aqui, interessados, fardados, marchando, mas ao mesmo tempo sabendo que não estão a aprender a ser bombeiros, estão a aprender é o espírito de cidadania, de serviço público, de dedicação aos outros, é realmente importante e emocionante. Mais uma vez a profissão de bombeiro vai além da estrita protecção contra o fogo e contra as inundações. Vai no sentido da integração da sociedade, da cidadania activa e de espírito de sentido público” disse.

Outro dos momentos mais marcantes da cerimónia foi a distinção de António Comenda Henriques, que participou na fundação da Associação, com o Crachá de Ouro da LBP.

“Que melhor forma de comemorar 27 anos do que atribuir o crachá de ouro da Liga ao seu fundador. É um dos mais altos galardões da Liga dos Bombeiros Portugueses”, disse António Rodeia Machado, vice-presidente da LBP, referindo que António Comenda Henriques é merecedor da distinção “pelos altos serviços prestados nesta Associação”.

Durante a cerimónia, foram também atribuídas medalhas de assiduidade e dedicação aos bombeiros da corporação e inauguradas três novas viaturas, que vêm reforçar a frota automóvel.

No final da sessão, a Presidente da Câmara Municipal, Maria Amélia Antunes, felicitou a Associação “e os que de uma forma ou outra foram homenageados pelo seu trabalho e pela sua dedicação”. Maria Amélia Antunes deixou uma palavra de agradecimento ao Presidente de Direcção, referindo que o reconhecimento feito “é da mais elementar justiça”.

Marcaram, também, presença na cerimónia o 2.º Comandante Operacional Distrital, Rui Costa, em representação da Autoridade Nacional de Protecção Civil, e o Comandante Fernando Pestana, em representação da Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal.
Rostos Online

“Há quem queira a cabar com os bombeiros voluntários, mas tudo faremos para os manter”

As contas não estão fáceis de fazer na Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Coimbra. A conjuntura divulgada ontem, na sessão comemorativa dos 121 anos da instituição, por Fausto Garcia, presidente da Direcção, deixa antever problemas maiores do que aqueles com que os Voluntários convivem diariamente. «As receitas provenientes do serviço de ambulâncias para os hospitais, que eram um bom sustentáculo da Associação, são cada vez menos», expressou Garcia, depois de ter revelado que a instituição tem o orçamento anual de «cerca de um milhão de euros».
«Acontece que, só em Coimbra, existem 11 empresas de transporte de ambulâncias, que fazem concorrência desenfreada aos bombeiros», argumentou o dirigente dos Voluntários de Coimbra, antes de exclamar: «Se os serviços destas, distribuídos pelos hospitais, forem equitativamente atribuídos em número de quilómetros percorridos, ficamos com sérias dúvidas sobre a viabilidade destas empresas, pois os hospitais de Coimbra pagam à Associação uma média anual de 39.310,85 euros».
Fausto Garcia perguntou, então, se «será possível manter uma empresa com estas receitas, pagando às tripulações, Segurança Social, reparação de viaturas, seguros, etc». De seguida, respondeu: «Se os serviços forem equitativamente distribuídos, tendo em conta os quilómetros percorridos idênticos aos dos Voluntários, essas empresas, muitas delas, teriam falido por falta de receitas».
Num discurso perceptivelmente preocupado, o presidente da Direcção reparou que «os serviços de transporte dos hospitais parecem não ter em conta que os Bombeiros Voluntários de Coimbra não fazem só transporte de doentes, mas prestam todo o tipo de socorro», lembrando que «as ambulâncias dos bombeiros ainda recentemente foram equipadas, por obrigação legal, o que não é nada barato», antes de pedir «bom senso e equilíbrio».

Operacionalidade ainda não está em causa
Fausto Garcia acrescentou que se a situação se mantiver «é natural que tenha de haver centenas de despedimentos de tripulantes de ambulâncias», explicando que «deixaremos de ter alguns fundos, ainda que miseráveis, dos hospitais, como é o nosso caso, para ajudar a liquidar os seus vencimentos». «Esta situação é inacreditável e a manter-se será a morte lenta das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, nomeadamente a de Coimbra. Não temos outras fontes de receita e estas têm diminuído assustadoramente», assegurou. Apesar das dificuldades, declarou o dirigente, não está, «por enquanto, em causa a operacionalidade do corpo de bombeiros».
Com 40 mil euros anuais de subsídio da Câmara Municipal de Coimbra, que aumentou o valor em 10 mil euros, mas que «não dá para liquidar um mês de despesas», Garcia socorreu-se da estatística para informar que «somos o corpo de bombeiros voluntários que mais socorro presta no distrito». Mesmo considerando as exigências legais, «exageradas para quem trabalha durante o dia e passa as noites no quartel», o presidente da Direcção assegurou que «a formação não é descurada, bem pelo contrário». «Por tudo o que se disse, parece-me que há quem queira acabar com os bombeiros voluntários, mas tudo faremos para os manter», realçou.
Muito se tem falado nos últimos tempos da crise de voluntariado. Fausto Garcia revelou que «o voluntarismo pode estar em causa, mas não nos faltam voluntários, falta-nos sim disponibilidade financeira para lhe darmos tudo quanto eles merecem». «Pergunto-me se o Estado, com tantas exigências pouco apropriadas para voluntários, não estará a cavar a sepultura do próprio voluntariado, que lhe faz falta», disse, prosseguindo com a certeza de que, «sem os beneméritos, a Associação estaria já tecnicamente falida». «São eles que têm substituído os deveres públicos», declarou, antes de dar um exemplo.
«Para este ano, temos outra viatura que nos foi oferecida pela REN, mas que tivemos de equipar e para a qual muito contribuiu a sócia benemérita Susana Redondo. Não tivemos qualquer ajuda do Estado», lamentou o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Coimbra, que, no que respeita a viaturas, adianta que «estamos bem equipados». Ontem, Pedro Veloso Marques tomou posse como adjunto do comando, tendo sido atribuídas condecorações a bombeiros e homenageadas empresas e os sócios beneméritos, incluindo a entrega de capacetes a oito descendentes da família de José Carranca Redondo, os mais jovens sócios beneméritos de sempre.

