sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Incêndio na Serra da Estrela continua a devastar bens e áreas protegidas

Incêndios: 31 fogos activos, Seia é o concelho mais afectado

Estão 31 incêndios a decorrer em Portugal Continental, de acordo com informações da Proteção Civil, que destaca 19 fogos mais significativos, três no concelho de Seia, na Guarda.
Seia é o concelho mais afectado pelos incêndios, com três fogos activos: na Aldeia da Serra estão 144 bombeiros, 38 viaturas e um helicóptero de socorro e assistência a combater o incêndio com duas frentes activas; e em Sandomil estão 143 bombeiros, 37 veículos e um avião de ataque inicial num fogo também com duas frentes activas.

A estrada nacional 232, que liga Gouveia a Mangualde, está cortada, devido aos incêndios naquela zona, informou a GNR de Viseu.

A GNR adiantou ainda que não se prevê uma hora para a reabertura daquela estrada.

Além destes incêndios, que mobilizam grandes dispositivos de combate, prossegue ainda um outro fogo neste concelho do distrito da Guarda, em Caravalhal da Loiça, desde quarta feira. Com três frentes activas, o fogo está a ser combatido por 57 homens e 17 veículos operacionais.

No mesmo distrito, lavra ainda um quarto incêndio na localidade de São Martinho (Trancoso), com duas frentes activas.

Viana do Castelo é o distrito com mais fogos activos, com sete ocorrências, sendo o incêndio de Mézio-Travanca (Arcos de Valdevez) o que mobiliza mais meios, com 114 homens, 20 viaturas, um helicóptero e um avião de ataque inicial e um helicóptero de socorro e assistência.

Este incêndio está já no Parque Nacional Peneda-Gêres, onde lavram outros dois incêndios em áreas que pertencem ao distrito de Braga.

Ainda no distrito de Viana do Castelo o fogo que lavra junto à aldeia de Germil, Ponte da Barca, “está incontrolável” e cercou já a povoação, temendo-se que as chamas consumam as casas dos seus cem habitantes, disse hoje à Lusa o presidente da Junta de Freguesia.

“Espero que não aconteça o pior”, acrescentou João Pereira, acusando as autoridades de terem “abandonado a zona, deixando que o incêndio ficasse incontrolável”.

O autarca, que diz ter combatido as chamas, nos últimos dois dias, juntamente com a população, sem qualquer apoio dos bombeiros ou da Proteção Civil, revelou que o organismo enviou, “finalmente”, há cerca de duas horas, um corpo de bombeiros e um pelotão do Exército, os quais, descreveu, ficaram “espantados” com a força do incêndio.

“Temo que já pouco se possa fazer”, disse, frisando que as chamas cercam a povoação e estão a alguns metros das casas.

O autarca e os cem moradores enfrentam há dois dias um grande incêndio que lavra naquela zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

João Pereira disse que as chamas, que chegaram a atingir 1,5 quilómetros de frente e três quilómetros de extensão total, foram enfrentadas, de dia e de noite, nas últimas 48 horas apenas com vassouras, pás, enxadas, mangueiras, baldes de água e outros utensílios agrícolas.

O autarca sublinhou que, apesar dos pedidos insistentes feitos ao comando da Protecção Civil, apenas houve cinco descargas de água de um helicóptero, mas deitadas num local longe das chamas que ameaçam a povoação.

João Pereira disse ainda que a ausência de bombeiros ou de outros meios “ao lado do povo é inadmissível” e acusou as autoridades do Parque Nacional da Peneda-Gerês de terem “muitas teorias sobre a preservação do ambiente, prejudicando as populações, mas deixando arder tudo o que há no seu interior”.

O autarca sublinhou que as populações -- espalhadas por uma zona de quase dois quilómetros -- têm procurado salvar não só as casas da aldeia mas também uma mata de carvalhos e castanheiros ali existente. “Se aquilo começa a arder, então é que ninguém para o fogo”, assinalou.

Em Calcedónia (Terras de Bouro) prossegue um incêndio que deflagrou na terça-feira, mobilizando 114 bombeiros e 38 viaturas.

