segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Bombeiros Portugueses uma vez mais de luto: Um bombeiro morreu e outro ficou gravemente ferido no combate às chamas em S. Pedro do Sul

Um bombeiro da corporação de Alcobaça morreu esta tarde e outro ficou gravemente ferido no combate ao incêndio de São Pedro do Sul, Viseu, disse à agência Lusa o comandante distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria.
José Manuel Moura, que se encontra a caminho do local, não adiantou pormenores, afirmando desconhecer as circunstâncias que rodearam a morte do bombeiro.

Também a caminho de São Pedro do Sul está o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcobaça, corporação que integra o grupo de reforço do distrito de Leiria que se encontra a ajudar a combater o incêndio.

Lusa/SOL

Fato de combate produzido em Portugal adapta-se aos fogos

Incêndios: Risco máximo em 13 distritos

O Instituto de Meteorologia colocou 13 distritos em risco máximo de incêndio. Às 10h31 estavam ativos dez fogos.
O Instituto de Meteorologia (IM) colocou hoje em aviso de risco máximo de incêndio vários concelhos de 13 distritos do norte, centro e sul de Portugal.

Pelas 10h30 o portal da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) regista 10 fogos ativos.

O nível de aviso de risco máximo de incêndio do IM está ativo para concelhos do distrito de Braga, Vila Real, Bragança, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

O mesmo nível de risco está ativo para os concelhos de Pedrógão Grande e Castanheira de Pêra, no distrito de Leiria, e para os concelhos de Aljezur, Monchique e S. Brás de Alportel, no distrito de Faro.

253 bombeiros em São Pedro do Sul - No distrito de Viseu as atenções no combate aos incêndios estão nos concelhos de S. Pedro do Sul, onde 253 homens combatem as chamas em Candal, com o apoio de 93 veículos, e em Barcos, concelho de Tabuaço, onde a luta contra o avanço do fogo envolve 160 homens e 45 veículos.

Estão também presentes dois helicópteros bombardeiros pesados em cada um destes incêndios.

No distrito de Braga são três os incêndios em curso, dois dos quais no concelho de Terras do Bouro, que estão a consumir mato.

Ainda neste distrito as chamas lavram em Sudro, Vieira do Minho, e estão a ser combatidas por 26 homens e oito veículos.

No distrito de Viana do Castelo estão ativos dois incêndios, em Chão de Fento, Ponte de Lima, onde 11 homens e 8 veículos combatem as chamas que consomem floresta, e em Paredes de Vale, Arcos de Valdevez, que estão a ser combatido por 32 homens e 14 veículos.

501 incêndios no domingo - Ainda neste distrito está já dominado um incêndio que lavrava em Felgueiras-Moreira, no concelho de Ponte de Lima.

O risco de incêndio determinado pelo IM engloba cinco níveis, que variam entre o "reduzido" e o "máximo" e o seu cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00, da temperatura do ar, da humidade relativa, da velocidade do vento e da quantidade de precipitação ocorrida nas últimas 24 horas.

Segundo informação disponibilizada pela ANPC no seu portal, no domingo registaram-se 501 incêndios florestais, sem indicação de área ou ardida
ou tipo de vegetação afetada, que foram combatidos por 4996 bombeiros, apoiados por 1334 veículos e 116 meios aéreos.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais iniciou a "Fase Charlie", considerada a de maior risco de incêndios, a 01 de julho e deverá terminá-la a 31 de setembro.

As temperaturas máximas previstas para as principais cidades do país pelo são de 28 graus Celsius para o Porto, 34º para Lisboa, 33º para Faro, 26º para o Funchal e 25º para Ponta Delgada.

Expresso

Doloroso regresso à rotina habitual em Cabo ruivo

Uma semana após o acidente que matou um elemento dos bombeiros de Cabo Ruivo (Lisboa) e feriu outros cinco, a corporação procura refazer a vida. Mas a dor dos colegas é muita e o comandante fica “com o coração nas mãos” sempre que sai um carro.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo, Paulo Mina, ainda se emociona quando vê as roupas dos elementos da corporação que tiveram um desastre de viação na A1, entre Aveiro/Sul e Mealhada, a 1 de Agosto.

“Foi um grande choque, um acordar para a realidade. De repente, percebemos que também somos humanos e que não temos o controlo de nada”, diz o dirigente, que perdeu o seu “braço direito”, o segundo comandante Carlos Santos, de 43 anos, no desastre.

Depois de vários dias com um ambiente de cortar à faca, os bombeiros de Cabo Ruivo começam a retomar a vida normal, mas a dor pela perda do colega e o receio de que haja mais acidentes prometem arrastar-se por muito tempo.