Comandante fala em “grande carência” de fardamento
Ontem, além da falta que faz um novo quartel, Fernando Nobre, comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, sublinhou a «grande carência de fardamento e equipamento de protecção individual». Por sua vez, António Simões, em representação da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra e da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), confirmou os «problemas que afectam todas as associações do país que fazem transporte de doentes em ambulâncias dos bombeiros».
«Durante muitos anos, o Estado serviu-se das associações. O que não gostaríamos de ver era, de um momento para o outro, estas instituições serem substituídas por empresas privadas a quem, se calhar, se vai pagar muito mais», afirmou o também comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, antes de anunciar que «a LBP está a trabalhar com o Ministério da Saúde para que haja bom senso, de forma a manter os postos de trabalho».
António Ferreira Martins, comandante operacional distrital de Coimbra, assumiu que, este ano, «o dispositivo de primeira intervenção apresentado para o distrito é igual ao do ano passado», pelo que «não há substituição de bombeiros», acrescentando que, «em 2009, foram gastos, no distrito de Coimbra, um milhão e quase 200 mil euros em despesas com pessoal entre 15 de Maio e 31 de Outubro».
Henrique Fernandes confirmou a verba de «um milhão e 180 mil euros gastos, em 2009, com pessoal dos corpos de bombeiros», além de, garantiu, «as câmaras municipais terem suportado os seguros e entregue subsídios regulares de meio milhão de euros». Por fim, o governador civil de Coimbra desafiou à constituição de um espaço de reflexão, envolvendo todas as entidades com responsabilidades na protecção civil.

Crise justifica atraso na cedência do terreno para o novo quartel
O novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Coimbra continua sem passar do projecto de intenções. «Necessitamos ainda da escritura para que o terreno [entre o Fórum e o Centro de Saúde de Santa Clara] seja da Associação», informou Fausto Garcia, sublinhando que, «agora, lutamos com outra grande dificuldade que não se levantava há 10 anos».
«Para construir o novo quartel, necessitamos de vender as actuais instalações, mas não encontramos um comprador devido à crise que lavra na construção civil. Há alguns anos, houve boas ofertas, que não se concretizaram porque apesar de ter ido a concurso público a construção do aquartelamento, noutro local, este foi posteriormente reprovado», contextualizou.
O presidente da Direcção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Coimbra deu conta, ainda, que o Quadro de Referência Estratégico Nacional «agora só subsidia até 70 por cento, mas só a parte operacional, tendo nós que pagar pelo menos 30 por cento do restante da construção, que diz respeito à área administrativa, bar, parte social, etc».
João Paulo Barbosa de Melo disse estar «esperançado» que, no próximo ano, o assunto do quartel «se possa resolver», com o vice-presidente da Câmara de Coimbra a explicar que «o terreno não é da autarquia, mas de particulares que estão envolvidos numa operação urbanística que a fará quando o terreno for libertado para a Câmara, que, depois, o transferirá para os Bombeiros Voluntários de Coimbra».
Os atrasos são justificados com a crise, que afecta fortemente o sector imobiliário e retrai o investimento, mas também com «questões ambientais». «Devido à crise, não posso dizer uma data para quando a escritura vai estar pronta a ser feita», prosseguiu Barbosa de Melo, que disse, ainda, esperar que «a crise possa deixar vender as actuais instalações».
Diário de Coimbra

domingo, 18 de abril de 2010

Em Destaque "Loriganet": Simulacro dos Bombeiros de Loriga 1994

Vagos: Bombeiros do distrito operacionais


Os bombeiros do distrito mostraram ontem que estão operacionais e capazes de responder com prontidão ao combate a incêndios florestais
Os bombeiros do distrito de Aveiro foram, ontem, testados quanto à sua operacionalidade no que diz respeito ao combate a incêndios florestais.
Mais de duas centenas de “soldados da paz” de todo o distrito combateram um “incêndio florestal” em Calvão, na Mata Nacional de Vagos.
O alerta para este simulacro de grandes dimensões foi dado cerca das 8 horas, tendo as operações durado até às 11.40 horas, altura em que foi dado como dominado e entrou em fase de rescaldo.
Segundo o comandante das operações e socorro, Miguel Sá, as maiores dificuldades prenderam-se com as comunicações e a falta de meios adequados para o tipo de terreno, bastante arenoso, em que aconteceu o incêndio. Contudo, os meios foram improvisados e o combate e salvamentos de três “feridos” foram assegurados com prontidão e eficácia.
No local, além dos elementos que combateram as chamas, esteve o 2.o comandante operacional nacional, José Codeço, o governador civil de Aveiro, José Mota, além de peritos franceses – que vieram a Aveiro promover acções de formação - e outros agentes da Protecção Civil.
Este exercício mobilizou todas as corporações do distrito de Aveiro, num total de 265 elementos, apoiados em 81 viaturas, além de elementos da GNR, GAUF, Autoridade Florestal Nacional, Autoridade Nacional da Protecção Civil, Governo Civil e Afocelca, entre outros.
Diário de Aveiro/Vera Tavares

Melhor Protecção Civil

O Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, foi recebido em Gaia, no quartel dos Bombeiros Sapadores, por Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, e restante executivo, com guarda de honra.