No mesmo concelho, lavra também um fogo em Vilarinho das Furnas desde sábado. Com duas frentes activas, está a ser combatido por 16 homens e 29 viaturas.
Público

Exemplo de bombeira que morreu deve incentivar à condenação de actos criminosos

O ministro da Administração Interna afirmou hoje, no funeral da bombeira Cristiana Josefa Santos, que o exemplo dessa «heroína e mártir» deve incentivar a que se condenem todos os actos criminosos que põem em causa a floresta.
«A Cristiana foi uma heroína e uma mártir, que deu público testemunho do lema dos bombeiros, que é ‘vida por vida’», declarou Rui Pereira, à saída do cemitério de Fiães, em Santa Maria da Feira.

«A sua memória deve ser respeitada por todos nós», continuou, «no sentido de tomarmos o seu testemunho, continuarmos este combate e condenarmos vivamente todos os actos criminosos – sejam intencionais ou negligentes – que ponham em causa a floresta, pessoas e bens».

Rui Pereira elogiava assim «a generosidade» da jovem de 21 anos que, ao serviço dos Bombeiros Voluntários de Lourosa, corporação do concelho da Feira, morreu carbonizada esta terça-feira no combate a um incêndio em Monte Meda, na freguesia da Lomba, em Gondomar.

«Ela dedicou-se como voluntária a uma causa humanitária e empenhou-se no combate aos fogos florestais, um flagelo que preocupa o nosso país», observou o ministro.

«[Fê-lo] em defesa de pessoas e bens, em defesa da floresta – que é um bem ecológico, comunitário e económico da maior importância – e deu a sua própria vida nesse combate», enalteceu.

Sol/Lusa

Bombeiros de Lourosa: Zéfa foi a enterrar

Bombeira até sempre

21 anos, morreu com 21 anos a nossa colega Josefa, morreu nas chamas ajudar os outros, ajudar naquilo que não era dela, lutou até ao ultimo minuto da sua vida, enfrentou as chamas, mas o vento foi um inimigo perante ela....

Os Bombeiros Voluntários da Murtosa não deixaram passar em branco esta situação e fomos dizer o ultimo adeus á Josefa e que ela fique em paz e com os anjos..

Infelizmente morreu, mas morreu a fazer aquilo que mais gostava..

Gostaria de deixar aqui os meus mais sinceros sentimentos a toda a familia da Josefa e aos Bombeiros de Lourosa, e que se unam nesta fase dificil em homenagem á Josefa.

Vida por vida é o lema dos Bombeiros e são eles que lutam dia a dia para ajudar os outros e de tal forma que sejam vistos como HERÓIS..

Até sempre Josefa.. Bombeiros Voluntários da Murtosa

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dor em Alcobaça: Funeral do Chefe João Pombo

Apenas 20% das autarquias têm comandantes operacionais municipais diz a associação de técnicos da Protecção Civil

A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil (ASPROCIV) estima que apenas 20 por cento das autarquias portuguesas tenham comandante operacional municipal, o que considera deixar «coxa» a estrutura de funcionamento da protecção civil.
Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da associação, Ricardo Ribeiro, explicou que a Lei 65/2007 obriga à nomeação para o cargo de comandante operacional municipal, que «é um interlocutor com o resto da estrutura».

«Parece até haver uma convergência dessa decisão dos senhores presidentes da câmara a que a associação nacional de municípios (ANMP) aparentemente não será alheia, porque 80 por cento das câmaras não têm comandantes operacionais», frisou.

Entre as restantes 20 por cento estão incluídas aqueles em que o cargo é, por inerência, ocupado pelos comandantes dos bombeiros sapadores ou municipais, quando estas corporações existem. «Portanto, são ainda menos aquelas que nomearam os comandantes», acrescentou. Para Ricardo Ribeiro, desta forma «a estrutura de funcionamento da protecção civil fica coxa, porque a protecção civil assenta em três níveis: nacional, distrital e municipal».

Na sua opinião, foi o que aconteceu em S. Pedro do Sul, um concelho que desde sexta-feira tem sido assolado pelos incêndios. «Se S. Pedro do Sul não tem comandante operacional municipal a capacidade de coordenação passa para o nível seguinte, o distrital. Mas o CODIS (comandante distrital) está provavelmente noutro município a coordenar a situação em S. Pedro do Sul», referiu. Jaime Soares, dirigente da ANMP e presidente da câmara de Vila Nova de Poiares, disse não reconhecer competência à ASPROCIV para criticar, acusando o presidente da Associação de «andar a vender a mercadoria dele».

