sábado, 10 de abril de 2010

Comandante dos Bombeiros de Penafiel defende construção de três rotundas na variante do Cava

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Penafiel, António Rodrigues Paulino, defendeu esta quarta-feira, em declarações ao TVS, a criação de três rotundas na variante do Cavalum, em Penafiel (uma junto à entrada que dá acesso ao parque da cidade, outra junto ao entroncamento que dá acesso à junta de Freguesia de Penafiel e uma terceira junto ao Penafiel Park Hotel).
As declarações daquele responsável da corporação de Bombeiros surgem na sequência de mais um acidente que ocorreu recentemente naquela via que ceifou duas vidas e dos apelos feitos no sentido da autarquia implementar medidas que permitam minimizar o número de acidentes que sistematicamente aí ocorrem.
De acordo com o comandante dos Bombeiros a construção das três rotundas obrigaria os condutores a reduzir a velocidade e a reduzir a sinistralidade naquele local. "A nossa missão é tão só a de alertar e prevenir. Desde que aconteceu o último acidente na variante nada mais foi feito. Na mesma semana registaram-se mais três ou quatro acidentes. Não há semana que os Bombeiros não sejam chamados para acidentes na variante", destacou, alertando, ao mesmo tempo, para a falta de sinalização que existe naquela via: "Os bombeiros estão cansados de alertar para esta situação, para a necessidade de colocar um separador central como já existe no IP4, obrigando os condutores a reduzir a velocidade e cumprir com os limites impostos. É também necessário fazer pinturas de sinalização da via e rails de forma a evitar que os veículos transponham a faixa de rodagem. Estamos a falar de medidas que são fáceis de implementar".

Bracalândia vai fazer aumentar fluxo de trânsito

As suas declarações surgem, também, numa altura em que é conhecido o projecto que a edilidade penafidelense tem previsto para a variante a construção de uma ponte que vai ligar o Parque de Diversões ao Parque da cidade e prevê a construção de uma rotunda com entrada para o Parque da Cidade. Sobre este adiantou: "Não sei quanto tempo poderá demorar a iniciar a obra, o projecto está com as entidades competentes mas com a chegada do tempo quente e o aumento do fluxo de pessoas que acedem ao Parque de Diversões e ao Parque da Cidade, o trânsito vai seguramente aumentar. É necessário garantir condições para que os automobilistas possam circular com segurança. Se a autarquia conseguir implementar este projecto com as três rotundas ficamos todos a ganhar ", esclareceu ainda.

Na memória de todos está, ainda, o acidente que provocou a morte de sete mulheres, no ano transacto, ocorrido na sequência de uma colisão frontal entre duas viaturas na mesma variante As vítimas regressavam de uma acção de formação e seguiam todas na mesma viatura, uma carrinha Renault Kangoo de dois lugares, sendo que cinco mulheres estavam na mala do veículo.

Terras do Vale se Sousa

Fecho dos SAP complica vida a bombeiros

O encerramento dos SAP de Melgaço, Valença, Paredes de Coura e Arcos trouxe uma nova realidade para as corporações de bombeiros. Umas mais que outras, todas assumem que a medida lhes complicou a vida e, mais do que isso, prejudica o socorro às populações.

Dos comandantes e presidentes de Direcção dos bombeiros dos quatro concelhos do Alto Minho que, a 28 de Março, perderam o Serviço de Atendimento Permanente (SAP), nenhum deixou de apontar debilidades ao novo sistema. "Um serviço que podia demorar uma hora, agora demora duas ou três, dependendo (se o transporte) é para Ponte de Lima ou Viana", alerta o comandante dos bombeiros de Arcos de Valdevez, Carlos Ferreira, que diz temer pelas consequências desta nova realidade, em que, sem as urgências nocturnas, "as 24 horas são todas um período crítico". "Seria mau se enquanto comandante não dissesse que é uma responsabilidade acrescida, que não devia ser na totalidade nossa, até porque a garantia da emergência está no Serviço Nacional de Emergência Médica".

Barbosa da Silva, presidente da direcção dos bombeiros de Paredes de Coura, afirma que a corporação encarou o fecho do SAP local "com tristeza porque afecta não só os bombeiros como a população", e aponta como principal dificuldade "a falta de meios humanos". Para Artur Rodrigues, presidente da direcção dos voluntários de Melgaço, a nova realidade afecta sobretudo a população daquele concelho do interior do distrito, de onde transportar um paciente para a SUB de Monção pode demorar "no mínimo 45 minutos". "Se me perguntarem se o SAP estava melhor aberto, digo que sim. Para o doente isto é muito pior", assume.

Quanto aos bombeiros de Valença, onde nos últimos dias se tem protestado abertamente contra o fecho do SAP, o comandante, Veiga Rodrigues, admite que, sem as urgências, "o tempo de socorro aumenta". "Se formos a Monção é uma hora e meia e se formos para Viana são duas horas, mas esse tempo aumentou e isso condiciona-nos um bocado", afirma, manifestando alguma preocupação com o aumento de população durante a época estival.

JN

Bombeiros do Fundão: “Foi impossível salvar o vizinho”

José Justiça, de 52 anos, vivia sozinho em Carvalhal, Fundão, em condições miseráveis, numa casa sem energia eléctrica, e tinha o hábito de secar a roupa à lareira. Na quinta-feira à noite alguma coisa correu mal e as chamas propagaram-se à casa: morreu carbonizado à porta quando procurava fugir para a rua.

O alerta foi comunicado aos bombeiros por uma vizinha, Maria Salomé, às 21h00. "Estava a jantar e vi um grande clarão pela janela. Saí à rua e já só vi a casa do Zé completamente tomada pelo fogo", descreveu ontem ao CM a moradora, frisando que os populares ainda o tentaram salvar. "Foi impossível, porque a casa parecia um inferno", adiantou Maria Salomé, lamentando a "vida de pobre" da vítima.

Os bombeiros deslocaram-se a Carvalhal com a indicação de que havia gente na habitação em chamas. "Mas, quando chegámos já havia pouco a fazer porque a casa estava envolta em grandes labaredas", contou António Antunes, comandante dos Bombeiros do Fundão, salientando, ainda, que o cadáver foi encontrado carbonizado junto à porta. "Ele tentou fugir, mas não conseguiu", disse o comandante, frisando que a origem das chamas esteve nas "roupas que estavam na lareira". A PJ recolheu provas com vista a apurar as circunstâncias em que se verificou a tragédia.

CM

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Uma Deputada a sério, é o que nos faz falta

Da. Manuela Ferreira Leite e demais deputadas portuguesas ponham os olhos em quem vos ensina... o que nos faz falta é ter representantes no Governo como a Cidinha Campos, escutem o silêncio que vem das bancadas enquanto ela discursa.

Enviado por: Cristel Melanie M.

Sócios dos bombeiros de S. João da Madeira com descontos de 50%

Como contrapartida ao aumento das quotas de associados, aprovado em janeiro, a direcção dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira decidiu apresentar uma nova tabela de preços onde oferece até 50 por cento de desconto aos sócios.
Para o presidente da instituição, os descontos “compensam largamente o que (os sócios) pagam aos bombeiros durante o ano” e são uma “maneira de recompensar os que contribuem para a existência desta casa”.
Carlos Coelho referiu que a associação está a “sofrer uma grande revolução nas receitas”, o que é visível não só nos donativos que a instituição recebe, como nas quotizações, nos serviços para o INEM e no transporte de doentes, acrescentou. De acordo com o dirigente, todas estas rubricas têm sofrido “cortes bastante fortes desde o início do ano passado”, o que se reflete no saldo negativo da associação e no aumento das quotas.
“Ou angariamos mais fundos com atividades e aumentamos as quotizações ou cortamos nos serviços e fazemos como muitos que demoram mais de 15 minutos a chegar aos acidentes”, colocou Carlos Coelho. “Em S. João da Madeira, se os bombeiros demoram cinco minutos, as pessoas dizem que demoram tempo demais. Graças a Deus estão habituadas que os bombeiros sejam prontos”, acrescentou. Para “manter este nível”, “tem de haver pessoal assalariado que mantenha os serviços”, concluiu.
A nova tabela de preços dos serviços dos bombeiros pode ser adquirida na sede da associação, no Largo Conde Dias Garcia.
Labor

