sexta-feira, 23 de julho de 2010

Paulo Teixeira é o novo comandante dos Bombeiros de Montemor-o-Velho

O novo timoneiro dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho toma posse sábado, numa cerimónia marcada para as 17h00. Paulo Teixeira, 47 anos, licenciado em Gestão de Empresas, é o sucessor de Morais Jorge, um verdadeiro “dinossauro” que, aos longos dos últimos anos, assumiu as rédeas do comando operacional da corporação de Montemor.
Profundo conhecedor dos “cantos da casa”, uma vez que está ligado aos bombeiros desde 1999, Paulo Teixeira é simultaneamente ambicioso e regrado nos seus projectos para a corporação. «Acredito que posso ajudar este grupo de trabalho e criar mais-valias», sublinha, equacionando como prioridade das prioridades a «formação e instrução».
Não apenas porque esse é o primeiro patamar para garantir «respostas eficazes», que é o que «se espera dos bombeiros», refere, mas também por conhecer “por dentro e por fora” as condições da corporação e saber que «não há propriamente muito dinheiro, nem nesta nem nas outras corporações». Aliás, nos últimos anos Paulo Teixeira tem «dado uma ajuda» à direcção ao nível da componente de gestão e contabilidade, tanto mais que essa é a sua formação académica e a sua área profissional.
Uma “intervenção” que lhe permite, confessa, uma visão «muito real do que são condições e as disponibilidades» e que, necessariamente, “refreiam” as suas ambições no que concerne a mais e a novos meios. «Numa segunda fase, quando houver outra disponibilidade económica, não vou desperdiçar a possibilidade de ter mais e melhores equipamentos», mas, salvaguarda, «isso não vai acontecer já, tendo em conta a forma como o país está». Por isso, no imediato, «vamos trabalhar com o que temos» e daí essa aposta na formação e instrução.
Paulo Teixeira é, ele próprio, formador da corporação e reconhece que esta é uma área fundamental. «Como bombeiro sinto essa falta e essa necessidade», confessa. E já fez diligências, junto de outros formadores, no sentido de avançar rapidamente com esta área. «Temos gente com muita qualidade na corporação», afirma, sublinhando que, para além da formação, onde pretende atingir patamares de referência, há também o «factor motivação, que me compete imprimir», assume.
«Sinto que posso ajudar este grupo de trabalho e criar mais-valias», afirma, sem falsas modéstias, Paulo Teixeira, reconhecendo que pela frente tem um enorme desafio. «Não é uma missão impossível, mas é seguramente uma tarefa difícil», diz ainda, admitindo que «não sei se serei a pessoa mais indicada, mas alguém tinha de o fazer e, por isso, aceitei o desafio». E, com um espírito pragmático, o novo comandante entende que «não há soluções ou respostas ideais», o que há é «trabalho, persistência e conjugação de boas-vontades». E a esta receita Paulo Teixeira quer imprimir a sua marca, no sentido de formar uma equipa de excelência.

“Responder como profissionais” - «As exigências hoje são muitas e nós não podemos falhar», considera, apontando a rapidez da resposta e a eficácia na actuação como uma meta a atingir, uma vez que, «mesmo sendo voluntários temos de agir e responder como profissionais».
O facto de suceder a um “dinossauro” como o comandante Morais Jorge não assusta Paulo Teixeira. «Vou fazer o meu melhor», promete, deixando claro que conta com «a colaboração de toda a corporação», em especial daqueles que ocupam funções com mais responsabilidade.
Mas o novo comandante não deixa de, de alguma forma, se sentir “herdeiro” de Morais Jorge, e acredita mesmo que a sua nomeação, da responsabilidade da direcção, deve ter “a mão” do seu antecessor. «Julgo que não foi por acaso», diz, adiantando que, para além do contacto estreito que manteve com o antigo comandante nos bombeiros, «também foi meu chefe na Câmara». «Trabalhámos juntos 10 ou 12 anos», acrescenta, crente que Morais Jorge desempenhou um “papel” na sua escolha para assumir o comando operacional dos Bombeiros de Montemor. E, ao «excelente trabalho» que Jorge desenvolveu, este montemorense de Seixo de Gatões quer somar, a partir de agora, a sua «marca pessoal», num paradigma que, defende, é necessariamente «diferente».

Escolha reuniu unanimidade da direcção -
Satisfeita com a escolha está a direcção dos Voluntários de Montemor, presidida por Mota Correia, que sublinha a «unanimidade» que rodeou o nome de Paulo Teixeira. Uma tarefa que, reconhece, «não foi fácil», uma vez que se trata de suceder a um homem carismático como o comandante Morais Jorge, que considera um «verdadeiro dinossauro» no trabalho que desenvolveu na corporação.
Todavia, «tínhamos que encontrar uma solução», refere, tendo em conta o pedido feito pelo comandante, em Março passado, no sentido de deixar o corpo activo e passar ao quadro de honra. A seu favor, Paulo Teixeira tem um conjunto de “argumentos”. «É um conhecedor profundo do quartel, conhece a real situação económica da corporação» e, além disso, «é homem muito trabalhador, com ideias próprias e devotado à causa». Por isso, no entender de Mota Correia, Paulo Teixeira reúne as «características certas» para o comando e, «com a colaboração de todos», direcção, comando e corpo activo, vai levar “o barco a bom porto”.
As demarches para a escolha do novo comandante começaram ainda em Março, e, depois de, a nível interno, a direcção analisado os vários cenários possíveis e optado por Paulo Teixeira, o nome do novo comandante foi submetido à apreciação da tutela, que lhe deu o necessário aval. A tomada de posse está marcada para sábado, às 17h00.
Diário de Coimbra

Casas ameaçadas por incêndio criminoso

Quatro incêndios florestais queimaram ontem várias zonas de mato na Margem Sul.
Um dos que mais preocupou os bombeiros ocorreu na Quinta do Soutelo, no Seixal, que, ao passar perto de algumas vivendas, deixou os moradores em pânico. As autoridades confirmam que foi fogo posto.
"Foi uma aflição, o incêndio rasou a nossa vivenda. As chamas eram enormes", descreveu ao CM Miguel Castelhano, filho da proprietária, que estava em casa quando o incêndio começou, no eucaliptal.
"Foi cerca 15h45 e havia dois focos de incêndio separados por poucos metros e que começaram ao mesmo tempo", garante Miguel. "Foi fogo posto", diz sem dúvidas.

A suspeita é confirmada pelo chefe de operações, comandante dos Bombeiros Voluntários da Amora. "Não há dúvidas de que foi fogo posto. Dois locais separados por 100 metros começaram a arder ao mesmo tempo", avança António Silva.