Lembrou que «a competência da protecção civil municipal é da total responsabilidade dos presidentes da câmara», que a podem delegar numa pessoa de confiança, e que se alguns deles entenderam não preencher o cargo de comandante operacional municipal foi porque «não encontraram a pessoa com o perfil adequado para o efeito».

Jaime Soares lembrou que a ANMP esteve contra a criação do cargo de comandante operacional municipal, uma vez que entende ser «um EAC, um Elemento Adicional de Confusão», porque «estar nomeado, ou não estar, não altera absolutamente nada», mas garantiu que não foi dada qualquer orientação aos municípios para que não cumprissem a lei. «Não acredito que qualquer presidente da câmara de Portugal, seja ele de que partido for, sabendo que o comandante operacional municipal tinha interesse importante para as populações já não o tivesse nomeado», afirmou, considerando que «um dos males de Portugal é debitar legislação, muita da qual nunca foi analisada para saber as repercussões que tem no terreno».

Jaime Soares questiona: «o comandante operacional municipal comanda o quê? Não comanda nada nem ninguém, porque ele não tem homens para comandar. Comandar pressupõe ter alguém às suas ordens e não tem».

Lusa/SOL

Bombeiros de Lourosa: bombeiro ferido em estado “muito grave” e funeral da bombeira “Zéfa”, hoje, em Fiães


Incêndios em Portugal: morte de bombeiros reacendem críticas à legislação


Incêndios em Seia: chamas rodearam a aldeia do Sabugueiro


Podemos confiar no INEM e nos Bombeiros?

Venho por este meio relatar um facto quase inacreditável e absolutamente inaceitável, que aconteceu com a ausência de assistência da parte dos Serviços de Emergência Médica.
A minha mãe, Maria Alzira Justino de Abreu, faleceu no dia 25 de Fevereiro deste ano, no Hospital de Santarém, onde esteve ligada a uma máquina nos cuidados intensivos durante cerca de uma hora após ter sido acometida de uma hemorragia cerebral, em casa ,tendo estado hora e meia à espera de uma ambulância, apesar dos insistentes pedidos telefónicos de vários familiares para o INEM e para os Bombeiros Voluntários de Santarém.

O INEM estava em greve, e os BVS declararam que, se o INEM tinha sido chamado, eles não podiam fazer nada. Isto é absolutamente inaceitável em qualquer lugar do mundo civilizado onde existem serviços de emergência.

Se a minha mãe tivesse alguma hipótese de sobrevivência (o que desconhecemos), ela foi-lhe negada pelo INEM e pelos BVS, pela sua incúria e desinteresse. O que é um facto indesmentivel é que decorreu mais de hora e meia desde o primeiro pedido de ambulância e o momento em que ela foi levada para a ambulância.

Hesitei em enviar esta carta mas decidi fazê-lo, para que casos semelhantes não se repitam.

Penso que em situações de greve do INEM, os Bombeiros Voluntários de Santarém deveriam ter um protocolo para acorrer a casos de emergência. Santarém e toda a sua população não merecem ter serviços de assistência que possam colocar assim em risco, a vida de qualquer cidadão. Perante um caso destes, todos poderemos perguntar: “se me acontecer algo a mim, irei ter uma assistência pronta e eficiente ?”

António José Justino de Abreu

O Mirante

Incêndio coloca casas em risco em Seia

Um incêndio em Sandomil, no concelho de Seia, está a ameaçar algumas habitações. Alguns moradores foram já retirados do local.

De acordo com a informação fornecida pela Autoridade Nacional da Protecção Civil, o incêndio, que deflagrou a meio da tarde de quarta-feira, continua com uma frente activa, estando a ser combatido por 147 bombeiros, que contam com o apoio de dois veículos operacionais.
À TSF, o comandante dos bombeiros voluntários de Oliveira do Hospital, Emídio Camacho, explicou que o incêndio se localiza numa «zona de declive acentuado» e de acessos difíceis.