Faleceu motorista dos Bombeiros Voluntários de Constância

O funeral de um dos mais antigos bombeiros da corporação de Constância, Eurico Silva, realizou-se na manhã de terça-feira, 6 de Abril.
O falecido desempenha actualmente as funções de motorista e tinha ingressado no corpo de bombeiros voluntários há 30 anos.
Eurico Silva, de 47 anos de idade e que deixa dois filhos menores, morreu na madrugada de sábado, 3 de Abril, no Hospital de Abrantes, onde se encontrava a fazer exames após se ter sentido mal.
A morte do bombeiro surpreendeu os amigos e colegas da corporação. “Ainda há pouco tempo esteve a fazer exames clínicos que não acusaram problemas de saúde”, disse a O MIRANTE Adelino Gomes, comandante da corporação.
O Mirante

Voluntários de Alverca representam Portugal na Taça do Mundo de Futsal Inter-Bombeiros

São 16 os bombeiros do Grupo Desportivo de Bombeiros Voluntários de Alverca que irão representar Portugal na Taça do Mundo de Futsal para corporações de soldados da paz, que se realiza nos próximos dias 17 e 18 de Abril, em Lagoa no Algarve. Os serviços, no entanto, ficam garantidos por outros profissionais, que se ofereceram para fazer os turnos dos colegas, para possibilitar que estes possam participar no evento.

Carlos Pereira ainda acorda todos os dias a pensar que tudo não passou de um sonho. O presidente do Grupo Desportivo dos Bombeiros Voluntários de Alverca (e também treinador da equipa) recebeu o convite para participar na Taça do Mundo de Futsal para corporações de bombeiros em Novembro passado, mas a poucos dias de se tornar realidade, o responsável ainda se belisca para ter a certeza que está acordado.

A competição tem lugar nos próximos dias 17 e 18 de Abril, em Lagoa, no Algarve, e reúne 16 equipas de corporações de bombeiros de todo o mundo. Além de Portugal, estão também representados na Taça do Mundo equipas dos Estados Unidos, Irlanda, Espanha, Brasil, Venezuela, Suiça, Holanda, Bélgica, Angola, Cabo Verde, Finlândia e Lituânia.

O convite da empresa Kebrostress, organizadora do evento, foi uma total surpresa. Apesar da corporação alverquense ter a modalidade de futsal há cerca de nove anos, só há dois anos tem uma equipa formada exclusivamente por bombeiros. “É a única modalidade do clube que é constituída somente por bombeiros”, diz Carlos Pereira com orgulho.

Os 14 atletas que constituem a equipa têm entre 16 e 40 anos e actualmente encontram-se a disputar o campeonato distrital inter-bombeiros, ocupando a quinta posição da tabela, num total de 12 equipas. Porém, por serem novos nestas andanças, a participação num torneio deste calibre não era esperada.

“Eu fiquei radiante. Não é todos os dias que se participa numa Taça do Mundo a representar o nosso país. A justificação que nos deram para nos endereçarem este convite foi o nosso desportivismo, a disciplina e a nossa forma de estar em campo. Confesso que a princípio até desconfiei e ainda demorei umas boas duas ou três semanas até dizer aos meus atletas”, diz com um sorriso.

Para além de Alverca, estarão também representados os Bombeiros Voluntários da Guarda e também de Almoçageme.

As malas ainda não estão feitas e quando se fala nisso Carlos Pereira ainda se arrepia, com emoção. As despesas totalizam 2500 euros, mas o responsável diz que “se não forem encontrados apoios, os atletas disponibilizaram-se a pagar esse valor do seu bolso”, tal é a vontade de participar no evento.

A ida de uma comitiva de 16 bombeiros para o Algarve obriga porém a preparar a logística para que não faltem unidades em caso de emergência. “Foi tudo organizado com o comando e inclusivamente a escala já está feita a contar com esta situação. Houve profissionais que se disponibilizaram para fazer o horário dos colegas para que pudéssemos estar presentes neste mundial ”, explica.

O transporte já está pronto a seguir viagem na sexta-feira em direcção ao Algarve. Para o dia 16 está agendada a recepção às equipas e o sorteio dos jogos do mundial.

Os jogos têm início no sábado às 10h30, sendo que o torneio encerra no domingo às 13h30, com um almoço e a cerimónia da entrega de prémios.

“Ainda não sabemos com quem vamos jogar nem quantos jogos vamos fazer ou se estaremos presentes na fase final. Isso não é relevante. Só o poder estar ali a participar já é um grande orgulho”, diz o treinador com emoção na voz. Carlos Pereira considera que o mais importante será dignificar o emblema dos bombeiros que trazem ao peito.

O Mirante

Comandante de voluntários critica dirigente nacional de bombeiros

Almeida Lopes, comandante dos Bombeiros Voluntários de Leiria, teceu críticas à forma de actuação da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), na pessoa de Fernando Curto, pelas declarações que deu, na última segunda-feira, sobre os corpos voluntários leirienses.
À porta dos Paços do Concelho, Fernando Curto criticou a divisão do território municipal em quatro partes, face à existência de igual número de corporações de bombeiros.

"A Lei diz que nos municípios onde há bombeiros profissionais cabe a estes a responsabilidade jurídica e operacional e, em Leiria, há três partes que estão entregues aos bombeiros voluntários, que não sabemos como, com que efectivos e em que modo", referiu o dirigente.
Mantendo-se à margem das reivindicações dos Bombeiros Municipais, o comandante dos Voluntários de Leiria rebateu as declarações, justificando com trabalho, a capacidade dos corpos voluntários de Leiria, Ortigosa e Maceira.

Almeida Lopes acrescentou ainda que as declarações de Fernando Curto são de "falta de cultura democrática" e que vão "contra os princípios do livre associativismo".
Apresentando dados oriundos do Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria, Almeida Lopes mostrou que cerca de 77 por cento (%) das ocorrências foram resolvidas pelos três corpos de bombeiros voluntários.
"Quero dizer que os três corpos fizeram 77% do que foi preciso fazer em 2009. Quando vemos notícias em que é dito que não está garantida a segurança do concelho de Leiria tem de se dizer à população que estes 'arautos' estão a referir-se a 23% do total das ocorrências", disse, acrescentando que as "pessoas têm de viver com tranquilidade".

Garantindo que os bombeiros voluntários estão preparados para responder a qualquer situação de emergência, e referindo-se especificamente aos voluntários de Leiria, Almeida Lopes afirmou ainda que nos três quartéis afectos estão, em permanência, 31 elementos. Aos quais se juntam mais 16 da Maceira e Ortigosa.
"Em Leiria, o principal responsável pela protecção civil do concelho, o presidente da câmara sabe com o que conta. Sabe qual os meios, sabe a disponibilidade e capacidade de mobilização. Sempre que é colocada qualquer situação, sabe que a resposta é positiva", sublinhou.
Sobre as relações entre Municipais e Voluntários, o comandante Almeida Lopes disse que nem sempre foi a mais cordial, havendo uma aproximação progressiva.
"Nos últimos dois anos, essa proximidade operacional foi descuidada, o que gera algum afastamento. Em termos pessoais, a relação entre os quatro comandantes é óptima", disse Almeida Lopes.

Movimento voluntário vem das populações

Reportando-se à origem dos três corpos voluntários, Almeida Lopes defendeu, veementemente, o movimento associativo das populações que também 'alimentou' o crescimento destas associações.
"A palavra 'voluntário' não é sinónimo de amadorismo e incompetência. Quando tenho de pedir apoio aos meus colaboradores, para discutir assuntos mais técnicos, tenho 60 e tal elementos formados nas mais diversas áreas, médicos, enfermeiros, engenheiros, advogados. Qualquer cidadão percebe que é uma mais valia que se reflecte na intervenção dos bombeiros", declarou, acrescentando que o "mais importante não é o dinheiro, é a protecção de pessoas e bens".