Também os proprietários de uma vivenda ao lado não ganharam para o susto. "Nem vou conseguir dormir com medo de um reacendimento", garante Antónia Jardim. Mas o marido não parece surpreendido. "Já estava previsto", diz José Pires, que refere que o terreno "estava por limpar e com algum lixo". Miguel Castelhano confirmou que há um diferendo com o proprietário do terreno. "Já foi notificado pela Câmara e já se fez queixa à Protecção Civil, mas ninguém faz nada".

A área ardida ontem à tarde situa--se mesmo ao lado da A2, que chegou a ter visibilidade reduzida devido ao fumo.

CM

Ambulâncias "dormem" ao relento

Os Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo consideram “inadmissível” o facto de serem obrigados a deixar as ambulâncias na via pública, desde a intervenção ocorrida, há dois anos, no logradouro da câmara municipal.

Com a construção do parque de estacionamento subterrâneo no logradouro da Câmara, os “Voluntários” viriam a perder o direito que até então tinham de aí poderem estacionar as suas viaturas.

Em causa está, afiança fonte da Direcção da associação humanitária, o estacionamento de perto de uma dezena de ambulâncias (excepção feita ao veículo do Instituto Nacional de Emergência Médica atribuído à corporação), que é, actualmente, feito em cima do passeio fronteiro ao quartel.

“É uma situação inadmissível. Porém, desde que a associação deixou de poder contar com o estacionamento no logradouro, temos de ter as ambulâncias em cima do passeio. Num raio de operacionalidade. Não as podemos ter longe do quartel, uma vez que, em situação de emergência, o prejudicado seria o utente, o que nunca poderá acontecer”, evidencia a mesma fonte, considerando, a propósito, que “nunca nos passou pela cabeça que a corporação pudesse ficar sem aquele espaço”.

Sobre o estacionamento no logradouro, enfatiza: “Pedimos já à câmara para ali poder estacionar as ambulâncias, mas aguardamos, ainda, por resposta”.

No espaço, uma praça que se encontra fechada, podem, apenas, estacionar as viaturas da autarquia. De modo a resolver o problema da operacionalidade do quartel, a corporação busca por apoios para a criação de uma nova estrutura.

O JN tentou ouvir a câmara sobre a questão. Porém, tal não viria a ser, ontem, possível.

JN


Barcelos: bombeiros patrulham florestas de Aguiar

Em Aguiar, os fogos em área florestal acontecem praticamente todos os dias e o seu acesso é difícil. Desconfiados e partindo do princípio de que não se trata de mera coincidência, os Bombeiros Voluntários deram, atempadamente, conta disso às autoridades policiais para que investiguem.

Entretanto, há patrulhas dos homens da paz que se fazem regularmente não apenas nos montes de Aguiar, mas também nos da freguesia vizinha de Durrães, ambas situadas a 13 quilómetros da sede do concelho de Barcelos.

Fundamentalmente, às patrulhas interessa-lhes apanhar o suspeito em flagrante delito, numa colaboração que se quer eficaz com as autoridades policiais que, desde há algum tempo, investigam os casos de incêndios florestais sistemáticos naquelas duas freguesias rurais.
Na sede da corporação, entre os mais antigos, há quem recorde os tempos em que a população acorria a ajudar os bombeiros no combate aos incêndios.

Colaborava-se generosamente com a força física e com material adequado. Solidariamente.
Os tempos, porém, são outros.
“Hoje, as pessoas são capazes de se deslocar aos locais onde há incêndio, mas não vão para nos ajudar; vão ver” - lamentou-se esta semana um membro do corpo activo dos Voluntários de Barcelos.


A patrulha - Também lamentou que os proprietários das áreas florestais não as mantenham limpas, no cumprimento das medidas aconselháveis para a protecção contra incêndios.
“Nós não temos de procurar ninguém. Isso é trabalho da GN
R, não é o nosso” — sublinhou, à defesa, o bombeiro de primeira classe Carlos Miranda.

O graduado soldado da paz dos Voluntários de Barcelos encontra-mo-lo ao fim da manhã de quarta-feira última, entre uma clareira e um espaço incendiado de mato e eucaliptos, em Aguiar.
Miranda liderava uma equipa de que faziam parte os bombeiros David Pereira, Joaquim Mendes, Ricardo Silva e o motorista Manuel Silva que conduzira para ali um todo-o-terreno rural de combate aos incêndios.

O carreirinho que nos conduziu ao ponto de encontro com os cinco voluntários de Barcelos é, de facto, de difícil acesso. Provavelmente só um veículo com as características daquele subiria por aí acima, entre buracos e pedregulhos ladeados de erva seca e arbustos. Na descida, também a pé, quase se pisou um envergonhado ouriço cacheiro.

“Temos vindo cá para patrulhamento e quando há alguns incêndios”, acrescenta Carlos Miranda, voltando a recorrer à reserva quando se lhe coloca a questão de não ser, certamente, por acaso o facto de todos os dias a corporação se ver obrigada a deslocar para ali homens e meios.
“Não posso comentar”. Mas adianta que, nos últimos tempos, só têm sido chamados para essa zona, O que é sintomático.

E quanto à colaboração da população, Miranda admite que tem havido alguma.
“As maiores dificuldades são os acessos em alguns sítios. Mas, dificuldades, dificuldades mesmos, não temos tido nenhumas”, concluiu. E ontem não houve incêndio nenhum em Aguiar.
Correio do Minho

A caminho da Mongólia numa ambulância com 20 anos

São milhares de quilómetros a atravessar deserto e montanhas numa antiga ambulância dos bombeiros. Chegam ao destino em finais de Agosto.
Dois arquitectos, um Dj e um engenheiro informático, todos de Coimbra, estão a caminho da Mongólia, integrados no The Mongol Rally 2010, uma prova organizada desde 2001 para angariar fundos para organizações não governamentais daquele país da Ásia Oriental.
São entre 15 mil a 18 mil quilómetros a percorrer a bordo de uma ambulância, com 20 anos, comprada aos Bombeiros Voluntários de Sever do Vouga.
É uma verdadeira aventura, com vários obstáculos pela frente, mas na bagagem os quatro amigos levam doses ilimitadas de boa-vontade e de espírito de sacrifício. O rally é um desafio, mas aqui não há competição. São todos vencedores, especialmente os beneficiários desta expedição solidária, que permitiu que entre 2004 e 2009 fossem doados cerca de 1,3 milhões de euros.
Ontem, pouco depois das 11h00 da manhã, a ambulância estacionou nas imediações da Praça da República, de onde partiu rumo a Barcelona.
Aí, Ricardo Trindade, André Mota e Rodrigo Lourenço juntaram-se a Gonçalo Pinto e durante o fim-de-semana, voltam a fazer-se à estrada. Depois de passar por Espanha, França, Alemanha, República Checa – onde todas as 400 equipas participantes se encontram -, Hungria, Roménia, Bulgária, Turquia, Irão, várias repúblicas da ex-União Soviética e Rússia, a equipa Agorafobic deverá chegar ao destino, Ulan Bator, na Mongólia, em finais de Agosto. Para trás, terão ficado inúmeros quilómetros de montanhas e deserto.