Ainda no concelho de Seia, um outro incêndio, no local de Aldeia da Serra, no Parque Natural da Serra da Estrela, está a preocupar as autoridades, estando a ser combatido por 145 bombeiros, apoiados por 37 veículos operacionais, dois helicópteros de ataque inicial, um helicóptero bombardeiro pesado e um helicóptero de socorro e assistência.

Às 9h13, registavam-se um total de 20 incêndios florestais em território nacional.
abola

Bombeiros Voluntários de Lagoa: Despiste de moto mata bombeiro

O choque foi violento e a morte terá sido imediata. Paulo José Costa dos Santos, de 29 anos, seguia de moto na variante da Estrada Nacional 125, que liga Lagoa a Portimão, quando, por razões ainda por apurar, foi embater numa placa de sinalização, na madrugada de ontem. A morte deixou de luto a corporação dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, onde a vítima desempenhava funções.

"Ele entrou para os bombeiros muito novo, aos 14 anos, e trabalhava na corporação a tempo inteiro [era actualmente bombeiro de primeira classe]", referiu ao CM Vítor Rio, comandante dos Bombeiros de Lagoa, destacando que se tratava de "um profissional com provas dadas e uma pessoa muito estimada e querida pelos colegas". O pai de Paulo José dos Santos também é bombeiro na mesma corporação e a mãe funcionária da referida associação humanitária.

O jovem bombeiro, que era solteiro e residia na cidade de Lagoa, devia retomar ao trabalho pelas 08h00 de ontem, depois de ter gozado um dia de folga. Seguia sozinho de moto, quando se deu o despiste, numa ligeira descida, após uma curva pouco acentuada. A moto foi de encontro a uma placa que indica a existência de um desvio para Parchal e Ferragudo, antes da ponte nova de Portimão. O corpo foi projectado contra uma elevação de terreno que ladeia a estrada. O óbito foi confirmado no local. O relógio da vítima parou quando se deu o embate, indicando 03h26.

O corpo encontra-se em câmara ardente na Igreja da Misericórdia, em Lagoa, desde o final da tarde de ontem. O funeral está marcado para as 15h00 de hoje, seguindo o corpo para o cemitério da cidade.

CM

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dois bombeiros em estado grave após acidente na A8

Dois bombeiros da corporação de Vialonga ficaram hoje gravemente feridos num acidente na A8 com um veículo de combate a incêndios, que capotou, disse o comandante dos bombeiros de Torres Vedras.
«Um pneu da viatura rebentou, o carro capotou e os dois bombeiros foram projectados do veículo», afirmou à agência Lusa o comandante dos bombeiros de Torres Vedras, Fernando Barão.

De acordo com a mesma fonte, os dois bombeiros «ficaram feridos em estado grave» e vão ser transportados de helicóptero para um dos hospitais centrais de Lisboa.

O comandante do Destacamento de Trânsito da GNR de Torres Vedras, João Amorim, disse à Lusa que a a A8 está cortada em ambos os sentidos, entre a saída norte e a saída sul da auto-estrada.

Lusa/ SOL

Governo anuncia reforço dos meios aéreos de combate com dois Canadair

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, anunciou que vão ser reforçados os meios aéreos de combate aos incêndios com dois aviões Canadair, que aterraram hoje na base aérea de Monte Real.
Estes dois aviões - que estarão disponíveis logo que as condições atmosféricas o permitam - vieram ao abrigo do mecanismo europeu de colaboração no combate aos incêndios, indicou à Lusa.

Sobre o incêndio no Parque Natural da Serra da Estrela, o governante remeteu um balanço para depois de este estar dominado, mas sublinhou que o número de hectares ardidos não significa, necessariamente, perdas maiores em termos de biodiversidade.

O comandante operacional distrital, António Fonseca, disse à Lusa que existem neste momento duas frentes principais de incêndio no Parque Natural da Serra da Estrela, que começou por volta das duas da manhã.

A combater o fogo estão mais de 300 homens, de todas as corporações do distrito da Guarda, acrescentou, realçando que não foi fácil obter meios aéreos de combate, dado o registo de vários incêndios na região.