Além dos três quartéis dos Bombeiros Voluntários de Leiria, estes estão também responsáveis pela vigilância da Praia do Pedrógão durante o Verão, com quatro homens e uma viatura, bem como pela segurança no Estádio Municipal, que ‘movimenta’ fortes dispositivos..
"Eu e os outros dois comandantes estamos disponíveis para ir à Assembleia Municipal esclarecer tudo isto", concluiu.

Diário de Leiria

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bombeiros querem começar novo quartel em Julho

Os Bombeiros Voluntários de Riba de Ave esperam começar a construir o novo quartel já no próximo mês de Julho.
A candidatura ao QREN foi aprovada pelo que 70% do investimento total está garantido tendo a associação de assegurar os restantes 30%.
O presidente da direcção dos Bombeiros, Narciso Silva aponta que se trata de um “projecto modelar”.
Os Bombeiros Voluntários de Riba de Ave vão construir um novo quartel. O terreno já está cedido pelo município, a candidatura ao QREN foi já aprovada pelo que a corporação espera começar a construir ainda este ano.
O novo quartel está orçado em 950 mil euros sendo que os fundos comunitários vão financiar 70% ficando os restantes 30% a cargo da corporação. “Para além das ajudas daqueles que nos são próximos estamos já no terreno com várias iniciativas nomeadamente sorteios, angariação de pequenos donativos junto de estabelecimentos comerciais, protocolos com comércio tradicional”, explicou o presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Riba de Ave, Narciso Silva.
O responsável considera que têm uma “mais valia” que são as actuais instalações cujo edifício lhes pertence. “Pelas notícias que têm sido publicadas penso que está fora de hipótese serem para a GNR”, notou acrescentando que a solução passará por vender ou por arrendar. “Caso não seja possível vender a solução poderá passar por arrendar para escritório, clínica de fisioterapia ou outro tipo de serviços”, avançou salvaguardando que a decisão caberá sempre aos sócios.
Não obstante, Narciso Silva considera que “seria aconselhável” que ali fosse um “espaço nobre até para um edifício público que possa servir a população”. Neste sentido, o responsável diz já ter feito alguns contactos.
Narciso Silvo refere que se a associação conseguir “rentabilizar” o edifício “não será necessário” que os bombeiros se endividem junto da banca. “O valor do imóvel é suficiente não só para cobrir os 30% que são necessários mas ainda ficará algo para proceder a outras despesas que possam acontecer nomeadamente mobiliário”, disse.
O projecto do novo quartel está já aprovado na Câmara Municipal sendo que com a candidatura aprovada a associação tem dois anos para concluir a sua edificação.
Um novo edifício é uma “necessidade há já alguns anos”. “Quem passa por Riba de Ave vê algumas viaturas fora do quartel e realmente não só houve renovação da frota mas também aumento da mesma e isso implica necessariamente a nossa saída daqui”, notou referindo que tal verifica-se “não só por falta de espaço mas também devido às novas realidades”.
Segundo explicou o presidente da direcção o quartel foi pensado “para homens” mas os bombeiros ribadavenses já possuem mulheres nos seus quadros. “Esta é uma nova realidade que impõe uma nova perspectiva”, disse.
O responsável aponta que o projecto do novo quartel é “modelar” uma vez que pode ir crescendo por módulos “à medida que as necessidades vão surgindo”. “Esta é uma das mais valias do projecto. O projecto inicial está pensado para aquilo que legalmente nos é imposto mas vamos deixar espaço para poder avançar com outras valências caso seja necessário”, afirmou.
A nova infra-estrutura terá um parque de viaturas, camaratas femininas e masculinas, salas étnicas, sala de formação, salas de apoio administrativo e casa-escola.
Entretanto, os Bombeiros de Riba de Ave integrou a candidatura que foi feita ao “Novo Norte” para receberem financiamento para equipamentos de protecção individual.
Por seu lado, o comandante da corporação, Manuel Antunes considera que o novo quartel trará “melhores condições” seja para trabalhar como para conviver. “É uma grande mais valia”, disse referindo que a localização será melhor uma vez que onde se encontram actualmente, saiam directamente para a estrada que tem “muito trânsito”.
Instado sobre o que falta depois do novo quartel Manuel Antunes frisa que “falta sempre muita coisa”. “Neste momento temos quatro ambulâncias de socorro e precisávamos de mais duas, precisávamos de um carro de inter.

Entre Vilas

José Augusto Carvalho substitui Duarte Caldeira na Escola Nacional de Bombeiros

José Augusto Carvalho, licenciado em Ciências Sociais e Humanas e ex-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras (1983 a 1995), é o novo presidente da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), anunciou a Proteção Civil.

Segundo a mesma fonte, José Augusto Carvalho substituiu no cargo Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

A nova direção da ENB tem como vogais Domingos Quintas, licenciado em Economia, e Joaquim Marinho, licenciado em Ensino e ex-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros (1999 a 2002), assumindo, desde 2003, a presidência da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu.

A Assembleia Geral continua a ser presidida pelo padre Vítor Melícias, enquanto o Conselho Fiscal é agora presidido por José Pereira, diretor da Unidade Administrativa e Financeira da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), tendo como vogais Paulo Hortênsio, vice-presidente do Conselho Executivo da LBP, e Rui Santos, comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros de Santa Comba Dão.

A Escola Nacional de Bombeiros tem como objetivos, nomeadamente, dar formação técnica aos bombeiros e demais agentes da proteção civil, elaborar estudos e conceber, normalizar e aprovar técnicas, equipamentos e materiais de emergência e socorro.

A ENB é uma associação privada sem fins lucrativos que assumiu personalidade jurídica em 4 de maio de 1995, tendo como associados o extinto Serviço Nacional de Bombeiros e a Liga dos Bombeiros Portugueses. Em 1997 foi reconhecida como pessoa coletiva de utilidade pública.

O Serviço Nacional de Bombeiros foi integrado no Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, que, por sua vez, deu origem à atual Autoridade Nacional de Proteção Civil.

A ENB tem a sua sede na Quinta do Anjinho, em Ranholas, concelho de Sintra, e mais três centros de formação, na Lousã, São João da Madeira e Bragança.

* Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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Bombeiro poupa milhares à corporação

Os bombeiros de Caminha tinham uma autobomba de um dos carros de combate aos fogos florestais avariada e pediram um orçamento para reparação, sendo-lhes apresentado um valor superior a seis mil euros, tendo aínda de transportá-la até Lisboa.

O arranjo foi realizado intramuros, mercê da dedicação e engenho de um dos seus elementos, um jovem de 24 anos, finalista do curso de Engenharia Civil da Universidade de Trás-os-Montes, por 600 euros, valor gasto em peças.

Victor Silva "é o abono de família da corporação caminhense", reconhece a própria direcção. Em 2009, foram gastos mais de 18 mil euros em reparações e recondicionamentos, uma verba que atingiria montantes insuportáveis, caso o bombeiro (mecânico, como já é conhecido) de 3ª classe não dedicasse grande parte da sua vida ao voluntariado que abraçou desde que participou na vigilância motorizada dos montes, já lá vão mais de sete anos.

Sempre que vai a casa, aos fins-de-semana ou em férias, grande parte do seu tempo livre dedica-o aos bombeiros, onde realiza ainda serviço de ambulância e conduz os veículos pesados, dado que tirou a carta de condução daqueles veículos.

Gosto alimentado desde criança

"Acho que ele se enganou na profissão. Deveria ter tirado o curso de Mecânica", referiu, com algum humor, mas admiração, Casimiro Lages, presidente da direcção, quando, no decorrer de uma assembleia-geral da corporação, foi proposto um voto de louvor para "tanta entrega ao serviço do próximo" de Victor Silva.

"Desde pequeno que gosto de mecânica", admite o jovem bombeiro, sempre às voltas das motos e kartings, onde recolheu os conhecimentos empíricos que agora coloca ao serviço da associação.