O desastre aconteceu quando os elementos da corporação voltavam do Norte do país, onde tinham estado a combater incêndios, como é normal nesta época do ano. Agora, Paulo Mina tem algumas reticências em autorizar que mais bombeiros da corporação participem, no futuro próximo, em missões fora da sua área de actuação.

“Tudo depende de como o pessoal reagir. Haverá alguma dificuldade e receio neste tipo de movimentação de meios, para já, porque está tudo demasiado recente”, admite o comandante. “Se for necessário, não tenho dúvida de que os nossos bombeiros irão, mas ficarei sempre com o coração nas mãos e a rezar para que as coisas corram bem”, confessa.

O facto de não se tratar de uma corporação grande – cerca de 70 elementos – faz com se sinta ainda mais a perda de Carlos Santos – um homem recordado por todos como discreto, competente e com grande sentido de humor.

Após o acidente, os elementos da corporação têm sido acompanhados regularmente por uma psicóloga cedida pela Câmara Municipal de Lisboa, para os ajudar a superar o trauma. “Há pessoas que exteriorizam mais do que outras, mas todos acabamos por acusar a perda e temos de chorar e fazer o luto. E quanto mais depressa, melhor”, diz Paulo Mina.

Depois de garantir o apoio aos feridos e às famílias atingidas e o acompanhamento psicológico dos bombeiros, Paulo Mina enfrentará uma terceira preocupação: a substituição do veículo do acidente, que ficou num estado irrecuperável. “Vamos tentar junto de todas as entidades, porque não temos dinheiro para comprar um novo e faz-nos muita falta”, diz o comandante.

Os cinco sobreviventes do acidente estão fora de perigo. Dois estão nos Hospitais da Universidade de Coimbra, ainda com prognóstico reservado e ligados ao ventilador, mas já reagem a estímulos. Os outros três, entre os quais uma mulher, estão conscientes e a recuperar bem, no Hospital de São José, em Lisboa. Os bombeiros feridos têm entre 25 e 38 anos.

Entretanto, à sede dos Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo têm chegado centenas de e-mails e cartas vindos dos quatro cantos do país e até do estrangeiro, com as condolências e mensagens de apoio à corporação. “Ficámos impressionados com a vaga de solidariedade”, diz Paulo Mina, “Valha-nos isto, no meio de tanta má notícia.”

JN

Dez pilotos do Exército fora dos fogos

Dez pilotos do Exército, que estavam cedidos à Empresa de Meios Aéreos (EMA), que pertence ao Estado, e operavam os helicópteros que combatem os incêndios florestais, saíram em Julho para regressar àquele ramo das Forças Armadas.
A EMA garante que a operacionalidade dos nove helicópteros da sua frota (seis Kamov e três Ecureuil) não está comprometida. "A saída desses pilotos estava prevista há muito e em Junho já nem todos pilotaram", disse ao CM João Santos, do gabinete de comunicação da EMA, assegurando que "outros pilotos foram contratados em Abril para os substituir".

Já o porta-voz do Exército, tenente-coronel Hélder Perdigão, explicou ao CM que "havia um protocolo entre o Exército e a EMA que terminou em Julho" e que estes dez pilotos "vão começar a formação para os novos helicópteros que o Exército vai receber em 2012, os NH90".

Os dez pilotos voavam há três anos pela EMA, depois de, em 2007, ter sido assinado um protocolo entre Exército e empresa. Segundo Hélder Perdigão, "para já não está previsto mais nenhum protocolo com a EMA".

CM

Domingo foi o dia com mais incêndios desde o início do ano

Ontem, domingo, passou a ser o dia com mais incêndios florestais desde o início do ano, com um total de 501 fogos que deflagraram, principalmente nas regiões do Norte e Centro, segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Actualmente estão em curso 37 incêndios, um dos quais, em São Pedro do Sul, envolve já 477 bombeiros no combate às chamas, segundo a última actualização feita pela ANPC às zero horas de hoje, segunda-feira.

Este incêndio lavra desde sexta-feira passada e continua com duas frentes activas, que estão a ser combatidas com a ajuda de 110 viaturas.

O distrito de Viseu tem também activo desde sexta-feira um outro fogo no concelho de Tabuaço, com três frentes activas, que está a ser combatido por 106 bombeiros e 29 viaturas.

Nos distritos de Viana do Castelo e de Vila Real há ainda dois incêndios, cada um deles com duas frentes activas, e que estão a ser combatidos, respetivamente, por 33 e 54 bombeiros.