Lusa/ SOL

São Romão: mata da Senhora do Desterro está a ser consumida pelas chamas há várias horas

Continua sem controlo o incêndio que lavra no Parque Natural da Serra da Estrela que afecta a cidade de Seia, São Romão, Senhora do Desterro e Sabugueiro.

Sentimo-nos impotentes ao ver um dos mais bonitos habitats de animais selvagens e um dos mais belos pulmões da Serra da Estrela a ser destruído pelo fogo. A mata da Senhora do Desterro está a ser consumida pelas chamas há várias horas e a aldeia do Sabugueiro tem já casas em perigo.

Os bombeiros do Concelho de Seia não têm mãos a medir. As várias ocorrências eclodidas quase em simultâneo, as dificuldades do terreno, os ventos fortes, a falta de meios terrestres e aéreos e as várias frentes de fogo que lavram Serra acima são factor que condicionam a eficácia dos bombeiros que sem descanso continuam a dar o melhor de si.

Espera-se que com a chegada de meios e ao cair da noite e com a descida da temperatura, os bombeiros consigam ter mão num dos mais perigosos e devastadores incêndios que lavram numa das mais belas zonas de reserva da Serra da Estrela.

Seia: Dois fogos activos no Parque Natural da Serra da Estrela

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, é aguardado na zona.

Os bombeiros estão esta tarde a combater dois incêndios florestais no Parque Natural da Serra da Estrela, disse à Agência Lusa o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco.

Um incêndio deflagrou em Aldeia da Serra durante a madrugada e mantém duas frentes activas, segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Há 89 pessoas com 18 veículos e dois meios aéreos a combater as chamas, acrescenta o organismo.

Armando Carvalho, director do parque, encontra-se no local a coordenar a distribuição de meios.

Outro incêndio deflagrou já durante a tarde também na área do PNSE, em Vide, adiantou Santinho Pacheco à Agência Lusa.

'O vento está a ser a principal dificuldade no combate ao fogo durante esta tarde', destacou.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, é também aguardado na zona do parque 'ao final da tarde', acrescentou o governador civil da Guarda.

DN

Incêndios: «Há criminosos à solta», denuncia Duarte Caldeira

O presidente da Liga dos Bombeiros portugueses diz que os fogos nocturnos têm mão criminosa. Duarte Caldeira pede às populações que estejam atentas e denunciem todas situações suspeitas.

Diz sentir «indignação e revolta»: «Este ano o número de incêndios que têm ocorrido durante a noite é completamente anormal. Eu tenho registos de 2003 e 2005, que vivemos intensamente, e não há memória de um tal número de incêndios a ocorrerem durante a noite. Isto é uma matéria que tem de nos fazer reflectir».

«É minha convicção que há criminosos à solta, por isso incentivo também os portugueses para que nas suas comunidades, quando identificarem alguém que dolosamente anda a pôr em risco a vida destes homens e mulheres, alertem as autoridades. Não é legítimo fazermos justiça pelas próprias mãos, mas também não é legítimo que calemos e que não identifiquemos estes criminosos», frisou, em declarações à TVI, aproveitando o «bom trabalho» realizado pela Polícia Judiciária, que tem prendido vários incendiários.

Fica, no entanto, a sua convicção sobre a origem de muitos dos incêndios deste ano: «É coincidência a mais. À noite, quando não é possível movimentar meios aéreos, quando é muito mais difícil mobilizar e movimentar meios aéreos, em locais absolutamente inacessíveis. Não há coincidências, isto é efectivamente uma manifestação de que existe crime nesta matéria. Sabemos que a negligência é também uma das causas dos incêndios no nosso país e também é crime, mas não podemos pactuar com acção dolosa que existe».