Admite que chega a faltar às aulas para que as viaturas do parque automóvel da corporação estejam sempre prontas a entrar em acção, contando com a colaboração dos colegas (nomeadamente Carlos Correia), que vêem nele uma referência. "Há quem lhe diga que poderia ganhar muito dinheiro com a habilidade que tem", diz o comandante, ao que o bombeiro contrapõe: "Não troco isto por nada".

JN

Bebé já estava frio quando pai pediu ajuda

O David ao colo da mãe. O pai já várias vezes batera no bebé
Um homem de 23 anos foi detido pela PJ, em Alcobaça, suspeito de ter morto o filho de cinco meses. Usou as próprias mãos e só chamou por socorro quando o corpo do bebé já estava frio. Os bombeiros limitaram-se a confirmar o óbito. A mãe, de 20 anos, está em choque.

O indivíduo, de 23 anos, ficou em prisão preventiva, por decisão do Tribunal de Alcobaça, indiciado por homicídio qualificado. Desfecho que poderá ter levado em linha de conta o facto de o progenitor só ter chamado os bombeiros pelo menos uma hora depois das agressões. Segundo o comandante dos Bombeiros de Alcobaça, Mário Cerol, o "alerta chegou ao meio-dia através do Comando Operacional de Coimbra" e dizia respeito a uma "queda" de um bebé da "cama ou de uma cadeira. Tinha acabado de acontecer".

Foi prontamente enviada uma ambulância do INEM, mas a distância era curta, uma vez que a casa de onde vinha o pedido de apoio estava a cerca de 100 metros do quartel de bombeiros.

O bombeiro Flávio Areias, da tripulação da ambulância, entrou na habitação e deparou com "três pessoas. Estavam muita agitadas. Uma devia ser a mãe". David, de cinco meses, estava deitado num sofá, com um fio de sangue no nariz, "já seco", e o "corpo estava frio". Por baixo dos olhos, exibia dois hematomas, que indiciavam sinais de agressão.

"Tinha batido mais vezes"

Quanto às circunstâncias da morte, o bombeiro salienta que "essa questão é com as autoridades judiciais", mas admite que entre o alerta dado pelo pai e o momento em que a equipa dos bombeiros entrou na habitação passou bem mais de uma hora.

Antes ainda, segundo apurou o JN, o agressor terá chamado a mulher e mãe do menino, Carla, de 20 anos, assim como a irmã desta. Quando os bombeiros chegaram, à porta do prédio encontrava-se também a mãe do suspeito.

De acordo com os indícios recolhidos, as agressões não seriam de agora, mas a violência que rodeava este jovem agregado estava escondida do resto da família.

"Ela hoje [ontem] é que nos disse que ele já tinha batido mais vezes no menino", contou, ao JN, o irmão de Carla, José Carlos Gonçalves, na casa de família, em Vidigal, nas imediações de Leiria.

Carla vai lentamente acordando para alguns pormenores da vida com o detido, mas o choque causado pela morte do filho foi violento e, ao fim da tarde de ontem, teve que ser transportada ao Hospital de Leiria, em estado de choque.

Pouco antes, tinha contado à família, aos irmãos e a uma irmã, Clara Gonçalves, que a criou e a quem trata por mãe - os pais já faleceram -, que há cerca de um mês "tinha notado que o menino tinha nódoas negras, umas marcas no corpo". Tinha questionado, inclusive, o marido, mas este respondera que o bebé "tinha dado uma queda", segundo contou José Carlos. Carla prestou ontem declarações à PJ.

As perícias médico-legais concluíram, entretanto, que o progenitor não terá usado nada a não ser as mãos para matar o filho de cinco meses. As razões que o terão levado a cometer tal acto não foram, todavia, clarificadas pelo agressor durante o interrogatório a que foi sujeito.

JN

terça-feira, 6 de abril de 2010

"Operação Páscoa": Mãe e filha morrem na EN17

“Operação Páscoa”termina com três mortes, duas das quais ocorreram em Semide, no concelho de Miranda do Corvo.Momentos de tragédia foram vividos em Miranda do Corvo, duas horas antes de acabar a “Operação Páscoa” da Guarda Nacional Republicana (GNR). Duas vítimas mortais, dois feridos graves e um ligeiro traduzem-se no resultado de uma colisão frontal, envolvendo dois automóveis, ao final da noite de domingo, na Estrada Nacional 17, também conhecida por Estrada da Beira.

O acidente ocorreu pouco depois das 22H00, entre os restaurantes “Varandas do Ceira” e “Mimosa da Beira”, em Semide, concelho de Miranda do Corvo. Segundo o comandante do Destacamento de Trânsito da GNR de Coimbra, Pedro Rosa, depois de recolhidos depoimentos de testemunhas no local, a colisão terá tido origem numa manobra de ultrapassagem, numa recta com traço contínuo. “A viatura, em que seguiam as vítimas mortais, embateu frontalmente no veículo que seguia em sentido contrário”, efectuando o trajecto Coimbra-Lousã, disse Pedro Rosa, salientando que ainda que só a investigação poderá esclarecer o que realmente aconteceu.

Na sequência do embate, o automóvel, de marca Renault Clio, caiu numa ribanceira, tendo ficado “preso por árvores”, referiu o comandante dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo, Fernando Jorge. Circulação interditaquatro horasNo interior da viatura encontravam-se duas mulheres, que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou serem mãe e filha. Uma delas, de 83 anos, faleceu no local. A outra vítima, de 49 anos, condutora, ainda foi transportada com vida para os Hospitais da Universidade de Coimbra, mas devido à gravidade dos ferimentos acabou por falecer, referiu Fernando Jorge. No interior do automóvel viajava ainda um cão, que também morreu.

No outro veículo, um Volkswagem Golf, que ficou imobilizado na estrada, seguiam três pessoas, um homem e duas mulheres, que tudo indica serem também familiares. “Dois dos ocupantes ficaram feridos com gravidade e um com ferimentos leves”, acrescentou o comandante da GNR, Pedro Rosa, referindo que os intervenientes no acidente residem na zona da Lousã. A circulação rodoviária ficou interdita nos dois sentidos, entre os cruzamentos de Segade e Foz de Arouce tendo sido retomada a normalidade pelas 02H30 de ontem, referiu o comandante dos bombeiros Fernando Jorge, acrescentando que prestaram socorro 30 homens, das corporações de Miranda, Lousã e Poiares.

Três mortos na Operação Páscoa

A “Operação Páscoa” da GNR contabilizou um total de 911 acidentes, em quatro dias. De acordo com os dados provisórios ontem divulgados pela GNR, este ano registaram-se menos acidentes e igual número de mortos, relativamente ao ano passado. Este ano verificaram-se 23 feridos graves – mais um que em 2009 – e 276 ligeiros, menos 36. Comparativamente com 2009, os dados revelam uma diminuição de 129 acidentes, mais um ferido grave e menos 36 feridos ligeiros.

O número de vítimas mortais é igual ao do ano passado. Para além das duas vítimas mortais registadas em Semide, uma terceira pessoa morreu no domingo, na portagem da A4, em Ermesinde. Na região Centro registou-se uma subida do número de feridos leves em Viseu (ver quadros), onde o número de acidentes aumentou de 35 para 45. Em Aveiro, registaram-se três feridos graves, mais do que em 2009.A “Operação Páscoa” da GNR decorreu entre as 00H00 de quinta-feira e as 24 horas de domingo passado, envolvendo, nas estradas, 1.600 militares e 780 patrulhas.

as beiras online

Cherie Blair: às vezes acontece

Três carros dos bombeiros foram enviados de urgência no passado sábado a casa do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair devido a um alerta de incêndio, mas tudo não passou de um falso alarme provocado por... torradas queimadas.

Segundo um porta-voz da família, Cherie Blair distraiu-se ao fazer o pequeno-almoço e deixou queimar as torradas.

O fumo que saía da torradeira accionou o sistema automático de alerta contra incêndios, que tem ligação directa ao quartel dos bombeiros locais.

A esposa de Blair ainda telefonou a avisar que não havia perigo, mas os bombeiros já iam a caminho.