Entretanto um novo fogo reacendeu-se no Porto, na zona de Penafiel, mas já foi novamente dominado.

JN

domingo, 8 de agosto de 2010

Incêndios: Portugal arde de lés a lés "mais preocupante é o de São Pedro do Sul"

Incêndios: o flagelo das florestas portuguesas continua em grande escala


Chamas em São Pedro do Sul não dão descanso aos bombeiros

Dos 23 incêndios activos no país, 10 que dão nesta altura mais que fazer aos bombeiros.
Mais de 200 homens concentram-se no combate às chamas em Candal, concelho de São Pedro do Sul, em Viseu, um incêndio que não dá descanso desde sexta-feira.

O Parque Peneda Gerês está, nesta altura, também a ser atingido por três incêndios. O maior é na Aguieira, Arcos de Valdevez. Aqui, no combate às chamas estão 100 homens.
O comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro de Braga, CDOS, Incílio Campos, faz o mais recente ponto de situação sobre estes incêndios no Parque Natural: “Parque Nacional Freitas está extinto, Santa Isabel do Monte está extinto, Parque Nacional Calcedonia está quase a ser dominado, e a ser combatido por meios aéreos, 10 bombeiros, uma equipa do parque, e um outro incêndio em Vilarinho das Furnas”.

Desde a meia-noite registaram-se 155 incêndios no país.
RRenascença

27 bombeiros feridos em Agosto

Cinco acidentes de viação, desde o inicio do mês de Agosto, em deslocações de viaturas de bombeiros para diversos incêndios provocaram 27feridos e um morto. Outros quatro bombeiro também ficou feridos no combate às chamas em S. Pedro do Sul.

Na madrugada de ontem,o despiste de um carro provocou ferimentos em cinco bombeiros de Penela que seguiam para um incêndio no Cadaval. A meio da tarde os operacionais "tiveram alta e estão a recuperar", disse ao DN o comandante da corporação. A viatura "chocou com uma carrinha ligeira que não se terá apercebido da sinalização da marcha dos bombeiros", adiantou Raul Vasconcelos.

Na véspera seis bombeiros do agrupamento da Afocelca, despistaram-se quando seguiam para um incêndio florestal, em Castelo de Paiva. Ainda na sexta-feira um autotanque dos bombeiros de Castelo Branco saiu da estrada, fazendo dois feridos. No inicio da semana um veículo dos bombeiros de Cabo Ruivo despistou-se na A 1 e provocou um morto e 5cinco feridos.

O carro ficou destruído. Um dia antes cinco bombeiros de Marco de Canaveses sofreram ferimentos ligeiros quando a viatura onde seguiam se despistou. O carro ficou seriamente danificado.

DN

Resgatado três horas após queda

Um praticante de bicicleta todo-o-terreno (BTT) deu uma queda num dos trilhos rochosos da Serra d’Arga, Caminha, fracturou uma anca e esteve perdido mais de três horas, até ser resgatado pelas equipas de socorro dos Bombeiros Voluntários de Caminha.

Um pedido de ajuda foi recebido pelo CODU pelas nove e meia da manhã de ontem, dando conta de um acidente, em plena Serra d’Arga. No entanto, a vítima não conseguia indicar a localização precisa, pelo que os bombeiros só viriam a descobri-lo mais de três horas após o alerta e “por mero acaso”.

Após o alerta do CODU, os Bombeiros de Caminha foram accionados de imediato, tendo enviado para a serra uma equipa do INEM, na tentativa de descobrir o ciclista acidentado que, embora não sabendo exactamente onde se encontrava, tentava fornecer, através de telemóvel, os indícios possíveis a fim de ser localizado.

Face à impossibilidade de actuarem os meios aéreos para detectarem a vítima, foram pedidos reforços ao quartel de Caminha, tendo seguido para o trilho que liga Arga de S. João (Caminha) a S. Lourenço da Montaria (Viana do Castelo), uma viatura com cinco homens, mais tarde reforçada com outro carro e mais dois bombeiros.

Perante a dificuldade em encontrarem o local onde o montanhista se encontrava, os bombeiros deslocaram-se até ao posto de vigia de fogos florestais, cuja altitude poderia permitir vislumbrar o sinistrado, mas sem resultados.

Decidiram então bater o terreno montanhoso, de acordo com as escassas indicações fornecidas pelo “betetista”, natural de Vilar de Mouros, de 44 anos, mergulhador da Armada, e que aprecia calcorrear as montanhas de bicicleta.