TVI24

Bombeiros Voluntários de Lourosa: Bombeira de 21 anos morre a combater incêndio

Do incidente, que ocorreu em Lomba, no concelho de Gondomar, resultaram, também, um ferido muito grave e quatro ligeiros.
Uma jovem que pertencia à corporação dos Bombeiros Voluntários de Lourosa, Santa Maria da Feira, morreu, ontem, carbonizada, quando tentava lutar contra as chamas do incêndio que lavrava em Monte Meda, freguesia da Lomba, no concelho de Gondomar.
Segundo o que o Diário de Aveiro conseguiu apurar, Cristiana Josefa Santos, de 21 anos, de Fiães (Santa Maria da Feira), encontrava-se a defender palha seca que estava no chão, quando uma mudança súbita de vento levou a que as labaredas cercassem a jovem e cinco colegas da mesma corporação, que conseguiram escapar a tempo.
Na sequência do cerco das chamas, que ocorreu pelas 15.40 horas, um bombeiro de 50 anos ficou gravemente ferido e foi transportado para o Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, onde permanece internado em estado considerado muito grave, apresentando queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus em cerca de 60 por cento do corpo.
Os restantes quatro feridos ligeiros não chegaram a ser transportados pelo INEM para o hospital.
O corpo da jovem, estudante de Engenharia Biomédica no Porto, foi transportado para o Gabinete de Medicina Legal do Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira.
Nos últimos dois dias, este é o segundo acidente mortal que envolve bombeiros no combate às chamas.
Diário de Aveiro

Iniciámos o dia de hoje com 34 ocorrências em curso

Ocorrências que marcam os principais TO (site da ANPC)
Aveiro - 1
Braga - 1
Bragança - 1
Guarda - 5
Porto - 2
Viana do Castelo - 7
Vila Real - 1
Viseu - 1
Incêndio de Gouveia acompanhado por CODIS, 2º CODIS e Governador Civil da Guarda
Valores actualizados às 00:12h

Fogo em Mangualde cortou Linha da Beira Alta

O vento forte está a dificultar o trabalho aos bombeiros que combatem um incêndio em Mangualde, que obrigou já ao corte da Linha da Beira Alta nos dois sentidos.
Segundo fonte do Comando Operacional Distrital de Viseu, o incêndio, que teve início cerca das 11h, em Santo Amaro de Tavares, «continua forte, mas não há povoações em risco».

O fogo tem três frentes activas e levou ao corte da linha ferroviária às 18h38.

Às 20h encontravam-se no terreno 158 bombeiros, apoiados por 45 viaturas e três meios aéreos.

No distrito de Viseu, segundo a página na Internet da Autoridade Nacional da Protecção Civil, estão também activos incêndios de menor dimensão nos concelhos de Castro Daire, Tarouca e Viseu.

Sol / Lusa

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bombeiro ferido em Gondomar em «estado muito grave»

O bombeiro ferido hoje num incêndio em Gondomar onde morreu uma bombeira encontra-se em «estado muito grave», com queimaduras em 60 por cento do corpo, no Centro Hospitalar de Gaia, disse fonte do INEM.
Fonte do Centro Hospitalar de Gaia afirmou que o bombeiro de 53 anos deu entrada com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau, sendo a situação mais complicada uma queimadura de terceiro grau na perna direita.

O ferido encontra-se neste momento no bloco operatório para uma cirurgia vascular de emergência. Segundo a mesma fonte hospitalar, após a cirurgia o bombeiro será transferido para a unidade de queimados do Hospital da Prelada, no Porto.

O INEM disse ainda à Lusa que os restantes quatro feridos ligeiros resultantes do fogo que vitimou uma jovem bombeira dos Voluntários de Lourosa foram socorridos no local, não tendo sido transportados ao hospital e estando neste momento a receber apoio dos psicólogos do INEM.

Lusa/SOL

Vítima mortal em Gondomar era uma bombeira voluntária de Lourosa

Bombeiros Portugueses uma vez mais choram a perda de uma colega.
Uma bombeira voluntária de Lourosa morreu carbonizada esta tarde num incêndio em Monte Meda, freguesia de Lomba, concelho de Gondomar, tendo as chamas provocado ainda um ferido grave e a evacuação de outros quatro, disse à Lusa o comandante da corporação.

Fonte do INEM diz ter recebido às 15:42 a indicação de que haveria bombeiros rodeados pelas chamas num incêndio na freguesia da Lomba, Gondomar, tendo enviado para o local o Helicóptero 2, do Porto, a VMER de Gaia e uma equipa de psicólogos.

Para além de uma vítima mortal, uma mulher dos Bombeiros Voluntários de Lourosa, que morreu carbonizada, as chamas provocaram ainda queimaduras graves num outro bombeiro, tendo obrigado ainda à evacuação de mais quatro elementos, segundo o comandante dos Voluntários de Lourosa, José Oliveira.