CM

Bombeiros de Penela perderam atrelado BREC num acidente

Mais de um ano de trabalho e empenho ficaram reduzidos a quase nada perante o olhar de desânimo dos Bombeiros de Penela. Falamos do Atrelado BREC – Busca e Resgate de Estruturas Colapsadas, que os Voluntários de Penela construíram e equiparam e um acidente destruiu. António Lima, segundo comandante da corporação e um dos principais mentores do projecto era, ontem à tarde, um homem desanimado. Todavia, os voluntários já começaram a juntar-se e a procurar soluções.

O acidente verificou-se no final do dia de sábado, quanto a equipa regressava a Penela, depois de mais uma acção de formação, nas instalações da antiga fábrica de cerâmica Estaco, em Coimbra. Sábado os testes envolveram a equipa de BREC – Busca e Resgate de Estruturas Colapsadas – e a equipa SGA – Salvamento de Grande Ângulo, num teste de resistência, que as obrigou a um trabalho ininterrupto para proceder ao resgate de quatro feridos e de uma vítima mortal.

No regresso a casa o acidente aconteceu. Foi no IC3, antes da localidade de Alfafar. A bola de engate do veículo que rebocava o atrelado partiu-se, originando o despiste e posterior capotamento. «Ainda estamos a tentar perceber o que aconteceu», afirma António Lima, que não encontra uma justificação lógica para o incidente. Com o atrelado à deriva na estrada, seguiram-se diversos capotamentos, uma situação facilitada pelo facto de a maioria do material ser «bastante leve», refere o comandante, sublinhando que se trata de equipamentos e peças construídos em fibra, alumínio ou contraplacado marítimo. Com os sucessivos tombos, o equipamento que estava solto ficou irremediavelmente perdido, e também ficou danificado material que sofreu o impacto do embate. “Salvou-se” aquele que estava devidamente acondicionado nos respectivos “cacifos”.

As contas ainda não estão feitas, mas António Lima aponta, desde já, para «mais de um ano de trabalho e empenho perdido», por parte da corporação e um investimento em equipamento «à volta dos cinco mil euros».

Ainda não refeito do choque, o segundo comandante dos Voluntários de Penela “não baixa os braços” e garante que a formação das duas equipas vai continuar e promete que a deslocação prevista para o próximo fim-de-semana, a Albergaria-a-Velha, se vai efectuar. O atrelado BREC está fora de causa, uma vez que a destruição é notória, mas o equipamento aproveitável vai ser transportado «onde e como for possível», assegura.

Dificuldades difíceis de superar
Equacionada está a ser a possibilidade de utilizar «uma carrinha de um bombeiro», refere António Lima, esclarecendo as dificuldades relativamente a viaturas, uma vez que «só temos ambulâncias e carros de incêndios», ou seja, viaturas que não estão preparadas para receber equipamento como este. E dá o exemplo dos Sapadores de Coimbra que, não tendo uma viatura específica para o equipamento de resgate e salvamento, têm este material distribuído por vários veículos, que possuem “cofres” onde pode ser acondicionado.

Solução “a prazo” poderá passar pela viatura que os bombeiros começaram a recuperar com o objectivo de garantir o reboque do Atrelado BREC, porque «temos as equipas preparadas e se houver alguma coisa têm de dar resposta», afirma António Lima, referindo-se às equipas especializadas em busca e resgate de estruturas colapsadas e em salvamento em grande ângulo. Esta viatura, «a primeira dos Bombeiros de Penela» e a «única viatura urbana» da corporação, entrou ao serviço no início dos anos 80, acabou por ser “abandonada” em 2003/4, refere o segundo comandante, recordando uma reparação com custos muitos elevados que teria de ser efectuada em Itália. A corporação chegou a equacionar a sua venda, mas a afectividades acabou por anular o negócio. Recentemente, começou a ser olhada com “outros olhos”, uma vez que os bombeiros viram ali a solução ideal para o reboque do atrelado. As alterações começaram a ser feitas, no sentido de retirar as bombas e tanque próprios de uma viatura de incêndio, ficando apenas a estrutura. A pintura foi terminada no final da semana passada.

Difícil será, certamente, adquirir um atrelado idêntico. «Foi um achado», reconhece António Lima, recordando os cerca de 700 euros que a viatura custou e que depois foi alvo de todo um processo de adaptação, de forma a ficar em conformidade com os requisitos legais, um tarefa que os bombeiros, orientados pelo «formador e amigo Alexandre Santos, da Figueira da Foz», garantiram. O segundo comandante confessa que já fez uma pesquisa na internet e o mais parecido e barato que encontrou «foi na Ucrânia e custa 750 euros». Um investimento que, pelo menos para já, parece estar “fora de hipótese”.

Voluntários começam a juntar dinheiro
E porque “os lamentos não levam a lado nenhum”, os bombeiros da corporação de Penela têm andado à procura de respostas e das conversas mantidas ao longo da manhã de ontem saiu a certeza que não vão ficar de braços cruzados. Ou seja, de acordo com António Lima, ao princípio da tarde já havia a certeza que cerca de três dezenas de elementos estavam «disponíveis para dar algum dinheiro», no sentido de, peça a peça, voltar a reunir o equipamento destruído. Um gesto que sensibiliza profundamente António Lima, que reconhece o espírito único «daquela rapaziada», que «continua ali, a olhar para o atrelado, a ver se conseguem aproveitar alguma coisa».

Este gesto de boa-vontade é o primeiro passo, mas o segundo comandante reconhece que são passos «difíceis», uma vez que ele próprio se sente «pouco à vontade em pedir apoio à direcção», uma vez que em causa está um equipamento de «serviço público», que não pode ser rentabilizado, ao contrário, por exemplo, do que acontece com uma ambulância.

Diário de Coimbra

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Enfermeiros do CODU ameaçam boicotar funções

Os enfermeiros recusam trabalhar nos CODU (Centros de Orientação de Doentes Urgentes) se a tutela não garantir a manutenção das suas funções durante 24 horas por dia, anunciou o coordenador nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
«Ou os enfermeiros permanecem 24 horas por dia nos CODU ou, a partir de quarta feira, deixará de haver enfermeiros» nestes centros, afirmou hoje, em Coimbra, em conferência de imprensa, o coordenador nacional do SEP, José Carlos Martins.

A decisão destes profissionais, explicou aquele responsável, está apenas dependente do resultado da reunião que o SEP terá na terça feira com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, para debater a questão.

Além de «não aceitarem permanecer» nos quatro CODU em funcionamento (Porto, Coimbra, Lisboa e Faro), os enfermeiros estão dispostos a adotar formas de luta «mais radicais», para reporem o «funcionamento normal» destes centros, isto é, com a prestação de enfermeiros, durante 24 horas diárias.

«O Ministério da Saúde só assume soluções mediante pressão», considerou José Carlos Martins, justificando a disposição dos enfermeiros de enveredarem por outras formas de luta, que se escusou a especificar, mas sem afastar o recurso à greve.

Numa reunião, em dezembro de 2009, com a ministra da Saúde, o Conselho Diretivo (CD) do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) – no âmbito do qual funcionam os CODU – e o SEP, a própria ministra Ana Jorge garantiu não estar no «horizonte» a «possibilidade de os enfermeiros serem substituídos por outros técnicos», recordou José Carlos Martins.

Em 26 de Março, no entanto, o CD do INEM «informou os diretores regionais» que a partir de 1 de Abril deixariam de «exercer funções em todos os CODU».

Cinco dias depois, em 31 de Março, após reunião do CD do INEM com a ministra e com o secretário de Estado da Saúde, aquele Conselho Diretivo «informou os enfermeiros que se manteriam» em funções nos CODU, «mas apenas durante o período» entre as 8h e as 20h e «só até final de Abril», acrescentou o dirigente sindical.

«Ninguém compreende a deriva do CD do INEM: primeiro, os enfermeiros são necessários, depois não fazem falta, depois já são precisos entre as 8h e as 20h», enfim, «isto revela incompetência», disse.