“Foi por acaso que demos com ele”, referiu ao "Jornal de Notícias" um dos elementos da corporação caminhense, integrado nas buscas que demoraram mais de três horas. Uma vez encontrada a vítima, foram-lhe ministrados os socorros de estabilização, tendo constatado que, embora ferido, “estava consciente e colaborante”.

Face à fractura da anca, posteriormente confirmada no Hospital de Viana do Castelo, os bombeiros tiveram de transportar o ferido numa maca (plano duro) através do penedio, demorando “mais de duas horas” até chegarem junto da ambulância que o aguardava num dos estradões do alto da serra.

Segundo apurámos, tanto o CDOS (Comando Distrital de Operações de Socorro) como o CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) não tinham disponíveis na altura meios aéreos que pudessem actuar, pelo que o único recurso seria pedir apoio à Força Aérea, mas esse serviço teria de ser pago, sendo posta de parte tal hipótese.

JN

Despiste faz um morto em Figueira de Castelo Rodrigo

O despiste de um veículo ligeiro, na madrugada deste domingo, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, provocou a morte de um dos dois ocupantes da viatura e ferimentos ligeiros no condutor.

As vítimas do acidente são irmãos, ambos emigrados em França, que «vieram a Portugal passar férias», disse à agência Lusa, fonte dos Bombeiros Voluntários de Figueira de Castelo Rodrigo.

O acidente, cujas «causas ainda não foram apuradas», ocorreu na estrada que liga Almeida a Figueira de Castelo Rodrigo (EN 322), no distrito da Guarda, entre Reigada e Vilar Torpim, adiantou a mesma fonte.

Além de elementos daquela corporação, também se deslocaram ao local bombeiros de Almeida.

TVI24

‘Alterações na Lei’ podem viabilizar novo quartel de Bombeiros no Sabugal

O secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, anunciou, ontem, na cerimónia do 115º Aniversário da Associação Humanitária Bombeiros Voluntários do Sabugal, que está a ser estudada a hipótese de “introduzir algumas alterações na portaria” que podem viabilizar a construção de um novo quartel de bombeiros no Sabugal.
O presidente da Associação Humanitária Bombeiros Voluntários do Sabugal, Luís Carriço, reconheceu a urgência das obras porque “o actual quartel não tem condições para o normal exercício de funções”.
Jornal Nova Guarda

6.032 ocorrências de incêndios florestais em 19 dias (20/07 a 07/08/2010)

sábado, 7 de agosto de 2010

Governo antecipou pagamento de despesas extraordinárias a bombeiros

Porque algumas corporações estavam a ter dificuldades em suportar despesas do combate aos fogos florestais.
O secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, anunciou sexta-feira que já foi feito o pagamento antecipado aos bombeiros voluntários de despesas extraordinárias relacionadas com os incêndios florestais.

Em declarações aos jornalistas em Santa Comba Dão, no final de uma visita à Base de Helicópteros de Serviço Permanente, Vasco Franco garantiu que o Governo está atento «a todas as necessidades dos bombeiros voluntários», que considera terem «um papel decisivo» e «uma generosidade inexcedível» e demonstrado «um profissionalismo notável» mesmo nos dias mais difíceis.

Explicou que «há uma norma que está estabelecida desde o início, e aprovada por todos os participantes na Comissão Nacional de Protecção Civil, sobre o pagamento das despesas extraordinárias no combate a incêndios».

«Mas dada a concentração de ocorrências nos últimos dias, e particularmente na última semana de Julho, percebemos a dificuldade que alguns corpos de bombeiros estavam a ter para suportar despesas, nomeadamente com a deslocação de bombeiros de outros pontos do país», frisou.

Nesse âmbito, foi antecipado «o pagamento das despesas com combustíveis, que já foi feito, e nos casos de corpos de bombeiros que receberam um maior número de elementos de reforço estamos a analisar caso a caso para podermos também antecipar algum pagamento de despesas», acrescentou.

Desde a meia-noite até ao final da manhã, estavam registados 157 fogos, dos quais apenas 16 se encontravam fogos activos, nove deles com mais de duas horas.

«Isto mostra que o dispositivo está a funcionar bem, de uma forma bem coordenada, com uma boa aplicação de todos os meios e a entrega habitual de todos os combatentes», acrescentou.

Vasco Franco assegurou que os meios aéreos previstos para esta fase «estão todos operacionais», ainda que pontualmente se tenham registado «situações de alguma inoperacionalidade por algum tempo, muito pouco».

«Há uma obrigação contratual das empresas em manterem os meios operacionais. Quando isso não acontece há penalizações que são accionadas», frisou, considerando que «há uma utilização muito eficiente dos meios aéreos e isso também tem contribuído muito para o combate».