Após visitar o quartel, o Secretário de Estado tomou conhecimento das necessidades que afectam a Companhia de Bombeiros Sapadores, não obstante o investimento de cinco milhões de euros por ano a cargo da Câmara Municipal de Gaia.

Uma das necessidades mais urgentes, referida por Marco António Costa, Vice-Presidente da Câmara de Gaia, é a aquisição de um veículo de salvamento e desencarceramento rápido e moderno para substituir o actual, que já tem 22 anos de existência, só transporta dois bombeiros e atinge a velocidade máxima de 40 km/hora.
"Esta aquisição seria a maior prenda que a Companhia poderia receber no dia do seu aniversário - 4 de Maio" quando completa 171 anos de vida. Gostaria de ter no horizonte essa promessa cumprida", afirmou, por sua vez, Salvador Almeida, Director Municipal de Bombeiros e Protecção Civil de Gaia.

A par das insuficiências de recursos materiais, foi também abordada a falta de recursos humanos. "Temos 100 efectivos e a sua renovação é necessária ", acrescentou ainda Salvador Almeida. De referir que rácio actual é de um bombeiro por 3000 habitantes, para um território com uma área de 167 km2, o que é manifestamente insuficiente, comparando com outros grandes municípios.

As fontes de financiamento dos Bombeiros Sapadores de Gaia resultam do Orçamento da Câmara Municipal. A questão do financiamento é fundamental, mas tem que ser realista e o esforço tem que ser colectivo. "Existem soluções para aqueles que têm mais capacidade. Em alguns casos, empresas cotadas na bolsa e que, distribuindo dividendos de uma forma significativa, poderiam comparticipar neste esforço colectivo de financiamento de um serviço que é crucial", afirmou a propósito Luís Filipe Menezes, Presidente da Câmara de Gaia, antes de destacar a importância da criação de uma taxa municipal para garantir um maior e melhor apoio à comunidade por parte da Protecção Civil.

Em resposta a Luís Filipe Menezes, o Secretário de Estado da Protecção Civil considerou " justa a sugestão da criação de uma Taxa Municipal de Protecção Civil, não de uma forma isolada, pontual, município a município, mas de uma forma articulada entre os municípios".



"Recorde-se que a Câmara Municipal de Gaia e o Governo têm mantido uma relação estreita na resolução dos problemas da população", acrescentou Vasco Franco, destacando que uma das suas apostas é contribuir para a alteração do regulamento do QREN, de modo a permitir que outros municípios, para além de Lisboa, se possam candidatar à compra de viaturas.
"Têm sido aprovados inúmeros projectos no âmbito do QREN para apoio aos Bombeiros, quer em matéria de instalações, quer de construção de novos quartéis quer ainda na aquisição de equipamentos e de viaturas. Vamos procurar que estes apoios também abranjam de uma forma mais efectiva os municípios que têm Bombeiros Sapadores e Bombeiros Municipais", concluiu Vasco Franco.

GaiaGlobal

Burlões fazem-se passar por bombeiros

O Comandante dos Bombeiros de Vila Nova de Santo André alertou a população, esta sexta-feira, para burlas praticadas por pessoas que se fazem passar por elementos do hospital ou da associação de bombeiros local.

O comandante Alberto Trigo explicou à agência Lusa que a corporação de bombeiros foi contactada por «vários habitantes que diziam que havia pessoas a baterem-lhes à porta e se identificavam» como estando ligadas «ao hospital e aos bombeiros».

«Essas pessoas diziam aos moradores que tinham uma certa dívida para com as referidas instituições e pediam para pagar», acrescentou.

O comandante disse à Lusa que pelo menos seis habitantes terão sido burlados através deste esquema. Uma das pessoas pagou 140 euros, outras não «caíram» porque não tinham «dinheiro disponível».

O mesmo responsável da corporação de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Santo André, em Santiago do Cacém, avançou que a situação foi comunicada de imediato à GNR.

Alberto Trigo deixou um alerta à população local: «Se alguém lhe bater à porta a dizer que vai cobrar uma dívida por parte dos bombeiros, não pague e alerte a GNR ou ligue para os bombeiros», disse.

Em Santo André, disse ainda, «ninguém cobra dinheiro dos bombeiros, excepto as quotas». «Todos os outros serviços de dívida aos bombeiros são enviados por carta».

TVI24

Prioridades dos Bombeiros são carro de desencarceramento e novo quartel

Foi eleita, no passado sábado, a lista que vai liderar os destinos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada (AHBVL) no próximo triénio. José António Tavares de Oliveira foi reeleito presidente da direcção. Segundo ele, os objectivos desta corporação passam, a curto prazo, pela aquisição de uma viatura de desencarceramento, e a, médio/longo prazo, pela construção de um novo quartel.
É difícil arranjar dirigentes para as associações
Para Tavares de Oliveira, engenheiro electrotécnico de 53 anos, residente em Boim, este será já o terceiro mandato à frente da corporação de bombeiros lousadense. Das listas em que concorre, desde 2006, uns saíram outros entraram, mas Tavares de Oliveira manteve-se e recandidatou-se porque, assume, é cada vez mais difícil encontrar voluntários que queiram dirigir estas associações. "Sobretudo desde que a nova lei de gestão das associações pune cível e criminalmente os responsáveis por má gestão", explicou. Essa foi uma das razões que o levou a continuar.
A outra foi a vontade de pôr em prática os projectos já iniciados. Para o futuro, referiu, querem concretizar dois grandes objectivos: a aquisição de uma viatura de desencarceramento e a construção de um novo quartel. Para cumprir a primeira meta, já foi realizado no ano passado um peditório no concelho que "correu bem". "A população foi generosa", adiantou Tavares de Oliveira que, apesar de não adiantar números falou em "verbas significativas" que não chegam para adquirir o veículo mas que podem permitir à corporação fazer um leasing para concretizar o objectivo. "Queremos ter ainda este ano essa viatura", frisou o presidente da direcção, justificando a urgência pelas condições do concelho, servido por estradas onde se circula a grande velocidade e onde há regularmente acidentes.
Quartel actual já não é suficiente
"As instalações que temos foram projectadas para um corpo activo de 50 elementos. Hoje, temos mais do dobro", disse, por outro lado Tavares de Oliveira sobre o desejado novo quartel. Além disso, referiu, há ainda que ter espaços adaptados ao corpo feminino, que actualmente já conta com 30 jovens. Para já, o novo espaço ainda nem está no papel. A direcção vai começar a entrar em contacto com alguns proprietários de terrenos de possíveis localizações, mas admite que a ideia está apenas a dar os primeiros passos. Outro dos objectivos é dar mais formação à corporação.