Viagem fica a 3 mil euros por pessoa - Com «os vistos todos contados», os quatro conimbricenses têm a viagem planeada, mas sabem que poderão acontecer sobressaltos e imprevistos. Se à partida o Irão até pode parecer o país mais complicado de passar, Ricardo Trindade - que também é actor e o único dos quatro a residir, actualmente, em Coimbra – desmistifica e adianta que a Mongólia e o imenso deserto têm sido uma batalha difícil para quem participa. Aliás, frisa, é lá que «90% das equipas desiste».
Mas, a desistência não segue na mente deste grupo, que prevê fazer uma média de 500/600 quilómetros por dia, numa ambulância que, para os seus 20 anos, «está bastante funcional», conforme revelou a revisão realizada há dias. Mesmo assim, se ela não aguentar, haverá uma alternativa, que pode passar por comprar outro carro durante a viagem, adianta o arquitecto.
E porquê uma ambulância? A equipa achou mais interessante viajar neste tipo de viatura, que depois será entregue directamente à Nadiesdha, uma ONG que apoia crianças orfãs. A maioria dos participantes viaja em veículos que depois serão leiloados, com os fundos a reverterem para instituições locais, sendo que todas as equipas estão obrigadas a angariar mil libras para beneficência.
Numa viagem que fica a cerca de três mil euros por pessoa, a importância dos patrocinadores ganha uma dimensão que os quatro amigos fazem questão de destacar, salientando cada um dos apoiantes: Wedo Technologies, Auto Ribeiro, Ford, Revigrés, Papabubble, Urbanos e A Casa Portuguesa.
Aos conimbricenses juntam-se Tiago Garrido e o espanhol Vítor Skogman, que saíram do Porto e passaram, durante a tarde, por Coimbra. Também eles vão a bordo de uma ambulância cedida por 150 euros pelos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos.
Diário de Coimbra

Bombeiros da Trofa recebem novos equipamentos

Através de uma candidatura conjunta de várias corporações, protagonizada pela Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto, os Bombeiros Voluntários da Trofa vão receber novos equipamentos de protecção para combate a incêndios.
Os contratos referentes a estes investimentos foram assinados no Governo Civil do Porto, a 13 de Julho, e permitem à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), com recursos a verbas do Programa Operacional de Valorização do Território, financiar a compra de equipamentos de protecção individual para as corporações de bombeiros do distrito.
A Trofa está incluída e o no valor de cerca de 15 mil euros, financiado por fundos comunitários, vai ser aplicado em equipamento específico de combate a fogos florestais, urbanos e industriais e, ainda, de protecção para o bombeiro.

Ao valor cedido a fundo perdido pela União Europeia, acrescem seis mil euros financiados pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT). Pedro Ortiga, presidente da Direcção da AHBVT, confessa que este montante representa "um esforço" por parte da associação, no entanto, defende que o investimento é "fundamental".

Para o financiamento do valor a cargo da AHBVT, Pedro Ortiga explicou ao NT que espera "encontrar um parceiro" que dê apoio, uma vez que a associação tem outras despesas e necessidades também prioritárias: "Deixamos um apelo à comunidade civil para que possa colaborar".

No caso específico dos soldados da paz trofenses, as verbas vão ser utilizadas para a aquisição de equipamentos completos de protecção individual para combate a fogos florestais e urbanos e industriais e Aparelhos Pessoais de Segurança (APS). Estes aparelhos são uma inovação e servem para localizar o bombeiro em caso de imobilidade, uma vez que passado um determinado período sem que o soldado da paz se mexa, o aparelho emite um sinal visual e sonoro, que facilita a identificação do local. Da mesma forma, o APS envia também um sinal de radiofrequência.

Outra das vantagens do dispositivo é permitir ao bombeiro activar um sinal de socorro em situação de perigo. Os equipamentos adquiridos vão também contribuir para a ideia defendida pela associação e corpo dirigente da corporação: "Cada bombeiro ter o seu equipamento".

João Pedro Goulart, Comandante dos Bombeiros Voluntários da Trofa, explicou ao NT que este material é importante, sobretudo porque "é certificado". A certificação dos equipamentos utilizados pelos bombeiros "começa a ser uma questão fulcral" e constitui "uma garantia da segurança do bombeiro em situações extremas de actuação", atestou.

Os equipamentos deverão chegar ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Trofa antes do final de Setembro.

Notícias da Trofa

terça-feira, 20 de julho de 2010

IM: Concelhos de 11 distritos com risco máximo de incêndio

O Instituto de Meteorologia (IM) colocou hoje em aviso de risco máximo de incêndio vários concelhos em 11 distritos de Portugal Continental, sobrudo do norte interior e centro.

Este nível de aviso está ativo para quase todo o distrito de Vila real, Bragança e Guarda e abrange vários concelhos nos distritos de Braga, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

Segundo o site do IM, o mesmo aviso de risco é aplicado aos concelhos de Aljezur, Monchique e S. Brás de Alportel, no distrito de Faro.

O risco de incêndio determinado pelo IM engloba cinco níveis, que variam entre o «reduzido» e o «máximo» e o seu cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00, da temperatura do ar, da humidade relativa, da velocidade do vento e da quantidade de precipitação ocorrida nas últimas 24 horas.

Segundo informação disponibilizada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), registaram-se na segunda feira, 112 incêndios florestais, sem indicação de área ou ardida ou tipo de vegetação afetada, que foram combatidos por 1438 bombeiros, apoiados por 345 veículos.

“Churrasco” ao ar livre provoca incêndio de grandes proporções

A freguesia de Ervedal da Beira viveu domingo momentos de pânico com um incêndio provocado por um grelhador.
Um “grelhado” ao ar livre esteve domingo na origem do maior incêndio florestal registado este ano no distrito de Coimbra.

As chamas deflagram por volta das 15h30 numa zona próxima do restaurante Vale dos Amores, freguesia de Ervedal da Beira, e de acordo com o que referiu a este diário digital o comandante dos Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira, António Pinto, consumiram cerca de 47 hectares de floresta.

Segundo fonte da GNR, na origem deste grande incêndio terá estado o descuido de um casal de nacionalidade inglesa que ao preparar uma refeição de grelhados numa zona próxima do restaurante Vale dos Amores, deixou “pegar” o fogo a uma área de “feno seco”.

A partir daí, as chamas começaram a ficar incontroláveis e o incêndio quase transformou a freguesia de Ervedal da Beira num “mar de chamas”. O presidente da junta de freguesia local – Carlos Artur Maia participava, na altura, num almoço-convívio com a população de Ervedal da Beira – explicou ao correiodabeiraserra.com que “as chamas quase chegaram à quinta da Serrana” e “cercaram a capela da Nossa Senhora da Boa Viagem”.