«O CD do INEM devia demitir-se», apelou José Carlos Martins, afirmando que «são mais os problemas» que os responsáveis do INEM «estão a causar» do que «aqueles que resolvem».

Os enfermeiros «não estão disponíveis para aceitar derivas de orientação».

«Isto é inaceitável», realçou também o coordenador nacional do SEP, criticando a tutela e, particularmente, o CD do INEM.

O Conselho Diretivo do INEM, se não se demitir, «deve ser substituído», defendeu o sindicalista.

Lusa / SOL

Mais acidentes com ambulâncias

Falhas na formação dos condutores e na manutenção das viaturas podem ser a causa.
Está a agravar-se o número de acidentes envolvendo ambulâncias. No ano passado ocorreram 119 desastres com vítimas, o que representa um aumento de 19 casos em relação a 2008.
Segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), o número de feridos ligeiros passou de 158 para 204. Os feridos graves aumentaram de sete para nove.
Verificou-se, porém, uma diminuição no número de mortes. Em 2009 houve uma vítima mortal, quando, no ano anterior, tinham sido registados três óbitos.
De acordo com a ANSR, os arruamentos (60) e as estradas nacionais (31) são as vias onde se verificam mais sinistros envolvendo viaturas de emergência. Lisboa (32), Porto (18) e Setúbal (12) foram os distritos onde, em 2009, ocorreu o maior número de casos.
Ainda na semana passada houve registo de, pelo menos, três acidentes envolvendo ambulâncias. Esta situação preocupa o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, que acredita que a elevada taxa de sinistralidade se deve ao excesso de trabalho dos bombeiros: «As ambulâncias de socorro fazem 750 mil serviços por ano; as de transporte de doentes chegam a um milhão e duzentos mil serviços por ano. Os acidentes devem-se ao elevado número de serviços que fazem», assevera.
Essa ideia é contrariada pelo presidente da Associação de Técnicos de Emergência Médica Pré-Hospitalar (ATEMPH) Nélson Baptista: «Por que houve um aumento de acidentes? Por haver um aumento de transportes? Não. O que há é irresponsabilidade na atribuição de cartas de condução».
Para Nélson Baptista, a solução passa pela «alteração na legislação, ao nível da atribuição, sem critério, de carta de condução de classe C, por parte do IMTT». «A atribuição da carta é um processo meramente administrativo, sem avaliação psicotécnica», sublinha.
Recorde-se que para a condução de ambulância, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) exige apenas, aos condutores, que sejam titulares de carta de condução com averbamento da categoria de veículos que pretendem conduzir - categoria B ou C – e também o averbamento do Grupo 2.
Para o presidente da ATEMPH, é essencial «traçar um perfil psicológico e de experiência do condutor» e integrar o bombeiro, de forma gradual, no contacto com a condução de uma ambulância. Nélson Baptista sugere que o bombeiro mais novo, inicialmente, deva acompanhar um colega mais experiente, conduzindo o veículo apenas no regresso do serviço.
Nélson Baptista aponta ainda o dedo «à má fiscalização dos veículos» e denuncia haver condescendência por parte das forças de segurança: «Os agentes da autoridade, em vez da rotina de educar, ignoram os veículos de emergência». Segundo o presidente da ATEMPH, deve averiguar-se se uma ambulância, que circule em marcha de emergência, vai de facto em situação de emergência. «Mas isso não é feito», critica.
Nélson Baptista lembra que, em Portugal, existem mais de 1.500 ambulâncias de socorro e cerca de 2.000 ambulâncias de transporte, num universo de 467 corporações, com 37.800 bombeiros.
Em 30 anos morreram 41 bombeiros
Duarte Caldeira refere que dos 185 bombeiros que morreram em serviço, entre 1980 e 2009, 80 foram vítimas de acidentes de viação. E, desses 80, 41 faleceram em sequência de acidentes com ambulâncias.

Para o presidente da LBP, a solução do problema da sinistralidade passa por três questões. Em primeiro, por um reforço de formação, para aumentar as competências ao nível da condução defensiva. Em segundo, por uma «sistemática manutenção do veículo». Duarte Caldeira diz que a situação ideal seria a renovação de frota de cinco em cinco anos.

Em terceiro lugar, o presidente da LBP chama a atenção para o mau estado de algumas estradas. E, perante este cenário de vias degradadas, Duarte Caldeira frisa que, «depois da estabilização do doente, não é desejável a chegada ao hospital em tempo recorde; o ideal é chegar em boas condições».

José Trigoso, secretário-geral da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), considera crucial garantir que os condutores respeitem a sinalização luminosa.

«Têm obrigações que não cumprem por defeito de formação; quantas vezes vemos ambulâncias a passar um sinal vermelho?! O Código da Estrada obriga-os a parar e eles não param», critica.

A PRP fez uma proposta de formação para a Liga de Bombeiros, que foi aprovada há cerca de um ano. No entanto, segundo José Trigoso, o projecto não avança por aguardar financiamento por parte do Ministério da Administração Interna.

Sol

Manto de neve atrai milhares de turistas

O espesso manto branco com que o São Pedro resolveu cobrir a serra da Estrela este fim-de-semana serviu ontem de cenário e de parque de diversões a milhares de turistas – portugueses e estrangeiros.
"Vai ser um dia em cheio", vaticinava Albino Pereira, 52 anos, residente em Odivelas, um dos primeiros a chegar ao maciço central, depois de reabertas as estradas pelas autoridades.
Os acessos à Torre estiveram cortados toda a noite por causa da queda de neve e do vento forte, mas ontem de manhã tudo mudou. O dia acordou limpo e solarengo, deixando deliciados os turistas que nesta época do ano escolhem a serra da Estrela para umas miniférias. "É um sítio diferente daquilo a que estamos habituados no resto do País e muito convidativo para uns dias de descanso", justificou Rui Oliveira, 37 anos, de Torres Novas.
A queda de neve registada nos últimos dias fez sorrir os frequentadores habituais das pistas de esqui e criou condições para as habituais brincadeiras de família. "Aproveitamos sempre para brincar uns com os outros", disse Albino Pereira, enquanto as restantes 11 pessoas do seu grupo o esperavam para uma incursão na neve.
O trânsito esteve congestionado durante todo o dia no maciço central, mas segundo fontes do Posto de Montanha da GNR não se registaram incidentes.
As estradas não tinham gelo e os veículos puderam circular sem constrangimentos. "Foi um dia de enchente, com alguns engarrafamentos, que são habituais nesta época do ano", adiantou um militar da GNR.

LOJAS MUITO CONCORRIDAS

A grande afluência de visitantes ao maciço central da serra da Estrela reflectiu-se na corrida às lojas de produtos tradicionais que estão instaladas na Torre. Os diversos tipos de queijo da serra, os enchidos regionais, os doces e os artigos de vestuário em pele foram os que mais despertaram o interesse dos clientes.

PORMENORES

FILAS: As vias de acesso à Torre estiveram encerradas até às 10h30, o que causou o congestionamento do trânsito.

SAÍDAS: Só a partir das 18h00 a circulação rodoviária começou a regressar à normalidade no maciço central, segundo a GNR.

LIMPEZA: Os funcionários do Centro de Limpeza de Neve asseguravam que todas as estradas estivessem transitáveis.

CM

Voluntariado renova-se

Mais de três dezenas de candidatos a bombeiros estão a frequentar a Escola de Estagiários na corporação dos "Novos" que decorre até Dezembro. Prova de que o voluntariado não está em crise, segundo o comandante da corporação, Ricardo Fradique.

É um pouco como filho de peixe saber nadar, no caso filha de bombeiro quer seguir as pisadas do pai. O exemplo é dado por Sara Coelho, 17 anos, estudante em S. Jacinto de um curso profissional de técnico de secretariado, uma das 12 mulheres de um total de 35 candidatos que frequentam nos "Novos" a Escola de Estagiários de Bombeiros.

"Quando o informei, o meu pai disse que fazia bem e que ia gostar; a minha mãe ficou um bocado receosa, mas deu-me força; a minha irmã é que ficou com medo", confidenciou a Sara Coelho ao JN.