O Verdadeiro Olhar

Um raio atingiu o quartel dos Bombeiros de Tomar

Uma forte chuvada inundou ontem as ruas de Tomar, Braga e Guimarães.
Em Tomar, um raio atingiu o quartel dos Bombeiros, queimando a central telefónica.
Várias habitações foram inundadas em Braga e Guimarães e uma pessoa ficou desalojada.
O quartel dos Bombeiros de Taipas (Guimarães) sofreu inundação e ficou com as comunicações destruídas.
A queda de um raio em Alcobaça deixou Casais de Santa Teresa sem electricidade.
CM

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Rede de emergência nacional

A Secretaria de Estado da Administração Interna e a Secretaria dos Assuntos Sociais assinaram ontem dois protocolos com vista à uniformização dos sistemas de comunicações de emergência. A Madeira passa a estar integrada, em pleno, no SIRESP - Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal.
Dois protocolos com vista à cobertura da Região Autónoma da Madeira pelo Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança em Portugal (SIRESP), e para as áreas de intervenção e responsabilidade das entidades utilizadoras do referido sistema nacional, foram ontem assinados pela secretária de Estado da Administração Interna, pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, pelo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas e pelo presidente do SIRESP.
Com este projecto, fica uniformizada a rede de comunicações de emergência e segurança entre o continente e a Madeira, numa cobertura integral da RAM, orçada em 21 milhões de euros, que representam um esforço financeiro do Estado e do Governo Regional, como salientou a governante nacional, Dalila Araújo, em declarações aos jornalistas.
“Esta é uma obrigação do Governo para com a Madeira, é um sistema nacional e a Região Autónoma faz parte do nosso território, portanto é a aplicação de um projecto nacional de grande importância do ponto de vista das comunicações”, sublinhou Dalila Araújo.
“Nós assinalamos justamente aqui, na Madeira, o fecho deste importante investimento para
Portugal e para a Região Autónoma”, referiu ainda, lembrando que a rede do sistema em causa fechou, em termos de contrato, em Dezembro, estando já implementada e em funcionamento na Madeira toda a tecnologia necessária para a rede nacional. Em suma, explicou ainda, procedeu-se à migração da rede já existente na Região - Sistema Integrado de Comunicações de Segurança, Emergência e Defesa da Madeira (SICOSEDMA) - , para a rede SIRESP. Dalila Araújo disse ainda que foram distribuídos, recentemente, cinco mil terminais SIRESP, estando prevista a distribuição de mais 18 mil terminais pelo país.
O secretário regional dos Assuntos Sociais, salientou, por seu turno, que com os protocolos ontem assinados e com a integração do SICOSEDMA no SIRESP, «o País ficou mais rico», tendo em conta que foram transferidos para o sistema nacional as estações e equipamentos já existentes no seu sistema de comunicação de emergência. Francisco Jardim Ramos apontou ainda «o bom entendimento entre o Ministério de Administração Interna e o Governo Regional», na implementação do sistema nacional de comunicações de emergência.
Após a assinatura dos protocolos, Dalila Araújo, Jardim Ramos e elementos das forças de segurança, de socorro e militares deslocaram-se ao Comando Operacional da Madeira, onde é gerido o sistema na Região. De salientar que partilham do SIRESP associações humanitárias de bombeiros, a Cruz Vermelha Portuguesa, Forças Armadas, a GNR, PSP, PJ, Autoridade Marítica, Instituto Nacional de Emergência Médica, SEF, o Serviço de Informações de Segurança e a Autoridade Nacional de Protecção Civil.
O SIRESP na Madeira está em funcionamento pleno desde o último dia 23 de Março. Actualmente, a rede na RAM contempla 18 estações base no âmbito do SICOSEDMA e 11 no âmbito do SIRESP, ficando assim com 29 estações base. De referir ainda que a tecnologia implementada em Portugal responde ao contexto europeu, com 15 países (incluindo Portugal) a terem projectos para segurança e emergência desta natureza.