Rejeitou as críticas de falta de meios aéreos em Portugal uma vez que, na sua opinião, «nenhum país pode ter meios aéreos para responder a picos de ocorrências», como foi exemplo o dia 27 de Julho, com 459 incêndios.

«Temos de ter um dispositivo razoável capaz de responder às necessidades em termos correntes. Nós sabemos quando configuramos esse dispositivo e o dimensionamos que temos a possibilidade de recorrer pontualmente a outros meios», acrescentou, aludindo à possibilidade e pedir meios a Espanha ou ao Mecanismo Comunitário de Protecção Civil (MIC).

TVI24

Cinco bombeiros feridos em acidente em Miranda do Corvo

Cinco bombeiros da corporação de Penela ficaram feridos esta manhã numa colisão com uma viatura ligeira cerca das 7h30 na Estrada Nacional 17-1, no concelho de Miranda do Corvo.
O acidente deu-se quando um carro dos bombeiros se dirigia para um incêndio no Cadaval, também no mesmo concelho, e chocou com uma viatura ligeira que transportava apenas o condutor, que ficou preso no seu interior.

No local pelas 8h encontravam-se cinco ambulâncias, um carro para desencarcerar o condutor do automóvel ligeiro e duas viaturas médicas de emergência e reanimação.

O carro dos bombeiros ficou parcialmente destruído.

Sol / Lusa

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Bombeiros exigem pagamento antecipado

Fogos: A Liga dos Bombeiros Portugueses quer negociar com o Ministério da Administração Interna (MAI) um novo modelo de financiamento das despesas associadas ao período de incêndios florestais, em que acabam por ser as corporações a "adiantar" as verbas para combustível ou alimentação. O modelo a propor, adiantou ao DN Duarte Caldeira, prevê um adiantamento do MAI às corporações até ao inicio de cada Verão, calculado "caso a caso".

"Tendo em conta a crise e as dificuldades financeiras que as associações humanitárias vivem é impossível esperar que continuem a adiantar o financiamento destas despesas.

A partir de Setembro é imperativo rever este modelo, porque não é sustentável", adiantou Duarte Caldeira. "Há corporações em risco de colapso financeiro" dado o "aumento exponencial das despesas" neste ano e tendo em conta os prazos "cada vez mais apertados" impostos pelos fornecedores.

Actualmente os bombeiros que recebem o reforço de corporações do exterior têm de assegurar a sua logística, alimentação e o combustível das viaturas, o que nos concelhos mais afectados pelos incêndios - este ano sobretudo nos distritos de Viseu, Porto, Braga e Viana do Castelo - representa "milhares de euros por dia".

"Hoje não é possível, à maioria das associações de bombeiros, continuar a fazer isto. Avançar verbas necessárias para estes compromissos, e meses depois, sabe-se lá quando, receber", sublinhou. É "inevitável" avançar para uma solução que envolva a criação de um "adiantamento" aos bombeiros no inicio da Fase Charlie, com acertos de contas "à posteriori".

DN

GNR detém alegado incendiário

A GNR deteve na zona da Lixa, Felgueiras, um homem por suspeitas de ter ateado um incêndio numa mata do concelho.
O homem, de 55 anos, foi detido na zona das Passarias, em Macieira da Lixa, quando saía de uma mata onde deflagrara um incêndio de grandes dimensões, que acabou por ser extinto após várias horas de combate realizado por bombeiros, auxiliados por meios aéreos.

Segundo o comandante do Destacamento Territorial da GNR, Babo Nogueira, dois sucessivos reacendimentos chamaram à atenção da autoridade, que se deslocou ao local das incidências, onde acabou por deter o suspeito, que tinha na sua posse fósforos, apesar de não ser fumador.

O indivíduo, que foi constituído arguido, apresentava uma elevada taxa de alcoolemia e tinha na sua posse munições de arma de fogo.

CM

Vila Verde: Despiste de ambulância a caminho do hospital

Um ferido ligeiro foi o resultado do despiste, anteontem, de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde (BVVV), na freguesia de Prado São Miguel, em Vila Verde.
O acidente aconteceu por volta das 23 horas, depois da cor-poração ter ido a Aboim da Nóbrega (Vila Verde) buscar um homem, vítima de queda numas escadas.
De acordo com o adjunto de comando da corporação vilaverdense, Luís Morais, “o ferido que era transportado na ambulância, no sofreu qualquer mazela no acidente, nem viu o seu estado de saúde agravado em consequência do mesmo.
O ferido do acidente é um socorrista dos BVVV que seguia na ambulância juntamente com uma motorista.
Já no regresso a Braga, “ao desfazer uma curva, a viatura entrou num valado e tombou de lado”, disse Luís Morais.
O adjunto do comando salientou que esta é a segunda viatura que a corporação perde no espaço de 15 dias, depois de um carro de combate a incêndio ter ficado danificado quando combatia um fogo florestal em Valdreu (Vila Verde). O adjunto de comando apela à população para que ajude os bombeiros de Vila Verde com donativos.