Henrique Teixeira, 28 anos, de Águeda, tem o apoio da namorada e o "bichinho" de ser bombeiro vem-lhe dos tempos da tropa, que já o levou ao Kosovo e ao Líbano, por exemplo, onde foi socorrista.

"Vim para cá porque tenho aqui colegas militares e criaram o ambiente para eu vir", comentou ao JN, depois de confidenciar que foi várias vezes convidado para ingressar nos bombeiros de Águeda, cidade onde reside.

Consultor de negócios, Miguel Sousa, 24 anos, de Esgueira, casado e com um filho de três, já tive uma experiência em Braga, mas foram "cunhas" de familiares que o levaram até aos "Novos".

"Tenho dois primos nesta corporação", justificou. "Para já, estou satisfeito", frisou. Assistente num consultório médico, 21 anos, Tânia Pinto, da Taipa-Requeixo, não diz que não ao sonho de ser comandante. "Não podemos dizer nunca", responde com um sorriso. "Para já, não está a ser difícil, mas também ainda não começaram as dificuldades da prática", comentou. Tem o apoio do namorado e foi "empurrada" por um amigo. "Tive curiosidade e inscrevi-me", disse.

Desistências

A Escola de Estagiários de Bombeiros que congrega candidatos dos 16 aos 32 anos, teve seis desistências logo no início, segundo o comandante dos "Novos", Ricardo Fradique.

Com um corpo activo de 124 elementos, Ricardo Fradique diz que não nota desinteresse pelo voluntariado. "Fizemos uma escola no ano passado e não notámos falta de pessoas", disse. "O objectivo é fazer todos os anos", salienta o comandante dos Novos.

JN

Bombeiros Municipais de Leiria pedem saída do comandante

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) e o Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP) pedem a demissão do comandante da corporação, por considerarem que Artur Figueiredo está a “aceitar” todas as directrizes impostas pela câmara de Leiria e a “descurar” a vertente operacional, no que diz respeito ao socorro e à protecção de pessoas.
Este pedido de exoneração do comandante e responsável municipal pela Protecção Civil Municipal - a nomeação para a tutela destes dois cargos é da responsabilidade do presidente da câmara -, consta de um abaixo-assinado, com 50 assinaturas, que os bombeiros vão entregar hoje à tarde (15h30) ao presidente da câmara de Leiria, Raul Castro, depois da realização de um plenário uma hora e meia antes, onde os bombeiros vão definir a estratégia a seguir para que a autarquia recue na criação de mais um piquete de serviço, que obriga a uma redistribuição dos soldados da paz, cujo quadro de pessoal está incompleto, e continue a pagar as horas extraordinárias.
“Os bombeiros não concordam com a reestruturação que o comando está a fazer nos municipais no que toca a turnos e diminuição do número de efectivos, por considerarem que coloca em causa quer a segurança da população, quer dos próprios bombeiros profissionais. A ANBP/SNBP e os bombeiros consideram que 10 elementos não são suficientes para garantirem a segurança de pessoas e bens”, refere Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, uma posição expressada num comunicado enviada à comunicação social no final da última semana.
Os soldados da paz consideram que o documento reivindicativo que será entregue a Raul Castro pretende ser uma “mostra do descontentamento” em relação à “situação operacional daquela corporação no concelho”.
“Os municipais contestam também a falta de entendimento operacional entre os bombeiros e o comandante, no qual não se revêem e pelo qual não se sentem defendidos, o que contribui para a diminuição da sua capacidade operacional”, acrescenta Fernando Curto, realçando a situação “de conflito e o mal-estar provocado” vivida na corporação, pela “falta de compreensão do actual comandante em relação às necessidades da corporação que comanda”.
No plenário, os bombeiros vão também abordar e discutir os assuntos relacionados com o horário de trabalho e o pagamento das horas extraordinárias.

Providência cautelar está a ser preparada

Num tom muito critico em relação às posições assumidas pelo comandante, o presidente da ANBP lamenta que, perante as alterações internas na corporação, existam mais “viaturas do que homens para as conduzir”, o que pode levar, de acordo com Fernando Curto, a colocar “em causa o socorro no concelho”.
O dirigente associativo acusa o comandante dos bombeiros municipais de ter “aceite” a divisão operacional do concelho em três, “retirando” competência “jurídica” e “operacional” à corporação profissional , a “quem tem a responsabilidade efectiva” naquelas duas áreas. “Não faz qualquer sentido esta reestruturação, porque se coloca em causa o socorro e a protecção de pessoas no concelho, e, isso, não podemos admitir”, frisa Fernando Curto, lembrando que desde 1986 que o quadro de pessoal dos bombeiros “mantém o mesmo número” de efectivos, ignorando o aumento demográfico populacional e do rácio número de homens/população .
Diz o dirigente associativo que a legislação prevê um bombeiro profissional para 1000 habitantes e que em Leiria esse número está “aquém do desejável”. “Reforço a ideia de que esta reorganização interna coloca em causa o socorro e a segurança das pessoas, e isso não queremos que aconteça “,
Segundo Fernando Curto, o departamento jurídico da associação está a elaborar uma providência cautelar para impedir a implementação de algumas alterações internas .
O processo deverá ser entregue no Tribunal Administrativo de Leiria a curto prazo, caso o comandante a Câmara Municipal de Leiria não recue nas medidas de reorganização internas implementadas na corporação.


“Não vejo razões para abandonar o comando”

O comandante dos Bombeiros Municipais de Leiria, Artur Figueiredo, afirma que não “vê razões” objectivas para ser exonerado, refuta as acusações da associação e do sindicato de bombeiros e assegura que o socorro “não está colocado em causa”, face à reoorganização interna.
“Não vejo razões para abandonar o cargo, porque as razões apontadas pela associação e sindicato são infundadas”, afirma Artur Figueiredo, lembrando que a divisão da responsabilidade operacional com as outras corporações de bombeiros voluntários de Leiria remonta há dois anos, aquando da elaboração do plano municipal concelhio por força das alterações da legislação. “O que pretende é que o socorro seja mais eficaz no concelho, daí termos elaborado esse plano em colaboração com as três corporações de voluntários, sendo certo que, em primeira instância, cabe aos Bombeiros Municipais a coordenação do socorro”, explica o comandante.
Em relação ao corte nas horas extraordinárias e à criação de um quinto piquete, Artur Figueiredo sustenta, uma vez mais, que o pagamento dessas horas “não pode ser enquadrado” face à legislação em vigor, daí “a autarquia ter sido obrigada a ajustar” a reorganização do serviço.
A criação de um quinto piquete com o mesmo número de homens, é, para Artur Figueiredo, uma situação que “não coloca em causa a prestação do socorro”, nem a “segurança dos leirienses.
Refira-se que o concelho de Leiria possui três corporações de bombeiros voluntários (Leiria, Ortigosa e Maceira), sendo que a corporação leiriense tem as secções de Monte Redondo e de Santa Catarina da Serra.
Em curso está o processo para a construção de um quartel, com vista à criação de uma nova corporação no concelho, com o apoio das populações das freguesias do Arrabal, Chaínça, Caranguejeira e Santa Catarina da Serra.
Mário P. / Diáriode Leiria

domingo, 4 de abril de 2010

Direcção acusada de se ter demitido de angariar fundos para resolver o problema do novo quartel

Discutiu-se muito na Assembleia-geral dos bombeiros mas ficou tudo como dantes.
Instado a pronunciar-se sobre os motivos que estão na origem do adiamento da inauguração do novo quartel, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Pinto, afirmou, no sábado passado, durante a apresentação do relatório de contas de 2009, que só falta arranjar 78 mil euros para o mobilar.
Porém, conhecendo “os constrangimentos” que existem, um elemento que fez parte da lista opositora nas eleições de há dois anos, contornou o argumento, acusando a direcção de se ter demitido do esforço de angariar fundos para resolver os problemas que impedem a ocupação do novo quartel.