Dalila Araújo fez balanço positivo à visita à RAM
Antes da visita ao Comando Operacional da Madeira, Dalila Araújo fez um balanço positivo à sua visita à Madeira, que terminou ontem. A secretária de Estado esteve, na sua deslocação à Região, nas instalações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), tendo salientado que a Região é «um bom exemplo» das políticas de integração dos imigrantes. «A Madeira é um bom exemplo dessa política que assenta na população do fluxo migratório e nas políticas de integração e numa acção concertada com outras forças de segurança naquilo que é o combate à imigração ilegal e ao tráfico de seres humanos», analisou.
Jornal da Madeira

Agressão, acidente e alarmes de fogo movimentam BVM

Uma mulher foi ontem transportada pelos Bombeiros Voluntários Madeirenses ao Hospital Dr. Nélio Mendonça para observação, em consequência de uma agressão, na Rua D. Carlos I, por volta das 8:30 horas.
A mesma corporação esteve também activa devido a duas suspeitas de fogo. Uma delas, aconteceu na Rua do Till, às 16:17 horas, no infantário “Os reguilas”. O alarme de incêndio disparou, mas os bombeiros nada detectaram.
A outra saída aconteceu por volta das 9:58 horas, para o Hotel Santa Maria, que se encontra desactivado. Ao que tudo indica, alguns empregados estavam a fazer a limpeza no local, mas a poeira terá atingido alguns sensores, o que fez disparar o alarme. Em ambos os casos, foram deslocados para os locais um pronto socorro e cinco elementos.
Também de manhã, um acidente de viação na via-rápida, pelas 9:12 horas, junto à entrada da Boa Nova, no sentido Santa Cruz-Funchal, envolveu quatro veículos ligeiros de passageiros, de que resultou ferimentos em duas pessoas, nomeadamente, uma senhora que se fazia acompanhar de um bebé de 22 meses. Por precaução foram ambos observados no Hospital.
Os BVM tiveram ainda onze serviçoes de âmbito pré-hospitalar.
Jornal da Madeira

Doentes do Cadaval sem justificação para pagar ambulâncias

Os Bombeiros Voluntários do Cadaval apresentaram uma queixa, na Liga dos Bombeiros, devido ao facto do Centro Hospitalar de Torres Vedras ter deixado de passar as justificações dos transportes de doentes para as urgências, provenientes do concelho do Cadaval, com prejuízo manifesto para os Bombeiros Voluntários e utentes.

O Comandante dos Voluntários do Cadaval reclama “uma clarificação dos critérios” e denuncia que o acordo com a ARS de Lisboa e Vale do Tejo, após o encerramento do SAP do Cadaval, “não está a ser cumprido”.

Os Bombeiros Voluntários do Cadaval querem saber “porque é que um doente, que morre dois dias depois de dar entrada no hospital de Torres Vedras, não obtém justificação” para ir de ambulância para o Hospital.

José Carlos Caetano explica que “a justificação começou a ser negada há cerca de dois meses”. Há casos de doentes que seguem depois para Lisboa para fazerem exames e que ficam sem justificação para o transporte desde o Cadaval.

As situações de urgência são mais que justificadas, porque os doentes estão sem alternativa”, garante o comandante dos Bombeiros Voluntários do Cadaval.

Para o presidente da Câmara do Cadaval, Aristides Sécio, “é o acordo com a ARS que não está a ser cumprido pelo Hospital”. “O acordo estabelecia que todos os doentes do Cadaval tinham direito a ambulância paga ida e volta”, explicou.

O presidente da Câmara do Cadaval levou este caso à ministra da Saúde, Ana Jorge, na recente reunião dos autarcas do Oeste com a ministra, mas a situação mantém-se.

Segundo o gabinete de relações públicas do Hospital de Torres Vedras, a instituição “cumpriu a norma que cabe ao médico decidir se deve ser pago pelo doente o transporte”. “Exceptuam-se os casos sociais, que são devidamente encaminhados para a assistência social”.

Os casos mesmo urgentes devem vir através do INEM e os doentes podem sempre reclamar, no gabinete do utente, quando entenderem que o serviço não foi pago pelo hospital”, esclareceu o gabinete de relações públicas.
Jornal Oeste online

Fernando Curto disponível para debate público sobre questão dos bombeiros

Em comunicado, Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), mostrou-se disponível para participar num debate público, com os comandantes dos corpos de bombeiros voluntários do concelho.

Em ‘cima da mesa’ continua a polémica instalada nas últimas semanas e que envolve a reestruturação operacional dos bombeiros.

A comunicação surgiu após Almeida Lopes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria, ter tecido algumas críticas a Fernando Curto.
Num trabalho publicado na última semana, Almeida Lopes acusou o responsável pela ANBP de "falta de cultura democrática", quando este declarou não saber "com que efectivos e em que modo" os bombeiros voluntários actuam no concelho.

O comandante dos Voluntário de Leiria, afirmando falar pelos comandantes dos corpos não-profissionais leirienses, e mantendo-se à margem das reinvidicações dos Municipais, declarou que 77 por cento das ocorrências em 2009 foram registadas pelos três corpos voluntários, mostrando assim a capacidade de resposta destes.

Em vários pontos, Fernando Curto afirmou que a ANBP e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP) "sempre defenderam a coabitação entre os bombeiros voluntários e os profissionais".
"Mas devemos cumprir a lei e organizar o socorro no município de Leiria, tendo sempre como objectivo a salvaguarda das populações, sejam os serviços prestados pelos profissionais ou pelos voluntários", lê-se ainda.
No mesmo documento, a ANBP questiona se "será correcto que a 500 metros do quartel dos bombeiros municipais, estes não possam intervir porque essa área é dos bombeiros voluntários?".

Sublinhando que Raul Castro, presidente da câmara leiriense, conhece os objectivos da luta da ANBP e do SNBP, Fernando Curto afirma ser "lamentável que se considere que os bombeiros municipais com apenas 10 homens por turno consigam garantir um socorro com qualidade e rapidez na resposta" e que sempre defenderam que o efectivo devia ser constituído por 20 elementos por turno.

Com o objectivo de esclarecer a população sobre estas questões, o responsável da ANBP afirmou-se disponível para reunir com os deputados municipais e vereadores de todos os partidos com representação na Câmara Municipal de Leiria, bem como com os presidentes de junta de freguesia, com as associações comerciais e industriais e restantes forças de segurança.