Bombeiros deviam deslocar-se em autocarros

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais defendeu hoje que as longas deslocações que os bombeiros fazem para os incêndios devem ser feitas em autocarros para evitar a "exaustão".
Fernando Curto considerou também que os meios a utilizar devem ser locais e afirmou que há um "erro de princípio" relacionado com o comando, logística e organização do "teatro das operações.
Fernando Curto defendeu esta posição ao comentar à agência Lusa os dados da Liga de Bombeiros, citados pelo Jornal de Notícias. Segundo estes números, 60 por cento dos 183 bombeiros que morreram em serviço desde 1980 faleceram em acidentes de viação.

"Não tem de haver necessidade de mobilizar viaturas do Norte para o Sul, os concelhos e os distritos do país têm todos bombeiros, voluntários ou profissionais, com viaturas sedeadas, salvo excepções, e que têm de ser utilizadas", argumentou

"Os bombeiros não podem deslocar-se ou vir do próprio teatro de operações nas próprias viaturas que usam no combate aos incêndios e na esmagadora maioria acontece isso", considerou o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.

Face a este estado de coisas, Fernando Curto é de opinião que as colunas de bombeiros devem ser transportadas para outro ponto do país em "viaturas próprias", como autocarros com ar condicionado, para "chegarem em condições físicas aceitáveis".

Condições desgastantesActualmente, os bombeiros vão em viaturas "pesadas" com uma média de velocidade entre os "40 a 50" quilómetros/hora e estão "prontinhos para ficar a descansar e não para combater incêndios", afirmou.

Segundo o dirigente da associação de bombeiros, também as viaturas deviam ser "rendidas", o que "infelizmente não acontece".

"Dizem que é difícil, mas não o é. É lamentável e tem de se apurar porque morre esta gente toda: se é por cansaço, se é por excesso de velocidade, ou porque a viatura não está em condições e não foi inspeccionada", acrescentou.

Manifestando-se preocupado quanto a forma como é feita a rendição dos bombeiros, como descansam ou como se alimentam, o responsável da associação de profissionais alegou ainda que a Escola Nacional de Bombeiros deveria ter apostado mais nos cursos específicos para os bombeiros que conduzem as viaturas, principalmente as de todo-o-terreno.

"A necessidade aguça o engenho", disse ainda o dirigente sobre a possibilidade de bombeiros não habilitados conduzirem viaturas. "Se acontece, não devia. Só se dá conta disso quando infelizmente há um acidente ou morre alguém", alegou.

Nas suas declarações á Lusa, Fernando criticou ainda a falta de prevenção no que respeita aos incêndios florestais, admitindo, no entanto, a situação anormal de fogos postos que não podem ter resposta adequada e das temperaturas elevadas.

RTP

Bombeiros Profissionais criticam actuação do comandante dos Bombeiros Municipais de Leiria

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais acusam o comandante dos Bombeiros Municipais de Leiria de estar mais preocupado com a poupança de dinheiro do que com o socorro às populações.

“O comandante preocupa-se com a saída dos homens para as ocorrências perto da rendição dos turnos para não pagar horas extraordinárias”, disse à agência Lusa o presidente do sindicato, Sérgio Carvalho, que é também vice presidente da ANBP, considerando que, no concelho de Leiria, os incêndios só podem ocorrer “com hora marcada”.

As duas estruturas profissionais subscreveram um comunicado no qual anunciam que a 03 de agosto, na sequência de um fogo, “o comandante questiona a saída dos elementos antes das 20 horas”, pois “aparentemente não deveriam ter saído porque a Câmara Municipal não quer pagar horas extraordinárias”.

Dois dias depois, para outro incêndio, “sai para o terreno um veículo, desta vez com apenas três elementos dos municipais”, quando “deveriam sair cinco”.

“Por ordem do comandante, não podem sair mais porque a cidade fica desguarnecida”, acrescenta o comunicado em que a associação e sindicato “lamentam que a saída ao minuto para um incêndio seja condicionada pelo não pagamento das horas extraordinárias”.