Correio do Minho

Liga acusa: há bombeiros com fatos impróprios na linha de fogo

Ignorância e falta de dinheiro motivam compra de fatos que não estão preparados para proteger bombeiros, embora sejam resistentes ao calor.
Há centenas de bombeiros portugueses a ir para a linha de fogo com fatos impróprios para o combate aos incêndios. Quem o garante é José Ferreira, membro do conselho executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses. "Infelizmente, no mundo dos bombeiros portugueses usam-se materiais que dizem ser resistentes ao calor, mas são para outras profissões", explica o responsável, que justifica as más escolhas com "ignorância" e "falta de dinheiro" nas corporações.

Um fato de bombeiro para incêndios florestais certificado pode custar entre 150 e 200 euros. E um fato contra incêndios urbanos, mais resistente, pode ir até aos 600 euros. "Como é que há corporações a comprar fatos a 70 euros?", questiona José Ferreira, sublinhando que "os bombeiros devem aprender a comprar o seu equipamento".

O responsável, que falava à margem da apresentação do primeiro fato português, o PT 2.0, afirmou mesmo que "muitas vezes os bombeiros compram gato por lebre". O equipamento de protecção individual, para ser 100% seguro, tem de estar de acordo com a norma europeia EN-469, que regula o tipo de componentes e de propriedades que os EPI (equipamento de protecção individual) têm de ter para serem seguros. "O que nos preocupa mais é que os nossos homens possam ir para o fogo devidamente equipados com fatos para bombeiros, não com fatos parecidos", afirma José Ferreira.

Questionado sobre a extensão do problema em Portugal, o responsável não quantificou, mas foi dizendo que "há muitas corporações assim. Demasiadas". Segundo o que explicou ao i o comandante dos Bombeiros Sapadores de Vila Nova de Gaia, Salvador Almeida, o problema é mais frequente nos municípios que não têm bombeiros profissionalizados.

"Os nossos equipamentos são todos em Nomex [fibra que protege contra calor e chama] e custam muito dinheiro à câmara", afirma o comandante. "Nos municípios sem bombeiros profissionalizados, são as associações que pagam os fatos. E muitas vezes não há dinheiro", completa.

Outro dos inconvenientes dos fatos certificados é que pesam vários quilos e são menos confortáveis no combate às chamas. "Basta olhar para as imagens das televisões e ver que há bombeiros em T-shirt, seguramente mais leves e frescas mas que envolvem riscos", adianta Salvador Almeida, referindo-se à exaustão provocada pelo calor intenso e pela inalação de gases tóxicos.

Entre as várias corporações de bombeiros voluntários com que o i falou, nenhuma admitiu usar fatos impróprios no combate a incêndios. Os bombeiros voluntários de Paço D''Arcos, por exemplo, referem que há "vários equipamentos diferentes", mas que todos os que são usados pelos seus profissionais respeitam as normas europeias.

Pelo lado da Liga dos Bombeiros, que tem tentado divulgar informação para impedir que os bombeiros usem fatos próprios para siderurgias ou outras actividades semelhantes, seria importante "rever a portaria" que define os equipamentos. "Pode-se comprar muita coisa que diz que é para bombeiros, mas se não respeitar as normas 469 e 15 614, não serve", alerta José Ferreira.
ionline

Desempregados ainda não estão a vigiar florestas contra incêndios

Governo anunciou em Junho que 1000 desempregados iriam fazer prevenção de fogos já este ano. Nenhum foi recrutado até agora.
Ainda não há desempregados a vigiar ou reflorestar as matas portuguesas. A medida, anunciada a 26 de Junho pelo Governo, ainda não saiu do papel, apesar de estarmos a meio da fase mais crítica de incêndios. A tutela diz que está em curso a fase de candidaturas e que o recrutamento avança este Verão, mas não diz quando haverá pessoas no terreno.

O protocolo, assinado pelos ministros da Agricultura, da Administração Interna e do Trabalho, prevê que as entidades públicas ou privadas com funções de gestão da floresta e prevenção de incêndios possam recrutar, junto do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), mil desempregados para vigiar a floresta.