Reunião com a câmara

Raul Castro recebe amanhã a ANBP, nos Paços do Concelho, respondendo assim à solicitação feita pelos seus responsáveis. Recorde-se que na última semana, os bombeiros municipais marcharam até à câmara onde foi entregue um abaixo-assinado pedindo o afastamento do actual comandante, Artur Figueiredo.

Diário de Leiria

terça-feira, 13 de abril de 2010

A chuva está de volta

Após vários dias de sol, o Instituto de Meteorologia (IM) prevê uma alteração do estado do tempo, para esta terça-feira, com aumento de nebulosidade e aguaceiros, a partir da tarde, em todo o país.
De acordo com o IM, os aguaceiros podem ser acompanhados de trovoadas na região norte de Portugal Continental e no arquipélago da Madeira.
Nas regiões centro e sul, os aguaceiros podem ser localmente fortes e de granizo, esperando-se ainda queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela no final do dia.
Quanto a temperaturas máximas, a previsão é de 21 graus Celsius para o Porto, 20º para Lisboa, 20º para Faro, 16º para Ponta Delgada e 21º para o Funchal.
IOL Diário

Comandante criticou Centro de Orientação de Doentes Urgentes

“A triagem feita pelo CODU (Centro de Orientação dos Doentes Urgentes) não é sempre perfeita”, lamentou ontem o comandante dos Bombeiros Voluntários de Viatodos.
Joaquim Pereira, que falava na sessão solene do 26.º aniversário da corporação, adiantou que “umas vezes o doente não é considerado grave e os socorristas quando chegam ao local verificam o contrário e até solicitam o carro médico, noutras é considerado grave e verifica-se o contrário”.

Tendo na mesa representantes do Governo Civil de Braga, da Autoridade Nacional de Protecção Civil, da Liga dos Bombeiros Portugueses e o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, na conclusão do seu discurso, Joaquim Pereira preconizou uma redefinição das estruturas de comando nacional e distrital dos bombeiros.
“Os bombeiros inserem-se na protecção civil, mas a protecção civil não é só os bombeiros. Todos os agentes da protecção civil têm o seu comando próprio. E os bombeiros?” — questionou.

O comandante da corporação manifestou ainda discordância em relação ao modo como tem vido a ser implementado o Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses.
“Discordo sobretudo das 70 horas de formação”, vincou, salientando que “estamos a lidar com voluntários e não com profissionais”.

“Não há vantagem andarem a fazer fomação só para contabilizarem horas”, argumentou, propondo sugestão de realizar os cursos que a lei obriga apenas aos bombeiros que queiram progredir na carreira, “mas sempre em horário pós laboral e no distrito a que pertencem”.
Em representação da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Hercílio Campos, comandante distrital de Braga de Operações de Socorro, recusou bombeiros com “carga de formação zero”, frisando que como cidadãos quando precisamos de socorro queremos ser atendidos “por gente competente”.

Mais de 20 mil associados com as quotas em dia

Outra intervenção ouvida foi a do presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Viatodos.
Amadeu Ferreira Lemos referiu “orgulhosamente” a ultrapassagem dos 20 mil associados com as quotas em dia e lembrou as valências que têm sido desenvolvidas no centro de lazer, que já presta serviço sete dias por semana.

Diariamente, frisou o presidente, são confeccionadas 260 refeições escolares, sendo servidas 140 nas próprias instalações dos soldados da paz aos alunos dos jardins de infância e escola do 1.º ciclo. Designada desde 2005 pólo de recepção do Programa Comunitário de Apoio a Carenciados, a corporação, de acordo com as contas do comandante, distribuiu géneros a seis instituições para distribuírem a 5.740 pessoas e procedeu a entregas directas de bens alimentares a 1.216 beneficiários.

Outras acções que o presidente da direcção realçou respeitam a cursos de formação em tempo laboral e pós laboral, os primeiros com equivalência ao 9.º ano de escolaridade, em áreas como geriatria, socorrismo, higiene e segurança no trabalho.
Também as acções de rastreio em áreas como oftalmologia, cardiologia e podologia foram ainda lembradas por aquele responsável, em colaboração com presidentes das juntas de freguesia e párocos. O pavilhão dos bombeiros estava repleto de centenas de soldados da paz e convidados. A festa incluiu também uma missa e um almoço de confraternização.
Diário do Minho

Voluntários não cumprem com serviço de transporte

Desde que, no início deste mês, ocorreu a mudança de operador no serviço de transporte de utentes do Sistema Nacional de Saúde para tratamentos em clínicas de fisioterapia, tendo os Bombeiros Voluntários de Braga assumido tal tarefa, que têm surgido reclamações de incumprimento nesse mesmo serviço.
A própria corporação, segundo declararam alguns utentes ao Diário do Minho, assume que não dispõe de meios para responder às centenas de transportes diários mas estes não aceitam que a situação se mantenha por muito mais tempo.
Diário do Minho

domingo, 11 de abril de 2010

Bombeiros vão receber 48 cêntimos por quilómetro

Os bombeiros passam a receber 48 cêntimos por quilómetro no transporte de doentes, na sequência de um acordo entre a Liga de Bombeiros Portugueses e o Ministério da Saúde.

O valor traduz um acréscimo de um cêntimo face ao preço que vigorava, actualizado pela última vez em Julho de 2008.

O aumento para 48 cêntimos é justificado perante 'os constrangimentos orçamentais e a evolução recente dos preços dos combustíveis', lê-se no despacho assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, publicado em Diário da República.