“Além da desobediência às normas estipuladas para o socorro, está assim posta em causa a segurança quer dos bombeiros, quer da população”, referem as duas entidades, considerando que “a alteração de turnos/redução de efetivos”, determinada pelo comandante, conduziu a “episódios” como estes.

Contactado o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Raul Castro remeteu esclarecimentos para o comandante dos bombeiros, informando que reitera a confiança neste responsável.

Já o comandante da corporação de Leiria, Artur Figueiredo, afirmou que as acusações são “completamente falsas”, sustentando que “não foi colocado qualquer constrangimento pelo senhor presidente da câmara perante a necessidade de mobilizar mais pessoas para as ocorrências ou prolongar o serviço que está em curso”.

A propósito do incêndio de dia 03, Artur Figueiredo assegurou que a única chamada de atenção que fez foi “ao chefe de serviço por não ter informado da situação oportunamente, para a coordenação ser feita de forma efetiva com todos os corpos de bombeiros”.

O responsável adiantou que quatro dias depois, um outro fogo “obrigou ao prolongamento de serviço e não foi suscitada qualquer questão relativa ao pagamento de horas extraordinárias”.

“Quanto ao segundo caso, foi o número de homens necessário face à situação e ao facto de estarem a ser despachados mais meios de outros corporações para a mesma ocorrência”, acrescentou.

(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)

ionline

Rui Pereira diz que alguns incêndios florestais são verdadeiros «teatros de guerra»

«Verdadeiro teatro de guerra» é assim que o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, classificou alguns incêndios florestais que ocorreram no país.
Rui Pereira renovou também o pedido para que as populações adoptarem comportamentos cívicos nos dias de muito calor.
No final de um briefing de quase duas horas com todas as entidades envolvidas na área da protecção civil (na sede da Autoridade Nacional da Protecção Civil, em Lisboa), Rui Pereira começou por enviar «sentidas condolências» à família de bombeiro que morreu na segunda-feira em São Pedro do Sul (Viseu), exultando a capacidade de abnegação dos milhares de bombeiros que combatem incêndios por todo o país.

O ministro utilizou a expressão «verdadeiro teatro de guerra» para qualificar alguns dos mais intensos fogos que deflagraram nos últimos dias, principalmente no Norte e Centro do país.

O titular da pasta da Administração Interna insistiu ainda para que os portugueses tenham comportamentos correctos, nomeadamente no próximo fim-de-semana, altura em que são previsíveis altas temperaturas e centenas de festas e romarias por todo o país.

Lusa/SOL

Comentários publicados no jornal SOL
- O sr. ministro gaba-se em relação ao ano de 2003. E em relação aos anos de: 2009, 2008, 2007, 2006? Este é até ao momento o pior ano. Quem gastou fortunas para melhor apetrechar os bombeiros no combate aos incêndios? Claro, os governos do PS. Este ano os resultados estão à vista. Será falta de capacidade de coordenação? Sr. ministro reflicta um pouco. A vossa acção de eficaz tem tido muito pouco.
DGGS49, em 2010-08-10 13:43:19

- Se o ministro Rui Pereira considera os incêndios florestais verdadeiros "teatros de guerra” , então de que está à espera para entregar ao exército toda a DEFESA da floresta e todo o COMBATE aos incêndios??Essa malta, que vive à custa do ESTADO, só ganha pança de tanta cerveja que bebe e pelo pouco ou nenhum exercício e trabalho que pratica.Seria uma oportunidade para mostrarem trabalho feito.
mtr, em 2010-08-10 13:35:43

- AS FESTAS E ROMARIAS AGORA É QUE VÃO "LEVAR COM AS CULPAS" E O ÓNUS DOS FOGOS!ISTO É DUM DESCARAMENTO ATROZ! A maioria dos fogos são de origem CRIMINOSA E PROPOSITADA! O PROBLEMA é que os incendiários (referenciados) "andam à solta" porque não há tomates para Legislar de forma a que, no nosso País as "travessuras" SEJAM PUNIDAS! É que para LEGISLAR há que ter MORAL! E MORAL É COISA QUE ENTRE OS POLITIQUEIROS NÃO EXISTE!TÃO SIMPLES COMO ISSO!
JChato, em 2010-08-10 13:13:16