No entanto, ao que o PÚBLICO apurou junto das associações que representam algumas dessas entidades - câmaras municipais, juntas de freguesia e associações de administração de baldios, entre outras -, a medida não parece viável no curto prazo.

No caso da Associação Nacional de Freguesias, o presidente Armando Vieira diz que nenhuma freguesia apresentou candidaturas. "Não vejo grande saída para este protocolo, até porque as freguesias não têm recursos financeiros para pagar o complemento", sublinha. Segundo o protocolo, os desempregados têm direito a receber 20 por cento sobre o valor do rendimento social de inserção ou do subsídio de desemprego de que beneficiam, pago pelas entidades recrutadoras.

Também a Associação para a Cooperação entre Baldios está contra os contornos do protocolo. Eugénio Vítor, da direcção, não entende como é que o Governo pede às associações privadas sem fins lucrativos que financiem uma parte do complemento pago aos desempregados. "Onde é que temos dinheiro para isso?", questiona, sublinhando que isso "inviabiliza a medida logo à partida".

A Associação Nacional de Municípios Portugueses diz mesmo que "desconhece totalmente o protocolo", o que "é estranho, pois as questões dos incêndios têm de passar pelos municípios". No entanto, em Aveiro - o distrito com mais área ardida até 31 de Julho - a medida já chegou ao conhecimento da autarquia. Miguel Fernandes, vereador com o pelouro da Protecção Civil, adianta que o município quer recrutar oito a 15 pessoas. "Estamos só a aguardar que o IEFP nos diga como e quando podemos avançar", esclarece, admitindo haver ainda "pouca informação disponível". A tutela justifica o atraso com o facto de ter passado pouco mais de um mês desde a assinatura do acordo. Além disso, este "é para vigorar pelo prazo de um ano, renovável por iguais períodos".

Situação mantém-se preocupante a norte - A vaga de incêndios que tem assolado a região Norte do país continuou durante o dia de ontem a destruir matas e florestas. Até ao fecho desta edição, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) tinha contabilizado mais de 300 ocorrências em todo o território de Portugal continental, mas as mais significativas tiveram lugar, na sua maioria, na região Norte.

O fogo mais preocupante lavrava no concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga, e mobilizou perto de 140 bombeiros, 41 viaturas e um meio aéreo. Segundo o vice-presidente da autarquia bracarense em declarações à Lusa durante a tarde de ontem, o incêndio não colocava em risco quaisquer habitações. Luís Teixeira afirmou ainda que é "difícil prever" quando é que o fogo que lavra desde a passada quarta-feira será controlado.
Bragança foi outro distrito que ontem foi particularmente afectado pelas chamas, com quatro incêndios de dimensão significativa, segundo dados disponíveis no site da ANPC. Só no concelho de Mogadouro deflagraram dois fogos: um na localidade de Bruçó, que ainda lavrava ao final da tarde, e outro em Penas Roías, dominado pelos bombeiros durante a tarde. Os outros incêndios neste distrito ocorreram em Carrazeda de Ansiães e Alfândega da Fé.
Público

Bombeiros de Cabo Ruivo com acompanhamento psicológico para ultrapassar morte de colega

Os bombeiros voluntários de Cabo Ruivo estão a ter acompanhamento psicológico para superar a morte de um colega, no domingo num acidente de viação, e admitem que têm receio em voltar a acudir a outros incêndios distantes.
O acidente ocorreu na auto-estrada do Norte (A1) entre Aveiro/Sul e Mealhada, envolvendo uma viatura pesada da corporação de Cabo Ruivo, que regressava a Lisboa depois de ter combatido incêndios no norte do país.

O acidente causou um sentimento de tristeza e revolta nos elementos da corporação de Cabo Ruivo, que devido ao «triste desfecho» sentem algum receio de voltar a fazer serviço fora de portas. «Queremos continuar a apoiar os colegas por esse Portugal fora, mas admito que para já essa situação seja mais difícil devido ao estado de espírito do corpo de bombeiros. É preciso dar tempo ao tempo para que a mente dos nossos homens se tranquilize e o receio desapareça», referiu à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo, Paulo Mina.

O comandante explicou que as deslocações para fora da área de actuação da corporação são frequentes, sobretudo no verão, e que por isso «nada fazia prever este desfecho».

Relativamente ao estado de saúde dos quatro sobreviventes do acidente, Paulo Mina, adiantou que o ferido mais grave, internado no Hospital da Universidade de Coimbra, apresenta um quadro clínico estável, tendo tido nas últimas horas algumas melhorias.

Também os restantes feridos, internados no Hospital de São José, Lisboa, num quadro de menor gravidade, encontram-se em recuperação.