O clima de apaziguamento no quartel dos Bombeiros Voluntá-rios de Macedo de Cavaleiros está ainda longe existir. Prova disso foi a discussão, sem resultados práticos, que sobressaiu da reunião da Assembleia-geral do sábado passado, convocada para aprovar o Relatório e Contas, relativo ao ano de 2009. Confrontado com as dúvidas de alguns só-cios acerca da situação que impede a ocupação do novo quartel, por parte dos bombeiros, o presidente da Associação Humanitária, Benjamim Pinto, afirmou que apenas falta o mobiliário e que não há os 78 mil euros necessários para o adquirir.

Além disso, o dirigente acrescentou que, como a Câmara Municipal se mostra indisponível para suportar tal encargo, não resta à Associação outra alternativa que não seja a de recorrer ao crédito bancário. De resto, no seu ponto de vista, estão todos os outros requisitos preenchidos, em termos de instalações e de arranjos exteriores.

Pelo contrário, conhecendo “os constrangimentos” que existem, Luís Baptista, que fez parte da lista opositora, nas eleições de há dois anos, considerou aquelas explicações insuficientes. Para este sócio, “seria bom que a direcção assumisse as suas responsabilidades, reconhecendo a sua incapacidade para resolver a situação, aliás, manifestada pelo facto de se ter demitido do esforço de anga-riar fundos para resolver os problemas que impedem a ocupação do novo quartel, por parte dos bombeiros”.

Outra voz crítica foi a de António José Vaz. Este sócio, lembrando o que ali se passou, no dia 23 de Abril do ano passado, lamentou que os dois vereadores (Duarte Moreno e Carlos Barroso), que na altura garantiram que a autarquia estava a negociar condições mais vantajosas para aderir à criação de uma Equipa de Intervenção Permanente (EIP), ali não estivessem para explicarem o que sucedeu, entretanto, para o município desistir de tal objectivo. É que, sabe-se agora, acrescentou António José Vaz,, “afinal não havia negociações nenhumas”, pelo que “não queria deixar de manifestar”, ali, a sua “nota de desagrado e um voto de protesto”, porque, do seu ponto de vista, “o que se passou é uma vergonha e Macedo passou a ser o único concelho do distrito a não dispor de uma Equipa de Intervenção Permanente´´.

A transferência do corpo de bombeiros para o novo quartel continua a ser uma questão que está longe de ser pacífica. Como lembrou no sábado passado, o comandante da corporação, João Carlos Venceslau, há cerca de dois anos, apresentou um relatório onde definia, entre outras coisas, as condições que deveriam ser criadas no novo quartel para o corpo de bombeiros se transferir para lá.

Uma delas é a da realização de obras nas novas instalações. Aliás, a avaliação desta exigência terá sido um dos objectivos da visita que o director-geral das Infra-estruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna fez ao edifício em Setembro de 2008. Segundo João Carlos Venceslau, a avaliar por um inquérito realizado entre os bombeiros, segundo o qual 95 por cento dos elementos no activo não concordam com a transferência, é muito provável que, sem a realização das ditas obras, os bombeiros não se mudem para o novo quartel.

Semanário Transmontano

sábado, 3 de abril de 2010

Encontro Nacional da Juvebombeiro em Peniche

Peniche acolhe nos dias 23, 24 e 25 de Abril um Encontro Nacional da Juvebombeiro. Destaque para o Seminário “Bombeiros, Sempre!”, onde o primeiro tema será “A experiência do Haiti”.
Os oradores convidados são Elísio Oliveira (CODIS de Lisboa e responsável da Missão Humanitária no Haiti), Marco Martins (Adj. Comando da Força Especial de Bombeiros (FEB), 2.º comandante dos Bombeiros Voluntários de Óbidos e Coordenador da equipa da FEB que integrou a missão no Haiti).
Será moderador Duarte Caldeira (presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses)

Os outros temas são “Informação – a primeira das urgências”, “Stresse – A ferida que não se vê mas que se sente” e “Os Bombeiros no Sistema de Protecção Civil”.

JornaldasCaldas

Macas retidas no hospital valem euros

Bombeiros querem cobrar taxa pelo "aluguer".

O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra, Jaime Soares, quer que as corporações passem a cobrar uma taxa de aluguer de equipamento aos hospitais pela utilização de macas de ambulência retidas nos serviços de urgência.

Em declarações à agência Lusa, Jaime Soares frisou que "há muitos meses" se assiste a uma situação de "abuso declarado" por parte dos serviços de urgências hospitalares na utilização de equipamento dos bombeiros "como se fosse dos hospitais".

Jaime Soares anunciou que vai propor, na federação distrital de bombeiros, que as corporações "passem a cobrar uma taxa por todo o material que ficar retido no hospital". "Não estamos a falar só de macas, mas de máscaras, coletes extractores ou talas para as pernas. O equipamento dos bombeiros não foi calculado para tapar a incapacidade e as falhas dos hospitais", sustentou o também comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares.

"Esquecem-se que uma ambulância ali retida pode estar a fazer falta noutro lado para salvar outras vidas", acusou o dirigente associativo.

Alvitrou ainda que as ambulâncias "regressem imediatamente ao quartel", embora sem maca, situação que, admitiu, só será exequível por corporações que disponham de equipamento de substituição.

A proposta do responsável federativo ocorreu no dia em que uma ambulância de emergência dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz (BVFF) esteve retida quatro horas na urgência do Hospital Distrital por falta de macas daquele serviço.

"Chegou ao hospital às 5 horas e só saiu às 9 horas. Ter uma ambulância do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) tripulada por profissionais, retida no hospital por falta de macas na urgência é impensável", afirmou João Moreira, comandante dos BVFF.

Na madrugada de ontem, uma segunda ambulância da corporação, activada em substituição, acabou, "pelo mesmo motivo", por ficar retida no hospital, entre as 6.36 horas e as 9.10 horas.

O comandante dos Voluntários disse, no entanto, tratar-se de uma "prática comum" em várias unidades hospitalares "da região e do país". "Já aconteceu, numa transferência para Coimbra, ficarmos oito horas retidos por falta de maca".

JN

Câmara de Fafe ajuda bombeiros a comprar ambulância

A Câmara Municipal de Fafe aprovou, na última reunião do Executivo, uma verba de 32 mil euros para a aquisição de uma nova ambulância de transporte múltiplo, para os Bombeiros Voluntários locais.

Aquele tipo de veículo, "tão necessário para os bombeiros", reconhece o Executivo, tem uma plataforma, para cadeira de rodas bem como um corredor com uma calha para a prender, de forma a facilitar o transporte de deficientes motores

Os membros do Executivo sublinharam a importância daquele veículo para a corporação de bombeiros, já que tem duas ambulâncias de transporte de doentes que não estão preparadas para aquele tipo de serviço.

Recorde-se que os Bombeiros Voluntários de Fafe estão a completar, este ano, 120 anos de existência.

JN

Bombeiros Espinhenses têm equipa destinada a emergências

Os Bombeiros Voluntários Espinhenses possuem uma equipa profissional de emergência pré-hospitalar ao serviço da população do concelho de Espinho. Essa equipa, que é uma aposta da direcção da corporação, começou a trabalhar anteontem.

Estão destacados cinco elementos para responder apenas a pedidos de emergência, como doenças súbitas, acidentes ou incêndios. O trabalho diário é assegurado por duas pessoas, que cumprem um turno das nove às 18 horas. Durante a noite, os voluntários ao serviço da corporação garantem o socorro de todos os incidentes imprevistos.

Fonte dos Espinhenses explicou, em declarações ao JN, que a corporação entendeu criar uma equipa só para casos de emergência, porque, em situações pontuais, foram detectadas falhas no socorro de doentes. No passado, surgiram situações em que todas as viaturas de emergência do concelho, incluindo a do INEM, encontravam-se ocupadas.

Cenário que não deverá repetir-se com esta solução. A equipa profissional de emergência pré-hospitalar dos Espinhenses estará em alerta no quartel, disponível para prestar socorro. Essa viatura não será utilizada para fazer o transporte de pessoas a consultas nos hospitais ou de fisioterapia. Esse serviço continuará a ser assegurado por outros veículos dos bombeiros voluntários.

JN