Aquele autarca local, que se viu obrigado a interromper as festividades que decorriam em Ervedal da Beira, adiantou ainda ao CBS online que as chamas chegaram a estar muito próximas de diversas habitações.

“Em menos de duas horas, e apesar das grandes proporções das chamas, conseguimos dominar o incêndio”, referiu ao correiodabeiraserra.com o comandante dos BV de Lagares da Beira, sublinhando que no combate ao incêndio estiveram envolvidos 115 bombeiros de corporações dos concelhos de Oliveira do Hospital, Arganil, Tábua e Carregal do Sal e, ainda, equipas de sapadores florestais. Determinante foi também a rápida intervenção dos meios aéreos.

Correio da Beira Serra

A Palavra dos leitores: O cargo de presidente de câmara garantiu celeridade na assistência médica

Infelizmente discordo da opinião do senhor Paulo Duarte. Já fui bombeiro voluntário - não vou mencionar a corporação - e sei que o título de presidente de Junta ou de Câmara influencia a decisão do CODU. Vou contar, o mais resumidamente possível, um caso semelhante ao ocorrido com o senhor presidente da câmara de Almeirim. Estava a chegar a hora do jantar quando a minha avó de repente deixou de ver e a falar com a boca ao lado. Liguei para o 112 e forneci todos os dados de que necessitavam para que fosse feita a evacuação da paciente, desde antecedentes ao actual estado. Posso desde já dizer que a ambulância demorou mais de 45 minutos a chegar. Pelo meio aconteceram várias coisas.

Passados 20 minutos do primeiro telefonema voltei a ligar para o INEM. Aí deram-me o número do centro de comando regional para o qual liguei. No decorrer desse telefonema disseram-me que a única ambulância disponível estava no hospital. Ainda assim deram me o numero do quartel dos bombeiros (volto a não mencionar a corporação) para verificar a situação. Quando liguei para o quartel disseram me que sim, que tinham uma ambulância ambulância no hospital, mas que estava outra disponível no quartel e que a iriam enviar de imediato. Passadas 48 horas a minha avó veio a falecer no Hospital de Santarém com uma hemorragia cerebral. Cerca de 4 meses depois, recebi em casa uma carta endereçada à minha avó para pagar a conta da deslocação da ambulância, visto que segundo o CODU não tinha sido considerada uma evacuação urgente, logo teria que pagar as despesas de deslocação.

Acha mesmo tanto erro uma "fragilidade"? Desde o tempo de espera à falha logística? Até ao critério de não ter sido considerada uma urgência pelo CODU?!! Sou contra o "botabaixismo", mas a verdade tem que ser dita. Não tenho nada contra nem a favor do senhor Presidente da Câmara de Almeirim, mas o cargo garantiu-lhe a assistência junto da equipa de neurologia do Dr. Mário Miguel (pessoa que conheço há longos anos e não apenas como o Dr. e Professor)em Santa Maria.

O Mirante / Joaquim Teixeira

PJ investiga incêndio na Cancela

A Polícia Judiciária está a investigar um incêndio que ocorreu ontem num armazém inactivo na zona da Cancela.
A suspeita de que mão humana possa estar na origem deste incêndio, ainda que por negligência, mobilizou para o local os inspectores da Polícia Judiciária, que estiveram a recolher elementos de prova.
As chamas consumiram o interior deste armazém, localizado entre a gasolineira do “Entreposto da Cancela” e o nó de acesso à via rápida.
Mas o fogo destruiu essencialmente cartão, uma vez que a empresa já não labora naquelas instalações há dois anos, estando neste momento a atravessar um processo se insolvência, segundo dados recolhidos no local.
As chamas, que demoraram quatro horas a serem extintas pelos cinco elementos dos Bombeiros Voluntários Madeirenses apoiados por um pronto-socorro pesado, provocaram uma coluna de fumo intenso, despertando a curiosidade dos transeuntes. Foi precisamente o fumo negro que fez demorar a operação dos bombeiros.
Por outro lado, importa referir que a corporação de Santa Cruz deslocou-se novamente ao sítio da Lombada, devido ao reaparecimento do fogo
Jornal da Madeira

Aposta na formação é a chave do sucesso dos Bombeiros de Odivelas

Para um bombeiro, deixar-se acomodar e não actualizar os conhecimentos pode ser, literalmente, um erro fatal. Conscientes da importância da formação, os Bombeiros Voluntários de Odivelas (BVO) procuram não só aprender mais como também trocar experiências com outras corporações.
Ainda recentemente, os BVO organizaram um seminário técnico de desencarceramento em viaturas pesadas, na qual participaram 120 “soldados da paz” de todos os distritos do país, excepto da Guarda, e até dois bombeiros espanhóis.

“Os conhecimentos em relação às viaturas pesadas eram muito poucos”, admite Carlos Diniz, comandante dos BVO desde 1990. “Como tenho um adjunto de comando que é formador nesta área, resolvemos organizar esta acção que correu muito bem”, explica o dirigente, que equaciona repetir uma iniciativa do mesmo género no próximo ano.

Formação é uma das palavras-chave dos BVO, que têm cerca de 30 crianças e jovens (entre infantes, cadetes e estagiários) na escola de bombeiros. O corpo activo é formado por cerca de 120 voluntários (30 são mulheres) dos quais 42 são também profissionais. Ou seja, depois do horário de serviço, estes homens fazem turnos não remunerados.

Entre os 26 veículos da corporação, está a jóia da coroa: o Thornycroft Nubian Major, uma enorme viatura de origem checa, fabricada há cerca de 35 anos. Chegado a Portugal para servir de carro de intervenção urbana do COPCON, a estrutura de comando militar criada pelo Movimento das Forças Armadas no período pós-25 de Abril, o veículo acabou por ser aproveitado pelos BVO. Hoje, é um carro de combate a incêndios único em Portugal, com 15 mil centímetros cúbicos de cilindrada.

Muitas foram as histórias que marcaram os 113 anos de vida dos BVO, com as dramáticas cheias de 1967 à cabeça. Mas na memória de Carlos Diniz ficou a morte de dois irmãos, de oito e dez anos, que os pais amarravam com uma corda a uma porta quando saiam para trabalhar. Uma bateria guardada debaixo da cama pegou fogo ao colchão de palha e as duas crianças não conseguiram fugir, morrendo asfixiadas.

Mas como tristezas não pagam dívidas, é com energia e vontade que os bombeiros se apresentam diariamente no quartel, apostados em evitar tragédias e ajudar as 120 mil pessoas que servem. E, se a falta de meios humanos pode vir a ser um problema, o mesmo não se passa com as instalações ? o quartel, inaugurado em 1997 e composto por um único piso dedicado à parte operacional, é do melhor que há no pais.

JN

Presidente do Governo Regional apela a mais voluntariado nos Açores

O Governo dos Açores despende anualmente, em média, cerca de 3,5 milhões de euros, em pagamentos a pessoal nas diversas associações de bombeiros da região.