Lusa/SOL

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Incendiários detidos em mais um dia difícil

No dia em que a Polícia Judiciária anunciou a detenção de dois incendiários, os bombeiros tiveram ontem de combater mais de 320 incêndios, sobretudo no Norte e Centro. À noite, continuavam activos 24, o mais grave na zona industrial de Albergaria-a-Velha, onde o parque de madeiras e biomassas da Portucel estava a ser consumido pelas chamas.
"O parque ficou completamente destruído. Não conseguimos salvar nada. As chamas consumiram tudo", explicou José Bismarck, comandante dos bombeiros de Albergaria--a-Velha.

Em Terras do Bouro, um incêndio destruiu um curral e chegou a ameaçar casas. Em Amiais, Santarém, as chamas destruíram 270 hectares e uma viatura ligeira de mercadorias.

Em Ferreira do Zêzere, a Polícia Judiciária está a investigar suspeitas de que o incêndio de terça-feira tenha tido origem criminosa. As chamas destruíram 500 hectares, palheiros e um barracão com 150 cabras, e rondaram habitações nos lugares de Barradas e Rio Fundeiro.

Precisamente ontem, a PJ anunciou a detenção de dois incendiários: um em Mirandela e outro em Castelo de Paiva. O primeiro caso ocorreu no dia 28 de Julho, quando um jovem, de 16 anos, decidiu aceitar o desafio de um amigo e, com um isqueiro, incendiou 25 hectares de floresta. Já em Castelo de Paiva, o autor do crime foi um homem, de 42 anos, que ateou fogo à floresta.

CM

Serra da Estrela: Ministério do Ambiente dá luz verde a três novas estradas

O Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território (MAOT) emitiu declarações de impacte favoráveis condicionadas aos três Itinerários Complementares (IC) 6, 7 e 37, previstos para a zona da Serra da Estrela, informou esta quinta-feira fonte daquele gabinete, citada pela Lusa.

Com a conclusão do processo, o Ministério da Obras Públicas e Comunicações pode lançar os concursos para estas obras, no entanto, fonte do gabinete de comunicação do ministro António Mendonça disse que «os processos estão em análise», não adiantando qualquer data o avanço desses concursos.

António Mendonça afirmou em Maio, numa visita a Seia, que «não há desistência (do Governo) relativamente aos projectos da concessão rodoviária da Serra da Estrela», mas que a decisão de reequacionar estas obras foi tomada em relação «aos projectos em que os estudos de impacte ambiental não estavam concretizados».

A construção destes IC é uma reivindicação antiga das populações da região da Beira Serra, tendo já sido formalmente constituída uma associação para reivindicar a sua construção, o Movimento MAIS.

Mário Branquinho, representante desta associação, afirmou à Lusa que «o MAIS congratula-se com a decisão» e que «espera que agora o Governo avance rapidamente com as obras». A construção destes IC irá, segundo informação do MAOT, beneficiar os concelhos de Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Nelas, Oliveira do Hospital, Seia, Tábua e Viseu.

IOL

Rui Pereira em visita ao distrito da Guarda

Ministro da Administração Interna e secretário de Estado da Protecção Civil visitam o distrito em plena época de fogos. O Ministério da Administração Interna (MAI) realiza, nos dias 8 e 9 de Agosto, um conjunto de visitas no distrito da Guarda com a presença do ministro Rui Pereira e do secretário de Estado Vasco Franco, num período que coincide com a deflagração e combate a incêndios florestais.

Segundo o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, “em pleno Verão e num tempo em que se acentua o combate aos incêndios florestais, o Ministério da Administração Interna vai marcar forte presença no distrito, reveladora da importância das políticas de proximidade dos governantes com as comunidades locais”. Visa ainda, segundo o responsável, dar um “sinal de estímulo para todos quantos estão empenhados na defesa diária das pessoas, bens e todo um património natural e ambiental que nos é comum”.

Assim, o secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, está no Sabugal no próximo dia 7, onde presidirá ao 115.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários locais, deslocando-se depois à Torre (Serra da Estrela), onde visita o Posto Avançado e, em Seia, o Centro de Meios Aéreos. Por seu turno, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, desloca-se a Gouveia no dia 9, onde, no Jardim do Paixotão, preside à sessão solene evocativa do Dia do Município. Reúne-se mais tarde, nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Gouveia, com os responsáveis do Centro Distrital de Operações de Socorro, todos os comandantes dos Corpos de Bombeiros do Distrito, GNR, PSP, Autoridade Nacional de Protecção Civil, Autoridade Florestal Nacional e Instituto da Conservação da Natureza.

Diário As Beiras