Esta actualização do preço por quilómetro produz efeitos desde 1 de Janeiro. No acordo celebrado em Agosto de 2009 o valor não sofreu qualquer agravamento.

DISCURSO DIRECTO

Duarte caldeira Pres. da Liga dos Bombeiros Portugueses sobre o aumento do preço por km no transporte de doentes.

Correio da Manhã – O aumento do preço por quilómetro pago pelo Estado no transporte de doentes satisfaz os bombeiros?

Duarte Caldeira – Não! Continua a ser insuficiente face aos custos que o serviço acarreta para as corporações. Mas tendo em conta a actual situação do País, aceitámos porque acaba por ser um contributo para minimizar o problema das associações humanitárias.

– Estão previstas outras medidas de compensação?

– Foi constituída uma equipa para acompanhar o evoluir do preço dos combustíveis e, em face disso, talvez seja possível acordar medidas correctivas de compensação.

– A actualização é retroactiva a Janeiro. Mas já a reclamavam há muito mais tempo.

– Infelizmente, essa é uma questão recorrente. O ideal era que as negociações fossem mais rápidas, mas isso não acontece e há sempre perda para os bombeiros.

– Empresas privadas de transporte de doentes e de táxis queixam-se que os bombeiros lhes fazem concorrência. Concorda?

– O transporte de doentes não é um negócio para os bombeiros. É mais um serviço que prestamos às populações. E fazemos isso desde 1968, enquanto as empresas de transporte de doentes só foram legalizadas em 1998.

– A Liga tem defendido a reorganização deste tipo de serviço?

– Sim, é necessário pensar em novos modelos de organização para melhorar a eficácia do serviço de transporte de doentes nas corporações. É preciso dar um salto em frente para melhorar a qualidade e a rentabilidade. O actual modelo está esgotado.

– Que soluções estão em análise?

– As associações podem agrupar-se em bases regionais, municipais ou locais e rentabilizarem os meios. O ideal seria criar-se um Serviço de Ambulâncias dos Bombeiros (SAD), à semelhança do sistema que funciona na Madeira.

CM

Acidente mortal gera confusão

Septuagenário morreu após a queda de uma árvore mas o local dividiu os bombeiros.

Septuagenário morreu, ontem, durante um abate de eucaliptos. Acidente ocorreu em Morreira, Braga, embora haja quem afirme que o local já pertence a Leitões, Guimarães. Este facto causou confusão no arranque de operações de socorro.

A família Marques, residente em Penso S. Estêvão, Braga, aproveitou ontem para cortar, com motos serras, eucaliptos localizados na "bouça de Almorros" na freguesia vizinha da Morreira, Braga. Cerca da 10 horas, o filho de João Barbosa cortou um enorme eucalipto que acabou tombar junto do pai, de 74 anos, vindo este a falecer no local. Populares afirmam que a árvore atingiu o indivíduo mas os bombeiros não encontraram sinais do acidente. A morte pode ter sido provocada por doença súbita.

Dado o alerta, ocorreram ao local viaturas da VMER, INEM, Bombeiros e GNR de Braga e Guimarães. O presidente da Junta de Freguesia da Morreira. Manuel Martins, considera que houve descoordenação de meios.

Três horas para levantar o corpo

"O INEM de Braga levou uma ambulância também e essa viatura deveria ter transportado o cadáver, mas não. O INEM teve que chamar outra ambulância, o que não se justificava. Como estava um médico do INEM, que confirmou o óbito, podiam ter levantado o corpo em vez de andarem ali mais de uma hora a fazer espectáculo", considera Martins. Acrescenta que "como se não bastasse, os Bombeiros das Taipas, que chegaram primeiro, recusaram-se a levar o corpo, justificando que não era a área de jurisdição deles".

O levantamento do corpo de "João Casinhas", como era conhecido, demorou três horas. Os Bombeiros Sapadores de Braga confirmam que foram chamados a intervir, com uma viatura própria para o transporte de óbitos, para deslocar o corpo para o Hospital de Braga (13.40 horas).

Os Bombeiros Voluntários das Taipas chegaram primeiro ao local pouco depois da 10 horas mas não levantaram o corpo apesar de confirmarem que o óbito se deu no Lugar da Serrana, Leitões. "Aquilo é concelho de Guimarães e não de Braga. Andava para lá um ambulância de Braga que foi lá não sei fazer o quê", diz o comandante Ernesto Soares. Já os voluntários de Braga dizem que foram chamados ao local pela CDOS de Braga ao local para uma agressão(!) na Morreira. O JN tentou mas não conseguiu falar com os responsáveis do CDOS de Braga.

JN

Mais um acidente nos bombeiros de Cête: Ambulância capota

Uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Cête, que não transportava doentes, capotou ontem na sequência de um embate com um jipe Nissan Patrol. Do acidente, não resultaram feridos graves mas sim avultados danos numa viatura. É a sexta, em seis anos, na corporação do concelho de Paredes, que está envolvida em acidentes graves.

Eram cerca das 09h00, quando a ambulância estava a atravessar a avenida São Pedro, na Sobreira, e foi abalroada pelo jipe. O barulho do choque chamou a atenção dos moradores que acorreram ao local e ajudaram os dois bombeiros a sair da viatura. "Um deles estava preso por baixo das garrafas de oxigénio que se soltaram com o embate", contou Maria Bessa.

Desde 2005, a corporação já perdeu carros em fogos florestais e em acidentes. O comandante prefere falar em "azar" e recusa o "descuido". Defende que em grande parte dos casos não houve responsabilidade dos bombeiros. "Num caso, o terreno aluiu e no outro houve uma falha nos travões", explica Rui Gomes. Certo é que os acidentes frequentes têm causado prejuízos consideráveis na corporação e diminuído a capacidade do seu parque automóvel.