À escala dos Açores, constitui um financiamento de grande relevo e de grande importância, como acrescentou Carlos César, para quem é necessário que surjam mais voluntários que se empenhem de forma generosa, dando parte do seu tempo livre em favor do empenhamento. cívico

Afirmando-se convicto de que há, nas associações de bombeiros, "espaço de generosidade e tipicidade de serviços em que o lema voluntários por opção e profissionais na acção tenha uma realização mais plena", disse que "esse é um dos desafios dos nossos dias: que a generosidade seja paga pelo reconhecimento público e não por prestações pecuniárias."

Entretanto, o Governo Regional tem feito, no sector, um investimento que distingue os Açores no plano nacional e que representa "uma vontade inequívoca e um empenhamento dos recursos disponíveis na valorização das nossas associações de bombeiros, quer na sua vertente operativa, especificamente no âmbito da Protecção Civil, quer na sua vertente social, agregadora e dinamizadora das comunidades", como salientou o Presidente.

Referiu, a propósito, os investimentos que estão em curso nas infra-estruturas das associações de bombeiros de Angra, na Praia da Vitória, em S. Roque do Pico, na Calheta de S. Jorge e na ilha das Flores.

"Evidentemente, não é possível todos terem tudo, e do melhor, e tudo ao mesmo tempo. Mas, o que é importante é não perder de vista a realização dos compromissos, é não perder de vista a nossa palavra, é não perder de vista a honra das instituições políticas e dos seus compromissos", frisou Carlos César.

E um desses compromissos estava a ser cumprido pelo Presidente do Governo, já que, no final da sua intervenção, depositava a primeira pedra da obra de construção das piscinas do quartel da Associação dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, um investimento de mais de 1,5 milhões de euros.

Na ocasião, Carlos César anunciou a entrada em funcionamento, ainda este ano, do serviço de "112", que funcionará no âmbito do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, e que a Região vai integrar a rede de comunicações SIRESP – em conexão com a PSP, a GNR, o SEF e as Forças Armadas – num investimento do Governo da República que ascende a 12 milhões de euros, com comparticipação do Governo Regional no valor de seiscentos mil euros.

Na cerimónia desta manhã foram entregues àquela associação uma viatura de Pronto-Socorro Médio de Combate a Incêndios e Desencarceramento e uma moto de água, esta última oferecida pela Câmara Municipal da Ribeira Grande.

Por estar a comemorar 135 anos de existência, a Associação dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande foi agraciada, pela Liga dos Bombeiros Portugueses, com a "Fénix de Honra", galardão concedido a associações com mais de um século de vida.
AZORESdigital

Câmara da Ribeira Grande ofereceu moto de água aos bombeiros

O Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Ricardo Silva, entregou ao fim da manhã de ontem, uma moto de água à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários.
A entrega decorreu na cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra de construção das piscinas do quartel da dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, e inserida nas comemorações dos 175 anos de existência da instituição.
A construção das piscinas, sendo uma semi-olímpica, com 25 metros de comprimento, vem concretizar um sonho que os ribeiragrandenses há muito acalentavam. Orçada em mais de 1,5 milhões de euros, tem um prazo de construção de 150 dias.

A mota de água entregue domingo, que permite uma maior segurança e vigilância das zonas balneares e eventos náuticos que se realizem no concelho, foi adquirida com um apoio de 10 mil euros, concedido pela Câmara Municipal ao abrigo de um protocolo de cooperação assinado com a associação.

Com esta nova moto de água, a vigilância e segurança das praias será reforçada, bem como o apoio às provas de cariz regional, nacional e internacional de surf e bodyboard, em que a autarquia é interveniente na sua organização. Uma destas provas decorre já em Agosto com o mundial de surf “Billabong Azores Island” nas praias de Santa Bárbara e Monte Verde.

O equipamento já está disponível para prestar apoio aos nadadores-salvadores durante a época balnear que termina 12 de Setembro.

Na mesma cerimónia, foram entregues àquela associação uma viatura de Pronto-Socorro Médio de Combate a Incêndios e Desencarceramento e condecorados vários bombeiros e outras pessoas ligadas à associação pelos seus relevantes serviços.

Por estar a comemorar 135 anos de existência, a Associação dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande foi agraciada, pela Liga dos Bombeiros Portugueses, com a “Fénix de Honra”, galardão concedido a associações com mais de um século de vida.

RTPAçores

domingo, 18 de julho de 2010

CDS suspeita de manipulação estatística nos incêndios

O CDS-PP suspeita que possa estar a existir manipulação estatística para reduzir o número de incêndios e de área ardida, na sequência de uma eventual alteração de critérios no registo dos fogos.
A Autoridade Nacional de Protecção Civil, numa nota enviada ao PÚBLICO, assegura que "não houve qualquer alteração de critérios para o registo dos incêndios florestais", mas o deputado centrista Hélder Amaral estranha os números oficiais dos fogos e quer explicações urgentes.

"Não são os fogos que se reduziram, foi a forma de os contabilizar", acusa Hélder Amaral que, através da figura do requerimento parlamentar, questionou a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) sobre este assunto.No requerimento, a ANPC é interrogada sobre se existiu, em 2010, alguma alteração de critérios para determinar a ocorrência de um fogo florestal. Ao PÚBLICO, a ANPC assegurou que não existiu qualquer alteração de critérios e acrescentou que, "de acordo com a legislação em vigor, cabe à GNR efectuar as medições das áreas ardidas e à Autoridade Florestal Nacional validar esses dados".

O deputado do CDS-PP diz estranhar os números de incêndios em alguns distritos do país. Como é caso de Viseu, distrito por onde foi eleito para a Assembleia da República. "Este ano houve apenas 33 incêndios e 207 fogachos e em 2009 estão registados 357 incêndios. É uma redução quase inexplicável", disse ao PÚBLICO, lembrando que este ano já se registaram semanas com temperaturas médias bastante elevadas.

Segundo o deputado, um incêndio é registado quando tem uma hora de duração, ou mobiliza cinco veículos ou um meio aéreo, critérios que foram alterados, passando a ser necessário ter uma duração de duas horas, dez veículos e três meios aéreos. As dúvidas do deputado avolumam-se tendo em conta informações recolhidas no terreno por comparação à informação oficial que consta no site da ANPC sobre fogos. "Várias pessoas vieram dizer-me que tem havido fogos e que vão ao site e não está lá nada", refere.

Público

Acidente mata dois jovens em Vagos

Um despiste de um ligeiro fez, na madrugada deste domingo, dois mortos e um ferido grave. As operações de socorro e desencarceramento das vítimas demoraram mais de três horas e meia, de acordo com fonte dos Bombeiros Voluntários de Vagos, em declarações ao tvi24.pt.

A mesma fonte adianta que as vítimas eram três rapazes, com idades que andariam «pelos 20/30 anos». O acidente aconteceu na estrada do Parque de Campismo da Gafanha do Carmo. O alerta foi dado às 02:48.

Nas operações de socorro às vítimas, que demoraram mais de três horas e meia, estiveram 16 homens, apoiados por três ambulâncias, um carro de desencarceramento.

TVI24

Bombeiros Voluntários de Braga negam pedofilia

A Direcção e corpo activo dos Bombeiros Voluntários de Braga uniram-se ontem para repudiar a notícia vinda, anteontem, a público que ligava a instituição a um alegado processo de pedofilia.
Cerca de três dezenas de bombeiros do corpo activo marcaram presença na conferência de imprensa que a Direcção convocou ontem para repudiar e afirmar que “é absolutamente falso que os factos descritos na notícia tenham tido por palco as instalações desta Associação Humanitária”.

Em causa está a notícia publicada, anteontem, pelo ‘Diário do Minho’, sob o título ‘Suspeita de pedofilia envolve câmara e bombeiros de Braga” e que denuncia que “um funcionário da Câmara Municipal de Braga afecto ao transporte escolar de crianças portadoras de deficiência está a ser investigado por alegado envolvimento em actos de pedofilia”.

A referida notícia relata que “as instalações da associação humanitária terão sido usadas (...) para a prática dos alegados actos de pedofilia” que terão tido como vítima um menor portador de deficiência.
No comunicado distribuído aos jornalistas, a Direcção nega e refere ser “absolutamente falso que estejam envolvidos elementos desta Associação Humanitária”.

O presidente da Direcção, António Machado, nega categoricamente que a carrinha da câmara alguma vez tenha parado em frente ao quartel.
“Nunca, em circunstância alguma, nestes anos todos, esta carrinha parou aqui para o que quer que fosse” afirmou o dirigente.
António
Machado admite que esta situação “criou muitos problemas porque, nós, neste momento, transportamos também crianças e os pais, no dia seguinte, perguntaram o que se passava”.

O vogal da Direcção, João Magalhães, aludiu à obrigação da investigação jornalística e denunciou que “faltou perceber que não havia nenhuma relação de conectividade com os Bombeiros Voluntários de Braga”.
“Tratava-se de uma viatura da câmara municipal, percebia-se que se tratava de um funcionário da câmara municipal e percebia-se que essa viatura é, por sistema guardada no parque dos Bombeiros Municipais de Braga” apontou João Magalhães.

Reafirmando: “aqui nada disso se passou”, o também dirigente dos Bombeiros Voluntários de Braga apontou: “todos os indícios, todas as provas, olhadas à luz dessa conectividade dão a certeza de que isto se passou noutro lado”.
A direcção veio dar voz ao sentimento que “a injustiça e inverdade da notícia causou na honra e na dignidade do corpo activo em geral e de toda a Associação”.

O corpo activo está também a fazer um abaixo-assinado a manifestar publicamente desacordo e repúdio em relação às notícias.
Contactada a Câmara Municipal de Braga, pela voz do assessor de imprensa, João Paulo Mesquita, referiu que “é um processo em segredo de justiça”e que “está nas devidas instâncias”.
O caso estará há dois meses nas mãos do Ministério Público.
O motorista em causa foi retirado do contacto com crianças.
Correio do Minho

Praias mais seguras com equipas duplas de patrulhamento em bicicleta pelos Bombeiros

Desde 2003 que os Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, no período alto do veraneio, dão “Assistência às Praias”, todos os sábado e domingos, entre as 9h00 e as 18h00, com duas equipas duplas em bicicleta.
Para assinalar o início desta actividade, foram apresentadas ontem de manhã, numa cerimónia realizada na Ponte Galante, os objectivos desta iniciativa, que visa contribuir para o aumento da segurança na cidade da Figueira da Foz, nas áreas adjacentes às praias, até porque, segundo explicou o presidente da direcção da Associação, Lídio Lopes, «nos anos anteriores estas equipas intervieram em cerca de 136 ocorrências desde a sua activação».
Asseguram este programa 28 elementos do corpo de Bombeiros Voluntários que, uma vez mais, abdicam do seu tempo de lazer para prestar mais um serviço à comunidade figueirense e a todos os visitantes da cidade.
O programa consiste no patrulhamento em bicicleta por duas equipas de dois bombeiros credenciados em socorrismo. Será realizado aos fins-de-semana (sábado e domingo), no período das 9h00 às 18h00, até 5 de Setembro.
Cada bicicleta está equipada com material de emergência médica que permite prestar cuidados primários de saúde, e equipamento adicional para teste de glicemia e monitorização de tensão arterial. Complementarmente, as bicicletas estarão equipadas com meios portáteis de extinção de incêndio - extintores de espuma e de pó químico, que poderão debelar pequenos focos de incêndio.
Cada equipa está ainda munida de um rádio emissor-receptor em Banda Alta, canal táctico de bombeiros, para comunicação entre si e a central de rádio dos Bombeiros Voluntários, o que permitirá a activação de meios complementares, nomeadamente ambulâncias, viatura de desencarceramento ou pronto-socorro de incêndio, sempre que tal o justifique.
No final da apresentação, Lídio Lopes deixou dois apelos: um direccionado aos jovens que queiram integrar os Bombeiros Voluntários para prestar um serviço à comunidade, que devem inscrever-se na corporação.
O outro foi dirigido a todas as empresas (ou entidades) que queiram colaborar monetariamente para que a corporação possa adquirir duas motoX4 para prestar um serviço idêntico nas praias a sul e a norte do concelho. «Todos os donativos que as empresas entreguem, correspondem a 140% nos benefícios e deduções fiscais» disse.
Diário de Coimbra

Madeira: Incêndio destruiu casa na Rua da Carreira

Um incêndio destruiu, ontem à tarde, uma casa antiga na Rua da Carreira.
Segundo as informações que foram transmitidas no local aos Bombeiros Voluntários Madeirenses (que extinguiram o fogo), o andar era habitado, mas, no entanto, até à hora em que estabelecemos o contacto, ninguém surgiu a dizer ser o(a) proprietário(a).
De acordo com os BVM, tratava-se de uma residência em alvenaria, com cobertura a telha. Segundo nos explicaram, o fogo terá tido início no exterior do prédio (numa varanda, tendo depois se propagado para o interior e, uma vez que se tratava de uma casa já muito antiga, as chamas rapidamente se propagaram para a zona do telhado.
As chamas acabaram por destruir o referido andar (1.º) por completo, não tendo o mesmo condições de habitabilidade. Os BVM sairam cerca das 15h40, para uma vistoria por suspeita de fogo, acabando no local por confirmar o incêndio, que foi extinto pelas 17h45.
No combate às chamas estiveram cinco elementos e uma viatura. Segundo nos foi dito, ninguém ficou ferido. A PSP tomou conta da ocorrência.