CM

sábado, 10 de abril de 2010

Menina nasce dentro de ambulância

Dois bombeiros da corporação de Soure viveram ontem uma "experiência única" de parteiros ao ajudarem a nascer uma menina no interior de uma ambulância, junto a um posto de combustível.
Os voluntários foram chamados de emergência à localidade de Bolhão, na sexta-feira de manhã. Quando entraram na casa da parturiente, encontraram-na com fortes contracções que se repetiam de dois em dois minutos.

Ainda a levaram para a ambulância e iniciaram a viagem com destino a Coimbra, mas poucos minutos depois tiveram que parar e proceder ao parto.

Diana nasceu com 2,580 quilos e encontra-se com a mãe a recuperar na Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra.

CM

Braga: INEM recusa socorro

Mário Sousa, de 36 anos, sentiu-se mal a semana passada, no seu local de trabalho, em Braga, alegando fortes dores do lado esquerdo da cabeça. De imediato, os colegas ligaram para o 112, de forma a que a vítima fosse socorrida o mais rápido possível. Tal não veio a acontecer e Mário acabou por ir para o hospital de táxi.

'Ele estava muito aflito e, como é normal, a nossa primeira reacção foi ligar para o 112. Como a chamada ficou em espera tentei ligar directamente para o INEM, que disse não ter ambulâncias disponíveis, nem motoristas para as conduzir. Assim tive de pedir a um conhecido meu que tem um táxi para o transportar para o hospital de S. Marcos, em Braga', explicou ao CM António Fernandes, o melhor amigo do doente.

Depois de atendido e medicado, Mário voltou para casa. 'Dois dias depois a dor intensificou-se e teve de voltar ao hospital. Desta vez liguei aos Bombeiros Voluntários de Braga que lá conseguiram fazer o INEM vir buscar o Mário. Ainda pelo telefone pediram-me 30 euros pelo transporte', contou revoltado António.

Contactado pelo CM, o INEM diz ser normal recusar chamadas 'pois é necessário fazer uma triagem pelas pessoas que correm risco de vida'.

CM

Comandantes reconduzidos no cargo

Os comandante e segundo comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), da Autoridade Nacional de Protecção Civil, de Castelo Branco, foram reconduzidos no cargo que desempenham por mais três anos, segundo despachos n.º 4947/ 2010 e 4956/2010, respectivamente.

Rui Esteves e Francisco Peraboa continuam, assim, a ser os homens fortes do CDOS de Castelo Branco, nomeados a 24 de Abril pelo, então, presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Arnaldo Cruz, sob proposta do comandante operacional nacional, Gil Martins.

Ambos foram nomeados por terem “o perfil pretendido para prosseguir as atribuições e objectivos do serviço”, sendo dotados “da necessária competência e aptidão para o exercício das funções”.

O comandante operacional distrital, Rui Esteves integra o Corpo de Bombeiros Voluntários de Idanha-a-Nova em 1980, onde iniciou a sua carreira na área da protecção e socorro, tendo atingido a categoria de comandante. Ainda na área da protecção e socorro, exerceu funções, de 1985 a 1997, de ajudante de comando, de 1985 a 1995, de comandante operacional-adjunto, de 1987 a 1996, de coordenador de meios aéreos, de 2000 a 2001, de comandante operacional da zona operacional, de 2001 a 2003, de comandante de sector operacional distrital.

No Serviço Nacional de Protecção Civil foi nomeado em 1998 chefe da Delegação Distrital do SNPC de Castelo Branco. No Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil foi nomeado em 2003 coordenador do Centro Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco, em 2005 é nomeado comandante operacional distrital de Castelo Branco.

Foi secretário da Federação Distrital de Bombeiros de Castelo Branco de 1987 a 1996, presidente da Federação Distrital de Bombeiros de 1999 a 2003 e conselheiro regional da Liga dos Bombeiros Portugueses.

O segundo CODIS, Francisco Peraboa, é licenciado em Enfermagem e iniciou a sua carreira em 1993 no serviço de atendimento permanente, tendo sido, posteriormente, nomeado para o Centro de Saúde de Sertã. Integrou, depois, o quadro de pessoal do Centro de Saúde de Idanha-a-Nova.

Em 2001 integrou a equipa de emergência pré-hospitalar do Corpo de Bombeiros Voluntários de Idanha-a-Nova, como bombeiro de 1.a classe equiparado. Ocupou o posto de adjunto de comando desde Março de 2003.

É formador externo da Escola Nacional de Bombeiros na área de Tripulante de Ambulância de Transporte. É nomeado em 2006, segundo comandante operacional distrital de Castelo Branco.

Jornal Reconquista

Mulher morre em acidente de viação na Maceira e deixa dois filhos menores

Uma mulher, de 29 anos, morreu na quinta-feira, vítima de uma colisão rodoviária, em Vale Salgueiro, freguesia da Maceira. A vítima era casada e deixa dois filhos menores, de dois e quatro anos.
Eram 13h11 quando foi dado o alerta para o Centro Distrital de Operações de Socorro de Leiria. Uma colisão entre dois veículos ligeiros, na EN356, cuspiu a condutora do automóvel da frente, pelo vidro lateral e provocou-lhe a morte, informou o comandante dos Bombeiros da Maceira, Luís Ferreira.

A mulher, natural da Nazaré e a viver actualmente em Porto do Carro, Maceira, circulava no sentido Batalha-Maceira e terá reduzido a velocidade para mudar de direcção para a esquerda. Com a colisão, a vítima foi cuspida do veículo cerca de três metros.

Região de Leiria