Incêndio ameaçou viaturas - Um incêndio em cartões, que se propagou para lixeiras, na Zona Industrial da Cancela, ameaçou, ontem, algumas viaturas que estavam estacionadas num estacionamento público.
O incêndio (na foto) aconteceu entre as 11h30 e as 12h00 e foi extinto pelos BVM, que enviaram para o local quatro elementos e uma viatura (um PSP).
Jornal da Madeira

Mãe grita dentro de ambulância que seu filho ia nascer

Bombeiros Voluntários de Pedrouços, na Maia, Jorge, Olga e Cristina foram parteiros dentro da ambulância, na estrada da Circunvalação, perto do Hospital de S. João, no Porto.

Não havia mais mãos. Duas a ajudar o bebé, mais duas a amparar a mãe, e ainda mais um par agarrado ao telemóvel, pedindo auxílio ao hospital próximo. E nervos, muitos nervos, porque, afinal, era a primeira vez que Jorge, Olga e Cristina, bombeiros de Pedrouços, na Maia, viram uma mulher a dar à luz, ali, dentro da ambulância, no meio da estrada e da confusão, na Circunvalação, à porta do Hospital de S. João.

Fim de tarde cheia a de anteontem para estes três bombeiros, apanhados de surpresa pela vida que insistia pela luz com carácter de urgência. A parturiente, de 25 anos,“cheia de dores e contracções”, conta Cristina, “gritava que ele ia nascer”; e eles, os três bombeiros, aflitinhos para levar a ambulância a bom porto, que é como quem diz até ao hospital, porque “o bebé era prematuro”.

Quis as voltas do destino que fosse diferente e tiveram que parar a ambulância. “A hemorragia aumentou e a cabeça do bebé já se via”, conta Olga. Entre a premência de ajudar aquela mãe e telefonemas ao CODU a pedir que se informasse as urgências da Obstetrícia, o pequenino nasceu. “Muito pequenino mesmo”, entusiasma-se Olga.

Jorge, companheiro de Olga, na vida e nestas lides de ajudar o próximo, acrescenta que “o cordão umbilical já foi cortado por um enfermeiro da neonatologia, já dentro do recinto do Hospital de S. João, mas ainda dentro da ambulância”.

Correu bem, para a mãe, para o bebé e para estes bombeiros parteiros que “depois de já estar tudo bem” deram cabo, “entre os três, de uma maço de tabaco inteiro, tal não eram os nervos”. Da experiência ficou a promessa de conhecerem o bebé assim que ele e a mãe tiverem alta.

Acabado o parto, Jorge, Olga e Cristina tiveram preparar-se para novas emergências. E a emergência de Olga e de Jorge era o aniversário de uma das três filhas. Era preciso ir para casa.
“Liguei-lhe e disse-lhe: ‘filha, desculpa, a mãe atrasou-se porque esteve a ajudar uma senhora a ter um bebé, está bem?’ e ela respondeu-me assim: ‘e quando é que tu vens para casa dar-me de comer?”.

JN


Bombeiros de Ferreira com nova viatura de combate a incêndios

Os Bombeiros Voluntários de Ferreira do Alentejo contam com uma nova viatura de combate a incêndios.
Para o Comandante dos Bombeiros, “esta viatura era uma necessidade máxima” que tinham, porque só existia no quartel “uma viatura de combate a incêndios”.
António Guerreiro refere que esta viatura é “uma mais-valia” no combate aos incêndios apesar de ainda não ter sido utilizada já que, como adianta o comandante, “não se têm registado incêndios”. António Guerreiro, afirma que “era bom que [a viatura] não fosse estreada”.
Segundo a autarquia esta nova viatura de combate a incêndios de Ferreira do Alentejo custou “130 mil euros, tendo a Autoridade Nacional de Protecção Civil comparticipado cerca de metade”.
A Câmara também garantiu “uma contribuição para aquisição da viatura”.
Rádio Pax

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bombeiros de Paço de Sousa registam média de dois incêndios por dia

Com as temperaturas a subir e os termómetros a atingir valores na ordem dos 40 graus aumentou no início de Julho o receio das corporações em relação ao número de fogos florestais. Em Paço de Sousa, a principal preocupação do corpo activo tem a ver com a manta morta e a extensão da mancha florestal que cobre a área de intervenção da Associação.

Segundo José Manuel, comandante dos Bombeiros de Paço de Sousa, o inverno rigoroso associado às temperaturas elevadas que se têm-se feito sentir nos últimos dias transformou a manta morta num autêntico barril de pólvora. Apesar do perigo, para já a situação é de acalmia e os dados existentes não concitam preocupações acrescidas quando comparadas com o número de ignições registado no ano transacto. De acordo com o comandante, em média, têm registado dois incêndios por dia. Em termos de fogos florestais, as freguesias de Figueira, Capela e Lagares são as que inspiram maiores cuidados.

José Manuel adiantou, ainda, que a corporação dispõe de todos os recursos materiais e humanos para prestar um socorro de qualidade à comunidade. Além de uma Equipa de Intervenção Permanente, dispositivo constituído por cinco bombeiros, tem ao seu dispor três viaturas ligeiras, uma pesada e dois autotanques.

jornaltvs

Quatro veículos benzidos no 129.º aniversário dos Bombeiros de Penafiel

Os Bombeiros Voluntários de Penafiel celebraram, no passado fim-de-semana, o 129.º aniversário da instituição. A festa contou com a bênção de quatro viaturas, sendo duas delas novas e duas recuperadas. A corporação passou a contar com mais um autotanque e um carro de comando, assim como com uma ambulância de transporte de doentes e uma ambulância medicalizada novas. Para estas conquistas foi importante a ajuda de várias instituições e empresas do concelho, como a Câmara Municipal, a Caixa de Crédito Agrícola, a Betafiel e a Carnes Meireles, entre outros.
Também o Rotary Club de Penafiel ofereceu um desfibrilador além da formação para os bombeiros que o irão manusear (não só aos de Penafiel, mas também aos de Entre-os-Rios e Paço de Sousa), enquanto a secção de desporto da corporação angariou fundos para adquirir dois novos monitores de sinais vitais.
Associação está equilibrada em termos financeiros, diz presidente - Na sessão solene, Júlio Mesquita, na direcção há mais de cinco anos, realçou as melhorias que conseguiram em termos económicos. "A Associação está no bom caminho. Hoje ia dizer que nada devemos, mas devemos. Pouco, mas devemos", referiu o presidente da direcção, agradecendo a todas as instituições do concelho que nunca lhes bateram a porta quando procuraram ajuda.
Em recursos humanos e em termos de viaturas também estão bem servidos, disse Júlio Mesquita. A próxima aposta é equipar os bombeiros.
Esse investimento nos homens é, segundo Artur Teixeira, adjunto do Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto, essencial: "Podemos chegar à nanotecnologia. Mas o socorro nunca vai deixar de passar pela capacidade e talento dos homens e mulheres que servem os bombeiros".
Corporação desfilou pela principal avenida do concelho - Também Alberto Simões, presidente da Assembleia-Geral dos Bombeiros de Penafiel, enalteceu o esforço de quem se dedica a ajudar os outros, desde os soldados da paz até aos dirigentes. "Se a vida desta Associação continua forte, plena e dinâmica é devido ao esforço dos homens que a dirigem", sustentou.
Presente na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal, Alberto Santos, lembrou que apesar da crise os apoios aos bombeiros não foram reduzidos. O autarca disse ainda que foram já celebrados com as associações os protocolos para a vigilância da floresta.
Depois da sessão solene, a corporação saiu à rua para o tradicional desfile apeado e motorizado ao qual assistiram dezenas de pessoas.
A corporação penafidelense tem como área de intervenção 20 das 38 freguesias do concelho e conta com 128 elementos no corpo activo.
Verdadeiro Olhar

Susto na Pediatria do Hospital das Caldas

Duas crianças que estavam internadas na ala de pediatria do Hospital das Caldas tiveram que ser retiradas para a área das Urgências, devido a um pequeno incêndio que deflagrou à hora de jantar do domingo passado, 11 de Julho.
Embora os bombeiros tenham sido chamados ao local, quando chegaram o fogo já tinha sido extinto pelos funcionários do Hospital.
“Nós limitámo-nos a ventilar as instalações e fazer uma vistoria para ver se estava tudo em condições”, explicou o chefe Faria, dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha.
Segundo o bombeiro, tudo indica que terá sido um curto-circuito a causa do pequeno incêndio. “Ardeu a parte eléctrica e mais nada. Foi mais o susto”, concluiu. Estiveram no local seis bombeiros e duas viaturas.
De 5 de Julho a 11de Julho os bombeiros voluntários das Caldas da Rainha acorreram ainda a seis incêndios.
Durante a madrugada de 10 de Julho, um homem de 45 anos morreu no Bombarral, na EN 361, na sequência do despiste da motorizada que conduzia.
De 5 a 12 de Julho a GNR das Caldas registou ainda na área do seu destacamento territorial um total de 41 acidentes, dos quais resultaram ferimentos ligeiros em 19 pessoas.
Gazeta das Caldas

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Governo diz que viaturas estão operacionais

José Soeiro, deputado do PCP eleito por Beja, questionou o Governo sobre a substituição de viaturas de combate a incêndio dos Bombeiros de Castro Verde de forma a garantir a boa operacionalidade e eficaz intervenção da Associação na salvaguarda de pessoas e bens daquele concelho.
Na resposta enviada ao deputado o Ministério da Administração Interna realça que “de acordo com a informação prestada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Castro Verde possui um total de sete veículos, em condições de conservação que garantem a sua plena operacionalidade. E acrescenta:”
A substituição de viaturas far-se-á tendo em conta as carências e prioridades a nível nacional e ainda as disponibilidades existentes, designadamente no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional”.
Rádio Pax

Para uma floresta mais protegida

Alcançar, até 2012, uma área ardida média inferior a 100 mil hectares por ano foi uma das metas traçadas pelo Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, aprovado em 2006, mas que nos últimos quatro anos foi alcançada.

Gil Martins, comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil, no N.º 27 da revista PROCIV, explica que “nos últimos quatro anos, a média da área ardida foi de 52 mil hectares e não houve áreas ardidas anuais superiores a 100 mil hectares, um resultado alcançado pela primeira vez, em quatro anos consecutivos, nos últimos 25 anos”.

Mas o ano de 2010 “é novamente um grande desafio para o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Florestais - DECIF e para todos os operacionais e agentes de protecção civil, porque Portugal sem fogos continuará a depender de todos”.

O comandante lembra que “com as actuais condições climáticas, a grande quantidade de combustível provocado por um Inverno rigoroso e muitas vezes o uso indevido do fogo pelos cidadãos, leva a que a ocorrência periódica de incêndios florestais violentos seja um fenómeno facilitado.

Anos como os de 2003, 2004 ou 2005 podem estar ao virar da esquina”. Sublinha ainda que, perante um dispositivo bem preparado para responder às diversas ocorrências não se pode cometer o erro de pensar que o problema dos incêndios está resolvido. “Os objectivos devem continuar a centrar-se no investimento no planeamento, na previsão do risco e do perigo, na análise e avaliação das vulnerabilidades do território, na formação continuada das equipas de intervenção e dos decisores e na regulação das questões organizativas”, esclarece, justificando que “aumentando a prevenção e o planeamento pode ajudar a reduzir o combate”.

Gil Martins destaca ainda a importância do ataque inicial, articulado com todos os agentes de protecção civil, “para reduzir a necessidade de grandes organizações e quantidades de meios empenhados nos teatros de operações”. O ataque inicial deve “despachar meios até dois minutos depois de obtida a localização do incêndio, de forma musculada, consistente e em triangulação, permitindo colocar o primeiro meio de intervenção operacional no incêndio até 20 minutos, no máximo, depois do despacho inicial”. Igual atenção se deve dar à fase de rescaldo, para garantir uma extinção efectiva.

Releva ainda a importância das campanhas de sensibilização, com o objectivo de alertar e adequar comportamentos ao território e à meteorologia, colaborando para reduzir o número de ignições, já que 97 por cento dos incêndios florestais têm origem humana, pelo que é bom não esquecer as medidas de prevenção e autoprotecção.

Quem mora junto a uma área florestal deve limpar o mato à volta da habitação, separar as culturas com barreiras corta-fogo, guardar a lenha e combustíveis em lugar seco e seguro, nem deve deixar crianças em casa sozinhas, trancadas, nem a brincar com fósforos ou isqueiros. Um extintor, um rádio, uma lanterna e uma caixa de primeiros socorros são imprescindíveis em casa. Na floresta não se devem deitar fósforos ou cigarros para o chão, nem acender fogueiras fora dos locais próprios.

Este ano, entre 1 de Julho e 15 de Outubro, está estipulado por lei que é proibido fazer queimadas e queimas de sobrantes em espaços rurais, tal como é proibido lançar foguetes, de balões com mecha acesa e utilizar fogo-de-artifício. Quando se encontra lixo ou excesso de mato ou pessoas com comportamento estranho, o melhor mesmo é avisar as autoridades, via 112. Em caso de se estar num local onde haja um incêndio, ou se este for próximo de casa, a melhor atitude é colaborar com os bombeiros e seguir as suas instruções, afastando crianças e viaturas, soltando os animais e, se caso disso, avisar os vizinhos e afastarem-se do local. Se houver tempo, devem desligar luz, gás e molhar as paredes de casa.

Desde o dia 1 de Janeiro até dia 13 de Julho foram registados no distrito 108 incêndios, tendo a sua maioria ocorrido a partir de 1 de Julho, na Fase Charlie, mas a pronta e eficiente resposta do ataque inicial evitou que alguma destas situações ganhasse maior dimensão.

Jornal Reconquista